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Acho que eu vim com a expectativa errada para esse filme. Pensei que teriam mais cenas de ação e de perseguição, e que a vingança fosse mais na base da violência. Mas a verdade é que as duas primeiras horas do filme são muito lentas, com muitos nomes de personagens, de políticos, de empresas, sendo citados, mas sem uma devida apresentação que fizesse sentido. A história vai passando sem dar a entender de fato qual era o propósito da história. E então na última hora do filme finalmente começou a ficar um pouco interessante.
Mas infelizmente todos os personagens são pouco cativantes. E o que mais me decepcionou, é que o gangster, o personagem do Lee Byung Hun, que paracia muito interessante na primeira cena do filme, mas só isso, depois até mesmo ele ficou chato nas próximas 3 horas de filme.
O ponto positivo pra mim, foi que o gangster se tornou amigo do promotor, uma amizade improvável, mas interessante. E ali nos últimos 20 minutos de filme finalmente uma vingança acontecendo! E foi bem inteligente, então gostei disso!
Só para contextualizar, eu sou o tipo de pessoa que desgosta extremamente de qualquer cena de nudez ou sexo, não me importa se é importante para o desenvolvimento da história, eu sempre vou achar desnecessário. Então, para se ter uma noção do quanto chato e desinteressante o filme estava sendo, a única cena que consegui achar legal foi um grupo de políticos idosos bêbados com mulheres num bar, todos nus, e os idosos fazendo uma espécie de pirocóptero para derrubar as taças.
É uma pena que o ponto central do filme, a corrupção, não tenha sido mostrado como uma problemática interessante ou digna de todo o trabalho de se lutar contra...
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É doentio o modo como aquela mulher escolhe criar Hong Yi, só para destruir sua alma no final.
Eu infelizmente tenho um sério problema com histórias envolvendo criar uma criança inocente para completar uma vingança. Eu entendo que se os pais da criança morreram, vingar essas mortes é algo positivo. Mas isso teria que vir naturalmente como desejo desse filho quando entendesse o passado.Eu realmente odeio, ODEIO, quando são adultos cretinos que ficam incutindo o desejo de vingança na mente da criança desde os primeiros meses de vida da criança, retirando completamente o livre arbítrio dessa criança em crescer e escolher seu próprio caminho. (Sim, meu ódio tem motivo específico, foi o dorama Goodbye My Princess, em que o professor da princesa foi criado para vingar o massacre que sua família sofreu, e isso simplesmente destruiu a vida dele).
E é isso que acontece nesse filme, mas de um jeito mil vezes pior. A vida da menina protagonista, Hong Yi, foi destruída para sempre, a alma dela foi cortada em pedaços, o coração dissolvido até não sobrar mais nada. E é inadmissível o modo como isso aconteceu.
Eu sempre sou da opinião de que não é para xingar mulheres, e é para buscar os motivos e validar os sentimentos e consequências de ações cometidas por mulheres que passaram por grande sofrimento. Mas nesse caso em específico, não tem como. Aquela mãe foi monstruosa, e totalmente egoísta. Existiam outras maneiras de ela se atormentar e atormentar seu amado, que não envolvessem fazer aquilo com a Hong Yi.
É doentio o modo como aquela mulher escolhe criar Hong Yi, só para destruir sua alma no final.
Deok Ki é outro cretino.
Mas apesar disso tudo envolvendo meus sentimentos pessoais, como uma narrativa para um filme, foi incrível. As cenas de luta foram ótimas. E o final foi trágico e "bonito" de um modo extremamente triste (a imagem passando na tela).
"Alguma coisa lhe causa dor? Em caso afirmativo, descarte-o. Se o seu dente doer, puxe-o para fora. Se o seu dedo dói, corte-o. O que é mais doloroso para você... vai fazer você fraco. O mesmo acontece com as pessoas" - Deok Ki (Lee Byung Hun)
E por fim, digo que vim assistir o filme por causa do Lee Byung Hun, e ele estava muito muito bonito nas cenas do tempo presente (mas achei ele feio nas cenas do passado hahaha). E sua atuação explendida e maravilhosa como sempre!!
