Run On
Run On me deixou dividida. Eu não odiei, mas não consegui apreciar a história como eu acho que deveria, por achei ela chata.A protagonista parece estar presa a uma visão idealizada do que o amor deveria ser, o que a torna rígida demais. Essa insegurança não evolui muito durante a história, o que a mantém em um estado estagnado. O protagonista, por sua vez, oscila entre querer um relacionamento estável e a vontade de se proteger. Ele também enfrenta uma certa pressão para corresponder a expectativas de sucesso profissional, o que dificulta ainda mais sua vulnerabilidade. A vulnerabilidade nas pessoas não é algo ruim, mas nessa história ela excessivamente exagerada, e na minha opinião quando os personagens estão sobrecarregados por tantos conflitos, e esses conflitos não são bem equilibrados nem trabalhados de forma que construam química, o efeito acaba sendo o oposto — cria distância e desconforto. Em nenhum momento senti proximidade entre eles, nem aquela conexão que nos faz torcer e nos envolver pela história.
Curiosamente, o casal secundário roubou a cena, mostrando uma dinâmica muito mais genuína e interessante. Eles tinham dilemas mais leves e uma conexão que me fizeram desejar acompanhar sua trajetória com mais atenção do que a dos protagonistas. No fim, foi fácil torcer por eles porque a relação era menos carregada e mais divertida.
Apesar das falhas no relacionamento central e da falta de química entre os protagonistas, uma coisa que me chamou atenção foi a força e a resiliência de Eun-ji. a busca dela por independência, a vontade de construir seu próprio caminho e conquistar seu espaço no mundo são um alento nessa trama. É inspirador ver uma personagem feminina que, mesmo atravessando dúvidas e medos, mantém seus sonhos vivos e luta para realizá-los.
No fim, ficou a sensação de que a história poderia ter sido muito mais, mas se perdeu na própria falta de ritmo e profundidade.
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Sweet Home
Eu, particularmente, nunca fui fã de tramas do gênero de terror apocalíptico. Mas dei uma chance para este, já que meu ator favorito (alô Song Kang) protagoniza ele e também, queria me abrir para outros gêneros. Para mim, o destaque de Sweet Home é o desenvolvimento dos personagens e da história em si. Achei tudo bem construído e coerente. A narrativa introduz o conceito de desejos humanos manifestados como monstros, explorando a psique e a personalidade dos personagens em meio ao caos. No geral, acho que a série evoluiu ao longo de suas três temporadas, introduzindo novos elementos e personagens, mas nem sempre me senti presa à trama. Talvez duas temporadas pudessem ter sido suficientes, pois notei uma dificuldade em me conectar com a história em muitos momentos, dado pelo excesso de informações e acontecimentos. A ausência de personagens que eu gostava e acabaram não estando nas últimas temporadas também foi um impacto. Mesmo assim, acho que ela finalizou bem! É uma boa série para quem gosta ou quer começar a assistir o gênero pela perspectiva da TV asiática.Was this review helpful to you?
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Dali & Cocky Prince
Dali & Cocky Prince é divertido, cativante e com uma temática muito interessante e diferente. Vivia na minha lista, mas nunca dava play... Me pergunto o motivo de ter demorado tanto! Hoje, ela é uma das minhas comédias românticas favoritas!O casal Moo Hak e Dali são tão fofos e os momentos deles juntos confortam. Moo Hak é de cara um homem engraçado e para Dali, isso é a maior qualidade dele. Ele tem um lado profissional extremamente habilidoso e sabe como ganhar dinheiro, porém é leigo quando se trata de outros conhecimentos e meio bobão. Por isso, ele cativa demais e tira muitas risadas! Dali, por sua vez, é totalmente diferente: ela é culta, elegante, sofisticada e tem um currículo incrível na área de artes. Como fã de personagens femininas fortes, não posso dizer que amei a Dali em todos os momentos: achei ela interessante e bondosa assim como seu pai era, mas ao mesmo me irritou algumas atitudes tomadas (ou a ausência delas). Dali precisava de ajuda mas nunca pedia, era teimosa ao achar que daria conta de tudo e não se posicionava quando era necessário.
