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Completed
The Smile Has Left Your Eyes
0 people found this review helpful
Aug 3, 2025
16 of 16 episodes seen
Completed 0
Overall 8.5
Story 9.0
Acting/Cast 8.5
Music 9.0
Rewatch Value 7.5
This review may contain spoilers
"Um dia de tarde eu perdi uma coisa e comecei minha jornada. Eu andei, andei e andei novo, até que esbarrei nela de novo e de novo. Então conheci a Jin Kang e comecei a respirar de novo."

The Smile Has Left Your Eyes é um melodrama sombrio e psicológico, adaptado do original japonês Sora Kara Furu Ichioku no Hoshi (2002), o dorama é uma reconstrução marcada por tensão emocional, segredos do passado e uma atmosfera constante de inquietação. O dorama entrega uma história completamente fascinante sobre culpa, identidade e amor condenado, conduzida por personagens que orbitam entre o desejo de redenção e a impossibilidade do perdão.

A narrativa gira em torno de Kim Moo Young, um homem envolto em ambiguidade, ora sedutor e enigmático, ora brutalmente insensível, que atrai, de forma quase involuntária, tanto o fascínio quanto o medo. Sua relação com Yoo Jin Kang evolui a partir de uma tensão emocional latente, conduzida com sutileza e crescente densidade dramática. Em paralelo, o irmão de Jin Kang, o detetive Jin Gook, representa o elo com o passado traumático e com uma moralidade em constante fricção.

O ponto mais alto do dorama está justamente na ambiguidade emocional que ele sustenta: Moo Young é construído como uma figura trágica, cuja violência não nasce de perversidade, mas de abandono e cicatrizes psíquicas profundas. Seu passado fragmentado torna-se o motor de uma narrativa que, embora flerte com o romance, não o idealiza. O amor entre os protagonistas é dilacerado pela descoberta, pelo peso dos segredos e por um destino que já nasceu comprometido.

Visualmente, a direção opta por uma paleta fria, apagada, que reforça a atmosfera melancólico da história. O uso do silêncio, dos olhares e da música minimalista cria uma atmosfera densa, quase sufocante, onde as palavras importam menos que os subtextos. A estética serve à narrativa, nada é excessivo, tudo é contido, dolorosamente insinuado.

O final, brutal e seco, não busca consolo: é coerente com o que foi construído. Não há justiça plena, tampouco redenção total. Há apenas a constatação de que alguns destinos já estavam marcados, e que o amor, por mais verdadeiro que seja, não pode apagar os vestígios da dor.

No geral, The Smile Has Left Your Eyes é uma obra sobre o que nos corrompe e sobre como o amor, quando nasce em meio à ruína, é tão redentor quanto destrutivo. É um dorama que exige envolvimento emocional, entrega ao desconforto e paciência com as zonas cinzentas da narrativa. Não há heróis nem vilões absolutos, apenas seres humanos arrastando suas falhas, em busca de algo que já perderam.


PS: Me apaixonei pela Yoo Jin Kang.


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Completed
Tree with Deep Roots
0 people found this review helpful
Jul 26, 2025
24 of 24 episodes seen
Completed 0
Overall 8.0
Story 8.0
Acting/Cast 8.0
Music 6.0
Rewatch Value 4.5

"She died for a cause. She was his cause."

"A world where everyone can read - have you ever imagined that? Letters are weapons, more frightening than swords, spears, or fire. The reason nobles are nobles is not because they were born into noble families, nor because of bloodlines, but because they know how to write. That is the power of the nobility and the foundation of our authority. But with these letters, if everyone can read and write, the social system of Joseon will collapse. The world will fall into chaos, and the nobles - the very roots of Joseon - will crumble."

I believe that, alongside Misaeng: Incomplete Life (2014) - which feels more like a documentary on the hostile corporate life in Korea than a traditional drama - Tree With Deep Roots (2011) is one of the most unconventional dramas I’ve ever watched. It deals with the importance of literacy for a people, both as a tool of empowerment and as a threat to the established order. The quote above perfectly encapsulates the series’ central idea.

