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Cada vez que assisto uma produção coreana com o tema bullying fico horrorizada com as cenas de violência, especialmente quando as autoridades escolares são omissas. A premissa do filme é uma professora temporária contratada para dar aula de ética em um colégio onde o bullying é uma prática comum e os professores são coniventes por omissão. A professora novata é aconselhada pelos mais antigos a ignorar tudo o que vê pelo bem dela e para garantir a tão sonhada efetivação no trabalho. Acontece a professora novata é uma ex-atleta de boxe e além disso dá aula de ética. Fingir que não vê e não fazer nada vai contra o que ela ensina a seus alunos. Ainda mais quando um aluno pede sua ajuda. Inicialmente ela tenta denunciar pelo meios legais e oficiais, mas quando percebe que a omissão das autoridades da escola está ligada a corrupção institucional e ameaças da mãe do principal agressor, ela decide buscar vingança com as próprias mãos, usando uma máscara para punir o agressor do seu aluno.
Assim como o filme pode ser revoltante e desesperador nas cenas de bullying também é catártico quando nossa heroína está descendo a porrada no valentão da escola. Mas apesar disso, acho que o filme peca um pouco no exagero das situações. Especialmente nos momentos finais no ringue de boxe. Não pela luta em si, mas pelo falto daquilo estar acontecendo dentro da escola com o aval do diretor e os professores assistindo. É necessário muita suspensão de descrença para aceitar essas premissas hiperbólicas do filme.
Além disso, Lee Jun Young como adolescente não convenceu. Obviamente ele interpretou um pessoa desprezível de forma brilhante, mas não convenceu como um adolescente desprezível. Não é uma crítica a atuação dele, mas a inadequação ao personagem. Ele é jovem, mas não tem mais cara de adolescente e ao lado da Shin Hye Sun, que fez professora, ele parecia muito mais um cara da mesma faixa etária dela do que um aluno e confesso que isso pesou um pouco para minha imersão na história.
Enfim, um filme para passar raiva com as cenas de violência, a omissão dos professores, da sociedade e a corrupção institucional e com alguns momentos catárticos e algumas boas cenas de luta. No final vemos uma certa sinalização de esperança quando pessoas envolvidas nas agressões decidem romper o silêncio e denunciar como a professora ensinava nas aulas de ética. Mas sinceramente não acho que acrescente muito ao tema, já vi outras produções melhores nesse sentindo.
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Lembro de ter achado a primeira temporada digna dos mais altos elogios por abordar um tema tão delicado de forma tão corajosa. Porém esta temporada, talvez por ter passado um intervalo muito grande entre os lançamentos e esfriado o impacto deixado pela primeira, acabou não sendo tão excepcional. Apesar disso, ainda foi uma continuação muito boa e que faz jus a primeira.
Achei interessante também o final. Depois de tanta luta do Joon Ho e dos outros membros do D.P, após o julgamento, nada mudou efetivamente. Provavelmente porque tenta espelhar a realidade, mas ao menos "foi um empate" para ambos os lados.
Fico feliz de ouvir que o exército coreano tem se esforçado para melhor o tratamento de seus soldados e muitas das barbaridades retratadas na série já não uma realidade. Espero que séries como essas sejam um constante lembrete para que situações semelhantes não se repitam.
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No geral um drama mediano.
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Repetição do mesmo plot da temporada anterior
Na minha honesta opinião, com a mudança dos protagonistas, a roteirista não quis avançar para a segunda fase do Hospital Doldam e regrediu contando a mesma história de ameaça de fechamento e escreveu um pano de fundo muito semelhante para os novos protagonistas (quase um remake): uma médica brilhante mas psicologicamente instável, um médico que vem de uma origem humilde tentando provar seu lugar naquele campo de trabalho, um médico com problemas com um pai narcisista, uma residente inexperiente e bobinha. Todos amadurecem ao longo da temporada com a ajuda do Dr. Kim.Tudo o que foi muito bacana na primeira temporada, nesta segunda temporada pareceu sem graça porque não passa de uma repetição do mesmo plot da temporada anterior. Além de que os vilões são extremamente irritantes e birrentos (o que foi aquela cena do Do Yoon Wan quebrando tudo porque não conseguiu o "brinquedo"? Ridículo!).
