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Completed
Demon City Oni Goroshi
3 people found this review helpful
Mar 26, 2025
Completed 0
Overall 1.0
Story 1.0
Acting/Cast 8.0
Music 10
Rewatch Value 1.0
This review may contain spoilers

Chato

Que filminho ruim, viu? Nem vou terminar. Fui até a metade e já foi mais do que suficiente.

Apesar da cinematografia bonita, a história tem a profundidade de um pires. São tantas cenas vazias de luta que, por um momento, achei que estava assistindo a um filme estadunidense genérico.

Não tenho do que reclamar das cenas de ação, elas são muito bem executadas, e o Ikuta entrega tudo nelas (o cara é bom, não tem jeito). Mas de que adianta quando o personagem mal tem falas e a narrativa é praticamente inexistente? Metade do filme se resume a pancadaria sem substância, sem um enredo realmente envolvente por trás.

E a suspensão de descrença aqui simplesmente não existe. O protagonista leva um tiro na cabeça, é dado como morto, depois descobre que está vivo, mas tetraplégico. Do nada, se recupera milagrosamente e já sai por aí matando uma multidão como se nada tivesse acontecido. É tudo muito forçado, uma tentativa óbvia de reforçar o quão fodão ele é, sem o mínimo de coerência.

Não gostei do que vi e não faço questão de ver o resto.

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Completed
Murderous Encounter
1 people found this review helpful
6 days ago
10 of 10 episodes seen
Completed 0
Overall 2.0
Story 2.0
Acting/Cast 7.0
Music 6.0
Rewatch Value 1.0

Previsível

Tão previsível que chega a ser chato.

Eu já não tinha grandes expectativas em relação a esse drama, a apresentação dele é bem feia, mas ainda assim ele conseguiu me frustrar.

Desde o primeiro episódio fica óbvio quem é o culpado e quem é inocente, o que destrói completamente o mistério. É tudo tão clichê que é impossível se enganar, e a tentativa do diretor de iludir o telespectador é tão batida e transparente que não dá nem para cair. Foram literalmente dez episódios só para revelar o que já estava escancarado desde o início.

A trama dos assassinatos é sem graça, não gera tensão nem curiosidade. Eu não fiquei minimamente empolgada porque nada acontece de forma envolvente. O romance dos protagonistas também não funcionou pra mim, não senti química nenhuma e a narrativa é repetitiva e cansativa. Todo episódio termina do mesmo jeito, com ele fazendo aquela reflexão sobre comi ele é culpado, o que fica exaustivo muito rápido.

O drama perde tempo demais com câmera lenta e narração em monólogo, recursos que além de repetitivos não são nem um pouco atraentes.

Faltou desenvolver melhor os personagens. O único que tentaram trabalhar, e ainda assim de forma superficial, foi o protagonista. Nem a protagonista teve um arco de desenvolvimento minimamente relevante. O casal secundário então nem se fala, parece que só jogaram ali para preencher espaço. Se tivessem explorado, por exemplo, o trauma da melhor amiga da protagonista, isso poderia ter dado alguma profundidade a ela, mas nem isso. No fim, os personagens secundários mais parecem figurantes de luxo.

E o episódio final que deveria ser o grande clímax com a descoberta (óbvia), foi um verdadeiro show de horrores, uma sucessão de cenas convenientes. Tudo acontece da forma mais forçada e conveniente possível.

Enfim, é um drama bem fraquinho. Só não dou a nota mínima porque o protagonista tem um certo carisma, o personagem tem alguns bons diálogos, e o Jun fez um bom trabalho na interpretação. A atriz da mocinha é mediana, mas me convenceu dentro do que o roteiro permitia. De resto, nada a destacar. A fotografia é ok, a trilha sonora teve mais erros do que acertos, no geral é isso, um drama fraco e esquecível.

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Completed
Dependence
1 people found this review helpful
Jun 22, 2025
Completed 0
Overall 2.0
Story 2.0
Acting/Cast 4.0
Music 8.0
Rewatch Value 1.0

Entediante

Não considero Dependence um filme necessariamente ruim, mas também está longe de ser bom. O grande problema é que ele é, acima de tudo, chato, e isso foi o suficiente para torná-lo ruim.

Demorei dois dias para terminar um filme de apenas 1h40, algo que raramente acontece. A narrativa se arrasta e pouca coisa realmente acontece.

Os personagens carecem de carisma e de qualquer traço que gere empatia. Não há química entre eles, e sua evolução ao longo do filme é praticamente nula. A sensação é de que os personagens que vemos no início são os mesmos que encontramos no fim. Não há uma jornada transformadora, o que compromete o propósito do enredo e enfraquece o envolvimento do espectador.

A direção acerta pontualmente na estética, mas fora isso, é difícil destacar algum outro mérito técnico.

A história acompanha um casal desinteressante: ela, uma mulher carente, dependente, sem ambições ou objetivos, que passa os dias entre a cama e visitas a um pet shop; ele, um homem frustrado profissionalmente, que trabalha em uma editora e sonha em ser escritor. Ao longo do filme, ela começa a ganhar destaque na área dele, o que desgasta a relação até levá-los à separação.

