Our Generation” é um dorama chinês que acompanha Lin Qi Le, conhecida como “Cherry”, e Jiang Qiao Xi desde a infância até a vida adulta, explorando os altos e baixos de um romance de formação. A narrativa parte de um ponto simples — duas crianças em cidades diferentes que acabam se aproximando — mas ao longo dos episódios cresce para mostrar as tensões entre família, amizade, sonhos pessoais e amor. Baseada no romance “Ying Tao Hu Po”, de Yun Zhu, a série tem como principal proposta esse tom de nostalgia e amadurecimento, que encanta pela atmosfera delicada, mas que, em alguns momentos, se perde em sua própria lentidão.
O grande destaque da produção é a química entre Zhao Jin Mai e Zhang Ling He. Eles constroem um casal cativante, que transita do afeto inocente à intensidade de um amor adulto com muita naturalidade. Ele, com um ar contido e melancólico, nunca cai na monotonia; ela, por outro lado, carrega uma energia doce e vulnerável, que torna a relação verossímil e emocionalmente envolvente. A sintonia entre os dois sustenta até os episódios mais parados e garante que, quando o drama realmente explode, a emoção seja sentida de forma muito verdadeira. A atuação de ambos é, sem dúvida, um dos pilares da série.
Outro ponto que merece elogio é a trilha sonora. O OST não tenta roubar a cena, mas marca presença com faixas suaves, piano e arranjos acústicos que reforçam os momentos de saudade e de reencontro. Canções como “Born Beyond Time” e “Fill the Future” se tornaram queridinhas entre os fãs justamente por esse casamento perfeito com o tom melancólico e ao mesmo tempo caloroso da série. É aquela trilha que você não percebe imediatamente, mas que, quando entra, potencializa o impacto de cada cena.
Apesar desses pontos fortes, “Our Generation” sofre com problemas de ritmo. O início da trama avança de forma arrastada, com longos trechos contemplativos que, embora bonitos, acabam transmitindo a sensação de que pouco acontece. Essa lentidão se agrava pelo fato de muitos personagens secundários serem apresentados com potencial, mas deixados à deriva. O corte oficial para 24 episódios provavelmente contribuiu para essa sensação de que havia mais história para contar — especialmente no desenvolvimento de amigos e familiares, que poderiam enriquecer muito mais a trama.
Outro ponto que pode incomodar o espectador é a dependência emocional da protagonista. Em alguns momentos, Cherry parece perder sua essência quando se distancia de Qiao Xi, tornando o relacionamento um pouco desequilibrado. Essa escolha narrativa retira parte do encanto do casal, pois cria a impressão de que ela existe apenas em função dele. Felizmente, a partir do episódio 12, a série encontra um novo fôlego: a personagem ganha mais agência, o enredo se torna mais denso e os conflitos assumem um peso maior, elevando a qualidade do drama. É nessa virada que a história deixa de ser apenas contemplativa e passa a emocionar de verdade.
No balanço final, “Our Generation” é um dorama que vale a pena assistir, mas que deixa um gosto de “podia ser melhor”. O romance é bonito, a química dos protagonistas é impecável e a trilha sonora faz jus ao tom nostálgico da narrativa. No entanto, o ritmo irregular, a falta de aproveitamento dos coadjuvantes e o excesso de dependência da protagonista atrapalham parte da experiência. Ainda assim, quando a trama engrena na segunda metade, entrega momentos emocionantes e atuações de alto nível que compensam a paciência exigida nos episódios iniciais. É, portanto, uma obra que emociona e conquista, mas que poderia ter alcançado ainda mais se tivesse explorado todo o potencial de sua história.
O grande destaque da produção é a química entre Zhao Jin Mai e Zhang Ling He. Eles constroem um casal cativante, que transita do afeto inocente à intensidade de um amor adulto com muita naturalidade. Ele, com um ar contido e melancólico, nunca cai na monotonia; ela, por outro lado, carrega uma energia doce e vulnerável, que torna a relação verossímil e emocionalmente envolvente. A sintonia entre os dois sustenta até os episódios mais parados e garante que, quando o drama realmente explode, a emoção seja sentida de forma muito verdadeira. A atuação de ambos é, sem dúvida, um dos pilares da série.
Outro ponto que merece elogio é a trilha sonora. O OST não tenta roubar a cena, mas marca presença com faixas suaves, piano e arranjos acústicos que reforçam os momentos de saudade e de reencontro. Canções como “Born Beyond Time” e “Fill the Future” se tornaram queridinhas entre os fãs justamente por esse casamento perfeito com o tom melancólico e ao mesmo tempo caloroso da série. É aquela trilha que você não percebe imediatamente, mas que, quando entra, potencializa o impacto de cada cena.
Apesar desses pontos fortes, “Our Generation” sofre com problemas de ritmo. O início da trama avança de forma arrastada, com longos trechos contemplativos que, embora bonitos, acabam transmitindo a sensação de que pouco acontece. Essa lentidão se agrava pelo fato de muitos personagens secundários serem apresentados com potencial, mas deixados à deriva. O corte oficial para 24 episódios provavelmente contribuiu para essa sensação de que havia mais história para contar — especialmente no desenvolvimento de amigos e familiares, que poderiam enriquecer muito mais a trama.
Outro ponto que pode incomodar o espectador é a dependência emocional da protagonista. Em alguns momentos, Cherry parece perder sua essência quando se distancia de Qiao Xi, tornando o relacionamento um pouco desequilibrado. Essa escolha narrativa retira parte do encanto do casal, pois cria a impressão de que ela existe apenas em função dele. Felizmente, a partir do episódio 12, a série encontra um novo fôlego: a personagem ganha mais agência, o enredo se torna mais denso e os conflitos assumem um peso maior, elevando a qualidade do drama. É nessa virada que a história deixa de ser apenas contemplativa e passa a emocionar de verdade.
No balanço final, “Our Generation” é um dorama que vale a pena assistir, mas que deixa um gosto de “podia ser melhor”. O romance é bonito, a química dos protagonistas é impecável e a trilha sonora faz jus ao tom nostálgico da narrativa. No entanto, o ritmo irregular, a falta de aproveitamento dos coadjuvantes e o excesso de dependência da protagonista atrapalham parte da experiência. Ainda assim, quando a trama engrena na segunda metade, entrega momentos emocionantes e atuações de alto nível que compensam a paciência exigida nos episódios iniciais. É, portanto, uma obra que emociona e conquista, mas que poderia ter alcançado ainda mais se tivesse explorado todo o potencial de sua história.
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