Os episódios onde o foco eram as histórias dos pacientes e sua relação com os cuidados médicos eram BEM mais interessantes de acompanhar. Por exemplo, o melhor episódio na minha opinião foi aquele da paciente que doou os órgão. Dramático e emocionante como se espera de um drama médico e a altura dos episódios da primeira temporada.
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Alchemy of Souls Season 2: Light and Shadow
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No fim o bem vence, mas me irritou um pouco que eles tenham apanhado tanto dos vilões a maior parte do tempo. Recentemente vi em outro drama uma personagem dizer: " ambição por poder embriaga mais que o álcool." Uma sábia colocação e acho que se aplicaria perfeitamente ao vilão Jin Mu, os magos da Assembleia Unida e ao Rei e a Rainha. A ambição por beleza, vida eterna e poder levou todos a pensar em destruir o mundo sem pestanejar. E tudo isso parece apenas exagero de uma produção de entretenimento, mas na verdade o mundo real está cheio de pessoas assim que colocam suas ambições pessoais acima do interesse do bem comum. E o bem acaba se ferrando a maior parte do tempo como ocorre no drama.
O final da 2 parte foi definitivo. Todos os vilões erradicados, casais gerando filhos, todos felizes. Enfim, todas as pontas amarradas para encerrar esta história por aqui. Porém, gostei tanto deste universo que gostaria que as roteiristas pensassem em revisitá-lo depois. Talvez uma história sobre os filhos dos personagens principais.
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Tudo começa com a morte trágica do idol Seon Jae e sua grande fã, Im Sol, que magicamente volta ao passado usando um relógio de Seon Jae com a missão de impedir os acontecimentos trágicos do futuro. O que no início parece ser apenas uma relação fã-idol acaba se revelando algo mais pessoal. Seon Jae e Im Sol são vizinhos de porta e Seon Jae é completamente apaixonado por ela. De alguma forma um casal destinado a fica junto custe o que custar.
Im Sol e Seon Jae se amam de forma genuína. Eles se sacrificam um pelo outro na tentativa salvar um ao outro. Nós como espectadores torcemos muito para o tão esperado final feliz. Um encerramento do loop de retornos ao passado com uma mudança positiva no futuro de ambos e o roteiro entrega tudo que o espectador deseja.
Além do fato dos personagens terem sido escritos de forma totalmente apaixonante, a química inegável do atores tornou tudo ainda mais cativante. Os personagens secundários também foram maravilhosos. O tempo de comédia dos pais dos protagonistas me arrancou muitas boas risadas, sem falar no Tae Sung, o melhor segundo protagonista de todos! Devemos a ele o final feliz dos protagonistas.
A trilha sonora do drama também é maravilhosa, não por acaso as músicas do drama entraram nas paradas de sucesso coreanas. Recomendo!
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Comecei a assistir The Rise of Ning por causa do ator Zhang Wan Yi. Eu havia assistido antes Are You The One e gostei da performance dele e quis conferir um pouco mais. Comecei a assistir meio às cegas sem saber muito sobre o enredo. Mas fui surpreendida por um bom drama familiar de época com protagonistas carismáticos que carregaram bem a história e me fizeram assistir religiosamente os episódios lançados diariamente sem deixar acumular nenhum tamanho era meu interesse pelo desenrolar da história. Apesar de lá pelo episódio 35 a história ter ficado um pouco mais chata e o último episódio ter sido bem frustrante até perto dos momento finais. O final feliz compensou as raivas que passei assistindo aos últimos episódios.O início do drama lembra um pouco The Double no aspecto de que a protagonista, Luo Yining, é retirada do convívio familiar ainda criança após ser acusada pela segunda esposa de seu pai de ter causado aborto de seu filho. Mas pelo menos no caso da Luo Yining, ela ficou em uma casa de campo da família. Nesse período de isolamento ela se aproxima de um homem, vizinho de sua casa, e os dois têm um relacionamento que acaba de uma forma trágica. Com Yining sendo vítima de um atentado supostamente orquestrado por esse homem.
