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- Título original: รอยรัก วันวาน
- Também conhecido como: Roi Rak Wan Wan
- Diretor: Pique Passawut, Panjapong Kongkanoy
- Gêneros: Romance, Drama
Onde assistir Yesterday
Subscription (sub)
Elenco e Créditos
- Peat Wasuthorn ChaijindaKelvinPapel Principal
- Fort Thitipong SetjaiVeirPapel Principal
- Friend Dina PophringNanaPapel Secundário
- Ninenine Natthanicha SrisawasdiphalodomLalin [CEO of Loyde Group]Papel Secundário
- Tao Sattaphong PhiangphorKen [The eldest son of King's Group)Papel Secundário
- Patiparn PataweekarnKhatha [Kelvin & Ken's father]Papel Secundário
Resenhas
Esta resenha pode conter spoilers
DARK ROMANCE
Essa é uma série para nós que gostamos de personagens complexos e problemáticos. Nós existimos e merecemos projetos com essa temática mais dark.Enquanto vocês são do time que espera mudança e melhora num personagem eu sou do time que o aceita do jeito que ele é.
PONTOS POSITIVOS (o que eu gostei):
- Kelvin em sua fase maníaca e obcecada é um verdadeiro deleite intelectual, acompanhar o quão alucinado ele estava foi muito emocionante e satisfatório;
- Veir também é um personagem com nuances e camadas. Ele é bom e justo, mas não trata seus amantes muito bem. No começo ele é fechado emocionalmente e como ele mesmo disse: erros não importam, tudo depende do que você está disposto a perdoar;
- Kelvin também é mais do que apenas um personagem excêntrico, ele levou um tempo para chegar lá. Passamos por uma montanha russa tentando entender o que se passava em sua cabeça, tentando entender o porque dele ser assim, e bom, era óbvio que algo estava errado com ele (o que não era surpresa visto o ambiente familiar em que ele cresceu). No final descobrimos que ele é bipolar e depressivo (o que por si só não significa nada), mas esses transtornos podem levar a casos extremos de mania e é nisso que a série se apega. Ele sente demais e não sabe lidar com seus sentimentos (o que o torna até mesmo um automutilador). Ele é um personagem extremamente complexo e eu gostei muito disso;
- A trilha sonora instrumental que acompanha os momentos mais tensos ou os mais românticos é bem interessante;
- Gosto de como sempre ficou explícito mesmo que de forma sutil o quanto um completava o outro e não existia nada no mundo que pudesse separá-los. Veir mesmo sequestrado nunca tentou fugir de verdade (mesmo quando teve a chance). Kelvin mesmo em surto sempre colocou o Veir em primeiro lugar como sua prioridade máxima. Veir mesmo longe sentia pena do Kelvin e o entendia (mesmo não concordando). E o principal: ele estava disposto a perdoar tudo e essa é uma decisão corajosa, uma verdadeira prova de que o amor não é racional. Veir o amava mesmo quando não deveria com cada expressão e reação de seu corpo.
- A química obviamente é a chave e o ponto alto. Eles conseguem performar intimidade e carinho genuíno.
PONTOS NEGATIVOS (o que eu não gostei):
- Mesmo com todas as qualidades (que são principalmente a roupagem que deram aos protagonistas), a distribuição de cenas ficou um pouco cansativa. Eram os mesmo conflitos de escritório e as mesmas tramas de vingança o tempo todo. Ficou um tanto quanto caricato. Sem contar a atuação forçada da maioria dos vilões;
- O casal secundário feminino não me fisgou. Eu não me importei com elas como casal e como personagens individuais;
- Os 4 primeiros episódios que ficavam indo do voltando do passado para o presente foram desorganizados;
- Como eu disse anteriormente, Kelvin é um personagem cativante, mas quando o colocam na perspectiva de alguém puro e inocente no começo parece forçado (e é proposital), mas tudo que vem disso é bem entediante. Já no futuro o personagem esta tentando a sua forma se redimir, e depois de um show de atuação dramática vindo das cenas pesadas o jeito quase infantil após o perdão é um balde de água fria. Simplesmente não combinava com ele e com a proposta da série. A personalidade juvenil só funcionava nos momentos de crise e vulnerabilidade extrema do personagem.