No geral, o drama não foca só no romance dos dois: temos cenas hilárias da interação de Moo Hak com outros personagens e temos também muito suspense referente as resoluções do caso da morte do pai de Dali e as ações das várias pessoas que tentavam prejudicar o museu. O desenvolvimento é interessante e existe um equilíbrio muito bom entre o humor, as cenas românticas e as cenas de suspense. Preciso elogiar a cinematografia da história que é linda e cheia de momentos que fazem referência à várias pinturas artísticas. A trilha sonora também é maravilhosa!
Dali & Cocky Prince me prendeu do início ao fim e eu não reclamaria se tivessem mais alguns vários episódios!
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Meet Yourself
Meet Yourself é aquela clássica história de alguém que saiu da cidade grande e foi para o interior em busca de aconchego, acolhimento e ressignificação da própria jornada de vida.A história contada nesse drama é linda, pois explora temas como luto, cura emocional, autoconhecimento e o valor das conexões humanas. Além disso, também enaltece a beleza da vida simples e das relações comunitárias. Os protagonistas são ótimos e tem uma química muito boa juntos. Outros personagens também se destacam com seus dilemas pessoais.
Ao final, senti que algumas subtramas secundárias foram resolvidas de maneira aceleradas e gostaria que o desenvolvimento de alguns personagens tivessem sido diferentes, mas acabei a série com aquela sensação que só uma história de cura e reflexão consegue deixar na gente. O gênero Slice of Life é um dos meus preferidos quando se trata de cinema e TV, e produções asiáticas são experts nele. Meet Yourself se destaca nesse gênero, na minha opinião!
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Bon Appetit, Your Majesty
Uma história com temática interessante e visualmente encantadora, que conquista principalmente pelas cenas de comida, que são bem filmadas, detalhadas e cheias de afeto! Elas são, sem dúvida, a alma deste Kdrama. O cuidado com a fotografia, o som, as cores e até o ritmo da preparação dos pratos me deixaram encantada (com fome hahaha). Os personagens são outro ponto forte. A protagonista é cativante, o rei é engraçado e carismático, e alguns coadjuvantes (cozinheiros, bobo da corte e os amigos do rei) também encantam.A narrativa começa envolvente, mas acaba se tornando apressada e superficial, com muitos pontos pouco desenvolvidos. Finais felizes são bons, mas acho que precisam ser coerentes. Esperava mais.
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Before We Get Married
Eu gostei muito da proposta de Before We Get Married, que é mostrar que nem todo relacionamento que caminha para o altar é, de fato, saudável ou verdadeiro e que é necessário sairmos de onde estamos insatisfeitos ou infelizes para buscar a felicidade. Entretanto, também fiquei com sentimentos conflitantes em relação aos personagens. O protagonista masculino é um que me causou sentimentos mistos. Ele está infeliz há anos em seu relacionamento e, ao conhecer uma nova mulher, enxerga nela uma possibilidade de mudança para si. Nesse contexto, ele é o provocador de toda a mudança (nele e nela). Isso pra mim foi um acerto. O problema é que ele não mede consequências. Sua impulsividade, seu jeito extremo e até irresponsável emocionalmente me incomodaram várias vezes. Ele não é um personagem odiável, mas é difícil se conectar com alguém que age tanto pelo impulso. Ele tem muitas atitudes questionáveis. Já a protagonista feminina vive em um relacionamento aparentemente normal, mas que falta algo no fundo. Mesmo assim, ela só segue a vida no piloto automático sem questionar muito. O ponto alto da história dela é quando ela começa a perceber (e na verdade é o protagonista masculino que abre os olhos dela) que os planos que tem para o futuro não são realmente dela, mas uma projeção do que o atual noivo espera. A partir disso, a jornada de autoconhecimento e busca pela própria jornada dela é bonita de acompanhar. Porém, mesmo com essa evolução, achei Weiwei uma personagem fraca e ingênua demais em vários momentos.No fim, o desenvolvimento da trama até que foi bom. O roteiro soube construir tensão e o casal principal tem uma química tão forte e natural e foi isso que me prendeu até o final. O desfecho me satisfez. Não achei que foi um final perfeito, mas foi coerente com a proposta da história. no fim, ele me provocou muitas reflexões sobre coragem e autenticidade, e isso é um mérito grande.