Ao voltar para a casa principal da família Luo já adulta, Yining se aproxima de seu terceiro irmão, Shenyuan. Ele é o filho de uma serva que enganou seu mestre (pai de Yining) e acabou ficando grávida e dando à luz a Shenyuan. Como é filho de uma serva, Shenyuan é desprezado por quase todos da casa e não é considerado legalmente um membro da família Luo. Além disso, ele carrega uma missão secreta: vingar a morte de seu mestre que foi injustamente acusado de corrupção e executado.
Por serem desprezados na família, Luo Yining e Shenyuan se aproximam e começam a ajudar um ao outro em seus planos para superar as injustiças na família. No decorrer dos episódios vamos descobrindo que os dois não são irmãos biológicos, pois Ning não é filha biológica de seu pai. Shenyuan descobre a verdade primeiro (por volta do episódio 8) e começa a desenvolver sentimentos românticos pela Yining, mas sempre a respeitando pois ela não sabe a verdade.
Shenyuan é um personagem maravilhoso. Ele é paciente, inteligente, determinado e forte. Além de intelectual ainda esconde habilidades marciais que usa para lutar contra os corruptos. Gosto de como ela espera a Yining saber a verdade e entender os sentimentos que nutre por ele sem em nenhum momento impor seu querer sobre ela.
Ao contrário dele, o Marquês Lu, sempre agia de forma violenta e forçando uma intimidade com a Yining que me deixava passando mal de raiva. O Marquês era o vizinho da Yining da época em que ela estava na casa de campo. Ele estava lá para se recuperar de um ferimento que o deixou temporariamente sem visão. Por isso, não conhecia o rosto de Yining e passa boa parte da trama tentando comprovar que a Luo Yining é a sua Meimei (nome falso que a Yining usou na época). Um personagem odioso.
Depois de várias reviravoltas Shenyuan é oficialmente registrado como membro da família Luo e a verdade por trás do nascimento de Yining é revelada, bem como a identidade de seu pai biológico permitindo assim que os dois possam viver o amor sem nenhum impedimento sanguíneo.
No final tudo termina bem, com um final feliz para os protagonistas e os vilões tendo o final que merecem. Apesar dos últimos episódios terem sido um pouco chatos por causa da obsessão do Marquês Lu, com direito a rapto da noiva no dia do casamento, tudo terminou bem para os nossos protagonistas.
Os atores principais desempenharam seu papel de forma brilhante e os dois formam um belo casal. Até o ator que fez o Marquês Lu também foi brilhante porque me deixou odiando o Marquês com todas as minhas forças. Sinal de um bom trabalho por parte do ator.
Gostei do drama em geral e indico para quem gosta de histórias cheias de dramas e intrigas familiares. O drama também tem sua parcela de intriga política, mas diria que o drama familiar é o que de fato carrega a história.
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O drama conta a história de uma viúva, a senhora Li, e suas cinco filhas solteiras (sendo uma delas adotiva). A senhora Li decide se mudar para Bianjing para escapar das brigas por herença de seus parentes em Luoyang que tentam se apossar de suas terras porque senhora Li não tem filhos homens. Seu único filho homem desapareceu no rio ainda criança (ele era noivo de Qiongnu, a jovem orfã que foi adotada pela família Li já que estava prometida a seu filho). Em Bianjing, senhora Li busca apoio de sua filha casada que mora na capital. Ao se estabelecer na capital ela abre uma casa de chá e sonha fazer bons casamentos para as filhas solteiras.O drama não tem casal principal, mas arcos de personagens. O primeiro arco introduz a história da família Li e a história do casamento da terceira filha. Embora eu goste muito do ator Wang Xing Yue, a história do personagem dele Chain An e da terceira filha Kangning foi bem chato de acompanhar com todos esses esquemas e joguinhos que os personagens viviam fazendo um com outro.