Essa nota alta que dei, é especificamente porque aprecio histórias trágicas e tristes. Mas ainda estou sentindo muito ódio do que fizeram com Hong Yi.
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O amor de Eugene Choi por Go Ae Shin foi o ato mais nobre e corajoso que já vi.
Assisto doramas desde 2012, e agora em 2026 assisti Mr. Sunshine, e posso afirmar com tudo de mim que essa foi a história que mais tocou meu coração. Essa é uma história sobre identidade, e sobre as nossas lutas - sejam elas internas ou externas, sejam elas contra os inimigos ou contra nós mesmos.Eugene Choi, um homem que nasce como escravo na Coréia, e cresce cercado de fome, pobreza e desprezo da sociedade. Ele passa por grandes trágedias pessoais, até conseguir fugir para os Estados Unidos, aos 9 anos de idade. Mas lá, não sofreu menos. A xenofobia e o bullying preenchiam seus dias.
E só aqui no primeiro episódio já me deparo com duas cenas profundamente impactantes:
- Um pequeno Eugene de 9 anos chorando em meio a uma tempestade, como se naquele momento ele tivesse finalmente entendido tudo. Ele não teve um lugar na Coréia, e também não teria um lugar nos EUA. A dor que aquela criança demonstra é tão vívida que transborda.
- Um Eugene um pouquinho mais velho, em um momento de dificuldade, olha para alguns soldados do exército, que estão caminhando. Entre os brancos, ele vê um negro. Os brancos estão conversando e sorrindo junto com o negro. Nesse momento Eugene emocionado enxerga um caminho pelo qual ele pode seguir, pois ele vê finalmente um lugar no qual ele poderia ser aceito.
Go Ae Shin, uma mulher filha de coreanos guerrilheiros, nasce para em seguida ficar órfã. É criada por seu avô, um membro muito influente da nobreza coreana. Ela cresce cercada de luxo, riqueza e prestígio da sociedade. Mas desde pequena demonstra grande empatia com as pessoas independende da classe social. Quando fica adulta, ela convence seu avô a deixá-la seguir os passos de seus pais. Ela então treina durante 10 anos, se tornando uma hábil atiradora, e fazendo parte do exército de resistência anti-japonesa, chamado Exército dos Justos.
O plano de fundo histórico: a história se passa durante a ocupação japonesa na Coréia, antes da Coréia perder completamente sua soberania para o imperialismo japonês. E os japoneses cometerem inúmeros crimes de guerra na Coréia, foi um período terrível da história do país.
Agora sobre o amor: a cena em que Eugene e Ae Shin se conhecem pela primeira, é maravilhosa. Ambos carregando armas e apontando para matar um político japonês, até que eles percebem a existência um do outro. Eles miram suas armas um no outro, e seus olhares se cruzam. Eu amo como os olhares entre eles são tão bonitos e profundos!
Esse é o amor mais forte que já vi em qualquer história. É um amor dolorosamente lindo. Com um sabor tão doce e tão amargo ao mesmo tempo. Construído de forma leve e gradual, evoluindo até o ponto em que não existe mais volta. Um amor tocante, pois comovente. Um amor cruel, pois impossível.
Eles são opostos, mas são complementares, e eles são tão necessários na vida um do outro, quanto precisam do ar para respirar. E vale ressaltar que os personagens tem aproximadamente 10 a 12 anos de diferença de idade (e não 20, igual muitas pessoas estão falando).
Eugene se vê dividido entre odiar o país que o desprezou, e amar a mulher que quer proteger esse país. Eugene também tem sua identidade fragmentada. Nem completamente coreano, nem completamente estadunidense. Para quase todos, ele na verdade não é nenhum dos dois. Mas tenho certeza que no fundo do coração de Eugene, ele chegou na conclusão de que ele é inteiramente ambos. Coreano e americano.
