This review may contain spoilers
yifan me tocou profundamente
acho que posso começar dizendo que senti e muito. chorei diversas vezes ao longo desse c-drama porque quando comecei, não tinha lido nada sobre como seria a história, então realmente foi uma descoberta sobre dor, amor e sobrevivência.
ainda fico chocada com a força da protagonista, não por ser algo novo, até porque não é de hoje que vemos — seja na ficção ou na vida real — mulheres que passaram por diversos momentos ruins, com a família, pessoas de fora, abusadores, pedófilos etc., e continuaram suas vidas, mesmo quando não tinham rede de apoio, sentiam dor e tantas outras coisas. e é exatamente isso que toca: a trajetória da yifan não é nova para nós, mulheres. ou já passamos por isso, ou conhecemos outras que passaram. infelizmente, como é algo que a gente conhece, assistir acaba tocando nosso coração de forma muito direta.
ver a vida que ela viveu até o momento atual em que se passa o c-drama nos faz entender a forma como ela se comporta, suas decisões — mesmo as que não gostamos — e, principalmente, sentir empatia por ela como mulher e ser humano.
um ponto que destaco — pois vi muitas pessoas comentarem — foi quando a yifan deixou o sangyan depois de estarem juntos e acabaram passando muito tempo separados. entendo demais a frustração por esse momento. mas como eu falei antes, ver tudo o que ela passou nos ajuda a entender suas ações, mesmo não gostando!! fiquei de coração partido pelo sangyan e pela amiga dela, mas um trauma mexe com você de todas as maneiras possíveis. pensei muito no quanto ela se sentiu culpada e com medo a ponto de a dor de sumir, da culpa e da saudade parecer a melhor opção do que ficar e se abrir. a gente se frustra do outro lado da tela, mas não é como se a pessoa que não teve confiança suficiente para falar e resolveu sumir lidasse com tudo de forma tranquila e não sofresse. esse comportamento dela é um reflexo de tudo o que ela viveu, e ainda bem que ela teve pessoas incríveis ao seu redor para lembrá-la de que nunca vão desistir dela. entendo todos os sentimentos das pessoas que não gostaram, e eu também gostaria que isso não tivesse acontecido no c-drama, mas acho o cúmulo atacarem ela por isso, como se ela estivesse apenas sendo dramática ou como se não amasse ele e sua amiga o suficiente. eu sei que foi algo que magoou muito eles, mas sinto que depois disso ela aprendeu bastante.
eu amei que a yifan não perdoou a família no final. estava com receio de que a colocassem como uma mulher que perdoasse e voltasse a ter algum tipo de laço com aquelas pessoas. é muito doloroso assistir àquela situação, mas nada justifica o que aquelas pessoas fizeram com ela. nada vai tirar a dor de uma vítima que foi desacreditada, que não foi acolhida no momento em que mais precisava. achei extremamente necessário ela cortar os laços.
preciso também dizer que sou completamente apaixonada pelo sangyan, e que ele se mostrou um personagem incrível, que sempre esteve ali pela yifan — confiando, esperando, sendo paciente e amando. ele é definitivamente aquele tipo de personagem masculino que a gente pensa "ah, só pode ter sido escrito por uma mulher".
mostrarem o presente e ficarem voltando para as cenas do passado foi algo que não me irritou tanto como achei que iria. gostei da trilha sonora, e boa parte dos outros personagens foi ok para mim, mas confesso que meu interesse maior era nos protagonistas, então eu não me importava com nenhum deles o suficiente, e alguns dos enredos não me prenderam. como é algo que tem muitos episódios, eu já esperava que, em algum momento, o ritmo fosse se perder para mim — e realmente isso aconteceu, o que foi uma pena.
no geral, eu gostei. fiquei presa logo no início e assisti a um episódio atrás do outro. adoro um slowburn, então não tenho do que reclamar nesse aspecto. senti que trataram a história da yifan de forma real e sensível também. enfim, foi um c-drama que assisti quando eu realmente estava querendo algo assim. teve altos e baixos, mas foi uma descoberta incrível, que tocou meu coração tantas vezes que só me restavam as lágrimas de emoção.