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Nevertheless
Nevertheless é um K-drama que se destaca dentre tantos outros: no mundo televisivo onde o amor é um conto de fadas, os homens são perfeitos e tudo é maravilhoso, essa história trata das relações de uma forma mais realista, retratando a complexidade dos relacionamentos amorosos e das interações humanas. A história é contada a partir da experiência e visão de Nabi, que narra seus sentimentos detalhadamente, o que me fez ficar fascinada, sem contar que a cinematografia de Nevertheless assim como a trilha sonora são as mais lindas que já vi em um K-drama.Percebo a Nabi como uma mulher carente de afeto, pois tudo o que ela tem além das amigas da faculdade é sua tia, mas a mesma mora longe. Nabi saiu de um relacionamento tóxico recente e tem conflitos na relação com a mãe, se sentindo rejeitada. Quando conhecemos mais dela, percebemos o motivo desse apego e idealização em Jae-eon, que cresce rapidamente conforme eles passam tempo juntos e floresce mesmo que ele tenha comunicado que não tem interesse em namorar, pois Nabi ainda espera isso dele e alimenta uma expectativa interna que a faz mal. Seu erro é não dar um tempo para se curar do antigo e buscar o novo tão impulsivamente, e isso evidencia algumas questões de insegurança na personagem. Jae-eon também carrega dilemas pessoais: possui um relacionamento distante com sua mãe e mora sozinho, o que nos faz perceber que ele também é mais complexo em quesito sentimental do que tem um caráter ruim. O maior problema dele é não perceber que ilude as mulheres nas quais se envolve, e a série apresenta uma analogia utilizando borboletas incrível sobre isso! Jae-eon também se sente confuso quando percebe seus sentimentos por Nabi e passa a entrar em conflito consigo mesmo ao encarar essas emoções.
Em um certo momento na trama pude perceber o porquê de tantas críticas a este K-drama vindo majoritariamente de mulheres que costumam consumir conteúdos sul-coreanos: Nevertheless não segue o estereótipo padronizado comum da Coréia do Sul, onde relacionamentos são perfeitos, inocente e fofos. Pelo contrário, a série nos estimula a refletir sobre as expectativas que colocamos sobre as outras pessoas, a importância da comunicação e diálogo nas relações e de como não basta ter atração e afeto para namorar, na realidade um relacionamento sério exige outras coisas de nós.
Os desenvolvimentos dos personagens coadjuvantes também é um ponto alto do K-drama. Eu amei acompanhar o desenrolar da relação das duas amigas de Nabi, e fiquei feliz que deram espaço para um relacionamento lésbico em uma produção de um país que ainda não fez avanços acerca da comunidade LGBTQIA+. O surgimento do amigo de infância de Nabi vem para possibilitar os esclarecimentos dos sentimentos entre ela e Jae-eon, mas fiquei com dó rapaz no fim das contas. Ele era uma opção mais saudável para Nabi? Talvez, mas ela não manda em seu coração e não controla o que sente, igual a nós espectadores.
Por fim, a lição que fica é: o amor não é perfeito, relações humanas são complexas e envolvem comprometimento e responsabilidade afetiva. O casal no final não resolve todos os conflitos, mas se entregam e se disponibilizam para tentar ser felizes juntos mesmo sem saber se dará certo, e isso é exatamente o que fazemos na vida real: tentamos ser felizes, apesar de tudo…
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If You Wish Upon Me
If You Wish Upon Me tem uma história sensível, bonita e acolhedora. É, em alguns momentos, um pouco pesada e tem acontecimentos que realmente impactam, mas ao mesmo tempo causa aquele quentinho no coração e ao terminar, senti gratidão pela existência desse drama.A história como um todo é muito preciosa! Temos momentos lindos e emocionantes envolvendo os pacientes e a jornada de Gyeo Re certamente é emocionante. Seu afeto pelo “filho”, seu cachorrinho, seus avanços conforme lida com sentimentos humanos e pessoas vulneráveis e a fé e confiança que os trabalhadores do centro de cuidados colocam em cima dele o faz ressignificar sua jornada e sua relação consigo mesmo, buscando superar todas as suas dificuldades e traumas e se abrir para a felicidade. Os personagens coadjuvantes são incríveis também!
