Alerta de Emergência é o tipo de filme que me pega logo nos primeiros minutos. Quando sentei para assistir, já estava preparado para tensão, caos e aquela sensação sufocante de estar preso em um lugar onde nada está sob meu controle — e, para minha surpresa, o filme entrega exatamente isso no início. A premissa do voo K1501 sendo palco de um ataque bioterrorista me deixou imediatamente alerta, e a direção cria um clima de urgência que funciona muito bem. Eu realmente senti o desespero dos passageiros, aquela ansiedade de não saber quem está infectado, quem vai sobreviver e se o avião vai conseguir tocar o solo algum dia.
O elenco é um show à parte — e eu preciso destacar isso porque, sinceramente, performances ruins destruiriam um filme desse gênero. Song Kang-ho é impecável como o detetive que tenta resolver a crise em terra, e Lee Byung-hun traz um sofrimento calado que pesa, mas emociona. Até o vilão interpretado por Im Si-wan me surpreendeu pela frieza assustadora. Muitos comentários no kisskh elogiam justamente esse ponto, e eu concordo totalmente: o elenco carrega o filme nas costas.
Mas, apesar de tudo isso, preciso admitir: o filme dá uma estacionada no meio. A narrativa começa com um ritmo acelerado, te joga no caos e depois… segura demais. É como se o suspense fosse substituído por uma longa reflexão política e moral que até tem seu valor, mas quebra a adrenalina que vinha sendo construída. Em alguns momentos, eu me vi pensando: “ok, e aí?” A tensão perde força, e isso deixa o miolo do filme menos envolvente do que poderia ser.
Comparando com outros títulos do gênero, principalmente Hijack 1971, sinto que Alerta de Emergência perde um pouco da contundência. Hijack 1971 mantém o ritmo tenso do início ao fim e consegue equilibrar emoção e ação de maneira mais uniforme. Aqui, apesar da produção impecável e do drama humano profundo, a narrativa flutua — justamente onde deveria apertar mais o cerco. Não é que o filme seja ruim, longe disso, mas no comparativo ele parece mais contido, menos urgente.
Por outro lado, volto a destacar o quanto a direção acerta visualmente. As cenas dentro do avião têm uma claustrofobia tão bem construída que até eu comecei a me sentir preso junto dos passageiros. A trilha sonora ajuda muito a manter o clima, e os efeitos, mesmo quando exagerados, funcionam dentro da proposta. É um filme bonito, intenso, que tenta e consegue ser mais que apenas um blockbuster de desastre.
Mesmo com o ritmo mais lento no meio, a parte final traz de volta o impacto emocional. Há momentos realmente fortes sobre empatia, solidariedade, escolhas impossíveis e até sobre o papel dos governos em crises globais — temas que me pegaram muito porque conversam com o mundo real e com nossos próprios medos coletivos. Alerta de Emergência tenta ser humano antes de ser apenas espetacular, e isso, para mim, é um dos seus maiores trunfos.
No fim das contas, saí da sessão com a sensação de que vi um ótimo filme, mesmo que imperfeito. É intenso, bem atuado, visualmente impressionante e com uma carga emocional que raramente vejo em produções do gênero. Mas não posso negar: ele poderia ser ainda melhor se não ficasse tão parado no meio. E, sim, se eu tiver que escolher um título mais redondo, ainda fico com Hijack 1971. Mas Alerta de Emergência merece ser visto — e sentido — nem que seja pelo impacto humano que ele carrega nos seus momentos mais poderosos.
O elenco é um show à parte — e eu preciso destacar isso porque, sinceramente, performances ruins destruiriam um filme desse gênero. Song Kang-ho é impecável como o detetive que tenta resolver a crise em terra, e Lee Byung-hun traz um sofrimento calado que pesa, mas emociona. Até o vilão interpretado por Im Si-wan me surpreendeu pela frieza assustadora. Muitos comentários no kisskh elogiam justamente esse ponto, e eu concordo totalmente: o elenco carrega o filme nas costas.
Mas, apesar de tudo isso, preciso admitir: o filme dá uma estacionada no meio. A narrativa começa com um ritmo acelerado, te joga no caos e depois… segura demais. É como se o suspense fosse substituído por uma longa reflexão política e moral que até tem seu valor, mas quebra a adrenalina que vinha sendo construída. Em alguns momentos, eu me vi pensando: “ok, e aí?” A tensão perde força, e isso deixa o miolo do filme menos envolvente do que poderia ser.
Comparando com outros títulos do gênero, principalmente Hijack 1971, sinto que Alerta de Emergência perde um pouco da contundência. Hijack 1971 mantém o ritmo tenso do início ao fim e consegue equilibrar emoção e ação de maneira mais uniforme. Aqui, apesar da produção impecável e do drama humano profundo, a narrativa flutua — justamente onde deveria apertar mais o cerco. Não é que o filme seja ruim, longe disso, mas no comparativo ele parece mais contido, menos urgente.
Por outro lado, volto a destacar o quanto a direção acerta visualmente. As cenas dentro do avião têm uma claustrofobia tão bem construída que até eu comecei a me sentir preso junto dos passageiros. A trilha sonora ajuda muito a manter o clima, e os efeitos, mesmo quando exagerados, funcionam dentro da proposta. É um filme bonito, intenso, que tenta e consegue ser mais que apenas um blockbuster de desastre.
Mesmo com o ritmo mais lento no meio, a parte final traz de volta o impacto emocional. Há momentos realmente fortes sobre empatia, solidariedade, escolhas impossíveis e até sobre o papel dos governos em crises globais — temas que me pegaram muito porque conversam com o mundo real e com nossos próprios medos coletivos. Alerta de Emergência tenta ser humano antes de ser apenas espetacular, e isso, para mim, é um dos seus maiores trunfos.
No fim das contas, saí da sessão com a sensação de que vi um ótimo filme, mesmo que imperfeito. É intenso, bem atuado, visualmente impressionante e com uma carga emocional que raramente vejo em produções do gênero. Mas não posso negar: ele poderia ser ainda melhor se não ficasse tão parado no meio. E, sim, se eu tiver que escolher um título mais redondo, ainda fico com Hijack 1971. Mas Alerta de Emergência merece ser visto — e sentido — nem que seja pelo impacto humano que ele carrega nos seus momentos mais poderosos.
Was this review helpful to you?