Essa é uma série que se arrisca em personagens dúbios, e apesar dos pesares (a Tailândia cisma em deixar tudo que seja mais complexo parecendo um Lakorn), entrega algo inovador e revigorante para a indústria.
Nem só de romance fofinho se vive. Aqui temos o tempero que não se encontra fácil no mercado.
A paixão, o desequilíbrio, a falta de coerência em virtude de um amor obcecado e poderoso, a agressão e o descontrole é o que faz dessa série algo tão bom (mesmo pecando nos aspectos ao redor).
Amei a cicatriz na testa do Veir e como ela foi feita (foi louco e profundo). Amei aquela corrente em sua perna. Amei a vulnerabilidade vinda da dor. Amei o quão bagunçado emocionalmente Kelvin estava. Amei como eles souberam expressar o porque dele estar se mutilando. Amei a saudade nos olhos deles.
E amei seu merecido final feliz.
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Vai ficando chato
Já disse que não gosto de dark romance, mas fui assistir Yesterday de coração aberto, juro. No mínimo, eu esperava um bom desenvolvimento.Vi que muita gente dropou logo nos primeiros episódios por causa da narrativa que fica indo e voltando entre passado e presente. Realmente é um pouco confuso, mas isso, por si só, não me desanimou.
O Peat entregou uma atuação incrível. Ele estava completamente dentro do personagem, em alguns momentos, chegava até a dar medo.
E nem preciso comentar sobre as cenas NC, né? Fort e Peat já são conhecidos por serem bem soltinhos nisso, e aqui não foi diferente.
Sobre a história, eu estava bem envolvida até a metade. Depois disso, a trama parece começar a girar no mesmo lugar, sem realmente avançar.
Entrei em contradição com o Veir várias vezes. No começo, achei que ele fosse oportunista e mentiroso. Depois, quando ele ajudou o Kevin, já não entendi direito como o relacionamento deles se desenvolveu, considerando que o próprio Veir dizia que só ficava com alguém uma vez.
Ainda assim, ele passa a se mostrar realmente apaixonado e investido na relação, até levar uma facada nas costas.
Fiquei com pena do que aconteceu com ele. Sinceramente, achei que ele seria firme e rejeitaria o Kevin até o final… mas não foi o caso.
O Kevin é completamente instável. E, no início, parecia que a trama não ia passar pano para as atitudes dele, o que eu achei interessante. Só que, no final, é exatamente isso que acontece. Revelam que ele tem bipolaridade e outros transtornos, como se isso diminuísse o peso de tudo que ele fez. E, ainda assim, ele e o Veir terminam juntos.
Foi uma novidade ver o Kevin, um personagem que precisava urgente de terapia, realmente fazendo terapia. Mas isso deveria ter durado mais.
Não acho que o romance funcione para esses dois personagens, mesmo com uma terapia a longo prazo, não acho que ele deveriam ficar juntos.
Mas se era para eles ficarem juntos de qualquer forma, preferiria que eles acabassem separados no último episódio, e que o roteiro desse um lampejo de esperança nos últimos minutos para que um relacionamento pudesse dar certo entre os dois em um futuro, acho que seria mais aceitável.
Outro ponto que me incomodou foi a morte do amigo do Veir. A forma como isso foi tratado pareceu não impactar ninguém de verdade. Não senti que alguém demonstrou luto real pelo coitado, parecia que ele só tinha ido viajar e não voltaria tão cedo.
Sobre o casal sáfico, virou tendência nos projetos do Fort e Peat?
É diferente, admito, mas tanto aqui quanto em Love Sea, sinto que não funcionou tão bem. Faltou desenvolvimento e profundidade, as personagens não são interessantes o suficiente para sustentar o núcleo. Mas não culpo as atrizes, a guarda costas e a Lisa do Blackpink tentaram com o que tinham.
No fim, a história acaba ficando bem entediante com o tempo, eu passei a não me importar já que a trama estava indo para o mesmo caminho de sempre.
Mas continuo esperando o dia em que um roteiro vai ter coragem de tratar um relacionamento tóxico como ele realmente é. Deixando assim os personagens separados, como deveria ser.
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