Ainda assim, ao final da trama, ela continua sendo uma mulher sem grandes aspirações, apenas adaptada à nova realidade, mas ainda desmotivada e desconectada do mundo. Ele, por sua vez, segue sendo o mesmo homem frustrado profissionalmente. Nada muda de fato, e isso esvazia completamente a narrativa.

O roteiro tenta inserir discussões e reflexões que não têm base na construção dos personagens ou dos conflitos. A separação do casal, por exemplo, parece acontecer sem um motivo concreto. Fica uma sensação vaga de que ele talvez gostasse da dependência dela, e que sua autonomia passou a incomodá-lo, mas essa possível tensão não é explorada de forma significativa.

No fim, Dependence é um filme fraco, insosso e cansativo. Não vale a pena nem como drama, nem como romance (este praticamente inexiste). A atuação dos protagonistas também não impressiona, o que apenas reforça o desinteresse geral causado pela obra.

Infelizmente, não recomendo.

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Completed
The World of Kanako
1 people found this review helpful
Jun 7, 2025
Completed 0
Overall 6.0
Story 6.0
Acting/Cast 10
Music 10
Rewatch Value 5.0

Estou sem palavras

Que filme alucinante, estou em êxtase!

The World of Kanako é completamente fora da caixinha (insano, visceral, perturbador) e me manteve vidrada em cada minuto. É daqueles filmes que você assiste com os olhos arregalados, soltando um "meu deus!" a cada reviravolta.

Os três maiores acertos, sem dúvida, foram:

1. O elenco, que entrega atuações arrebatadoras. Estamos falando de performances intensas, viscerais, daquelas que transbordam desconforto e verdade.

2. Os diálogos, sempre crus, violentos, cheios de tensão. Cada fala carrega um impacto narrativo real.

3. A montagem, que é simplesmente sensacional. Os cortes abruptos, os flashes e as transições caóticas refletem perfeitamente o estado mental do protagonista. Em cenas onde ele está mais perturbado ou sendo hipócrita, a edição acompanha seu colapso psicológico ou hipocrisia de forma sensacional.

A premissa parece simples: um ex-detetive alcoólatra e emocionalmente destruído descobre que sua filha desapareceu. A partir daí, embarca numa investigação desordenada e pessoal para encontrá-la. Aos poucos, ele descobre que a filha que idealizou está longe de ser inocente. Na verdade, Kanako é tão perturbadora, cruel e manipuladora quanto ele.

Um dos grandes méritos do filme é como ele brinca com as linhas temporais. No início, o roteiro sinaliza claramente o que é passado e presente, mas conforme a trama se intensifica, essa distinção desaparece, e curiosamente não fica confuso. A narrativa embaralhada acaba sendo mais um reflexo do caos interno do protagonista do que um mero recurso estilístico. E funciona.

As transições são um espetáculo à parte. Até as cenas mais calmas ganham tensão com a montagem agressiva, cheia de cortes rápidos e inserções quase subliminares. A maquiagem também merece destaque, não economizam em sangue, dor e impacto visual. A violência é gráfica, brutal, e atinge o espectador com força.

Outro ponto que adorei: não há ninguém para se apegar. Todos os personagens são moralmente podres. O filme não nos oferece mocinhos, só acompanhamos, como testemunhas horrorizadas, uma sucessão de decisões autodestrutivas. É um mergulho num abismo humano onde não há redenção (NÃO HÁ!!).

Mas claro, nem tudo funcionou. Por volta da metade, há uma quebra de ritmo difícil de ignorar. Um plot twist muda a perspectiva do protagonista e do espectador, mas também abre as portas para um excesso de tramas paralelas. A partir daí, o roteiro tenta dar conta de muitos elementos: envolvimento com empresários ricos, assassinos de aluguel, um policial perturbado e caricato (até agora não entendi sua real função na trama), guerra de gangues, rivalidades adolescentes. É como se o filme tentasse multiplicar os suspeitos e as teorias, perdendo o foco do que realmente importa.

Apesar desse exagero, o roteiro consegue se reencontrar perto do fim, entregando uma conclusão à altura do caos que construiu.

Sim, é um filme absurdamente violento. Em vários momentos, fiquei FISICAMENTE desconfortável, especialmente por causa da crueldade gráfica contra os personagens. E é importante deixar claro que o protagonista é um ser humano desprezível, podre, repulsivo. E sua filha não fica atrás. É um filme sobre a podridão humana, sem qualquer tentativa de suavizar ou justificar o que mostra.

Ainda assim, The World of Kanako me conquistou. Me entreteve, me chocou, me jogou no chão. Tem identidade, tem estilo, tem cenas memoráveis, diálogos densos e atuações monstruosas tanto do elenco jovem quanto dos veteranos.

Recomendo fortemente para quem curte filmes perturbadores que desafiam sua zona de conforto. Mas vá preparado, é preciso estômago, e nenhuma esperança de encontrar bons personagens. Aqui, todos estão afundando e levando os outros junto.