A trama carrega, episódio após episódio, uma reflexão diferente sobre a vida e a morte e sobre como a empatia e solidariedade muda a vida das pessoas para melhor, podendo alcançar até os que já não tem fé na vida. Um viva a todos os atores maravilhosos do elenco, mas sobretudo ao Ji Chang Wook que é tão versátil e tem olhos marcantes, transmitindo com tanta potência as emoções que uma pessoa como Gyeo Re sente.
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The Scandal
The Scandal tem uma proposta narrativa ousada, referências artísticas e culturais interessantes, discussões sobre desejo, poder e patriarcado, além de ótimas atuações.Particularmente acho injusto reduzir a obra às cenas de nudez e sexualidade. Elas fazem parte de uma história muito maior, que busca discutir relações de poder e papel da mulher na sociedade.
Minha maior frustração, porém, foi a execução. Apesar de todos esses elementos incríveis, senti que o roteiro não aprofundou suficientemente os personagens e suas motivações, especialmente no início, e a narrativa muitas vezes não conseguiu criar envolvimento e eu me vi um pouco desinteressada. Conforme avançou, fui gostando mais, mas terminei com uma sensação meio agridoce. No fim, o problema não foi a nudez, a falta de romance convencional ou mesmo o destino dos personagens. Foi olhar para tudo que o drama tinha em mãos e sentir que tudo isso poderia ter resultado em algo muito mais marcante.
Mesmo assim, tenho muitos elogios. Amo premissas muito mais arriscadas do que a fórmula tradicional de romance “fofo e inocente” de K-drama. Gostei muito da fotografia, figurinos, cenários e composição visual, além de ter percebido muitas referências culturais da tradição coreana.
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The First Jasmine
Terminei The First Jasmine depois de uma jornada bem mais longa do que eu esperava. Não porque o drama seja ruim… ele não é. Mas porque, para mim, foi uma história difícil de acompanhar por causa do ritmo. Frequentemente deixei ele de lado para assistir outras coisas e depois voltava para mais um episódio porque não queria abandonar. Infelizmente achei a narrativa é muito lenta e extremamente centrada em política, conspirações e conflitos de poder.A relação entre Ye Li e Mo Xiuyao fez tudo valer a pena. Eles começam em um casamento arranjado de uma forma distante mas, aos poucos, constroem algo genuíno. Eles se apaixonam, se amam, se apoiam e, principalmente, se curam juntos. A relação deles é muito doce. Muito preciosos!
Também gostei muito da Ye Li. Apesar de ter me frustrado várias vezes com a quantidade de segredos que escondia do Mo Xiuyao, é impossível negar que ela é uma personagem incrível. Forte, inteligente e extremamente resiliente, Ye Li teve uma jornada que, no fim, foi muito inspiradora.
No final, The First Jasmine foi um drama que funcionou para mim muito mais pelos seus personagens e pequenos momentos do que pela história como um todo.
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First Love
First Love é um romance fofo que aquece o coração, mesmo tropeçando nos clichês.A protagonista é uma querida e fofíssima! Ela tem suas inseguranças, tropeça bastante, mas cresce ao longo da história sem perder a própria essência. O protagonista também me conquistou, demorou um pouco pois ele tinha uma personalidade exageradamente contida, mas foi hahaha. O homem parecia incapaz de expressar uma emoção sem antes pensar nela por três dias. Ainda assim, ele nunca caiu naquele estereótipo do rapaz frio e grosseiro. Era gentil sempre, e isso fez toda a diferença.
Os dois formam um casal muito agradável de acompanhar. A dinâmica é bastante clichê, mas funciona justamente porque existe um equilíbrio entre eles. O problema foi o ritmo pra desenvolvê-los... Demorou muito para eles finalmente ficarem juntos. A enrolação fez com que a história perdesse um pouco do frescor que tinha nos episódios iniciais.
Mesmo assim, o drama foi uma companhia deliciosa por alguns dias e me fez terminar a história com um sorriso no rosto. Tem suas ressalvas e certamente não é um drama perfeito, mas entrega exatamente aquilo que promete!