Gu Dong Mae tem uma história de vida bastante similar a de Eugene. Dong Mae nasceu filho de açogueiros (eram considerados do mesmo status social tão desprezível quanto um escravo). Ele sofreu tragédias pessoais na infância e então fugiu para o Japão, onde entrou para a máfia se tornando um guerreiro samurai. Ele é um personagem bastante complexo, com a moralidade ambígua, mas que nos comove ao longo dos episódios, com sua devoção errante por Ae Shin. Ao longo dos episódios eu aprendi a amá-lo.
Kudo Hina de forma semelhante é coreana, filha de um político plebeu, e foi casada a força por dinheiro com um japonês. Ela também é bastante complexa e cheia de camanas. O que mais gosto nela, é o quanto ela protege as mulheres a sua volta. No início fiquei com medo que ela fosse ser aquelas personagens detestáveis que brigam com a protagonista por causa de homem, mas não, amar o mesmo homem não as fez brigar. E quanto mais a história avança, mais Hina nos emociona.
Kim Hee Seong é um nobre, noivo de Ae Shin, que fugiu do casamento por 10 anos no Japão, mas quando finalmente retorna para a Coréia se apaixona por sua noiva. Mas o seu amor nunca poderia ser correspondido, pois o coração de Ae Shin já pertencia inteiramente a Eugene. No início esse era o personagem que eu menos gostava, mas foi gratificante demais vê-lo amadurecer tanto durante a história, em especial quando ele compreendeu seus privilégios e suas dívidas, ele se tornou mais humano e no final conseguiu me comover muito, chorei demais com algumas cenas dele.
Os três homens que amavam Ae Shin, eram inimigos, mas se tornaram aliados para proteger aquilo que mais importava: a mulher que eles amavam.
Outro personagem que me emocionou muito foi Jang Seung Gu, o Artilheiro Jang. Profundamente marcado pela guerra, com um coração bondoso, e uma história pessoal que me tocou demais. Ele ter ido trabalhar no palácio foi a melhor coisa que poderia ter acontecido, isso o fez enxergar certas coisas que deram sentido para o que ele sentia.
Também gostei demais do Kyle, amigo de Eugene. Foi tão bonito ver como eles eram verdadeiramente amigos! Kyle o ajudou sempre! Fiquei realmente feliz vendo essa relação que foi central em momentos decisivos.
Essa é uma história com início um pouco lento, mas os episódios tem um ritmo adequado, e a progressão da história é muito boa. As cenas, a fotografia, o modo como escolheram filmar, foi simplesmente espetacular, tudo completamente lindo e magnífico! Eugene e Ae Shin andando de cavalo, a cena deles cobrindo o rosto um do outro, a cena de Hina e Dong Mae na praia, tudo tão bonito que fazia o meu coração saltitar!
Uma frase que me emocionou, e eu nem sou religiosa, foi quando um personagem americano faleceu, e uma pessoa coreana foi em um templo budista pedir para a xamã rezar, mas avisando que aquele falecido acreditava em Deus. Então a xamã respondeu "As divindades a quem servimos devem se conhecer bem. Tenho certeza de que Buda vai mostrar a ele o caminho até Deus".
Uma cena que foi como um soco na minha cara, e que mostrou bastante da complexidade de Eugene, foi quando um personagem odioso disse para ele "você também acredita em imperialismo, você foi pra guerra em nome dos EUA e conquistou as Filipinas, agora o Japão está fazendo o mesmo com a Coréia". Isso me fez ficar muito pensativa, e triste.