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Completed
I Saw the Devil
1 people found this review helpful
Jun 4, 2025
Completed 0
Overall 8.0
Story 8.0
Acting/Cast 10
Music 9.0
Rewatch Value 8.0
This review may contain spoilers

Impactante

Enrolei muito para começar esse filme, justamente por conta de sua fama como um dos melhores thrillers da Coreia do Sul. De fato concordo: é realmente muito bom. Ainda assim, acho que ele peca em alguns pontos, e por isso minha nota final fica em 8/10.

Extremamente bem filmado, com uma fotografia imersiva e uma direção que transforma todas as cenas de violência em experiências agonizantes e perturbadoras, I Saw the Devil me surpreendeu. A violência não é gratuita: as sequências longas, com poucos ou nenhum corte, criam uma tensão absurda, te deixando angustiado e com vontade de desviar o olhar.

O vilão, interpretado magistralmente, não busca ser carismático: ele é grotesco, cruel, quase um animal. Na primeira metade do filme, achei que ele fosse o “diabo” do título, enquanto o protagonista seria apenas alguém que o “viu”, um homem em busca de vingança pela morte brutal da noiva.

O vilão é um serial killer incontrolável, com sede de sangue, um maníaco sexual que escolhe como alvos mulheres bonitas e vulneráveis, embora também não hesite em matar qualquer homem que atrapalhe sua caçada. A direção acerta muito ao não romantizar essa figura. Por mais que o ator tenha carisma, o personagem não tem nada. E que atuação incrível, ele simplesmente se transforma, e não falo de maquiagem, mas de presença, de entrega.

Do outro lado, o protagonista — que inicialmente parece o "mocinho" clássico — me surpreendeu ainda mais. No começo, imaginei que seria o típico filme de vingança: um herói que persegue o vilão até matá-lo. Mas a segunda metade desconstrói totalmente essa expectativa. O vingador não quer apenas matar, ele quer transformar o vilão em sua presa, num jogo de caça cruel e psicológico. Ele o pega, tortura… e solta. Pega de novo, tortura… e solta. Vai quebrando o vilão física e mentalmente, criando nele o mesmo terror que causou às vítimas. A sombra da vingança o domina de tal forma que é possível sentir que ele está gostando desse jogo. Quem antes era apenas alguém que “viu o diabo”, acaba se transformando no próprio “diabo” aos olhos do vilão.

A mensagem do filme sobre vingança é poderosa, ela nunca traz vitória, apenas mais destruição. O vingador já havia perdido tudo no momento em que perdeu sua noiva, e o vilão nunca deixa que ele esqueça disso.

O filme é cru, violento, sombrio. Me peguei várias vezes tampando a boca, seja por susto, seja por incredulidade. Particularmente, achei a segunda metade muito superior à primeira (como se houvesse uma conversão do thriller em thriller psicológico), embora a direção fosse impecável do começo ao fim, potencializada ainda mais por uma trilha sonora precisa, que intensifica cada cena.

Mas nem tudo funcionou para mim. Duas coisas me incomodaram bastante.

A primeira foi aquela cena forçadíssima na reta final: a polícia inexplicavelmente enrolando para prender o serial killer, dando tempo para o protagonista sequestrá-lo antes da prisão de uma maneira ridícula e mentirosa. Foi uma clara conveniência de roteiro, que destoou de toda a construção cuidadosa do filme até ali.

A segunda foi a inserção desnecessária da “família canibal”, numa clara referência (ou cópia) a O Massacre da Serra Elétrica: um amigo do vilão, que vive isolado com a esposa, e que também é canibal. Achei essa parte mal inserida e mal desenvolvida, não acrescentou praticamente nada à trama. Pelo contrário contrário, soou como um artifício gratuito para chocar, algo que o resto do filme não precisava.

Enfim, é um filme ótimo, um baita thriller, que recomendo para quem tem estômago forte. Tem alguns jump scares (o primeiro quase me matou de susto), mas, no geral, não é um filme de terror, e sim um thriller psicológico denso e impactante.

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Completed
Love and Fortune
1 people found this review helpful
Apr 21, 2025
12 of 12 episodes seen
Completed 0
Overall 2.0
Story 2.0
Acting/Cast 6.0
Music 10
Rewatch Value 1.0

Japão sendo Japão

Resolvi assistir à famigerada bomba Love and Fortune para entender se ela realmente merece a péssima reputação que carrega.

E, infelizmente, tenho que concordar: merece sim.

Gosto de ver esse tipo de produção polêmica para formar minha própria opinião. Afinal, todos temos nossos guilty pleasures, e gosto pessoal nem sempre anda de mãos dadas com qualidade técnica. Não sou crítica profissional, então minha análise parte mesmo de como a história me afeta. E, nesse caso, me afetou de forma bem negativa.

Quando assisto algo com age gap, costumo me perguntar duas coisas: 1) essa diferença de idade é essencial para a narrativa? e 2) os personagens precisavam mesmo ter essas idades específicas?

