Daquelas obras de mudar o curso da história
"Se a vida te der tangerinas" é um tributo a todas as Ae Suns e Gwan Sik do mundo. A todos que sonharam tão grande, que viveram lindas histórias de amor, que experimentaram as dores mais profundas e os dias mais épicos da história, mas que ninguém percebeu, ninguém conheceu. É um tributo às nossas mães que escolheram se apequenar, diminuir seus ossos para que os filhos pudessem sonhar. É um tributo aos pais que amaram em silêncio matando aos poucos o próprio corpo para que os filhos pudessem não sofrer.É um tributo aos filhos que carregaram o peso de serem os primeiros a conquistar e pisar na terra dos sonhos, com suas dores e sorrisos.
"Se a vida te der tangerinas" é a vida escancarada, sem vilões, sem mocinhos... E por isso tão bela, tão profunda, tão triste.
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Um thriller que é, na verdade, um drama
Assim como em casos de detetive, tendemos a olhar situações extremas pela ótica da moral e bons costumes, sem perceber as nuances, as complexidades do comportamento humano.E em um suspense elétrico que te prende até o fim, O preço da confissão é sobre o valor da desconfiança, do perceber o erro e corrigir a tempo, de olhar para nossas certezas inabaláveis, sobretudo em relação ao outro, e dar o benefício da dúvida, entender quem são essas pessoas e mais ainda: quem elas poderiam ter sido caso tivessem ganhado uma nova chance.
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E, no fim, o drama é sobre controle masculino
Um dos dramas mais complexos com personagens mais tridimensionais que já vi.No começo minha crítica era sobre como o drama me pareceu didático a já na primeira cena afirmar que a Ah Jin era sociopata, mas gostei de ser surpreendida quando mostraram que aquela era uma narrativa enviesada de um documentário com fins de destruir sua carreira de atriz anos depois.
Muito interessante perceber que as ações da protagonista, antes facilmente colocadas na sua condição de sociopata, ao fim ganham um novo prisma. E se na verdade, ela se aproveitou de um controle por parte de todos os homens de sua vida?
Para o colega de classe de família desestruturada e sem senso de valor, Ah Jin era um instrumento para tornar-se valioso; para o ator depressivo, Ah Jin era o modelo de esposa perfeita para seus sonhos de margarina, mesmo sem consultá-la sobre quais seriam os sonhos dela; para o jogador de beisebol aposentado, Ah Jin era mais uma maneira de se perceber como benfeitor mesmo após a perda de seu sonho; para seu marido psicopata, Ah Jin era o entretenimento, o objeto de mhlher forte pronta para ser quebrada para caber no próprio controle; para seu pai, seu maior algoz, ah jin era a galinha dos ovos de ouro e, ao fim, a pessoa que possivelmente Ah Jin mais amava, seu melhor amigo desde a infância, com quem passou por todas as fases, Song Jeo, só queria que ela coubesse na sua utopia de normalidade e ficasse refém da própria idealização e desejo de ser salvador de sua alma.
todos os personagens homens ao seu modo tinham um desejo de controle por uma mulher bonita, aparentemente frágil. Para sobreviver, para ter um vislumbre de alívio do próprio sofrimento, Ah Jin se aproveitou de suas sedes de controle pelo seu corpo e alma para sobreviver... Até restar, quebrada, sem ninguém ao lado, viva, mas nunca feliz.
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Um ciclo fechadinho
Assistir cdramas de 30+ episódios sempre foi um desafio para mim, principalmente quando é cdrama moderno e de romance. Sempre chega um momento em que a história fica morna, as coisas não andam ou tudo fica emperrado em dramas desnecessários clichês.Mas definitivamente esse não foi o caso de "Shine on me". Aqui acompanhamos, antes de qualquer coisa, a construção inteira de dois personagens: uma herdeira desapegada do dinheiro que tem começando debaixo e um ex-cirurgião que tem traumas relacionados ao seu trabalho. Xi Guan, pra mim, é uma personagem fantástica porque o aparente desapego dela com o seu papel de herdeira na verdade seu medo de encarar o mundo corporativo, sua "leveza" é disfarce para fuga e isso faz sentido a partir do momento que conhecemos sua complexa família.