Outra cena que me emocionou demais, foi a cena da bandeira com as mãos pintadas sendo erguida. Me acabei de chorar vendo a luta desse povo pelo seu país. E saibam que esse Exército dos Justos de fato existiu! O amor pela sua pátria também é tão profundo quanto o amor romântico - e isso é muito agridoce (eu pessoalmente queria que Ae Shin e Eugene simplesmente fugissem pra China e desaparecessem pra viver o amor deles, mas eu entendo que para Ae Shin esse seria um lento suicídio, e ela nunca seria feliz).
Acho que dificilmente outro dorama vai superar as emoções que Mr. Sunshine me provocou. Aqui é mostrado como as nossas decisões fazem parte de quem a gente é, e como cada uma delas molda o rumo de nossas vidas, e principalmente mostra que as vezes podemos ter o poder de escolha, mas nem sempre escolhemos o que é mais fácil. É profundamente belo. É dolorosamente lindo. Eugene Choi vai viver para sempre em minha memória enquanto eu viver, um personagem inesquecível. E seu amor por Ae Shin foi o ato mais nobre e corajoso que já vi.
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Quem verdadeiramente ganhou e quem perdeu? A vingança nos destrói.
Estou em choque. Existem muitas coisas a se considerar para escrever a resenha desse filme. Existem pontos positivos e negativos que eu gostaria de abordar. Vai ter spoiler, então cuidado ao ler! (Mas não vou estragar o final do filme, não vou contar exatamente o que acontece).Vou iniciar falando sobre os pontos negativos. Estupros e tentativas de estupros, que foram extremamente explícitos. E de modo geral, as mulheres só serviam para serem humilhadas, estupradas e assassinadas, fato esse que me deixou bem triste assistindo, e com muito, mas muito ódio e nojo do vilão. E para mim em especial, cenas com nudez são pontos negativos por si só, mas admito que a nudez é o menor dos problemas no caso específico desse filme.
Agora os pontos positivos. O final do vilão, foi algo que eu gostei demais de ver. Ele mereceu aquilo. Ele merecia algo muito pior, mas foi o suficiente para aliviar um pouco a angustia em meu coração. Para mim as ações do protagonista são um ponto positivo por si só, e por mais que ele tenha tomado decisões péssimas (e só foram péssimas pois resultou em mais duas pessoas inocentes sendo vítimas do vilão), ainda assim, foi satisfatório assistir o protagonista caçando o vilão e causando dor física nele.
Porém, aqui entram os detalhes psicológicos do filme. Sim, o vilão morreu, e o protagonista "se vingou". Mas quem verdadeiramente ganhou e quem perdeu? O próprio vilão afirma que, por mais dor física que o protagonista o tenha feito passar, isso não lhe gerou sofrimento emocional, não lhe gerou medo, e não lhe gerou remorso ou arrependimento, afirmando que ele seria incapaz de sentir essas coisas. Enquanto que, por outro lado, o protagonista mesmo tendo conseguido "se vingar", nada daquilo iria trazer sua namorada de volta, e tampouco iria surtir efeito de sofrimento emocional para o assassino dela.
No final das contas, a vingança é vazia, pois não preenche o coração do protagonista. A vingança é cruel conosco próprios, pois a vingança nos destrói.
Até certo momento do filme, nós estamos pensando igual o protagonista, pensando que o vilão está ficando assustado e psicologicamente afetado. Para depois percebermos que não. É muito triste como isso quebra o nosso coração, enquanto o coração do vilão segue intacto e inabalado.
Em um grupo de fãs de Lee Byung Hun, eu tinha visto uma foto da última cena, então eu sabia que o personagem terminaria vivo. Mas a legenda da foto dizia "ele está vivo, mas está morto por dentro". E após terminar o filme eu realmente entendi. Tudo o que aconteceu, desde a morte de sua namorada, passando pelo desejo de vingança, pelo processo de caça ao vilão, chegando até as tristes consequências de seus atos, e indo até a vingança finalizada, TUDO isso roubou a alma do protagonista, de um jeito sem volta. Aquele homem nunca mais vai se recuperar. E essa constatação pode nos fazer entender a mensagem do filme, sobre quem ganha e quem perde em uma vingança.