O arco com a história da primeira filha, acho que ainda foi mais chato que o arco anterior. Ainda não me conformo que a Shouhua, uma moça tão prendada tenha aceitado o Du Yangxi de volta depois de tanta humilhação que ele fez ela passar. Sinceramente estava até torcendo para ela ficar com o amigo dele.
A trama começa a melhorar a partir do arco da quarta irmã. Inclusive era a história que estava menos empolgada para assistir e acabou sendo a melhor. Haode surpreendeu como personagem. Na família ela não se destacava tanto, mas depois que casou com Shen Huizhao ela mostrou como sua doçura, gentileza e honestidade foi capaz de cativar Huizhao e contou uma bela história de amor e honestidade. Amei o fato que ela recusava as sugestões de esquemas das irmãs e escolhia ser honesta. Foi o caminho da honestidade que aproximou o casal. O juíz Huizhao que era bem duro e avesso ao casamento (a ponta da família trazer uma noiva para casa sem o conhecimento dele) acaba totalmente rendido a Haode.
A história da quinta irmã era a que estava mais empolgada para assistir porque amo o clichê "de inimigos a amantes" e a história dela vinha dando pistas que seria assim desde o começo. A história da Leshan com o Yang Xian começa muito boa. Amei que Yang Xian gostava da personalidade autoritária da Leshan e se divertia assistindo ela bater nos outros e amava que ela batesse nele, o que é hilário. Mas depois a história desanda um pouco quando o Yang Xian acaba perdendo sua posição social e fortuna após sua família ser acusada de traição. O que não gostei nesse plot foi a forma como a família Li tratou o Yang Xian. Quando ele era rico a sogra o tratava super bem, foi só ele ficar pobre ele foi expulso da família. A desculpa era que ele precisava aprender o valor do dinheiro e como ganhar seu próprio sustento. Mas acontece que o Yang Xian nunca se queixou da pobreza e estava fazendo o seu melhor para cuidar da família. No final, graças a ajuda de Chai An ele consegue virar um comerciante e voltar a ser rico e enfim volta para a Leshan, mas nessa altura já estava indiferente a relação deles.
Para finalizar temos a volta do filho perdido que caiu no rio e desapareceu. Ele volta e retoma eu noivado com Qiongnu. E o drama termina com todas casadas e felizes.
O drama teve uma proposta interessante. Achei muito legal os múltiplos casais com arcos fechados o que deu oportunidade para todos brilharem, mas infelizmente alguns plots foram desperdiçados, especialmente os dois primeiros. Sinceramente se eu não tivesse curiosa pela história da Leshan eu teria dropado o drama. Mas acho que no final valeu a pena, embora com muitas ressalvas.
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Bai Shou segue sua jornada na busca pela imortalidade e acaba chegando ao palácio do grande demônio, Fan Yue. Misteriosamente ela absorve um objeto mágico que supostamente era a cura para uma maldição mortal que acometia Fan Yue. Eles juntam forças em sua jornadas individuais mas acabam se apaixonando no processo e o que era uma parceria de interesses individuais acaba se tornando preocupação e cuidado genuíno.
Os arcos narrativos que compõem a jornada de Bai Shou e Fan Yue são bem interessantes. Em cada parada que eles fazem para coletar os desejos, somos apresentados a vários outros personagens interessantes com histórias igualmente interessantes e com isso o drama nunca fica entediante. Paralelo a isso temos a história de Chong Zhao um jovem imortal que cresceu com Bai Shou, porém escondendo dela sua verdadeira identidade como imortal, e Fu Ling uma sobrenatural que acaba se apaixonado por Chong Zhao e tenta trazê-lo para o lado sobrenatural. O passado de Fu Ling e o destino dos quatro personagens me manteve interessada até o fim. Inclusive esse segundo casal, Chong Zhao e Fu Ling tiveram tanta química que gostaria de vê-los juntos em outro drama porém com um final menos trágico. Por falar em final trágico, embora o final do casal secundário tenha sido trágico, o casal principal tem ali seu final feliz apesar dos pesares.