Eu achei muito interessante terem focado nessa personagem nos 5 primeiros capítulos porque só assim nós entendemos, do seu ponto de vista, o que significou se apaixonar pelo Zhuang Xu, qual a base de suas amizades na universidade, seu jeitinho doce, desapegado e alegre de viver sendo apenas uma jovem sem muitas perspectivas de futuro.
Yu Sen, por outro lado, só aparece no 5° episódio e de uma maneira que parece ser alguém que assiste à vida de Xi Guan. No começo pensamos que ele é apenas um estereótipo de chefe em drama asiático: frio, impassível, workaholic, mas aos poucos vamos percebendo sua vulnerabilidade, sua doçura, seu jeito de ver o mundo, sua dor...
A relação dos dois é, obviamente, o ponto alto da história. O amor paciente de Yu Sen, a sinceridade e honestidade da Xi Guan aos poucos ir abandonando uma parte sua apaixonada pelo primeiro amor da faculdade, os altos e baixos de acompanharmos a vida de todas essas pessoas da faculdade até o mais alto grau de sucesso em família e em amor é definitivamente um motivo especial para ver este drama.
Os personagens secundários não ficam para trás, mesmo com foco no casal, o drama fez questão de abrir núcleos e fechá-los coerentemente. Entendemos a psicologia do pai da Xi Guan, sua redenção, entendemos a figura da mãe como um ponto importantíssimo para discutir papéis de gênero na China Moderna quanto a mulheres no mundo corporativo, entendemos o personagem Zhuang Xu, afundado em complexo de inferioridade, lutando pela sua mãe doente e não se sentindo digno do amor de uma herdeira... São histórias que vão fazendo sentido, personagens que não foram colocados ali para cumprirem um papel de suporte para a história do casal, mas que tiveram suas próprias histórias.
Acredito que existam apenas dois pontos que me incomodaram: a motivação do ódio do Yu Sen (a pessoa que o convidou para o encontro não ter visitado ele no hospital) é extremamente fraca. Como a pessoa é culpada pelo acidente só porque foi o motivo da outra sair de casa? não faz sentido, ninguém tinha culpa. Acho que faltou na história a percepção do Yu Sen de que ele simplesmente passou por uma tragédia aleatória como qualquer pessoa do mundo e acredito que chegar a essa percepção enriqueceria o personagem.
Um outro ponto foi a atuação e também construção da personagem da "madrasta"/amante do Nie Chen (pai da prota). Achei ela muito plana, sem profundidade, como se propositadamente estivesse ali só para ser a vilã, mas enfim, pelo menos não conseguiu atrapalhar a vida de ninguém.
Fora isso e algumas cenas mal gravadas e editadas (o cgi horroroso kkkkk), acho que Shine on Me entra como um dos grandes dramas asiáticos no quesito de romance, diria que a China é mestre em construir um casal apaixonado e maduro e a Coreia tem MUITO a aprender com suas últimas romcoms e romances desastrosos.
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Decepcionante
Quando saiu o primeiro trailer desse drama eu fiquei tão empolgada com o clima de melodrama-sr e sra Smith... E assim, a primeira metade até a revelação da mentira do casamento deles foi um bom desenvolvimento e se tivessem ido para esse lado provavelmente seria um grande drama, mas para uma reconciliação sem sentido (digo isso porque como casal eu não consegui me conectar com os dois) eles apostaram tudo em uma mudança drástica de tom de drama para comédia e de repente vários plots interessantes foram sendo descartados.Por que não desenvolver a Yan com os pais? Seria tão interessante perceber essa reaproximação de uma maneira crua e real ou até o afastamento completo, cara, a personagem é completamente construída em cima da mágoa com os pais e isso foi esquecido?
Eu não dou a mínima para todo o plot de empresa e conspiração do lado do Hao Min... Sinceramente me deu muita vontade de dormir. A parte mais interessante do personagem é ele sendo ambicioso mas eu realmente n me importava com os detalhes chatos de empresa.