Pego Lolita como exemplo. Ali, a diferença extrema de idade é o pilar central da história; sem ela, a trama simplesmente não existiria. A menina precisava ter 12 anos, o homem, ser muito mais velho. A crítica se sustenta exatamente nesse abismo entre eles.

Agora, em Love and Fortune, o menino precisava mesmo ter 15 anos enquanto ela tinha 31? Isso muda algo estrutural na trama? A resposta, pra mim, é não. Se ele tivesse 17, quase 18, ainda seria um relacionamento ilegal no Japão e ainda levantaria os mesmos dilemas éticos.

Quando uma escolha narrativa parece existir apenas para causar choque, sem aprofundamento nem propósito real, soa gratuita e, nesse caso, completamente irresponsável.

O que mais me incomodou foi a naturalidade com que a protagonista lida com a idade dele. Ela vê que ele tem 15 anos e em nenhum momento questiona suas atitudes, não hesita, não reflete sobre as implicações éticas e morais de se envolver romanticamente com um adolescente. Pelo contrário: ela se aproveita claramente de sua posição de superioridade e da vulnerabilidade dele. É um menino tímido, sem amigos, inseguro, e ela, uma mulher adulta, projeta nele seus desejos e frustrações. Foi impossível não ver isso como uma relação abusiva. Mesmo que o roteiro tente suavizar a situação com a ideia de “consentimento”, até que ponto um garoto de 15 anos tem maturidade emocional para consentir plenamente nesse contexto?

A trama até tenta, de forma superficial, abordar os dilemas de mulheres na casa dos 30: a pressão social para casar, ter filhos, manter uma carreira. Mas a abordagem é rasa e pouco convincente. O único ponto em que o roteiro realmente acerta é ao mostrar o desgaste da rotina em um relacionamento. A protagonista está infeliz no trabalho, no namoro, e ao invés de enfrentar isso com diálogo ou autoconhecimento, ela simplesmente trai. Mas nem essa traição é tratada com densidade. Ela não conversa com o namorado, não confronta os próprios sentimentos. É apática, desconectada, quase infantil. Uma mulher de 31 anos que se comporta como uma adolescente perdida, sem qualquer senso de responsabilidade sobre seus atos.

Esperei até o fim por alguma consequência, redenção ou ao menos uma reflexão mais profunda. Mas não veio. No lugar disso, vemos ela destruindo emocionalmente um garoto que ela mal conhecia, alimentando todas as inseguranças dele até o ponto de ruptura: ele abandona a escola, se torna paranoico, inseguro, ciumento. Mas, sinceramente, como julgá-lo? Ele é só um menino.

O drama me deixou com um gosto amargo. A mensagem que passa é torta, mal elaborada, e o desenvolvimento dos personagens não convence. A única coisa que posso elogiar, com sinceridade, é a fotografia. Realmente muito bonita e bem cuidada. Mas isso não foi suficiente para salvar a experiência.

No fim, achei o drama fraco, entediante na maior parte do tempo, com poucos momentos realmente bons. Não recomendo.

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Completed
A Conviction of Marriage
1 people found this review helpful
Mar 27, 2025
Completed 0
Overall 8.0
Story 8.0
Acting/Cast 10
Music 10
Rewatch Value 10

Surpreendente

Eu simplesmente não consigo acreditar no quanto adorei esse filme.

A Conviction of Marriage é um thriller psicológico fascinante sobre uma serial killer no corredor da morte que começa a receber visitas regulares de um homem determinado a se casar com ela.

A trama é repleta de reviravoltas e entrega um plot twist muito bom, mas o que realmente me impressionou foi a profundidade emocional da história.

Em apenas duas horas, o roteiro consegue desenvolver absurdamente bem tanto a protagonista quanto o homem interessado por ela, sem jamais parecer apressado ou raso. O drama tem substância, e a construção dos personagens é tão envolvente que, mesmo achando a protagonista insana à primeira vista, você se pega emocionalmente apegado a ela.

A cinematografia é um espetáculo à parte. A atmosfera do filme é tão intensa que te suga completamente para dentro desse thriller psicológico — você sente cada cena como se estivesse lá.

E o que dizer da atuação dos protagonistas? Simplesmente impecável. Eles entregam performances tão naturais e viscerais que você até esquece que está assistindo a um filme. Ela encarna perfeitamente a loucura e instabilidade da personagem, enquanto ele transmite um fascínio inquietante por ela.

Outro ponto alto é a forma como o filme usa flashbacks. Diferente de muitos thrillers, que às vezes abusam desse recurso de forma cansativa, aqui eles são bem explorados e inteligentemente encaixados. Cada cena te faz interpretar a história de uma maneira, só para, logo em seguida, vir outra cena que muda completamente sua percepção. É esse jogo psicológico que mantém o filme tão intrigante.

E mesmo com duas horas de duração, a sensação que fica é de que você acabou de sair de uma maratona de série, não por ser cansativo ou arrastado, mas porque há tantas camadas e tanta complexidade que o impacto é profundo.

Ah, e ainda tem uma cena pós-créditos que muda completamente a forma como enxergamos algumas partes da trama. Um detalhe que só reforça o quão bem amarrado o roteiro é.