Com relação ao figurino e cenário, achei tudo bem bonito e colorido. Algo que combinou bastante com a atmosfera do drama e contribuiu para a imersão na história. Gostei bastante! Recomendo para quem gosta de dramas de fantasia.
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Um drama com um belo cenário e bons atores mas que deixou um pouco a desejar em termos de roteiro.
Welcome to Samdal-ri tem exatamente aquele clima de história do interior com aqueles personagens fofoqueiros que se metem na vida dos protagonistas, mas também são protetores. Uma protagonista voltando para a cidade natal após "fracassar" na cidade grande e lá encontrando conforto e cura para seus traumas com o amor dos amigos e o amor de infância.Bem, essa premissa já me ganha por si, mas talvez eu tenha começado o drama com muitas expectativas e acho que acabei me decepcionando um pouco. Não que o drama seja de todo ruim, apesar dos altos e baixos, a história é até legalzinha porém eu esperava bem mais.
Umas das coisas que mais incomodou no drama foi o pai do protagonista que passa oito anos culpando a mãe da protagonista pela morte da esposa dele e atrapalhando o relacionamento do filho para nos últimos episódios decidir que estava tudo bem em aceitar o namoro porque eles se gostavam de verdade. Minha gente, mas isso já não era óbvio há oito anos atrás? A roteirista arrastou essa corrente por quinze episódios para uma solução tão simples assim? Olha, sinceramente...
Outra coisa, a "grande" vilã da história, a fotografa invejosa. Tudo bem, imagino que deva existir gente dessa laia que não consegue ver o outro bem e passa a vida tentando puxar o tapete em vez de seguir em frente com a sua própria vida. Mas o que realmente me incomodou nesse enredo foi a protagonista aceitar por tanto tempo essa injustiças. É como se ela achasse que merecesse tudo aquilo. Nossa, eu fiquei irada assistindo a apatia da protagonista. Ela sendo acusada de um caso seríssimo e simplesmente aceitando. Quem cala consente! Acorda! No final, se não fosse pelos amigos dela terem procurando resolver a situação, a vida dela seria destruída mais uma vez e ela simplesmente aceitaria.
Um drama com um belo cenário e bons atores mas que deixou um pouco a desejar em termos de roteiro.
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Depois que terminei Scent of time (e anteriormente The Double), acabei descobrindo que este drama é do mesmo roteirista e também é estrelado por Wang Xing Yue. Só por isso eu já sabia que a história seria boa, pois amei The Double e Scent of Time. Além disso, o charme do Wang Xing Yue é irresistível, mesmo ainda sendo muito novinho neste drama, ele definitivamente é muito cativante. O enredo do drama gira em torno da jovem Ling Xiao Xiao, que deseja se tornar a maior chefe do mundo e para isso ela entra em uma seleção para se tornar uma chefe do palácio Imperial. Por conta de suas habilidades extraordinárias ela é escolhida e passa a servir como chefe do príncipe herdeiro, um jovem extremamente mimado e exigente com comida. Graças a sua assertividade e habilidades culinárias ela logo conquista a simpatia do príncipe que, pouco a pouco, também vai se apaixonado por ela.
Delicacies Destininy é um drama com um enredo bem de conto de fadas. A clássica história da moça comum que acaba conquistando o coração do príncipe. Os conflitos são poucos, os pais aceitam Xiao Xiao como princesa herdeira sem preconceitos. O grande conflito está em Xiao Xiao abrir mão de ser chefe (algo que ela faz com paixão) para se tornar a princesa herdeira ou continuar sendo chefe, mas esquecer o príncipe. Ela não pode ter os dois e precisa escolher. A nossa sorte como expectador é que não precisamos escolher. O drama oferece os dois finais e acho que assim todos ficam satisfeitos.