A morte tão trágica de um ente querido muda radicalmente a nossa vida. O luto é um processo extremamente doloroso. Mas apesar de todo sofrimento, existe esperança de que com o passar do tempo a dor dê lugar a saudades, e a gente possa continuar vivendo (nossos entes queridos que se foram, não querem ver a gente em sofrimento eterno, querem ver a gente conseguindo seguir em frente). Conseguir justiça é importante, por exemplo com um assassino sendo preso, ou morrendo de doença, os familiares enlutados sentem-se vingados e com sensação de encerramento, é um passo importante para conseguir seguir em frente.
E sim, eu admito que nos casos em que a justiça da lei não consegue fazer nada, eu não sou contra vingança com as próprias mãos, juro que não sou, mas é preciso entender o peso que isso carrega. A vingança feita com as próprias mãos envenena nossa alma, e nos perturba para o resto de nossas vidas.
E tal como aconteceu com o vilão desse filme, muitos vilões da vida real também não sentiriam medo, tristeza e arrependimento, mesmo sendo torturados até a morte. E nesse caso, nós estaríamos perdendo nossa humanidade, sem conseguir o sofrimento emocional do vilão em troca.
Vale a pena perder nossa humanidade? Infelizmente quando somos vítimas de uma tragédia em nossa família, o assassino já ganhou, mesmo que ele seja preso, mesmo que ele morra, ele vai sentir até o fim, que foi ele quem ganhou. Um assassino que sente prazer em matar nunca perde, pois ele já teve o que o deixa mais feliz, orgulhoso e satisfeito, e isso é extramamente odioso de se pensar. E infelizmente o único jeito de nós podermos empatar essa luta, é quando nós também ganhamos (sim, quando é feita justiça, com assassinos sendo presos), mas também quando não cedemos ao diabo, e não nos tornamos nós mesmos vilões também.
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Mais do que uma história de amor. Uma história sobre amizade e família.
Eu especialmente gosto de doramas que tratam sobre voltar no tempo (seja loop temporal ou viajar no tempo), por isso eu realmente fiquei feliz quando assisti esse dorama!! Depois do primeiro arco da história, você pode pensar que a ideia de loop temporal foi esquecida, mas não, o loop temporal continua sendo importante para a história. Apesar de, como é uma história mais longa, terem aparecido outras tramas envolvendo os personagens para a história ser construída, e não focar tudo apenas na questão do loop.Eu realmente amei a protagonista da história. Angela é uma mulher verdadeiramente altruísta, bondosa e cheia de empatia. Mas o mais interessante é que ela não é perfeita, ela se magoa, ela fica brava, ela tem dificuldade em perdoar. Mas o mais bonito nisso tudo é que sua bondade sempre prevalece, e apesar das circunstâncias ela sempre mostra como sua alma é bonita e gentil ♡♡♡
Uma mulher forte, cheia de luz, cheia de vida, bondosa e empática, e que é a melhor personagem na minha opinião!
O que eu mais gostei na história (além do tema de loop temporal), foi a relação de amizade entre a Jessie e a Angela. Duas amigas que verdadeiramente se amam, se importam uma com a outra, e dão seu melhor para se ajudar e manter a amizade, sempre se apoiando e se respeitando!!
Infelizmente algumas relações foram extremamente tóxicas (tanto em relações familiares, em romance e em amizade), o que me deixou bastante desgastada emocionalmente enquanto assistia. Mas gosto como mesmo em meio a certas atitudes tóxicas, as coisas não são só pretas ou só brancas, são cheias de nuances e seres humanos com sentimentos complexos.
