Eu Vi o Diabo (2010)

악마를 보았다 ‧ Movie ‧ 2010
Eu Vi o Diabo (2010) poster
8.2
Sua Avaliação: 0/10
Avaliações: 8.2/10 de 10,190 usuários
# de Fãs: 19,513
Resenhas: 32 usuários
Classificado #1607
Popularidade #1270
Fãs 10,190

A noiva de um agente secreto é morta por um serial Killer. Cego pela fúria ele começa a investigar os possíveis suspeitos do crime. (Fonte: Cheiodedrama) Editar Tradução

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  • Русский
  • País: South Korea
  • Tipo: Movie
  • Data de Lançamento: Ago 12, 2010
  • Duração: 2 hr. 24 min.
  • Pontuação: 8.2 (scored by 10,190 usuários)
  • Classificado: #1607
  • Popularidade: #1270
  • Classificação do Conteúdo: R - Restricted Screening (nudity & violence)

Onde assistir Eu Vi o Diabo

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Elenco e Créditos

Resenhas

Completados
SOSLuluzeira
1 pessoas acharam esta resenha útil
Jun 4, 2025
Completados 0
No geral 8.0
História 8.0
Acting/Cast 10
Musical 9.0
Voltar a ver 8.0
Esta resenha pode conter spoilers

Impactante

Enrolei muito para começar esse filme, justamente por conta de sua fama como um dos melhores thrillers da Coreia do Sul. De fato concordo: é realmente muito bom. Ainda assim, acho que ele peca em alguns pontos, e por isso minha nota final fica em 8/10.

Extremamente bem filmado, com uma fotografia imersiva e uma direção que transforma todas as cenas de violência em experiências agonizantes e perturbadoras, I Saw the Devil me surpreendeu. A violência não é gratuita: as sequências longas, com poucos ou nenhum corte, criam uma tensão absurda, te deixando angustiado e com vontade de desviar o olhar.

O vilão, interpretado magistralmente, não busca ser carismático: ele é grotesco, cruel, quase um animal. Na primeira metade do filme, achei que ele fosse o “diabo” do título, enquanto o protagonista seria apenas alguém que o “viu”, um homem em busca de vingança pela morte brutal da noiva.

O vilão é um serial killer incontrolável, com sede de sangue, um maníaco sexual que escolhe como alvos mulheres bonitas e vulneráveis, embora também não hesite em matar qualquer homem que atrapalhe sua caçada. A direção acerta muito ao não romantizar essa figura. Por mais que o ator tenha carisma, o personagem não tem nada. E que atuação incrível, ele simplesmente se transforma, e não falo de maquiagem, mas de presença, de entrega.

Do outro lado, o protagonista — que inicialmente parece o "mocinho" clássico — me surpreendeu ainda mais. No começo, imaginei que seria o típico filme de vingança: um herói que persegue o vilão até matá-lo. Mas a segunda metade desconstrói totalmente essa expectativa. O vingador não quer apenas matar, ele quer transformar o vilão em sua presa, num jogo de caça cruel e psicológico. Ele o pega, tortura… e solta. Pega de novo, tortura… e solta. Vai quebrando o vilão física e mentalmente, criando nele o mesmo terror que causou às vítimas. A sombra da vingança o domina de tal forma que é possível sentir que ele está gostando desse jogo. Quem antes era apenas alguém que “viu o diabo”, acaba se transformando no próprio “diabo” aos olhos do vilão.

A mensagem do filme sobre vingança é poderosa, ela nunca traz vitória, apenas mais destruição. O vingador já havia perdido tudo no momento em que perdeu sua noiva, e o vilão nunca deixa que ele esqueça disso.

O filme é cru, violento, sombrio. Me peguei várias vezes tampando a boca, seja por susto, seja por incredulidade. Particularmente, achei a segunda metade muito superior à primeira (como se houvesse uma conversão do thriller em thriller psicológico), embora a direção fosse impecável do começo ao fim, potencializada ainda mais por uma trilha sonora precisa, que intensifica cada cena.

Mas nem tudo funcionou para mim. Duas coisas me incomodaram bastante.

A primeira foi aquela cena forçadíssima na reta final: a polícia inexplicavelmente enrolando para prender o serial killer, dando tempo para o protagonista sequestrá-lo antes da prisão de uma maneira ridícula e mentirosa. Foi uma clara conveniência de roteiro, que destoou de toda a construção cuidadosa do filme até ali.

A segunda foi a inserção desnecessária da “família canibal”, numa clara referência (ou cópia) a O Massacre da Serra Elétrica: um amigo do vilão, que vive isolado com a esposa, e que também é canibal. Achei essa parte mal inserida e mal desenvolvida, não acrescentou praticamente nada à trama. Pelo contrário contrário, soou como um artifício gratuito para chocar, algo que o resto do filme não precisava.

Enfim, é um filme ótimo, um baita thriller, que recomendo para quem tem estômago forte. Tem alguns jump scares (o primeiro quase me matou de susto), mas, no geral, não é um filme de terror, e sim um thriller psicológico denso e impactante.

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Completados
Meiling Yukari
0 pessoas acharam esta resenha útil
19 dias atrás
Completados 0
No geral 8.0
História 8.0
Acting/Cast 10
Musical 9.0
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Esta resenha pode conter spoilers

Quem verdadeiramente ganhou e quem perdeu? A vingança nos destrói.

