Qualidade Técnica em Alta, Coerência Narrativa Nem Tanto
Está aí mais um drama de super heróis que a dramaturgia coreana nos entrega com um pacote técnico acima da média, boa qualidade cenográfica e efeitos visuais competentes, sem aquela sensação constante de improviso barato. A vilania, inclusive, é um dos grandes acertos, interpretada de forma diferente, visualmente demoníaca e surpreendentemente eficaz por Lee Chae Min, que vem em clara ascensão na carreira, escolhendo bem seus projetos e demonstrando consistência nas atuações, algo ainda raro nesse nicho específico do gênero dentro dos doramas.
O enredo, por outro lado, não foge em absolutamente nada dos clichês clássicos de histórias de super heróis, o mocinho puro, quase ingênuo, que quer salvar o mundo, a amada e tudo que se move ao redor, uma fórmula tão antiga quanto o próprio cinema e que aqui funciona de maneira correta, sem brilho, mas sem grandes tropeços conceituais. O problema está nos furos de roteiro, alguns difíceis de ignorar, como a forma inexplicável pela qual Jo Nathan sobrevive à explosão, enquanto o salvamento de Kang é devidamente explicado, ou ainda o clímax resolvido com um simples soco, o que beira o anticlímax absoluto. Fica a sensação de que o roteirista simplesmente desistiu de responder perguntas básicas, como o destino final de Jo Nathan, foi preso, morreu, evaporou, pouco importa, porque a impressão final é de que o texto escolheu tratar essas lacunas como irrelevantes, mesmo quando elas comprometem a lógica interna da narrativa.
O enredo, por outro lado, não foge em absolutamente nada dos clichês clássicos de histórias de super heróis, o mocinho puro, quase ingênuo, que quer salvar o mundo, a amada e tudo que se move ao redor, uma fórmula tão antiga quanto o próprio cinema e que aqui funciona de maneira correta, sem brilho, mas sem grandes tropeços conceituais. O problema está nos furos de roteiro, alguns difíceis de ignorar, como a forma inexplicável pela qual Jo Nathan sobrevive à explosão, enquanto o salvamento de Kang é devidamente explicado, ou ainda o clímax resolvido com um simples soco, o que beira o anticlímax absoluto. Fica a sensação de que o roteirista simplesmente desistiu de responder perguntas básicas, como o destino final de Jo Nathan, foi preso, morreu, evaporou, pouco importa, porque a impressão final é de que o texto escolheu tratar essas lacunas como irrelevantes, mesmo quando elas comprometem a lógica interna da narrativa.
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