Florence, a mãe de Angela, é uma personagem que talvez possa ser chamada de narcisista por muita gente, devido a certos comportamentos que apresentou em diversos pontos da história. Mas eu, como entusiasta da psicologia, não enxergo dessa maneira. Pois apesar das atitudes tóxicas, fica extremamente claro que ela ama verdadeiramente a sua filha. Ela é uma pessoa tóxica e complicada, mas com a capacidade de amar. E ela não manipula as pessoas, ela fala na cara, sem joguinhos! Então no fundo eu gostei dela, em toda sua complexidade. Pois quando a situação ficou crítica, ela conseguiu ser sensata e ajudar sua filha.
Já Hilda, a mãe de Bernard, é o oposto de Florence. Hilda é mostrada como gentil e empática (e ela de fato é empática, não é falsidade de modo algum, pois é verdadeiro), porém em situações críticas ela tem comportamentos muito tóxicos, o que, sim, a torna uma personagem muito humana, mas também achei que poderia não ser assim, que ela poderia ser mais consistente em sua bondade e gentileza. Ela se mostra uma mãe para Angela, a apoiando e ficando do lado dela. Mas quando certa coisa aconteceu, Hilda colocou a culpa na Angela (e não, a Angela definitivamente NÃO teve culpa).
O romance em si foi, para mim, a parte que menos me chamou a atenção, mas é porque eu não costumo mesmo gostar de romance (prefiro histórias de ação, crime, investigação policial hahaha). Mas para quem adora um romance turbulento, acredito que vá amar!!
Certos personagens tem atores e atrizes tão bons, que consegui sentir um ódio muito vívido. Certas situações são asquerosas demais, tóxicas demais, mas a história é tão bem construída que dá gosto de ver (apesar de me fazer passar mal certas cenas maldosas, eu realmente não gosto de maldades e mentiras).
Eu só tive uma decepção com o enredo da história (não é nenhum grande spoiler, mas se mesmo pequenos spoilers te incomodarem, pule esse parágrafo): em nenhum momento eles se tocam que o relógio pode fazer o tempo voltar, meu deus, isso é tão frustrante, que fico realmente magoada com quem escreveu o roteiro e fez isso ser dessa maneira. (Mas isso não prejudica a história, pois o loop temporal tem outro meio mais místico de acontecer além do relógio).
Claro que, tenha em mente que por ser uma história com loop temporal, se torna um pouco repetiva as cenas, mas basta ir acelerando um pouco caso não tenha paciência hahaha. Os episódios são curtos e passam rápido. A música de abertura é linda demais se você procurar para ouvir ela inteira!! A música se chama Lisan, cantada pela própria atriz que interpreta a Angela, chamada Jennylyn Mercado. (Nos comentários do vídeo chamado " Official Audio: "Lisan" (Love.Die.Repeat. OST) by Jennylyn Mercado " eu coloco a letra em filipino para quem quiser acompanhar, e deixo na resposta do comentário a letra em português para quem quiser entender!!
Para mim, uma história que vale muito a pena. Se você gosta de voltas no tempo e loop temporal (o dia se repete, enquanto algo precisa ser feito para mudar o destino, pois só assim o tempo volta a fluir), essa história é para você (e sim, se seu ÚNICO e exclusivo interesse for o loop, você pode assistir só o primeiro arco que dura uns 13 episódios mais ou menos se não me falha a memória, mas claro o resto da história também é incrível), e se você gosta de um tom de novela mexicana, essa história é definitivamente para você!
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Eu gostei especialmente do monge fotógrafo, ele tem uma relação muito bonita com o leopardo das neves, é realmente emocionante as cenas que mostram essa conecção entre humano e animal, tocou meu coração!
Já o irmão mais velho do monge, estava certo em querer indenização pelas ovelhas mortes, afinal, as famílias pobres que vivem de pastoreio não tem culpa e não deve receber esse prejuízo. Porém o jeito agressivo do irmão mais velho me deixou bem incomodada, mas eu entendo que ele estava transtornado com toda a situação...
Eu adoro assistir coisas sobre minorias etnicas, e esse filme foi maravilhoso representando pastores tibetanos!
