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Love in the Moonlight thai drama review
Completed
Love in the Moonlight
0 people found this review helpful
by camila
28 days ago
12 of 12 episodes seen
Completed
Overall 10
Story 10.0
Acting/Cast 9.0
Music 10.0
Rewatch Value 9.0

Amar sob a luz da lua (e do medo)

Love in the Moonlight seria facilmente uma daquelas séries BL que eu deixaria passar despercebida se não fosse pelo plot de traição que foi exaustivamente comentado no Twitter. Nesse caso, só posso agradecer ao público, porque quando comecei a assistir e percebi que a série ia muito além disso, me senti genuinamente sortuda.
Quando comecei Love in the Moonlight, não fazia ideia do impacto emocional que essa obra teria em mim. Eu valorizo muito a experiência de assistir algo e os sentimentos que me acompanham durante essa trajetória. Sou uma pessoa simples: se eu me diverti o suficiente, é 10 para mim. E essa é uma daquelas histórias que não só se assiste, se vive. Eu não apenas me diverti, eu senti tudo: tristeza, frustração, alegria, dor. Todos os sentimentos que a série propõe chegam até o espectador. E como é bom sentir! Como é bom se importar, se conectar com a trama e com os personagens a ponto deles quase se tornarem íntimos.
Me surpreendeu também o fato de não existir um único personagem vazio. Todos têm personalidade e motivação, sejam elas admiráveis ou não. Até o tio do Saenkaew, nosso protagonista, conseguia ao mesmo tempo me arrancar risadas e me deixar apreensiva com a possibilidade de estragar tudo.
A série também usa o tempo de forma exemplar. Em 12 episódios de 50 minutos, eu não me lembro de pensar que algo estava se arrastando ou que existiam cenas desnecessárias. Tudo leva a algo, tudo tem propósito narrativo, nada é jogado. O roteiro amarra muito bem suas pontas e não deixa nós soltos.
E como se não bastasse, Love in the Moonlight é extremamente sensível ao abordar homossexualidade, autoaceitação, homofobia e pressão familiar. São camadas que enriquecem a história e fazem dela algo muito maior do que aparenta. Atuação, roteiro, design de produção, maquiagem, tudo funciona.
Também preciso falar sobre a suposta “vilanização” da figura feminina, uma crítica que, sinceramente, só existe para quem não entendeu a mensagem da série. Uma mulher traída, agindo de forma impulsiva e tomando atitudes condenáveis, não é uma vilã, apenas humana. Ela tem direito à raiva, à dor, ao sentimento de injustiça. A série não vilaniza essa personagem; ela a humaniza. Inclusive, ao longo da trama, as maiores aliadas dos protagonistas são mulheres. Ignorar o arco de redenção dessa personagem é ignorar completamente o texto da obra.
No fim, Love in the Moonlight não é sobre traição, é sobre sentimentos. Sobre escolhas, erros, humanidade e o peso (e a coragem) de amar em um mundo que constantemente tenta te quebrar e esconder quem você é de verdade. É uma obra que te convida a sentir a dor e a alegria dos personagens, que te faz refletir e se emocionar. O caminho é difícil, marcado por dor e angústia, mas o sentimento que fica é positivo, sensível e otimista.
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