The themes explored are profoundly engaging and well-developed. The characters, their inner conflicts and dualities, along with the philosophical discussions about Confucianism, the aristocracy, and the common people, are among the show's greatest strengths. Overall, it’s a great drama thanks to the depth of its themes and the boldness of its discourse. In the action department, it stumbles at times - which is understandable - but that doesn’t diminish the strength of the work.

However, the point that truly moved me - and bothered me - was the relationship between Ddol Bok and So Yi / Dam. And honestly, I believe a single sentence is enough to sum up everything I feel about them:

"She died for a cause. She was his cause."


Texto em português:

"Um mundo onde todos podem ler, já pensou nisso? Letras são armas, mais assustadoras do que espadas, lanças ou fogo. O motivo dos nobres serem nobres não é porque nasceram em famílias nobres, nem por causa da linhagem sanguínea, mas porque sabem escrever. Esse é o poder dos nobres e a base da nossa autoridade. Mas com essas letras, se todos puderem ler e escrever, o sistema social de Joseon se destruirá. O mundo será mergulhado em caos, e os nobres - a raiz de Joseon - irão ruir."

Acredito que, ao lado de Misaeng: Incomplete Life (2014) - que se aproxima mais de um documentário sobre a vida hostil no ambiente corporativo coreano do que de um dorama tradicional - Tree With Deep Roots (2011) foi um dos doramas mais inconvencionais que já consumi. Ele trata da importância da alfabetização para um povo, tanto como ferramenta de poder quanto como ameaça direta ao status quo. E esse trecho acima define com perfeição a ideia central da obra.

Os temas que a série aborda são profundamente interessantes e muito bem desenvolvidos. Os personagens, seus dilemas e conflitos, a dualidade de seus papéis, assim como as discussões filosóficas em torno do confucionismo, da aristocracia e do povo, são algumas das maiores riquezas da narrativa. No geral, é um ótimo dorama pela temática e pelo debate que propõe, com excelentes sacadas conceituais. No campo da ação, há deslizes em alguns momentos, o que é compreensível e não enfraquece o conjunto da obra.

Mas o ponto que realmente me tocou - e incomodou - foi a relação entre Ddol Bok e So Yi / Dam. E, sinceramente, acredito que uma única frase é suficiente para resumir tudo que penso sobre eles:

"Ela morreu por uma causa. Ela era a causa dele."

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Completed
Life on Mars
0 people found this review helpful
Jun 27, 2025
16 of 16 episodes seen
Completed 0
Overall 7.5
Story 7.5
Acting/Cast 7.5
Music 5.0
Rewatch Value 6.0
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"Aqueles com dinheiro são sempre inocentes. Aqueles sem dinheiro são sempre culpados. Uma lei para os ricos e outra para os pobres."

Life on Mars (2018) é um conflito entre duas eras e seus respectivos paradigmas de investigação, moralidade e identidade. A narrativa se estrutura na colisão entre presente e passado - tanto de forma literal, quando um detetive dos anos 2010 acorda nos anos 80, quanto simbólica: razão e instinto, ciência e brutalidade, ordem e caos. Dividida em três pilares - os casos criminais, o mistério sobre o protagonista e a trama central de fundo, o dorama equilibra essas camadas com mais competência na investigação e nas cenas de surrealismo psicológico do que na explicação do fenômeno em si.

A ambientação dos anos 80 vai além dos detalhes visuais, capturando sobretudo a mentalidade da época: autoritarismo policial, preconceito institucionalizado, informalidade nos procedimentos e precariedade tecnológica. O protagonista, Han Tae-joo, é um detetive metódico, racional, que crê na ciência como guia absoluto. Quando é lançado numa realidade em que imperam a dedução empírica e a truculência, precisa questionar até que ponto os métodos frios podem bastar num sistema injusto. Seu arco, portanto, não é apenas de adaptação temporal, mas de reconfiguração moral - aprender que, quando a estrutura social é falha, a justiça às vezes se impõe apesar da lei.