É um drama leve e bem humorado, ótimo para assistir quando quer desanuviar um pouco a cabeça. Nada de argumentos complexos, intrigas palacianas, conspiração etc. É realmente um "conto de fadas".
Além da história de amor da chefe Xiao Xiao com o príncipe herdeiro, Zhu Shou Kui, o drama também é uma grande propaganda da culinária chinesa. Diversos pratos são apresentados ao longo dos episódios esteja preparado para passar vontade.
É possível encontrar o drama no Disney + (canal Star) com o título "Sabor do Destino", com legenda e dublagem em português, algo inédito pois até então nunca tinha visto um drama chinês com dublagem. Recomendo, especialmente se está procurando um romance levinho e despretensioso!
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Podemos dizer que a versão coreana é bem fiel a história original, porém por se tratar de um drama de 16 episódios, muitos subenredos são adicionados e a história é mais desenvolvida, principalmente a história da esposa do protagonista, que também abriu mão de seus sonhos para começar uma família na adolescência e está entrando no mercado de trabalho de forma tardia porque estava criando os filhos.
Enquanto Hong Dae Young está se aproximando dos filhos e entendendo o valor de sua família, sua esposa Jung Da Jung está enfrentando o preconceito e o machismo por ser uma mãe de família divorciada tentando um espaço com âncora de tv. Foi interessante ver como eles aproveitaram desse enredo para criticar e fazer refletir a audiência coreana, que nesse aspecto ainda é muito conservadora.
Com relação ao casal quando o Hong Dae Young estava em sua versão jovem. No começo eu achava muito esquisito, por mais que a Jung Da Jung não desse muito abertura para ele adolescente, era estranho visualizar eles como casal porque ele estava no ensino médio e era amigo dos filhos dela (apesar de obviamente a gente saber que ele era o marido dela no corpo adolescente). Porém, conforme a história vai avançando já comecei a shippar os dois juntos, apesar da diferença de idade. Mas tudo fica ainda melhor quando ele volta ao seu antigo corpo.
Gostei do desenvolvimento do drama e dos subenredos dos meninos do basquete, dos filhos do Hong Dae Young, do jogador de basebol, do Doek Jin, da Ae rin. Enfim, gostei da história em geral e acho que a grande lição que fica do drama pode ser resumida em uma das falas do Hong Dae Young:
"Mesmo quando você envelhece, ainda tem muito o que aprender. Se você vive arrependido, tudo acaba ali. Mas se você pensar que é um aprendizado, será um novo começo."
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Drama Special Season 11: While You're Away
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Choi Hong Joo é uma aprendiz de cabelereira muito esforçada, porém totalmente falida. Sem ter onde morar após sua chefe descobrir que ela usava as dependências do salão como moradia após o expediente. Ela acaba tomando a decisão inusitada de morar na casa do ex-namorado, porém sem comunicá-lo. Enquanto ele trabalha numa loja de conveniência durante o período noturno ela usa a casa dele para dormir, desaparecendo durante o dia como um fantasma. Obviamente essa estratégia não dura muito e ele acaba descobrindo que está dividindo a casa com a ex. Depois de conversarem sobre a situação desesperadora dela, ele acaba permitindo que ela fique. A partir daí vamos entendendo um pouco da relação deles no passado e o porquê não conseguiram permanecer juntos. Se podemos tirar algum tipo de ensinamento desta pequena obra é que a comunicação é chave para toda relação bem-sucedida. Se você não consegue ser honesta(o) com seu parceiro, eventualmente vão acabar se afastando apesar de ainda terem bons sentimentos. O final fica em aberto sobre a situação dos dois como casal, mas pelo menos eles conseguem alcançar seus objetivos profissionais.
Achei uma premissa interessante, com algumas boas cenas engraçadas e que se fosse desenvolvido em um drama mais longo poderia dar uma boa comédia romântica.