Não espere um thriller recheado de violência gráfica. Aqui, o terror está na mente dos personagens. Mas se você gosta de um bom suspense psicológico com doses de romance e drama, A Conviction of Marriage é um filme que vale muito a pena.

Recomendo demais!

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May 2, 2025
10 of 10 episodes seen
Completed 0
Overall 2.0
Story 2.0
Acting/Cast 4.0
Music 1.0
Rewatch Value 1.0

Entediante

Zaibatsu Fukushu: Aniyome ni Natta Moto Yome e foi, infelizmente, o primeiro drama de 2025 que realmente não me agradou.



E nem é porque a premissa seja ruim — na verdade, ela até tem potencial. O problema é que o roteiro está tão saturado de clichês que tudo se torna extremamente previsível e, consequentemente, entediante.



Não houve uma única cena que me surpreendesse ou que me pegasse desprevenida. O roteirista conseguiu reunir todos os lugares-comuns do gênero e entregou uma narrativa sem qualquer frescor, sem personalidade e totalmente desprovida de originalidade. Todos os twists estavam na cara desde o primeiro episódio.



A trama gira em torno de um homem adotado na infância por uma família rica, que o maltratou e agora é alvo de sua vingança. Só que tudo, o motivo da adoção, os abusos sofridos, a execução de cada vingança, os desfechos dos personagens e até suas motivações, segue o manual básico do drama de vingança genérico. Tudo é raso, óbvio e já foi feito dezenas de vezes, com muito mais impacto, por outros dramas e filmes.



Mesmo com alguns bons desempenhos no elenco, não consegui me conectar ou torcer por ninguém. Os personagens são incrivelmente superficiais, e nenhum deles conseguiu gerar empatia ou sequer curiosidade. A fotografia tenta remeter aos dramas japoneses dos anos 2010, o que até poderia funcionar como charme nostálgico, mas aqui só reforça a sensação de que estamos vendo algo datado.



Além disso, várias cenas escorregam para o caricato de tão exageradas, e a quantidade de furos no roteiro chega a ser constrangedora. A história é simplória, batida, previsível e, pior ainda, vendida de forma enganosa: prometeram um thriller com romance, mas entregaram apenas um thriller morno e sem qualquer química entre os personagens.



No fim das contas, é uma obra esquecível, sem alma, sem impacto e sem nada que a torne digna de recomendação. Uma grande decepção.

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Completed
The Confidence
1 people found this review helpful
Dec 14, 2024
40 of 40 episodes seen
Completed 0
Overall 10
Story 10
Acting/Cast 10
Music 10
Rewatch Value 10

A Sweet Obsession

I’m simply obsessed. This was, without a doubt, the drama that consumed me the most this year. Ironically, much of the story revolves around obsession itself.

The protagonist is a SOCIOPATH. I can’t remember the last time I saw a sociopath as the main character, and I have to say: they are fascinating. Much more interesting than psychopaths, because the dynamic they create with other characters is different and extremely engaging.

The drama revolves entirely around him. It’s about who he is, what he does, and how everyone around him tries to bring him down—whether through justice or their own means. What really hooked me is that he’s not just the villain; he’s the driving force behind everything.

I didn’t find it to be a typical thriller. Usually, thrillers focus on facts, on events that move the plot, with external twists. Here, the focus is on the characters: their motivations, relationships, and layers. It feels more like a drama with thriller tones, which is probably why I was so enchanted by it.

About obsession: the protagonist takes it to another level. I’ve never seen anyone so obsessed, and that’s what makes him so memorable. He’s violent, desperate, unpredictable, and yet brilliantly smart. He’s a bad guy with “good” justifications (in his own mind).

His story is marked by destruction. He was betrayed, manipulated, and used as a pawn, so all he could do was react. And what a reaction. His violence escalates as the episodes go on, while his humanity disappears.

His moments of humanity are rare. They surface when he thinks he’s in love or believes he has friends. But his obsession with a woman who just wants to escape from him is what truly drives his downfall.

And the script? It’s masterful. Every detail matters. Everything, no matter how small it seems, has enormous consequences later on. It’s like a beautifully crafted butterfly effect. Plus, the plot never gets dull: something is always happening.

The protagonist is the driving force. He’s the active character, moving the entire story with his unpredictable actions. Just when it seems like he’s going to stop, he does something completely impulsive and changes everything.

The cinematography is flawless. Everything is visually captivating: the setting, the art direction, the soundtrack. You can feel the care in every frame.

P.S.: There’s no romance. His obsession isn’t love—it’s pure fixation. It starts with hatred, then turns into a twisted kind of kindness, and finally, desperation. The woman he pursues is strong and never gives in. It was impossible not to root for her… but I’ll admit, since he’s my favorite, part of me wished she’d reciprocate, even if just for a second.

All in all, it was incredible. The Confidence is a heavy, violent drama centered on a completely irredeemable protagonist. But since it’s fiction, I allowed myself to enjoy it. Highly recommend it, but fair warning: prepare for intense emotions and an unforgettable sociopath.