ainda fico chocada com a força da protagonista, não por ser algo novo, até porque não é de hoje que vemos — seja na ficção ou na vida real — mulheres que passaram por diversos momentos ruins, com a família, pessoas de fora, abusadores, pedófilos etc., e continuaram suas vidas, mesmo quando não tinham rede de apoio, sentiam dor e tantas outras coisas. e é exatamente isso que toca: a trajetória da yifan não é nova para nós, mulheres. ou já passamos por isso, ou conhecemos outras que passaram. infelizmente, como é algo que a gente conhece, assistir acaba tocando nosso coração de forma muito direta.
ver a vida que ela viveu até o momento atual em que se passa o c-drama nos faz entender a forma como ela se comporta, suas decisões — mesmo as que não gostamos — e, principalmente, sentir empatia por ela como mulher e ser humano.
um ponto que destaco — pois vi muitas pessoas comentarem — foi quando a yifan deixou o sangyan depois de estarem juntos e acabaram passando muito tempo separados. entendo demais a frustração por esse momento. mas como eu falei antes, ver tudo o que ela passou nos ajuda a entender suas ações, mesmo não gostando!! fiquei de coração partido pelo sangyan e pela amiga dela, mas um trauma mexe com você de todas as maneiras possíveis. pensei muito no quanto ela se sentiu culpada e com medo a ponto de a dor de sumir, da culpa e da saudade parecer a melhor opção do que ficar e se abrir. a gente se frustra do outro lado da tela, mas não é como se a pessoa que não teve confiança suficiente para falar e resolveu sumir lidasse com tudo de forma tranquila e não sofresse. esse comportamento dela é um reflexo de tudo o que ela viveu, e ainda bem que ela teve pessoas incríveis ao seu redor para lembrá-la de que nunca vão desistir dela. entendo todos os sentimentos das pessoas que não gostaram, e eu também gostaria que isso não tivesse acontecido no c-drama, mas acho o cúmulo atacarem ela por isso, como se ela estivesse apenas sendo dramática ou como se não amasse ele e sua amiga o suficiente. eu sei que foi algo que magoou muito eles, mas sinto que depois disso ela aprendeu bastante.
eu amei que a yifan não perdoou a família no final. estava com receio de que a colocassem como uma mulher que perdoasse e voltasse a ter algum tipo de laço com aquelas pessoas. é muito doloroso assistir àquela situação, mas nada justifica o que aquelas pessoas fizeram com ela. nada vai tirar a dor de uma vítima que foi desacreditada, que não foi acolhida no momento em que mais precisava. achei extremamente necessário ela cortar os laços.
preciso também dizer que sou completamente apaixonada pelo sangyan, e que ele se mostrou um personagem incrível, que sempre esteve ali pela yifan — confiando, esperando, sendo paciente e amando. ele é definitivamente aquele tipo de personagem masculino que a gente pensa "ah, só pode ter sido escrito por uma mulher".
mostrarem o presente e ficarem voltando para as cenas do passado foi algo que não me irritou tanto como achei que iria. gostei da trilha sonora, e boa parte dos outros personagens foi ok para mim, mas confesso que meu interesse maior era nos protagonistas, então eu não me importava com nenhum deles o suficiente, e alguns dos enredos não me prenderam. como é algo que tem muitos episódios, eu já esperava que, em algum momento, o ritmo fosse se perder para mim — e realmente isso aconteceu, o que foi uma pena.
no geral, eu gostei. fiquei presa logo no início e assisti a um episódio atrás do outro. adoro um slowburn, então não tenho do que reclamar nesse aspecto. senti que trataram a história da yifan de forma real e sensível também. enfim, foi um c-drama que assisti quando eu realmente estava querendo algo assim. teve altos e baixos, mas foi uma descoberta incrível, que tocou meu coração tantas vezes que só me restavam as lágrimas de emoção.
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