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O enredo do drama tem uma energia meio distopia e se passa num futuro próximo (2037) e projeta o que poderia ser do mundo pós-pandemia. Acompanhamos a história de dois jovens que nasceram na época do covid e entraram na escola tardiamente tendo passado grande parte da vida interagindo com as pessoas virtualmente. A escola que frequentam, apesar de presencial, torna as interações sociais supérfluas. Os alunos estudam na mesma sala mas só interagem com seus dispositivos digitais. Parece que de alguma forma a humanidade desaprendeu a interagir socialmente. Mas de alguma forma esses dois alunos, nossos protagonistas, passam a interagir um com o outro através da leitura de mangás enquanto se escondem da aula de Educação Física. Eventualmente eles são descobertos e cortam os laços de amizades, voltando a interagir somente no ensino médio.
Esse retorno da amizade se transforma amor e os dois desenvolvem uma relação ao mesmo tempo que cuidam de um gatinho de rua que eles abrigam na biblioteca do colégio. Aqui devo parabenizar os atores, pois eles foram perfeitos em interpretar toda a tensão entre os dois. Realmente dava pra sentir todo o sentimento acumulado ao longo dos anos e que eles finalmente começam a colocar para fora. Fiquei bem surpresa com a cena de beijo, um beijo bem ousado para um drama escolar, talvez por ser um webdrama eles tiveram mais liberdade para expressar a relação daqueles adolescentes e pareceu bem real.
O final foi um tanto caótico, mas acho que também conseguiu passar uma mensagem interessante. Quando a mãe briga com a filha e ela volta a escola e lá encontra o gato (que no episódio anterior ela quase maltratou), ela sente uma identificação com a mãe dela na criação de um filho e entende que de alguma forma ela também precisa assumir a própria vida. Os pais sempre querem o que eles pensam ser o melhor para os filhos, ou que eles alcancem algo que eles não conseguiram, só que isso acaba aprisionando os filhos porque tira deles a oportunidade de escolher e definir seus caminhos. Mãe e filha conseguem se entender e tudo fica bem entre elas.
Minha única ressalva é quanto ao final dos adolescentes, na cena do trem eu gostaria de ter visto o rosto dele, não apenas ouvido a voz. Queria ter certeza de era ele lá ao lado dela indo fazer o caminho deles juntos como adultos. Se eu tivesse visto o rosto teria sido um final perfeito.
Esse foi mais um drama que fui atrás por causa de um corte de uma cena que vi nas redes sociais. Que bom que fui atrás porque encontrei uma pequena joia perdida. Recomendo!
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Decidi assistir este filme por causa de um corte que vi nas redes sociais. A cena era um policial batendo com um caderno na cabeça da garota gratuitamente. E a reação dela? Devolver a "gentileza" para ele. Uma atitude bem afrontosa partindo de uma garota cheia de raiva."Uma garota cheia de raiva" bem poderia ser a tradução para o título do filme. Gu Hye Young é uma jovem durona que age de forma agressiva e tem tatuagens no corpo para afastar as pessoas. Ela mora com o pai e um irmão mais novo e seu pai administra um restaurante chinês. Até que um dia ele saí de casa e sofre um acidente misterioso e ela acaba se tornando a responsável da família da noite para o dia. Com a responsabilidade recém assumida, ela precisa cuidar do irmão, tentar defender o restaurante da família e investigar o acidente do pai.
Apesar de compreender as motivações da Gu Hye Young, suas ações em busca de vingança e reparação são frustradas porque a raiva deixa ela cega e não permite que ela consiga raciocinar e usar as provas a seu favor. E mesmo torcendo por ela e sentindo alguns nível de satisfação quando ela destrói o restaurante e a casa do político corrupto com a retroescavadeira, a frustração de ver ela ir para a cadeia é maior.
O destaque fica mesmo para a atuação da Kim Hye Yoon que normalmente faz personagens fofas e delicadas e aqui a personagem dela é o oposto disso e ela convence muito bem. Até a linguagem corporal é totalmente diferente. Kim Hye Yoon é uma excelente atriz.
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