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Completed
When the Stars Gossip
0 people found this review helpful
1 day ago
16 of 16 episodes seen
Completed 0
Overall 8.0
Story 8.0
Acting/Cast 10
Music 8.0
Rewatch Value 8.0

Subestimado

Agora que finalmente terminei o drama, vou dar uma opinião bem sincera: eu gostei muito.

Ele parte de uma premissa simples e objetiva, e o maior mérito da obra é justamente se manter fiel a ela do primeiro ao último episódio.

Tudo gira em torno da vida e da ideia de gerar: um médico obstetra, uma astronauta responsável por experimentos de reprodução de roedores no espaço, a fecundação secreta na estação espacial para que o sogro do protagonista continuasse sua linhagem, enfim, a trama nunca foge do que se propôs a discutir. Gerar é a base de tudo, e isso dá uma coesão muito bonita à narrativa.

Dentro disso, nada mais natural do que desenvolver um relacionamento entre o médico e a astronauta, o que acrescenta justamente a possibilidade de gerar vida no espaço também no plano humano. Eu gostei bastante de como essa relação foi construída. Ele é um personagem que nunca havia se apaixonado, e dividir um espaço tão íntimo e extremo com uma mulher tão dedicada, tão focada em criar e preservar a vida, acaba encantando ele. Ela, por sua vez, vive um tabu profissional ao se envolver com um turista espacial enquanto comandante, e as situações constantes de risco e quase-morte são fundamentais para despertar esse vínculo entre eles. Tudo isso fez sentido dentro do contexto.

O drama é muito gostoso de assistir. Tem um ritmo fácil, é acessível, não se perde em termos científicos nem tenta parecer mais inteligente do que é. Apesar de ser sci-fi, ele não foca em estudos técnicos, mas nas relações humanas. Acompanhar a rotina dos astronautas enquanto pessoas, convivendo, trabalhando, trocando experiências naquele ambiente tão específico, foi algo realmente prazeroso.

A mensagem do drama é bastante clara, até óbvia demais em alguns momentos, e eu nem concordo com ela. Mas, olhando como ficção, isso não me incomodou. Toda obra quer dizer alguma coisa, seja política, social ou emocional, e aqui o diretor escolheu passar a mensagem dele de forma direta. Eu gosto de assistir às coisas de forma crítica, e isso não me impede de aproveitar, pelo contrário, enriquece a experiência. Dá para perceber as intenções por trás de algumas falas e acontecimentos, especialmente quando lembramos da crise demográfica que a Coreia enfrenta hoje. Ainda assim, isso não estragou minha experiência, deu para discordar e, ao mesmo tempo, aproveitar personagens, diálogos e situações.

Um bom exemplo disso é a cena em que ela joga as mórulas fora e ele a chama de assassina. Eu discordo completamente da visão dele, mas o personagem foi construído exatamente para pensar assim. Ele é coerente consigo mesmo e com seu papel na história, e isso torna a cena válida dentro da lógica da narrativa.

Outro ponto forte é como o drama foi soltando pistas sutis desde o início sobre como tudo terminaria. O final não parece jogado, aleatório ou inventado às pressas, a história caminha para ele desde o começo, construindo aquele desfecho aos poucos.

Sinceramente, eu não entendo por que esse drama foi tão criticado. A trilha sonora é ótima, a fotografia é linda, os efeitos especiais são muito bem feitos e deixam tudo visualmente prazeroso. As cenas de tensão no espaço me deixaram com o coração na boca, e as cenas mais leves me fizeram rir à toa.

Ele não é complexo, não é profundo, mas também nunca prometeu ser. Isso não significa que seja vazio. Pelo contrário, achei interessante como o drama insere de forma natural aspectos reais das missões espaciais, a rotina, os exercícios diários por causa da perda de massa muscular, os enjoos, as sequelas físicas, inclusive ligadas à gravidez, sem transformar isso em algo técnico demais ou didático demais. São fatos reais inseridos com leveza, que enriquecem a trama sem sobrecarregar.

A química do casal é muito boa, e embora eu ache que o sentimento deles avançou rápido demais, relevei isso pelo contexto. Quando você confina pessoas em situações extremas, os sentimentos realmente se intensificam, basta ver como isso acontece até em realities como Big Brother.

Mesmo na simplicidade, os personagens conseguiram me emocionar, me fazer rir e até chorar (muito, em especial no último episódio).

Agora, se alguém me disser que se frustrou porque criou expectativas muito altas por causa da roteirista, eu entendo. Pelo peso do nome dela, esse realmente é um trabalho mais simples e modesto, poderia ter mais nuances, mais subentendidos, relações mais complexas. Mas claramente houve uma escolha do diretor por uma mensagem clara e uma narrativa linear. E, dentro dessa proposta, ele foi muito bem-sucedido.

No fim, é isso, um drama muito bom, coeso, linear, fiel à própria proposta e tecnicamente muito bem feito, que entrega exatamente o que promete, sem fingir ser algo que não é.

