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My Liberation Notes
My Liberation Notes vai muito além de uma simples narrativa sobre o cotidiano. É uma delicada e sensível exploração da luta pela liberdade pessoal em meio às pequenas prisões que construímos ou estamos inseridos em nossas vidas — sejam elas sociais, emocionais ou internas.
Mi-jung talvez seja a personagem mais importante ali. Ela representa o esgotamento silencioso de quem vive no automático. Não é alguém triste o tempo todo, mas está sempre em um estado de sobrevivência emocional, sempre existindo. Gu é um enigma, mas sua quietude não é vazia ou sem propósito, ela é carregada de dor, arrependimentos e desejo de se apagar do mundo. Os outros personagens são individualmente importantes: os irmãos não me cativaram como os protagonistas fizeram, mas possuem seus próprios dilemas na história, sendo Chang-hee uma figura impulsiva e revoltada, vivendo de projetos e ideias que não se concretizam e querendo ser algo maior, sair da casa dos pais, trabalhar com algo que o valorize, amar e ser amado... mas tudo isso sempre escapa dele. Já Ki-jung é exagerada e desesperada, portando uma agonia em querer ser amada. A angústia dela é a da mulher que chegou aos trinta e tantos anos sem conseguir cumprir as expectativas sociais, e que ainda se cobra por isso. O desenvolvimento e crescimento dos dois também é um pilar de My Liberation Notes, fazendo com que eles não sejam só coadjuvantes.
Todas as cenas de My Liberation Notes me pareceram especiais, principalmente as de Mi-jung com Gu. O relacionamento deles é transformador para ambos, que almejam a libertação. Não é o tipo de romance que “salva”, mas que permite que o outro descanse, e esse descanso, por si só, já é um ato de liberdade. As cenas do Clube da libertação, que Mi-jung cria no trabalho, também são incríveis. Apesar de cada um dos membros estar lidando com suas próprias angústias, eles se encontram num espaço de apoio e acolhimento mútuo. Ali, compartilham seus sonhos, frustrações e medos, e isso traz um senso de pertencimento e esperança. Além disso, o ambiente do escritório, que normalmente seria opressor, vira um palco onde o “ser verdadeiro” pode emergir.
Por fim, ainda que algumas lacunas permaneçam ao final da história, ela teve um impacto gigantesco para mim! O final aberto, a distância entre Mi-jung e Gu, e o reencontro posteriormente traduzem um processo de amadurecimento: nem tudo se resolve rápido mas há uma esperança sutil e um convite à continuidade dessa caminhada.
Mi-jung talvez seja a personagem mais importante ali. Ela representa o esgotamento silencioso de quem vive no automático. Não é alguém triste o tempo todo, mas está sempre em um estado de sobrevivência emocional, sempre existindo. Gu é um enigma, mas sua quietude não é vazia ou sem propósito, ela é carregada de dor, arrependimentos e desejo de se apagar do mundo. Os outros personagens são individualmente importantes: os irmãos não me cativaram como os protagonistas fizeram, mas possuem seus próprios dilemas na história, sendo Chang-hee uma figura impulsiva e revoltada, vivendo de projetos e ideias que não se concretizam e querendo ser algo maior, sair da casa dos pais, trabalhar com algo que o valorize, amar e ser amado... mas tudo isso sempre escapa dele. Já Ki-jung é exagerada e desesperada, portando uma agonia em querer ser amada. A angústia dela é a da mulher que chegou aos trinta e tantos anos sem conseguir cumprir as expectativas sociais, e que ainda se cobra por isso. O desenvolvimento e crescimento dos dois também é um pilar de My Liberation Notes, fazendo com que eles não sejam só coadjuvantes.
Todas as cenas de My Liberation Notes me pareceram especiais, principalmente as de Mi-jung com Gu. O relacionamento deles é transformador para ambos, que almejam a libertação. Não é o tipo de romance que “salva”, mas que permite que o outro descanse, e esse descanso, por si só, já é um ato de liberdade. As cenas do Clube da libertação, que Mi-jung cria no trabalho, também são incríveis. Apesar de cada um dos membros estar lidando com suas próprias angústias, eles se encontram num espaço de apoio e acolhimento mútuo. Ali, compartilham seus sonhos, frustrações e medos, e isso traz um senso de pertencimento e esperança. Além disso, o ambiente do escritório, que normalmente seria opressor, vira um palco onde o “ser verdadeiro” pode emergir.
Por fim, ainda que algumas lacunas permaneçam ao final da história, ela teve um impacto gigantesco para mim! O final aberto, a distância entre Mi-jung e Gu, e o reencontro posteriormente traduzem um processo de amadurecimento: nem tudo se resolve rápido mas há uma esperança sutil e um convite à continuidade dessa caminhada.
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