Uma temporada maior, mas nem sempre melhor
Uma Loja para Assassinos, em sua segunda temporada, deixa evidente que a Disney decidiu abrir os cofres. Em termos de investimento e escala de produção, esta temporada supera a primeira, mas curiosamente parece funcionar boa parte do tempo no piloto automático. A decisão de exterminar personagens carismáticos da temporada anterior parece ter sido tomada mais pelo desejo de provocar choque do que por necessidade narrativa. O problema é que, de tanto matar, a série conseguiu justamente o efeito contrário: depois de alguns episódios, a carnificina deixou de chocar. Quando determinado personagem morria, eu já não reagia, apenas respirava fundo e continuava assistindo. Felizmente, a história desta temporada é suficientemente interessante para sustentar a jornada, com uma ação que prende e desperta aquela vontade de descobrir até onde tudo aquilo vai. O encerramento, por sua vez, é bastante definitivo, sem brechas artificiais ou pontas soltas para forçar uma terceira temporada. Tudo termina onde deveria terminar.
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