O casal com mais química para mim foi o que NÃO foi desenvolvido. Wen e Fang Lei tinham potencial de ser O CASAL do drama. Eles tinham química e um desenvolvimento muito mais interessante e crível do que a Yan com o Hao Min, que pra mim era um casal de plástico.
Sobre a edição tenebrosa desse drama... Meu deus, a passagem do tempo na história é terrível e mal feita, cenas aleatórias fora de tom colocadas uma atrás da outra, isso sem falar na trilha sonora horrorosa totalmente desproporcionais e sem inspiração.
Eu termino esse drama decepcionada porque ele tinha a galinha dos ovos de ouro nas mãos mas foi terrivelmente mal escrito e dirigido, o que é um desperdício para o talento de todo o elenco, o maior acerto, principalmente a Lusi, William, o rapazinho que faz o Hao Chen e a atriz FANTÁSTICA que faz a sogra da Yan. Enfim, esses são meus dois centavos
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coração apertado
Doze cartas é daqueles dramas em que nada te prepara para o que vai acontecer. Assistir ao sofrimento dos protagonistas faz com que nos sintamos impotentes, de alguma maneira nós queremos entrar na tela e salvar Tang Tang e Xun, nós só queremos que eles sejam felizes. É dessa forma que seus filhos, no futuro, se sentirão ao perceberem a poderosa história que leram em cartas milagrosamente enviadas do passado para o futuro.É o amor desses filhos que salva esses dois, mas a que custo?
Um dos melhores dramas que vi no ano. Cinematografia espetacular, atuações brutais de tão boas (me sentia tão tocada vendo a vulnerabilidade gentil do Zhoy Yiran), trilha sonora de fazer chorar o tempo todo e um roteiro que não subestima a nossa inteligência, mas cria vácuos propositais para serem preenchidos por nós, por exemplo, adorei o fato do drama não se concentrar em explicar a caixa de correio misteriosa, fica a nosso critério entender algo disso e ao fazer isso percebemos que a história é um conto de magia sem se explicar como magia. Um drama de sentimentos agridoces que deixa o coração da gente aliviado no final, mas com aquela lágrima ameaçando cair dos olhos.
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Peak comedy
Acho que nunca assisti um dorama tão bom em comédia. Os atores têm um timing cômico muito difícil de encontrar hoje em dia e o texto afiadíssimo, elenco maravilhoso. muito divertido e fofo, de maneira que parece que estamos assistindo a um anime.um destaque especial para a Ishihara Satomi que, nesse papel, brilha muito. O timing de comédia dela, suas micro-expressões, sua comédia corporal são espetaculares. O elenco e as cenas de comédia são incríveis e super criativas. Um dos melhores achados do ano, para mim
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bom drama, mas...
Eu adorei a história, as escolhas da direção, a fotografia e as atuações, mas me irrita profundamente a generosidade e bondade da protagonista, que faz com que ela seja uma burrinha. Nem tudo é sobre redenção... Ás vezes pessoas terríveis, por mais que tenham razões válidas, ainda são pessoas terríveis. Uma mãe que abandona o filho para enriquecer nunca vai ter redenção para mim, assim como uma mãe que sufoca a filha com expectativas irreais e separa ela de pessoas que ama... Enfim, de maneira geral foi um bom drama.Was this review helpful to you?
Uma masterclass de atuação
Possivelmente dois dos personagens mais complexos que já assisti em qualquer drama na minha vida.Um drama sobre obsessão, controle, e, inexplicavelmente sobre amor.
O drama não se propõe a explicar a frieza dos personagens em relação ao ato de matar pessoas e sim se aprofundar nas nuances de uma relação doentia, obsessiva e que tornou-se o ponto de humanidade entre o dr. Choi e a dra. Jeok. Park Eunbi, mais uma vez, dando aulas de atuação. Conseguimos captar todas as nuances, profundezas, sutilezas, frieza e vulnerabilidade de uma personagem que nas mãos de outro diretor e atriz seriam apenas psicopatas frios. Baita drama!
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