Kang Dong-chul, seu superior, representa o oposto: um policial intuitivo, visceral, mais ação do que reflexão. A tensão entre eles não se cristaliza num clichê de rivalidade, mas se transforma em complementaridade: duas falhas que se completam. É nesse atrito que o dorama encontra força, mostrando que ambos têm limites e virtudes.

O surrealismo que permeia o dorama - sonhos, visões, lapsos de memória e imagens do hospital - funciona mais como reflexo do estado mental do protagonista do que como explicação narrativa. A incerteza sobre se tudo é coma, viagem no tempo ou alucinação nunca é resolvida, o que pode ser visto como reforço da ambiguidade ou como fragilidade estrutural, dependendo da expectativa do espectador.

No cerne, Life on Mars propõe um embate entre moralidade objetiva e a contingência histórica; desigualdade social, brutalidade institucional, falhas do sistema jurídico, conflito entre razão e intuição, além de questionar memória, identidade e realidade. Entre casos densos e atmosfera retrô bem construída, emerge uma crítica social relevante, equilibrando mistério, drama e reflexões existenciais.

Porém, falha ao não oferecer uma conclusão clara sobre o destino do protagonista e peca em pontos como o início arrastado, momentos inverossímeis e a relutância excessiva do MC em aceitar a nova realidade e confiar nos companheiros. No todo, sua força reside principalmente nas tramas investigativas, na ambientação e no retrato precário e da mentalidade da época, mais do que na explicação ou resolução do mistério central.

Em suma, Life on Mars entrega mais como experiência de atmosfera e crítica social do que como narrativa fechada e talvez seja exatamente aí que reside tanto seu mérito quanto sua limitação.

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Completed
Padam Padam
0 people found this review helpful
Jun 21, 2025
20 of 20 episodes seen
Completed 0
Overall 4.5
Story 4.5
Acting/Cast 7.0
Music 7.0
Rewatch Value 5.0
This review may contain spoilers
Eu até gosto e acho bem promissor esse tipo de enredo dramático de um homem sendo acusado injustamente, que passou 16 anos na prisão, tentando reconstruir sua vida e limpar seu nome em meio ao preconceito social pelo seu passado, enquanto se apaixona sem saber pela sobrinha da vítima, uma mulher de classe social superior e filha do irmão da vítima. E, para fechar com chave de ouro, ao longo da história, a tampa do caixão: o protagonista descobre que tem câncer no fígado. Mas, em meio a esse cenário de conflito humano e social, o dorama tenta articular uma jornada de redenção, sofrimento, superação e uma pitada de investigação e fantasia, mas naufraga justamente por não saber lidar com as múltiplas camadas que propõe explorar.

A parte mais bem executada é, sem dúvida, o drama pessoal do protagonista. Sua condição de ex-condenado, o estigma que carrega, o desejo por dignidade e por um lugar no mundo após a prisão, o câncer no fígado e a vontade de viver pela sua família e pela mulher que ele ama são elementos que geram empatia real. A relação amorosa com a protagonista, ainda que marcada por diversos conflitos externos, como a resistência do pai dela, irmão da vítima, e as diferenças sociais gritantes, a relação com o amigo/anjo da guarda, com a mãe, o descobrimento de um suposto filho e suas interações, são momentos emocionalmente honestos e até tocantes. No entanto, a narrativa tropeça seriamente em dois eixos centrais: a investigação do crime e a camada sobrenatural que envolve o “anjo” e os “milagres”. A primeira, a trama investigativa que envolve o passado e os relacionados, que deveria ser o motor da reabilitação moral e judicial do protagonista, é tratada de forma descuidada, sem estrutura, sem tensão, com soluções simplistas e inverossímeis. Tudo o que envolve a tentativa de provar sua inocência soa artificial, mal conduzido, sem um real trabalho de desenvolvimento e narrativamente frágil.

