This review may contain spoilers
Queen Of Tears
Queen of Tears é uma história de amor que não me convenceu. Ele caminha por muitos tons — romance, melodrama, intrigas corporativas e familiares — e isso me incomodou desde o início. Não que eu não goste de histórias de vários gêneros ou com dilemas distintos sendo tratados, mas acho que a promessa de Queen of Tears de que encontraríamos um casal que já foi apaixonado resolvendo os conflitos do casamento é equivocada. No fim, o que foi entregue foi um verdadeiro caos dramático. Sou fã de melodramas, mas achei um exagero o mix de herança, traição, sabotagem empresarial, familiares mesquinhos, vilões megalomaníacos... tudo ao mesmo tempo tirando o foco do que realmente deveria importar: a relação entre Hyun-woo e Hae-in, o casal de protagonistas que no fim, nem tanta química teve. Eu esperei ansiosamente alguma revelação significativa, algo que justificasse o abismo entre eles. Mas a demora em apresentar isso gerou tanta frustração, e quando as explicações chegaram, as outras tramas paralelas já tinham me consumido a ponto de prevenir qualquer tipo de conexão com o casal.
No geral, gostei muito de Hyun-woo e Hae-in, individualmente: ele era bondoso, gentil e persistente. Sua vontade de se divorciar vinha de um esgotamento emocional constante. Hae-in criou um muro, e ele bateu ali repetidas vezes, resolveu desistir, mas ao final voltou a se conectar com a mulher que se apaixonou e enfrentou grandes batalhas por ela. Hae-in, por sua vez, é uma personagem complexa e difícil: por um lado, é impossível não sentir empatia pelo sofrimento que ela viveu. Mas, por outro lado, a forma como ela reage é um ponto de ruptura forte, que marca o início do fim da comunicação entre ela e ele. Conforme os episódios passavam, a narrativa tentava correr em várias direções ao mesmo tempo, e isso me cansou um certo cansaço. Me senti, inclusive, até sufocada e alguns momentos. Hyun-woo nunca tinha paz, ele era o verdadeiro *rei das lágrimas* hahaha.
Ao final, tantas coisas aconteceram e não senti um alívio com o fechamento da história, mesmo que tenha sido feliz. Talvez Queen of Tears queira induzir a reflexão de que o amor resiste ao tempo, à doença, aos traumas, aos mal-entendidos, às famílias destrutivas, aos conflitos corporativos... ao universo inteiro. Para muita gente, isso é bonito. Mas para outras, pode ser exaustivo, e para mim, foi. A trajetória do casal começou com distância, mágoas e frieza até introduzir um pouco de como se conheceram no passado, e, nesse momento, até consegui sorrir e achar a interação deles fofa, mas é tudo limitado: não mostra muito do namoro e do casamento, pulando para a parte conflituosa… e termina com eles juntos, mas sem um arco relacional forte o suficiente para justificar emocionalmente essa reconciliação. O passado só existe para tentar justificar um amor que o presente e o desenvolvimento da história não sustentam. No fim, ela parece querer que você acredite que o amor sobreviveu porque eles passaram por tudo isso, mas o problema é que você não sente isso junto com eles. O roteiro diz, mas não mostra. A frustração maior é justamente essa: esperar algo que nunca veio.
No geral, gostei muito de Hyun-woo e Hae-in, individualmente: ele era bondoso, gentil e persistente. Sua vontade de se divorciar vinha de um esgotamento emocional constante. Hae-in criou um muro, e ele bateu ali repetidas vezes, resolveu desistir, mas ao final voltou a se conectar com a mulher que se apaixonou e enfrentou grandes batalhas por ela. Hae-in, por sua vez, é uma personagem complexa e difícil: por um lado, é impossível não sentir empatia pelo sofrimento que ela viveu. Mas, por outro lado, a forma como ela reage é um ponto de ruptura forte, que marca o início do fim da comunicação entre ela e ele. Conforme os episódios passavam, a narrativa tentava correr em várias direções ao mesmo tempo, e isso me cansou um certo cansaço. Me senti, inclusive, até sufocada e alguns momentos. Hyun-woo nunca tinha paz, ele era o verdadeiro *rei das lágrimas* hahaha.
Ao final, tantas coisas aconteceram e não senti um alívio com o fechamento da história, mesmo que tenha sido feliz. Talvez Queen of Tears queira induzir a reflexão de que o amor resiste ao tempo, à doença, aos traumas, aos mal-entendidos, às famílias destrutivas, aos conflitos corporativos... ao universo inteiro. Para muita gente, isso é bonito. Mas para outras, pode ser exaustivo, e para mim, foi. A trajetória do casal começou com distância, mágoas e frieza até introduzir um pouco de como se conheceram no passado, e, nesse momento, até consegui sorrir e achar a interação deles fofa, mas é tudo limitado: não mostra muito do namoro e do casamento, pulando para a parte conflituosa… e termina com eles juntos, mas sem um arco relacional forte o suficiente para justificar emocionalmente essa reconciliação. O passado só existe para tentar justificar um amor que o presente e o desenvolvimento da história não sustentam. No fim, ela parece querer que você acredite que o amor sobreviveu porque eles passaram por tudo isso, mas o problema é que você não sente isso junto com eles. O roteiro diz, mas não mostra. A frustração maior é justamente essa: esperar algo que nunca veio.
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