This review may contain spoilers
Não é pra mim
É aquela coisa né, tóxico que só e eu não sou a maior fã desse tipo de trope.
A história num geral é meio chatona. É sempre dá balada pro escritório, do escritório pra casa, de volta pra balada.
Falando das coisas ruins que o Fan Xiao já fez, até parece que a verdade não vai vir a tona
Principalmente de assuntos tão sérios como o Fan Xiao sendo o responsável por seduzir, manipular, enganar, drogar e est*pr4r o You Shu Lang. Além ser o pivô do término do relacionamento dele.
Seria interessante se o You Shu Lang coringasse e fosse pior depois que descobrisse tudo. Já que é pra ser tóxico, acho que seria justo equilibrar a balança.
Queria ver a casa caindo mas já perdi as esperanças depois do "Se precisa mentir pra mim, então continue mentindo. Não me deixe descobrir", tipo?? 😐
Depois do episódio 10, posso só dizer que o You Shu Lang deveria ter batido mais, porque foi pouco.
E que o Fan Xiao tem uma obsessão doentia...🏴
Já que tem dinheiro, deveria voltar pra terapia
Tipo, o cara é louco mesmo. É uó ver ele se vitimizando, até o Hua Yong era mais convincente.
▫️Agora com a série finalizada, vamos falar seriamente sobre o que eu achei.
Eu normalmente não tenho problema nenhum em abandonar uma história quando não estou gostando. To My Shore quase entrou nessa lista várias vezes. O que me fez insistir foi a quantidade absurda de avaliações positivas, porque eu ficava me perguntando se em algum momento aquilo ia clicar pra mim. Não clicou.
O maior problema, pra mim, é que a obra se apoia fortemente em uma dinâmica de dark romance. A relação entre os protagonistas é pesada e desconfortável. Em muitos momentos, eu não estava torcendo pelo casal, eu só queria que aquela dinâmica acabasse.
A tentativa de redenção do Fan Xiao é onde a história tenta se justificar, mas também onde ela mais falha pra mim.
Ele era um adulto plenamente consciente do que fazia e nem um pouco confuso sobre isso. Não foram erros inocentes, nem atitudes impulsivas de alguém perdido. Foram escolhas feitas com clareza, repetidamente, sabendo exatamente o impacto que teriam sobre o You Shu Lang.
O roteiro até deixa clara a mudança simbólica, do vinho pra água, como se fosse um processo de purificação. E tá, ele sofreu e afins, tudo isso pra se tornar um ser humano minimamente decente. Mas não gosto muito dessa ideia de que sofrimento e mudança pessoal
automaticamente geram direito à reconciliação.
Porque convenhamos, inicialmente ele não se arrependeu dos atos que cometeu e sim de ter sido pego e das consequências disso.
Um ponto que me surpreendeu positivamente foi o You Shu Lang. Ele não perdoa fácil, não cede de imediato, não apaga o passado. Existe resistência, mágoa real, e por um momento eu achei que a série teria coragem de sustentar esse limite. Pra mim, esse foi um dos poucos acertos da narrativa.
Mas esse acerto é anulado no final.
A redenção não funciona pra mim justamente porque eles ficam juntos. Eu até consigo aceitar o perdão, o You Shu Lang perdoar faz sentido dentro da jornada dele.
O que não faz sentido é o roteiro tratar esse perdão como um passe livre pra um final feliz. A punição do Fan Xiao deveria ter sido exatamente essa: não ficar com ele no final, mesmo tendo mudado, mesmo tendo sofrido, mesmo tendo supostamente aprendido com os erros.
Redenção não é recompensa. É responsabilidade. O Fan Xiao poderia se tornar alguém melhor e ainda assim precisar viver com as consequências definitivas do que fez. Um final em que o You Shu Lang segue em frente, livre, enquanto o Fan Xiao aprende a ser melhor sem receber o amor como prêmio, teria sido muito mais honesto.
E, por fim, vale deixar isso bem claro: eu não sou fã de dark romance. Nunca fui. E isso não significa que eu não tenha o direito de assistir esse tipo de obra, muito menos de avaliá-la criticamente. Dizer “é só não assistir” não invalida uma leitura negativa, assim como gostar do gênero não torna a obra automaticamente imune a críticas.
Minha dúvida sincera para quem consome esse gênero é: a proposta aqui é realmente torcer pelo casal ou apenas acompanhar uma dinâmica tóxica tratada como narrativa, sem necessariamente romantizá-la?
Pergunto isso porque, honestamente, desconheço obras de dark romance em que o público não espere, ou não torça, por um final feliz do casal. Não me parece um gênero em que a separação seja celebrada ou vista como uma resolução satisfatória. Se eles terminam juntos, é vitória, se não, a obra costuma ser rejeitada.