Assisti em 2025, na 10ª Mostra de Cinema Chinês organizado pelo Instituto Confúcio. Infelizmente não acho que esse filme esteja na internet com legendas em inglês, muito menos em português.
Fiquei muito feliz em ter tido a oportunidade de assistir!!
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Um ótimo filme que me fez chorar!
Para mim foi um ótimo filme!Eu gostei da história e gostei de como tudo foi muito triste e muito mórbido. Eu chorei de tristeza com as revelações ao longo do filme, e eu acho isso um ponto positivo pois gosto de assistir coisas que me emocionem!
O que não gostei foi que o final foi muito corrido e ficou meio ambíguo. Eu simplesmente acreditei naquilo que eu queria acreditar no final, para conseguir ficar em paz.
Mas de qualquer modo, é um ótimo filme de terror, causa angústia a história, além de causar muita tristeza! Recomendo muito!
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Infelizmente muito real
Essa história é muito triste e muito repugnante. Homens que destroem a vida de mulheres através de estupros, deveriam morrer.Eu nunca tive transtorno alimentar, mas uma das coisas que as pessoas usavam para fazer bullying comigo, era o fato de eu ser muito magra e feia. Então eu fiquei muito pessoalmente tocada quando no filme a protagonista começa a comer um monte de comida gordurosa buscando ficar gorda (no filme ela busca ficar "menos bonita" para parar de sofrer assédio, enquanto que no meu caso, era o contrário, eu acreditava que eu se ficasse mais gorda, eu ficaria muito mais bonita).
Eu chorei muito assistindo essa cena, porque eu fazia isso também, e mesmo assim nunca consegui engordar (hoje sei que é porque tenho uma síndrome genética que me faz ser magra).
E também chorei muito com as cenas de estupro. É um filme muito pesado e é triste demais de assistir. Mas é um filme que infelizmente precisa ser visto...
Não consigo dar mais detalhes da história pois assisti em 2012, e apenas essas cenas mais marcantes ficaram na minha memória. Mas peço que assistam a esse filme!
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Não consegui sentir empatia pela protagonista...
Eu sei que não somos responsáveis pela vida de ninguém, e eu sei que não é culpa da protagonista o que aconteceu com a Mariko. Mas mesmo assim, a protagonista na verdade na verdade não ligava muito pra Mariko enquanto Mariko estava viva."Libertar Mariko das garras da famiília" está escrito na sinopse que essa era a intenção da protagonista. Mas poxa, depois de morta, "salvar" as cinzas da Mariko arrancando as cinzas e levando embora, não é salvar coisa nenhuma...
Para mim, como uma pessoa que sofreu muito na vida (não com a família igual a Mariko, mas com bullying real e extremamente pesado na escola) e que sou uma pessoa que desde criança penso em suicídio por causa da violência que sofri, sinceramente, não adianta nada alguém querer me ajudar depois que eu já tivesse morrido.
Por isso, esse filme não é sobre ajudar e salvar a Mariko. Esse filme é sobre uma mulher arrependida que busca auto perdão ao "resgatar" as cinzas de sua amiga morta. É só sobre a protagonista se sentir menos pior.... O que é válido obviamente, afinal os vivos precisam seguir em frente e se perdoar pelos seus erros, mas o que me deixa indignada é que o filme fica toda hora fingindo que a história é sobre a Mariko, quando NÃO É.
Se fosse abertamente sobre a protagonista precisar de um fechamento simbólico entre ela e a Mariko, para a protagonista se sentir menos lixo, ok, seria um filme muuuito melhor!!!
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Uma surpresa surpreendente!!
Admito que no começo do filme eu estava achando meio chato (eu gosto mais de histórias longas, doramas de 40 episódios e tal, então filmes de modo geral não me agradam tanto, e por isso em especial que acredito que eu estava achando chato).Mas quando a história desandou, foi ladeira a baixo em direção ao inferno (no bom sentido, eu estou usando isso como um elogio), porque simplesmente quando chegou no final, eu estava perdendo minha sanidade, foi extremamente intenso, e eu me senti no fundo do poço junto com os personagens, mas que história INCRÍVEL esse final foi capaz de fazer!!
