Em 1995, após uma mudança política em Sariangkham, o príncipe Saenkaew é enviado a Bangkok para se casar com Pinanong — uma união que ajudaria a transferir os bens da família para a Tailândia. A união não é desfavorável para Pinanong, que nutre uma paixão pelo príncipe desde a infância. Seu primo Sasin, no entanto, desconfia do arranjo. Ele nunca se deu bem com Saenkaew, mas, à medida que Saenkaew se abre sobre seus sentimentos por ter que se casar como um dever para com a família, os dois se aproximam e se aprofundam em algo totalmente inesperado. (Fonte: Inglês = kisskh || Tradução = kisskh) Editar Tradução
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- Título original: สลักรักในแสงจันทร์
- Também conhecido como: Under the Moonlight , Love Carved in the Moonlight , Salak Rak Nai Saengchan , Salak Rak Nai Saengjan
- Diretor: Paoon Jansiri
- Roteirista: Nonthaphorn Praphaphorn, Chawanon Sarapat, Wantawil Suknoy
- Gêneros: Romance, Drama
Elenco e Créditos
- Peak Peemapol PanichtamrongPrince Saenkaew Na ChansaengPapel Principal
- Pearl Satjakorn ChalardSasinPapel Principal
- Perth Veerinsara Tangkitsuvanich"Pin" Pinanong SirichalalaiPapel Principal
- Nok Chatchai PlengpanichPrince KamfaPapel Secundário
- Dom HaetrakulKalong [General]Papel Secundário
- Ruengrit McIntoshBodinPapel Secundário
Resenhas
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Simplesmente linda...
Que série linda, triste, dolorosa. Eu literalmente acabei uma caixinha de lenço de tanto que chorei assistindo Love in the Moonlight. Já devia imaginar que ia doer assim, né? Eu sou fã de Khun chaai, aquela belezinha de 2022 que já me destruiu uma vez, e o tema é praticamente o mesmo: época, famílias tradicionais, negócios de família, casamentos arranjados e o peso de uma homossexualidade vista como uma vergonha, uma mancha no nome da família. Eu sofri tanto com Khun chaai que achei que já estava emocionalmente vacinada. Que ilusão. Sofri tudo de novo aqui. A diferença é que, dessa vez, ninguém se transforma num pé de cogumelo gigante. Mas fora isso, é a mesma intensidade: linda, dolorosa, sofrida. E eu tô até agora digerindo o que foi que eu assisti.Eu até tentei procurar defeitos, mas sinceramente, é o tipo de série tão profunda que qualquer problema vira detalhe. Ela te acerta direto no peito, e quando uma história te faz sentir tanto assim, não dá pra ficar caçando falha. É muito maior do que isso. Se você gostou dessa, faz um favor pra você mesma e assista Khun chaai também. As duas estão no meu top de favoritas, e no meu top de traumas emocionais também.
Falando nos personagens... preciso começar pela Pin. Que mulher, viu? Eu comecei achando ela um amorzinho, mas aos poucos percebi o quanto ela podia ser mesquinha, egoísta, dissimulada. E aí nasce aquele ranço gostoso, aquele ódio bem justificado, porque ela atrapalha o casal por puro egoísmo. No fim, ela se redime, e o mais impressionante é que essa redenção funciona. Não parece forçada. Ela é uma personagem cheia de nuances, que a gente ama e odeia em ciclos. Que personagem bem escrita.
Agora, os protagonistas… meu Deus, que atuação. Eu tô apaixonada. Você sente a dor deles, a separação, o peso da repressão. Eu chorei com eles, de tristeza, de alegria, de tudo. Essa série me fez sentir em profundidade a dor de não poder amar livremente. E é quase cruel o tanto que ela desperta gatilhos. Porque fala dessa dor de não ser aceito do jeito que você é, e isso mexe num lugar muito sensível. Mas, ao mesmo tempo, ela é tão bela, tão encantadora, que a dor vem embrulhada em poesia.
Preciso também comentar sobre o Inthra e a esposa dele. Ridículos. Eu detesto esse casal com todas as forças, mas confesso que ri demais com eles. E a cena final… dela matando o pai da Pin? Eu gargalhei. Era pra ser um momento tenso, dramático, mas eu ri de satisfação. Que delícia ver aquele homem sendo esfaqueado. Eu até me assustei comigo mesma por rir, mas foi libertador.
E por fim, a vovó. Aquele tipo de personagem que entra em cena e muda tudo. Ela tinha tudo pra ser a mais mente fechada da história, mas foi a mais lúcida. Foi sincera, acolhedora, e fez o filho aceitar o neto como ele é. Ela disse as coisas que muita gente precisava ouvir, mas, claro, as pessoas certas nunca escutam. E é aí que a série machuca mais: porque mesmo sendo de época, soa muito atual. O preconceito, o medo, a vergonha… tudo ainda tá por aí a solta, disfarçado.
