Sem Tropeços, Sem Faíscas
Assisti a este drama em doses homeopáticas, não por demérito da obra, mas por uma escolha pessoal mesmo. Nada nele é propriamente ruim, tampouco empolgante a ponto de exigir maratona. A narrativa é linear, funcional, sem tropeços evidentes de roteiro ou direção. As atuações cumprem bem o que se espera, e os vilões seguem a cartilha clássica dos dramas coreanos — o que não chega a ser um defeito, apenas um registro de que não há qualquer tentativa de subversão ou ousadia nesse aspecto. Tudo está exatamente onde deveria estar, e talvez resida aí o seu maior limite.
O principal problema, contudo, está no casal protagonista. A química simplesmente não acontece. A atriz parece permanentemente travada para qualquer aproximação mais íntima, o que fica evidente no beijo final, cuidadosamente escondido por closes estratégicos de câmera, como se a própria direção tentasse poupar o espectador do constrangimento mútuo dos atores. Em contrapartida, a vilã central é um acerto: vil na medida certa, sem resvalar na caricatura tão comum a esse tipo de personagem, mérito claro da atriz. No fim, trata-se de um passatempo correto, esquecível, que cumpre sua função e se encerra sem deixar saudade. Sem mais.
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