Sinceramente eu acho que esse filme só vale a pena pelo final, mas o final é TÃÃÃÃO incrível, que realmente vale a pena assistir, você vai se surpreender!!!
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Linda construção de amor familiar
Quando entendemos onde a história está nos levando, e percebemos que a menina é filha da protagonista, a gente já começa a se emocionar. Gosto de como tudo é mostrado, e os motivos que levaram os caminhos a seguirem do jeito que seguiram.É lindo como mãe e filha aprendem a se amar! Infelizmente não consigo fazer uma resenha melhor, pois assisti em 2015 e já faz muito tempo, mas eu lembro perfeitamente da sensação de chorar bastante com a emoção que esse filme me causou!!
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A história de uma mulher que existiu!
Só direi spoilers a partir do meio da resenha, e indicarei claramente onde será iniciado o spoiler! Não se preocupe!Wei Ying Luo é o seu nome no dorama, mas historicamente ficou conhecida como Imperatriz Xiaoyichun (só foi imperatriz após morrer, em vida chegou a estar com o mais alto título abaixo apenas do título de imperatriz).
O que eu gosto da mulher que existiu é que ela era de fato uma serva, e chegou ao topo. E outro ponto extremamente interessante, que no dorama não fica explícito, é que Wei Ying Luo não era etnicamente manchu, ela era uma chinesa han. Então somando o fato de ela ser uma serva, com o fato de ela ser etnicamente han, é quase inacreditável que ela tenha conseguido chegar tão longe na hierarquia dentro do harém imperial manchu da Dinastia Qing!
No dorama, quando Consorte Chun obrigada Ying Luo a fazer bordados para a Imperatriz viúva, Ying Luo usa seus próprios fios de cabelo para bordar e tornar o bordado realista e exótico, e esse foi o modo de Ying Luo mostrar que foi ela quem bordou no lugar da Consorte Chun, pois Chun era manchu, e para os manchus o cabelo é sagrado e não deve ser arrancado de sua cabeça (exceto a parte da frente do cabelo masculino), e apenas um chinês han seria capaz de arrancar seus cabelos, então ficou essa única cena mostrando que Ying Luo não era manchu, e eu achei maravilhoso!
São 70 episódios que nunca cansam, não são enjoativos. E eu acredito que para mim foi especialmente maravilhoso assistir o quanto Ying Luo é inteligente! Geralmente nos doramas a mocinha somente sofre excruciantemente, mas aqui é diferente, Ying Luo sofre pra caramba sim, mas ela também consegue devolver o sofrimento para as pessoas malvadas!
O que eu não gostei, infelizmente, foi o personagem do Fu Heng. A partir daqui falarei SPOILERS.
Sim sim, muito fofo que ele amou Ying Luo até o fim. Mas put4 qu3 p4r1u, quantas merdas esse homem faz. Se ele escolheu se casar com outra, que tratasse a outra bem! Sim sim, a outra ficou louca e descontrolada e maligna, sim, mas veja bem, grande parcela de culpa disso acontecer é do Fu Heng que PROMETEU pra ela que iria esquecer Ying Luo.
Outro ponto negativo para mim foi o modo que o estupro da irmã da Ying Luo foi tratado, parece que só a Ying Luo se importava de verdade, e o resto das pessoas não achava nada demais o que aconteceu... E o estuprador ficou livre leve e solto tendo vida normal...
Mas de modo geral é um dorama perfeito, com música de abertura maravilhosa, a primeira música de encerramento linda demais, (as outras duas músicas de encerramento eu não gostei muito). Vale a pena assistir os 70 episódios, porque quando chega no final, você sente que ainda queria mais!!!!!
Se tornou um dos meus preferidos com toda certeza!!!!
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