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The Wanted Detective
Gostei de The Wanted Detective, mas não cheguei a amar. O drama tem uma proposta muito mais voltada para investigação e mistério do que para romance. O início é muito bom e prende a atenção logo de cara com a dinâmica do protagonista sendo acusado de um crime que não cometeu. Os personagens são carismáticos, o grupo tem uma ótima química como equipe, e a história flui muito bem durante boa parte da trama. A primeira metade foi, sem dúvida, a minha parte favorita.Ao final, algumas coisas me decepcionaram. A impressão que tive foi que o roteiro decidiu despejar todos os pontos restantes da trama de uma vez, de forma apressada só para encerrar a história. Ainda assim, tem partes boas. Os personagens são fáceis de gostar e os casos investigativos conseguem despertar curiosidade! O casal é fofo mas não tem tanta química, mas isso é porque a trama foca mais em investigação e suspense mesmo.
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Perfect Match
Perfect Match me dividiu. Ao terminar, percebi que não amei nem odiei a obra; gostei muito de algumas partes e me frustrei com outras.O maior acerto, para mim, está na família Li como um todo. A relação entre a mãe e as cinco meninas é maravilhosa! Acompanhar a forma como elas se apoiavam, enfrentavam dificuldades juntas e demonstram diferentes formas de força feminina foi, sem dúvida, a melhor parte do drama.
Alguns casais me conquistaram completamente e tiveram uma ótima construção, enquanto outros simplesmente não despertaram meu interesse. Eu gostei do romance da terceira irmã, Kang Ning com o Chai Ai, que me lembrou muito de Orgulho e Preconceito da Jane Austen, e amei o romance da quarta irmã, Haode com o Shen Hui Zhao. Os outros não me pegaram tanto assim. Em vários momentos senti que o roteiro recorria a separações, mal-entendidos e conflitos desnecessários só para prolongar as histórias, o que acabou enfraquecendo alguns relacionamentos.
Mesmo assim, gostei muito de acompanhar essas personagens. Cada irmã tem uma personalidade própria, e foi impossível não criar carinho por todas elas. a mãe Li me irritou um pouco no começo mas terminei encantada com ela. No fim das contas, percebi que continuei assistindo muito mais pela dinâmica familiar do que pelos romances!
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Notes From the Last Row
Eu gostei bastante da proposta de Notes from the Last Row, principalmente porque ele não tenta ser apenas um thriller de mistério. O grande diferencial está em usar a própria linguagem do cinema para contar a história. A metalinguagem faz parte da experiência. Em vários momentos, o drama faz o espectador questionar o que é encenação, o que é memória e o que é realidade, e a gente cai direitinho!A trama é inteligente e viciante, e eu permaneci do início até o fim totalmente envolvida. Minha única ressalva está no desfecho da vingança de Lee Kang. Acho que eu criei expectativas de que seria algo maior. O motivo da vingança, para mim, não é pequeno, mas acho que a forma como foi construída a revelação poderia ser só um tiquinho melhor. Mesmo assim, eu amei e achei genial (como o professor diz no final hahaha).
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Love Has Fireworks
Fácil de assistir! Muito leve e divertido. Esperei muito por Love Has Fireworks e tinha algumas expectativas com ele. Funcionou muito pra mim do começo até a metade...A convivência entre Qian Fei e Li Yifei é muito boa. Os momentos em casa, as conversas, as refeições compartilhadas e a maneira como eles foram construindo intimidade aos poucos fizeram com que eu me apaixonasse por ambos. Achava meio exagerado como o roteiro construiu o Yifei como um cara preguiçoso que mal sabia lavar um vegetal, mas relevava... porque a dinâmica deles era ótima e ele também foi um personagem muito cativante! O slow burn funciona porque a química entre eles é muito natural. Não era um romance baseado em grandes declarações, mas em pequenos momentos cotidianos que aproximavam os dois de forma convincente.
Ao fim fiquei frustrada pois sinto que jogaram no lixo as chances de existir muitos momentos fofos deles na fase de casal. Ambos só ficaram juntos de fato no final e com muita dificuldade. O roteiro passou a criar conflitos que pareciam existir só para adiar o relacionamento: viagem de trabalho, a falta de comunicação, atitudes que me irritaram da Qian Fei que no final nem parecia estar tão feliz e arrumava briga por tudo... No fim, fiquei com a sensação de que Love Has Fireworks tinha todos os ingredientes para ser uma excelente comédia romântica, mas desperdiçou. Os conflitos corporativos nunca conseguiram despertar meu interesse e acabaram ocupando um espaço muito maior do que eu gostaria. As histórias dos casais secundários me causaram mais frustração que apego. Dois caras bananas! hahaha
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