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Completed
Dead or Love
0 people found this review helpful
4 days ago
8 of 8 episodes seen
Completed 0
Overall 9.0
Story 9.0
Acting/Cast 8.0
Music 8.0
Rewatch Value 10

Melhor do que eu esperava

Contrariando a maioria das avaliações, eu achei esse drama maravilhoso.

É o tipo de história que, se fosse contada de forma linear, provavelmente não teria nem metade do impacto, mas a forma como ela é construída transforma tudo num thriller extremamente empolgante, com um ritmo viciante, que te pega de jeito e simplesmente não deixa você parar de assistir. É um thriller feito pra maratonar.

É mais um daqueles dramas que começam interessantes, e ficam cada vez melhores a cada episódio. Você sente a narrativa ganhar velocidade conforme se aproxima do clímax e conforme você vai entendendo o que realmente está acontecendo.

No início, temos apenas uma mulher casada com um homem estranho e uma jornalista assassinada, e só isso. Mas aos poucos você passa a entender quem é essa mulher, quem foi essa jornalista e, principalmente, quem é esse marido. Quanto mais o passado dele se revela, como eles se conheceram, como se casaram, o que estava acontecendo na época da morte da jornalista, mais o drama cresce e mais fascinante ele se torna.

Todos os episódios são recheados de pistas muito sutis e, ainda assim, os acontecimentos passam longe de serem óbvios. Eu fiquei genuinamente surpresa e empolgada assistindo, e quanto mais eu conhecia o protagonista, mais eu gostava dele e mais empatia eu sentia, por mais “vilão” que ele seja.

Também gostei muito do papel de cada personagem. Mesmo sendo um drama curto, o tempo de tela é muito bem distribuído, nada sobra e nada falta. Os personagens secundários têm função, personalidade e peso na trama, não estão ali só pra preencher espaço, eles realmente importam. Isso foi uma das coisas que mais me agradou.

Eu amei, amei mesmo. Diálogos críveis e naturais, personagens instigantes e um “vilão” que está longe de ser genérico. Ele não mata simplesmente por matar, há uma motivação forte por trás, e eu acabei sentindo empatia por isso. Foi difícil não acabar torcendo por ele no final (o que é curioso, porque no começo ele nem parecia alguém interessante, mas rapidamente roubou a cena).

Gosto da montagem, da maquiagem, da ambientação, da trilha sonora, gosto de tudo. Só não dei nota máxima por um ou outro exagero que aparece no caminho, mas nada que realmente tire o brilho da história.

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Tada Rikon Shitenai dake
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8 days ago
12 of 12 episodes seen
Completed 0
Overall 8.0
Story 8.0
Acting/Cast 8.0
Music 10
Rewatch Value 8.0

Surpreendente

Esse drama me surpreendeu em um nível que eu jamais esperaria.

É daquele tipo que a gente começa sem expectativa nenhuma porque toda a apresentação dele é feia, o pôster, o título e até a sinopse, tudo parece pouco convidativo.

Comecei despretensiosamente só porque eram episódios de pouco mais de 30 minutos e apenas 12 no total, então dá pra imaginar o baque que levei com essa história.

Dá pra dizer que ela tem duas fases muito bem definidas. A primeira é um drama denso e pesado, que vai ficando cada vez mais dark conforme avança. Você vai se afundando na obscuridade do protagonista e vendo como ela engole as pessoas ao redor dele. Até que acontece um ponto de virada no roteiro que transforma tudo em um thriller intenso e angustiante de acompanhar. A tensão cresce a cada cena, a cada episódio, de um jeito tão poderoso que em vários momentos eu precisei pausar só pra recuperar o fôlego. As reviravoltas me mantiveram grudada na tela, e muita coisa eu realmente não esperava que fosse acontecer.

Ao mesmo tempo, tanto na fase do drama quanto na do thriller, vai sendo construída uma redenção muito bem desenvolvida em torno do protagonista. E o desfecho disso no último episódio é tão bonito que foi impossível não me derramar em lágrimas.

Acabei me apegando muito aos personagens, principalmente a ele. Por maiores que tenham sido seus erros (e não foram poucos), acompanhar sua angústia, seu desespero e sua depressão acabou me fazendo entender sua dor e criar empatia por ele.

É realmente um drama interessante, pesado e angustiante, e vale muito a pena assistir. Teve um ou outro exagero que me incomodou, mas no geral continua sendo uma experiência ótima.

Gostei demais de como tudo foi interligado, dá pra notar que, mesmo sendo um drama de baixo orçamento, a diretora-roteirista conseguiu extrair ouro do material.

Tô feliz demais de ter encontrado esse drama pra assistir.

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I Just Didn't Do It
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11 days ago
Completed 0
Overall 6.0
Story 6.0
Acting/Cast 8.0
Music 6.0
Rewatch Value 5.0

Bom

Esse filme foi realmente interessante de acompanhar, é bem feito e me entreteve.

Ainda assim, achei desnecessariamente longo. Presumi que as mais de duas horas de duração seriam usadas para desenvolver melhor o personagem ou o drama dele, mas o que temos é basicamente um filme sobre o julgamento, quase todo passado dentro de um tribunal. Isso não é ruim em si, mas poderia ter sido melhor explorado.