Já o elemento fantasioso, centrado no personagem do “anjo da guarda”, é ainda mais problemático. Em vez de expandir o drama para uma dimensão simbólica ou espiritual, a fantasia surge como um artifício gratuito, que interfere na história sem nunca se justificar de maneira lógica ou metafórica. Os “milagres” acontecem, mas não dizem nada. São mecanismos sem peso temático e funcionam como atalhos que, em vez de enriquecer a narrativa, esvaziam sua seriedade e para piorar tudo é um confronto direto e ridículo ao Criador.

O desfecho também contribui para o desgaste. O dorama poderia ao menos se encerrar com um final mais honesto e trágico, abraçando de vez o tom dramático que se propôs. A morte do protagonista, por exemplo, teria sido mais coerente com sua trajetória e poderia ter deixado uma marca emocional real, mas o óbvio acontece. Eu não teria problema se esse elemento fosse bem trabalhado, mas é só uma escolha fácil e sem peso dramático. Em última instância, Padam Padam quer falar sobre fé, amor e redenção, mas entrega uma história desconjuntada, que mistura dor real com misticismo vazio e uma investigação rasa. Sua ambição temática é evidente, mas sua execução revela uma falta de profundidade nos demais elementos que compromete a história como um todo.

Dramas como The Innocent Man e 90 Days of Love são bem superiores. Ambos trabalham com menos camadas, mas exploram essas camadas com consistência e intensidade, e justamente por isso, atingem o que Padam Padam apenas promete.

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Completed
Children of Nobody
0 people found this review helpful
Jun 8, 2025
32 of 32 episodes seen
Completed 0
Overall 7.5
Story 7.5
Acting/Cast 7.0
Music 5.0
Rewatch Value 6.0

Uma poesia sombria sobre o trauma, a justiça e os abismos da psique.

Children of Nobody é um thriller psicológico que utiliza a estrutura de suspense investigativo para explorar, de forma simbólica e poética, as marcas deixadas pelo trauma infantil. A série constrói sua força na densidade emocional da protagonista, uma psicóloga infantil que, confrontada com eventos misteriosos, mergulha numa jornada de desintegração e revelação de memórias reprimidas.

A narrativa, fluida e fragmentada, articula-se entre o mistério e o psicodrama, tensionando os limites entre justiça institucional e justiça subjetiva. A obra estrutura-se em torno de três eixos: trauma e identidade, a omissão das instituições diante da violência doméstica, e os dilemas morais da reparação. Os poemas infantis, os símbolos cromáticos e os espaços oníricos ampliam a carga emocional sem recorrer ao sensacionalismo.

Cha Woo-kyung, atravessa o enredo oscilando entre vítima e possível agente de vingança, numa trajetória que levanta questionamentos éticos profundos sobre culpa e redenção. Já o detetive Kang Ji-hun opera como contraponto racional, cuja evolução permite à obra discutir as insuficiências da lei diante de realidades traumáticas. O vilão do Dorama atua como uma espécie de entidade, que julga os abusadores que a justiça não é capaz de julgar, trazendo um questionamento forte sobre o que está de fato correto: o que a lei determina como sendo justiça ou a justiça é amparada puramente pela moralidade sendo justificável fazer justiça quando o estado não pode ir além da lei?!

Apesar de certas limitações, como a previsibilidade de algumas revelações, a falta de desenvolvimento e desfecho de algumas relações iniciais e finais que foram deixados de lado e o uso excessivo do simbolismo nos episódios finais, Children of Nobody é uma obra ousada, que recusa a catarse fácil e oferece, em seu lugar, um retrato sombrio e sensível sobre os destroços da infância e os limites da justiça. No geral é uma obra bem redonda e sem grandes furos, mas também sem grandes emoções.

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Completed
Tomorrow with You
0 people found this review helpful
May 29, 2025
16 of 16 episodes seen
Completed 0
Overall 2.5
Story 2.5
Acting/Cast 3.5
Music 3.0
Rewatch Value 1.5
This review may contain spoilers
Particularmente não sou fã da temática de viagem no tempo, mas Tomorrow with You consegue a proeza de ter um dos roteiros mais mal escritos que já consumi. O protagonista, mesmo com acesso ao futuro, age das piores formas possíveis, desafiando qualquer lógica. Não há construção emocional ou racional que justifique suas decisões. A trama simplesmente não se sustenta.