A história num geral é meio chatona. É sempre dá balada pro escritório, do escritório pra casa, de volta pra balada.
Falando das coisas ruins que o Fan Xiao já fez, até parece que a verdade não vai vir a tona
Principalmente de assuntos tão sérios como o Fan Xiao sendo o responsável por seduzir, manipular, enganar, drogar e est*pr4r o You Shu Lang. Além ser o pivô do término do relacionamento dele.
Seria interessante se o You Shu Lang coringasse e fosse pior depois que descobrisse tudo. Já que é pra ser tóxico, acho que seria justo equilibrar a balança.
Queria ver a casa caindo mas já perdi as esperanças depois do "Se precisa mentir pra mim, então continue mentindo. Não me deixe descobrir", tipo?? 😐
Depois do episódio 10, posso só dizer que o You Shu Lang deveria ter batido mais, porque foi pouco.
E que o Fan Xiao tem uma obsessão doentia...🏴
Já que tem dinheiro, deveria voltar pra terapia
Tipo, o cara é louco mesmo. É uó ver ele se vitimizando, até o Hua Yong era mais convincente.
▫️Agora com a série finalizada, vamos falar seriamente sobre o que eu achei.
Eu normalmente não tenho problema nenhum em abandonar uma história quando não estou gostando. To My Shore quase entrou nessa lista várias vezes. O que me fez insistir foi a quantidade absurda de avaliações positivas, porque eu ficava me perguntando se em algum momento aquilo ia clicar pra mim. Não clicou.
O maior problema, pra mim, é que a obra se apoia fortemente em uma dinâmica de dark romance. A relação entre os protagonistas é pesada e desconfortável. Em muitos momentos, eu não estava torcendo pelo casal, eu só queria que aquela dinâmica acabasse.
A tentativa de redenção do Fan Xiao é onde a história tenta se justificar, mas também onde ela mais falha pra mim.
Ele era um adulto plenamente consciente do que fazia e nem um pouco confuso sobre isso. Não foram erros inocentes, nem atitudes impulsivas de alguém perdido. Foram escolhas feitas com clareza, repetidamente, sabendo exatamente o impacto que teriam sobre o You Shu Lang.
O roteiro até deixa clara a mudança simbólica, do vinho pra água, como se fosse um processo de purificação. E tá, ele sofreu e afins, tudo isso pra se tornar um ser humano minimamente decente. Mas não gosto muito dessa ideia de que sofrimento e mudança pessoal
automaticamente geram direito à reconciliação.
Porque convenhamos, inicialmente ele não se arrependeu dos atos que cometeu e sim de ter sido pego e das consequências disso.
Um ponto que me surpreendeu positivamente foi o You Shu Lang. Ele não perdoa fácil, não cede de imediato, não apaga o passado. Existe resistência, mágoa real, e por um momento eu achei que a série teria coragem de sustentar esse limite. Pra mim, esse foi um dos poucos acertos da narrativa.
Mas esse acerto é anulado no final.
A redenção não funciona pra mim justamente porque eles ficam juntos. Eu até consigo aceitar o perdão, o You Shu Lang perdoar faz sentido dentro da jornada dele.
O que não faz sentido é o roteiro tratar esse perdão como um passe livre pra um final feliz. A punição do Fan Xiao deveria ter sido exatamente essa: não ficar com ele no final, mesmo tendo mudado, mesmo tendo sofrido, mesmo tendo supostamente aprendido com os erros.
Redenção não é recompensa. É responsabilidade. O Fan Xiao poderia se tornar alguém melhor e ainda assim precisar viver com as consequências definitivas do que fez. Um final em que o You Shu Lang segue em frente, livre, enquanto o Fan Xiao aprende a ser melhor sem receber o amor como prêmio, teria sido muito mais honesto.
E, por fim, vale deixar isso bem claro: eu não sou fã de dark romance. Nunca fui. E isso não significa que eu não tenha o direito de assistir esse tipo de obra, muito menos de avaliá-la criticamente. Dizer “é só não assistir” não invalida uma leitura negativa, assim como gostar do gênero não torna a obra automaticamente imune a críticas.
Minha dúvida sincera para quem consome esse gênero é: a proposta aqui é realmente torcer pelo casal ou apenas acompanhar uma dinâmica tóxica tratada como narrativa, sem necessariamente romantizá-la?
Pergunto isso porque, honestamente, desconheço obras de dark romance em que o público não espere, ou não torça, por um final feliz do casal. Não me parece um gênero em que a separação seja celebrada ou vista como uma resolução satisfatória. Se eles terminam juntos, é vitória, se não, a obra costuma ser rejeitada.
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