Brewing Love
Existe um charme único em histórias que se passam longe das grandes cidades, em vilarejos pequenos e com pessoas acolhedoras: uma promessa de respiro, de simplicidade e de vínculos genuínos. E foi justamente essa promessa que me levou a começar Brewing Love. O pequeno vilarejo, as senhorinhas acolhedoras, a cervejaria artesanal e suas paisagens tranquilas, juntamente com Young Ju, a protagonista feminina são o maior acerto desse drama para mim. Young Ju é uma personagem feminina forte, que me cativou logo no começo. Sua autonomia, sua determinação, seu senso de comunidade e sua capacidade de liderar tudo tão bem me mantiveram muito envolvida nela, no seu cotidiano no trabalho e claro, em sua jornada pessoal, que foi muito bonita e inspiradora. Ela é, talvez, o coração do drama.
De resto, não sei se posso dizer que a trama e o desenvolvimento dela me agradaram tanto…
Ming Ju, o protagonista masculino, não me cativou. Sua sensibilidade, que poderia ser uma qualidade rara e bonita de se explorar nos K-dramas, acabou escorregando para uma exaustiva mania de "sentir o outro" o tempo inteiro de forma exagerada. Ele tem seus lados positivos, como sua bondade, sua maturidade e é um fofo, sendo o principal motivador de Young Ju para que ela buscasse a si mesma e compreendesse os próprios sentimentos. Mesmo assim, achei o personagem exagerado. Além disso, não consegui me conectar com o casal Até tinha potencial pra ser um romance bonito, maduro e sensível, mas que se perdeu no excesso de querer ser simbólico: tudo parece uma performance, uma sequência de diálogos sobre sentimentos quase como se ambos estivessem em uma sessão de psicoterapia.
O casal coadjuvante, por sua vez, me conquistou. Em vários momentos, eu me peguei esperando as cenas deles mais do que qualquer outras, sempre com interações leves e dinâmicas, mas ainda cheia de significado. Infelizmente, não tiveram o desenvolvimento que mereciam, sendo juntos ou individualmente, com seus dilemas e traumas pessoais que poderiam ter sido melhor abordados.
De resto, não sei se posso dizer que a trama e o desenvolvimento dela me agradaram tanto…
Ming Ju, o protagonista masculino, não me cativou. Sua sensibilidade, que poderia ser uma qualidade rara e bonita de se explorar nos K-dramas, acabou escorregando para uma exaustiva mania de "sentir o outro" o tempo inteiro de forma exagerada. Ele tem seus lados positivos, como sua bondade, sua maturidade e é um fofo, sendo o principal motivador de Young Ju para que ela buscasse a si mesma e compreendesse os próprios sentimentos. Mesmo assim, achei o personagem exagerado. Além disso, não consegui me conectar com o casal Até tinha potencial pra ser um romance bonito, maduro e sensível, mas que se perdeu no excesso de querer ser simbólico: tudo parece uma performance, uma sequência de diálogos sobre sentimentos quase como se ambos estivessem em uma sessão de psicoterapia.
O casal coadjuvante, por sua vez, me conquistou. Em vários momentos, eu me peguei esperando as cenas deles mais do que qualquer outras, sempre com interações leves e dinâmicas, mas ainda cheia de significado. Infelizmente, não tiveram o desenvolvimento que mereciam, sendo juntos ou individualmente, com seus dilemas e traumas pessoais que poderiam ter sido melhor abordados.
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