Estou em choque. Existem muitas coisas a se considerar para escrever a resenha desse filme. Existem pontos positivos e negativos que eu gostaria de abordar. Vai ter spoiler, então cuidado ao ler! (Mas não vou estragar o final do filme, não vou contar exatamente o que acontece).

Vou iniciar falando sobre os pontos negativos. Estupros e tentativas de estupros, que foram extremamente explícitos. E de modo geral, as mulheres só serviam para serem humilhadas, estupradas e assassinadas, fato esse que me deixou bem triste assistindo, e com muito, mas muito ódio e nojo do vilão. E para mim em especial, cenas com nudez são pontos negativos por si só, mas admito que a nudez é o menor dos problemas no caso específico desse filme.

Agora os pontos positivos. O final do vilão, foi algo que eu gostei demais de ver. Ele mereceu aquilo. Ele merecia algo muito pior, mas foi o suficiente para aliviar um pouco a angustia em meu coração. Para mim as ações do protagonista são um ponto positivo por si só, e por mais que ele tenha tomado decisões péssimas (e só foram péssimas pois resultou em mais duas pessoas inocentes sendo vítimas do vilão), ainda assim, foi satisfatório assistir o protagonista caçando o vilão e causando dor física nele.

Porém, aqui entram os detalhes psicológicos do filme. Sim, o vilão morreu, e o protagonista "se vingou". Mas quem verdadeiramente ganhou e quem perdeu? O próprio vilão afirma que, por mais dor física que o protagonista o tenha feito passar, isso não lhe gerou sofrimento emocional, não lhe gerou medo, e não lhe gerou remorso ou arrependimento, afirmando que ele seria incapaz de sentir essas coisas. Enquanto que, por outro lado, o protagonista mesmo tendo conseguido "se vingar", nada daquilo iria trazer sua namorada de volta, e tampouco iria surtir efeito de sofrimento emocional para o assassino dela.

No final das contas, a vingança é vazia, pois não preenche o coração do protagonista. A vingança é cruel conosco próprios, pois a vingança nos destrói.

Até certo momento do filme, nós estamos pensando igual o protagonista, pensando que o vilão está ficando assustado e psicologicamente afetado. Para depois percebermos que não. É muito triste como isso quebra o nosso coração, enquanto o coração do vilão segue intacto e inabalado.

Em um grupo de fãs de Lee Byung Hun, eu tinha visto uma foto da última cena, então eu sabia que o personagem terminaria vivo. Mas a legenda da foto dizia "ele está vivo, mas está morto por dentro". E após terminar o filme eu realmente entendi. Tudo o que aconteceu, desde a morte de sua namorada, passando pelo desejo de vingança, pelo processo de caça ao vilão, chegando até as tristes consequências de seus atos, e indo até a vingança finalizada, TUDO isso roubou a alma do protagonista, de um jeito sem volta. Aquele homem nunca mais vai se recuperar. E essa constatação pode nos fazer entender a mensagem do filme, sobre quem ganha e quem perde em uma vingança.

A morte tão trágica de um ente querido muda radicalmente a nossa vida. O luto é um processo extremamente doloroso. Mas apesar de todo sofrimento, existe esperança de que com o passar do tempo a dor dê lugar a saudades, e a gente possa continuar vivendo (nossos entes queridos que se foram, não querem ver a gente em sofrimento eterno, querem ver a gente conseguindo seguir em frente). Conseguir justiça é importante, por exemplo com um assassino sendo preso, ou morrendo de doença, os familiares enlutados sentem-se vingados e com sensação de encerramento, é um passo importante para conseguir seguir em frente.

E sim, eu admito que nos casos em que a justiça da lei não consegue fazer nada, eu não sou contra vingança com as próprias mãos, juro que não sou, mas é preciso entender o peso que isso carrega. A vingança feita com as próprias mãos envenena nossa alma, e nos perturba para o resto de nossas vidas.

E tal como aconteceu com o vilão desse filme, muitos vilões da vida real também não sentiriam medo, tristeza e arrependimento, mesmo sendo torturados até a morte. E nesse caso, nós estaríamos perdendo nossa humanidade, sem conseguir o sofrimento emocional do vilão em troca.

Vale a pena perder nossa humanidade? Infelizmente quando somos vítimas de uma tragédia em nossa família, o assassino já ganhou, mesmo que ele seja preso, mesmo que ele morra, ele vai sentir até o fim, que foi ele quem ganhou. Um assassino que sente prazer em matar nunca perde, pois ele já teve o que o deixa mais feliz, orgulhoso e satisfeito, e isso é extramamente odioso de se pensar. E infelizmente o único jeito de nós podermos empatar essa luta, é quando nós também ganhamos (sim, quando é feita justiça, com assassinos sendo presos), mas também quando não cedemos ao diabo, e não nos tornamos nós mesmos vilões também.

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Detalhes

  • Título: Eu Vi o Diabo
  • Tipo: Movie
  • Format: Feature Film
  • País: Coreia do Sul
  • Data de Lançamento: Ago 12, 2010
  • Duração: 2 hr. 24 min.
  • Classificação do Conteúdo: R - Exibição Restrita (Nudez e Violência)

Estatísticas

  • Pontuação: 8.2 (avaliado por 10,190 usuários)
  • Classificado: #1607
  • Popularidade: #1270
  • Fãs: 19,513

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