Love in the Moonlight é linda, e é cruel. Faz a gente sofrer, mas também faz pensar. É daquelas que acabam e você fica ali, com o coração pesado e um nó na garganta, mas grato por ter assistido. Porque mesmo na dor, ela é uma das coisas mais bonitas que já vi.
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Vi-me refletido, alma e sombra, nas dores e angústias do Príncipe Saenkaew
Vi-me refletido, alma e sombra, nas dores e angústias do Príncipe Saenkaew, como se a sua tragédia fosse a minha própria, e as suas lágrimas, as minhas próprias lágrimas.Em 'Love in the Moonlight', vislumbro uma obra-prima de tragédia romântica, ambientada em um período de transição histórica na Tailândia. A premissa, que gira em torno do Príncipe Saenkaew e seu amor proibido por Sasin, é um convite à reflexão sobre a opressão social e a busca por identidade. A série é um tour de force de drama de época, com atuações centrais impressionantes e uma produção estética impecável. A química entre os atores principais é palpável, e a dor e o anseio que eles transmitem são quase tangíveis.
No entanto, a série não é para todos. O tom sombrio e doloroso pode ser exaustivo para alguns, e o ritmo pode ser lento em alguns momentos. Além disso, o papel feminino é secundário ao drama central, o que é comum nesse tipo de narrativa BL.
Mas, para aqueles que apreciam histórias com alto drama, intensidade emocional e um toque de tragédia, 'Love in the Moonlight' é uma série altamente recomendada. É uma obra que exige imersão e reflexão, e que nos lembra que o amor, especialmente o amor proibido, é um ato de rebeldia poderoso e perigoso.
Pontos Fortes (Elogios Comuns)
1. A Profundidade do Drama de Época: O maior mérito da série é a sua coragem em se afastar das narrativas escolares ou universitárias do BL. A ambientação histórica não é apenas um pano de fundo, mas um motor central da trama, intensificando o conflito. O medo e o preconceito vivenciados pelos protagonistas são tangíveis, transformando seu amor em um ato de rebeldia.
2. Atuações Centrais e Química: A performance dos atores principais, Peak Peemapol (Saenkaew) e Pearl Satjakorn (Sasin), é frequentemente aclamada. Eles demonstram uma química palpável e uma capacidade de transmitir a dor, o anseio e a força de sua conexão, mesmo em meio ao sofrimento. Os momentos românticos e as cenas de desespero são notavelmente intensos.
3. Excelência em Produção e Estética: A série é elogiada pela sua alta qualidade de produção. Figurinos, cenários e a direção de arte conseguem criar uma atmosfera elegante, mas melancólica, típica de dramas de época. O uso da cinematografia e da trilha sonora contribui para a sensação de grandiosidade e tragédia iminente.
4. Desenvolvimento do Vilão/Antagonista: Embora existam figuras claramente antagônicas (como o pai de Saenkaew, que representa a opressão das convenções), alguns personagens, como o Príncipe Inthorn (marido de Pinanong), são bem desenvolvidos. Eles adicionam camadas de humor e complexidade, impedindo que a série caia em um maniqueísmo simplista, mesmo em meio à dor.
Criticas / Pontos que Poderiam ser melhores:
Ritmo lento em Certos Momentos: Como em muitos dramas de formato longo, alguns episódios podem sofrer com um ritmo mais lento, focado em diálogos ou subtramas que preparam a próxima onda de conflito. No entanto, quando a série engrena nos momentos cruciais (como os clímax de confissão ou luta), a tensão compensa.
O Papel Feminino no BL de Época: A série lida com o inevitável drama da noiva arranjada, Pinanong. Embora ela não seja tratada como uma "vilã" tradicional, seu papel é o de ser um obstáculo no caminho do casal principal. Embora haja esforço para humanizá-la e mostrar sua própria dor (casamento por dever), seu sofrimento é secundário ao drama central, o que é comum nesse tipo de narrativa BL.
Minhas Considerações
Love In The Moonlight é uma série tailandesa acima da média, que se destaca por sua ambição em fundir o romance BL com um drama de época de alta qualidade. Não é uma série para ser vista em busca de alívio ou comédia; é uma obra que exige imersão na dor e na luta pela aceitação de um amor proibido.
É altamente recomendada para fãs de BL que apreciam:
Histórias com alto drama, intensidade emocional e um toque de tragédia.
Produções com excelente valor estético e técnico.
Tramas que exploram o tema da repressão social e política sobre a identidade e o amor.
(A série é um lembrete poderoso de que, em um mundo de convenções, o amor, especialmente o amor proibido, é o ato de rebeldia mais lindo e perigoso)
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