Durante um verão banhado de sol em uma ilha isolada, Nie Xiao Zhi esperava férias tranquilas, mas acaba encontrando uma conexão inesperada com Chen Li, colega de classe de seu irmão mais velho. Entre pomares de lichia e noites estreladas, o laço entre eles se aprofunda através da arte compartilhada, momentos de quietude e primeiras experiências. Porém, quando emoções ocultas e segredos do passado vêm à tona, eles precisam encarar a pergunta: isso é apenas um romance passageiro de verão ou algo mais duradouro? (Fonte: Inglês = kisskh || Tradução = femcel em kisskh) Editar Tradução
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Elenco e Créditos
- Liu Yi HeChen LiPapel Principal
- Hu Yi ChenNie Xiao ZhiPapel Principal
- He KunNie Xiao LongPapel Secundário
Resenhas
Esta resenha pode conter spoilers
Entregou o mundo todinho ❤️
E vamos lá...Tentar colocar pra fora as minhas percepções sobre esse BL. Eu fui procurar por ele por causa de um edit que vi dos protagonistas dando um BEIJÃO! E eu gosto de beijão, né? Vocês me conhecem.
Quando fui pesquisar mais, descobri que o BL é da China. Fiquei perplexa, porque a gente sabe como a China é em relação a boys love, então fiquei ainda mais curiosa pra assistir. Eu não sabia nada sobre a história, só o spoiler do beijo, e foi isso que me fez apertar o play.
Mas eu não estava esperando nada… e eles me entregaram o MUNDO TODINHO!!!
Gente, que história incrível. Eu não consigo descrever o que foi pra mim assistir essa série. Tive que ver duas vezes, porque senti que na primeira não consegui captar tudo. Fiquei com uma necessidade absurda de rever pra prestar atenção nos mínimos detalhes. As coisas que a série oferece são sutis e extremamente bonitas.
As falas são tão poéticas e profundas que você precisa voltar e reler. A fotografia é impecável — escolheram um cenário MARAVILHOSO, que deixou a obra ainda mais interessante e bonita. A trilha sonora também é linda, e tinha um saxofone em alguns momentos que eu achei engraçadinho de tão específico.
E a história… olha, é de uma complexidade gigante. Não é que tenha mil personagens ou mil tramas paralelas. É algo pontual, mas que se desenvolve em muitas camadas.
Xiao Zhi vai fazer um favor pro irmão mais velho, trabalhando em uma ilha como assistente de recreação para crianças. Ele divide o quarto com Chen Li, amigo do irmão. E aí começa a trama: "me apaixonei pelo amigo hétero do meu irmão" kkkkkkkk.
Juro pra vocês, a maioria dos episódios é MUITO gay panic! E vou confessar: eu também me apaixonaria pelo Chen Li. Ele é prestativo, empático, cuidadoso... Mas com o Xiao Zhi ele vai além. Vai se envolvendo de forma sutil, fazendo o nosso menino se apaixonar perdidamente.
Xiao Zhi é assumido, corajoso, enfrenta o mundo sem medo — e isso é incrível. Já o Chen Li ainda está se descobrindo, e isso o leva à negação. Ele não quer assumir esse lado dele, tem medo de tudo e de todos, e acaba machucando muito o Xiao Zhi nesse processo.
Algumas falas que me marcaram demais:
> "O dono da ilha disse que os galhos secos devem ser queimados e destruídos no fogo para que possam ser transformados em nutrientes, para que as lichias possam florescer e dar frutos no ano que vem."
Essa frase é tão profunda!
E sobre a paixão crescendo no Xiao Zhi:
> "Ele consegue ver minha pintura e entender que não gosto de ser definido. Ele também cuida das minhas pequenas emoções. Seria ótimo se ele fosse igual a mim."
Inclusive, achei o máximo citarem o artista David Hockney no BL. Vale muito a pena dar uma olhada nas obras dele — amo quando séries mencionam artistas!
Tem uma cena que foi puro gay panic (e por outro lado, muito cruel da parte do Chen Li):
A da banheira! O Chen Li peladão, como se fosse a coisa mais normal do mundo, ali na frente do Xiao Zhi. E o coitado do Zhi querendo virar pó de tanta vergonha kkkkkkkk.
O problema do Chen Li é que ele dá a entender muita coisa, e ao mesmo tempo não. Isso dá MUITO ÓDIO! Mas olha… eu ia me apaixonar também. Não julgo o Xiao Zhi, não.
O diabo ali é ardiloso!!!
> "Se a existência precisa ser explicada pelo fato de ser razoável ou não, então não é mais existência."
> "Assim como os pássaros do lado de fora da janela. Eles cantam do lado de fora. Nós ouvimos seus sons de uma forma, mas eles ouvem de outra. No entanto, seus sons nunca mudam, independente de quem os ouve."