Além disso, o filme carrega uma trama conceitualmente perigosa. Percebi pelas reviews e comentários que muitos homens deturparam completamente a mensagem do filme, interpretando-o como uma crítica às “acusações falsas” feitas por mulheres contra homens inocentes, quando na verdade o que o filme mostra de forma bastante clara é como o sistema judiciário japonês é falho, como juízes e promotores ficam limitados às provas disponíveis e como tribunais não existem para estabelecer a verdade absoluta, mas para julgar com base no que é apresentado processualmente. Isso pode resultar tanto na absolvição de um culpado quanto na condenação de um inocente.

O perigo dessa abordagem está justamente aí: ela abre margem para reforçar o discurso ultrapassado de que não se deve confiar na palavra da vítima. E sabemos que assédio é uma das coisas mais difíceis de se comprovar judicialmente, e que a palavra da vítima ainda hoje é constantemente invalidada, apesar de ser algo que nós, mulheres, temos conquistado aos poucos dentro do sistema jurídico.

No geral, achei um bom filme, mas senti falta de mostrar melhor o peso emocional e psicológico daquele processo sobre o protagonista. Faltou drama. A narrativa acabou ficando excessivamente jurídica, quase como assistir a um julgamento de fora, de alguém que eu não conheço e sobre quem não sei nada além do que a defesa e a acusação estão alegando.

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Bijo to Danshi
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Oct 28, 2025
20 of 20 episodes seen
Completed 0
Overall 9.0
Story 10
Acting/Cast 8.0
Music 10
Rewatch Value 9.0

Um verdadeiro achado

ai gente sinceramente? eu amei, esse roteiro deixou tudo tão natural, e a atenção aos detalhes é incrível

acho que quem assistir esperando um romance vai se frustrar (e não culpo, porque a sinopse e o começo do drama vendem exatamente isso) mas ele vai muito além

acompanhamos uma mulher extremamente competente, mas também arrogante e difícil de lidar, que tenta transformar um garoto qualquer em uma estrela de cinema, ele é presunçoso, preguiçoso e pouco comprometido com o que faz, mas aos poucos ambos crescem e amadurecem

ele aprende a lutar pelos seus objetivos e principalmente a se apaixonar pela atuação

o drama mergulha fundo na indústria do entretenimento, mostrando como é árduo partir do zero e chegar ao topo, tudo é retratado com tanta veracidade: as dificuldades, o processo de crescimento, as frustrações e as conquistas, vemos um ator que não sabia atuar se transformar em um verdadeiro ás, e uma mulher que reencontra uma nova vocação

os personagens secundários também são muito bem construídos, e tudo serve a um propósito

em 20 episódios, o drama não foge do tema nem cria conflitos desnecessários, cada arco, cada papel que o protagonista interpreta, reflete algo que os personagens estão vivendo naquele momento

é uma história linda, embora o romance não seja o foco (está bem longe disso, aliás), ele é desenvolvido com muita sensibilidade: duas pessoas que não se respeitavam se tornam verdadeiros companheiros, que se desafiam, se apoiam e se entendem como ninguém, duas almas gêmeas que juntas alcançam o que tanto desejavam

eu achei simplesmente lindo, me emocionei várias vezes, a forma como desenvolveram cada personagem é impecável, dá pra notar o crescimento deles até nas expressões e na linguagem corporal

um drama muito bem escrito, dirigido e atuado, um verdadeiro achado

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Completed
Saikou no Rikon
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Sep 6, 2025
11 of 11 episodes seen
Completed 0
Overall 7.0
Story 7.0
Acting/Cast 9.0
Music 10
Rewatch Value 7.0

Me surpreendeu

Esse drama me surpreendeu. Esperava uma comédia romântica qualquer, mas encontrei um baita slice of life.

Acompanhamos o casamento e o divórcio de dois casais, com uma narrativa simples, focada no cotidiano e nos problemas que qualquer casal poderia ter. Os personagens são únicos e incrivelmente reais.

A maior força do drama está nos diálogos. Eles são naturais, necessários, nunca expositivos, e o impacto vem durante as conversas. Os monólogos e as discussões estão entre meus momentos favoritos. Há tanto realismo que parece que estamos observando pessoas reais, não atores.

Outro ponto que adorei foi o jogo de câmera, sempre posicionada de forma estratégica nos dando a sensação de espiar a vida desses casais, sem zooms nem exageros, como se estivéssemos escondidos acompanhando cada detalhe. É tão imersivo que me peguei chorando várias vezes pela naturalidade dos conflitos. Não há nada grandioso, apenas a realidade.

As atuações são incríveis e os personagens cheios de personalidade, sem excessos. Também achei brilhante a escolha de não usar flashbacks em momentos marcantes. Quando uma personagem conta como perdeu o pai, por exemplo, tudo acontece apenas pelo diálogo, com detalhes tão bem colocados que você consegue visualizar a cena inteira sem esforço. Isso exige um roteirista muito bom e esse fez um trabalho excepcional.

É um drama que ficará no meu coração por muito tempo. Realmente muito bom.

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