This review may contain spoilers
Uma terceira temporada com uma identidade mais do que própria.
Chegamos ao fim da terceira temporada de Táxi Driver, e, curiosamente, a ausência de um vilão central não soa como deficiência. Pelo contrário, o mais interessante é perceber que não senti falta dessa figura organizadora do conflito. As histórias episódicas funcionam muito bem de forma distribuída, cada uma com peso próprio, sustentadas por participações especiais bem aproveitadas e por um início avassalador no Japão, que já estabelece fôlego e ambição. Há uma sensação clara de confiança narrativa, como se a série soubesse que não precisa mais de muletas estruturais para se manter interessante.
O grande trunfo segue sendo a sinergia do elenco. O carisma coletivo explica com facilidade por que o drama atravessou temporadas, e há uma noção palpável de união entre atores, direção e roteiro. Nem tudo, porém, é impecável. O embate final com o general cuidador de galinhas no último episódio soa forçado e estranhamente deslocado, sobretudo pelo uso de humor quase “creepy” dentro do alojamento, reforçado por sonoplastia cômica que quebra o tom. Também incomoda ver, em alguns momentos, a equipe da Rainbow agir de forma excessivamente ingênua, especialmente na saga da ilha dos golpistas. Ainda assim, o saldo final é amplamente positivo. A série tem texto sólido, alma coletiva e ainda muita lenha para queimar. A torcida por uma quarta temporada não é gratuita, é consequência natural do que foi construído até aqui.
O grande trunfo segue sendo a sinergia do elenco. O carisma coletivo explica com facilidade por que o drama atravessou temporadas, e há uma noção palpável de união entre atores, direção e roteiro. Nem tudo, porém, é impecável. O embate final com o general cuidador de galinhas no último episódio soa forçado e estranhamente deslocado, sobretudo pelo uso de humor quase “creepy” dentro do alojamento, reforçado por sonoplastia cômica que quebra o tom. Também incomoda ver, em alguns momentos, a equipe da Rainbow agir de forma excessivamente ingênua, especialmente na saga da ilha dos golpistas. Ainda assim, o saldo final é amplamente positivo. A série tem texto sólido, alma coletiva e ainda muita lenha para queimar. A torcida por uma quarta temporada não é gratuita, é consequência natural do que foi construído até aqui.
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