Tem uma cena em que ele tira uma foto de um lustre pendurado no café e escreve:
> "Todos os estilhaços do mundo no esplendor de um só lugar."
E essa é a frase em que o Chen Li praticamente confessa o quanto é covarde em relação aos próprios sentimentos:
> "Ele se escondeu. Admito que sou preguiçoso, não suporto os olhares penetrantes do mundo, não tenho a coragem dele. Não ouso existir."
Dá pra sentir o quanto isso é angustiante pra ele, ao ponto de querer estar perto do Xiao Zhi mesmo sabendo que o machuca — porque ele precisa dele.
ESSA PALHAÇADA DUROU TRÊS ANOS, TÁ BOM?
E o Xiao Zhi sofre! Tem uma cena que ele chora pro irmão, surta de verdade.
E vocês podem perguntar:
"Mas nossa, sofrer tanto tempo por um macho hétero?"
Olha… quem assistiu vai entender.
Eu ia precisar de muita terapia.
O jeito do Chen Li é o pior de todos — você sofre igual cachorro sem dono. E o pior: aquela incerteza constante que ele deixa no ar. Um cu mesmo.
> "Não pensar nisso não significa que eu possa esquecer."
(Sim, chorei HORRORES aqui.)
Mas aí vem a redenção do nosso Chen Li — e foi LINDA, tá?
> "Desde criança, como aprendemos o que é amor? É o 'eu' disfarçado sob rótulos sociais ou é a sinceridade que irradia do nosso verdadeiro eu interior? No processo de despir o disfarce, tenho me esforçado para me livrar do medo. Mas não consigo superar os instintos da carne. Meu coração ainda bate nervoso à beira do meu limite de resistência. É como o momento em que um peixe na água morde o anzol e é levantado. Ele deveria ser igual a mim. Sofrendo, mas apaixonado."
(Eu surtando HORRORES aqui.)
Eles se encontram numa cena LINDA e se beijam. Tinha tanta vontade ali, tanto desejo... Foi TUDO!!!
Achei muito interessante o roteiro deixar muita coisa subentendida. Você fica pensando se realmente aconteceu entre eles ou não. Não achei ruim, achei inteligente.
E no final da série, eles lançam essa:
> "Você é o melhor no seu próprio mundo."
AAAAAAAAAAAAAAAAAAA
(EU COMENDO MINHA MÃO COM FARINHA AQUI)
Enfim, gente. Foi uma experiência incrível. Nem sei se consegui passar tudo que senti com esse texto. Mas é isso.
Ah! E tem cenas extras deles bem casalzinho boiola…
AAAAAAAAAAAAA EU AMO!!!
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Uma arte em forma de BL.
Eu quase nunca começo uma resenha falando disso, porque estou longe de ser um especialista em cinema ou fotografia. Mas, dessa vez, é impossível não começar elogiando a fotografia absurda desse BL!Cada cena de Secret Happened on the Litchi Island parece um quadro cuidadosamente pintado. É como se cada imagem fosse um poema visual que ganha ainda mais força quando encontra a trilha sonora certa, igualmente impecável. Tudo ali é pensado para provocar sensação, beleza e intenção, como se nada estivesse em cena por acaso.
Dito isso, não acho que seja uma obra para qualquer pessoa, e não falo isso de forma elitista. É que essa é uma história que exige sensibilidade. Uma narrativa que não quer se entregar fácil, que não faz questão de explicar tudo. Ela pede atenção aos detalhes, às pausas, às entrelinhas. E tudo bem se nem todo mundo conseguir se conectar com isso. Algumas obras não querem ser universais, querem ser sentidas por quem está disposto.
Sobre o romance central, eu nem sei se consigo explicar o quão bonito ele é e o quanto me fez sentir... É um amor contado de forma orgânica, sem grandes explosões ou reviravoltas dramáticas. Ele se constrói nos pequenos gestos, nos olhares e nas subjetividades. É uma história que fala das camadas humanas mais simples e, justamente por isso, mais complexas, como a descoberta, o desejo, o afeto, a confusão…
Secret Happened on the Litchi Island não é um BL para maratonar distraído. É um BL para assistir devagar, com atenção, deixando que ele encontre espaço dentro de você.
Talvez seja por isso que certas imagens tenham ficado comigo. Não sei se foram pensadas assim ou se são apenas acasos bonitos, e, no fundo, acho que essa é justamente a força da história.
É um BL em que os símblos parecem invisíveis à primeira vista, mas que, quando observados com cuidado, revelam formas conhecidas, delicadas, íntimas… quase universais. É nesse tipo de detalhe silencioso que a narrativa realmente ganha sentido.
E talvez seja por isso que ele permaneceu em mim. Porque me fez sentir que foi a escolha certa para encerrar meu ciclo de BLs de 2025, e reafirmar, mais uma vez, o carinho imenso que tenho por esse gênero.
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