Tudo o que poderia ser explorado de forma inteligente se perde em repetições, diálogos vazios e um texto pessimamente conduzido. Os personagens sabem o que vai acontecer, mas ainda assim tomam exatamente as decisões que culminam nos eventos indesejados, como se não soubessem de nada. O resultado é uma narrativa artificial e arrastada.

Confesso que um único momento me pegou desprevenido, quando Doo-shik comenta que conseguiu salvar sua filha e como, no caso ela tendo um filho, depois descobrimos que foi com o protagonista. Essa foi, de fato, uma boa ideia. Porém, mal aproveitada como o resto da história.

No geral, o dorama até poderia ter sido interessante, caso as decisões dos personagens fossem mais inteligentes. Mesmo que o futuro mudasse, a trama ganharia mais seriedade e talvez o texto acompanhasse essa maturidade. Todavia, não foi o que aconteceu. E o que sobra é só desperdício de potencial.

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Completed
SKY Castle
0 people found this review helpful
Feb 2, 2025
20 of 20 episodes seen
Completed 0
Overall 6.0
Story 6.0
Acting/Cast 6.0
Music 5.5
Rewatch Value 6.0
SKY Castle apresenta um tema sensacional, explorando as pressões e os conflitos das famílias ricas coreanas e o sistema educacional altamente competitivo. A série tem uma reviravolta verdadeiramente surpreendente e inesperada, o que é um dos poucos aspectos que realmente se destacam. Contudo, o enredo, como um todo, é mal desenvolvido e não consegue sustentar o potencial da premissa.

Embora o drama tenha personagens interessantes, muitos deles são mal trabalhados, com destaque negativo para o pai dos gêmeos. Sua jornada e desfecho são particularmente insatisfatórios, com um final forçado e sem a devida profundidade emocional que uma construção mais cuidadosa poderia ter proporcionado. O mesmo pode ser dito sobre os membros da sua família, que, ao longo da trama, se mostram figuras unidimensionais e sem evolução significativa, o que enfraquece a crítica social que a obra tenta apresentar.

Outro ponto negativo é o uso excessivo de humor negro e sátira. Embora a série busque criticar o sistema educacional e a obsessão pela perfeição, o exagero desses elementos acaba prejudicando o impacto de momentos que, se tratados com mais seriedade, poderiam ter gerado uma reflexão mais profunda. A constante utilização desses recursos cômicos tira o peso dramático necessário para algumas cenas importantes, o que diminui a eficácia da mensagem central.

A filosofia de SKY Castle gira em torno da crítica à pressão social, ao consumismo e à busca desenfreada por status, mas, apesar da proposta interessante, sua execução falha em transmitir de maneira eficaz as complexidades desses temas. A série parece se perder em suas próprias escolhas narrativas e estilísticas, que, ao invés de enriquecer, acabam enfraquecendo o impacto de sua crítica.

Em resumo, SKY Castle tem momentos de grande potencial, mas falha em desenvolvê-los de forma consistente. Seus personagens não são devidamente explorados e sua tentativa de equilibrar humor e drama não é bem-sucedida. O enredo mal trabalhado e a execução de temas profundos de forma superficial tornam a obra mais um exemplo de uma boa ideia mal aproveitada.

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Completed
Come and Hug Me
0 people found this review helpful
Feb 2, 2025
32 of 32 episodes seen
Completed 0
Overall 3.5
Story 3.5
Acting/Cast 1.5
Music 3.5
Rewatch Value 3.5
"Come and Hug Me" começa com um clima promissor, criando uma atmosfera que desperta a expectativa de algo envolvente. No entanto, conforme a trama avança, o ritmo se torna monótono e arrastado, prejudicando a experiência do espectador. O protagonista é excessivamente sofrido, mas carece de personalidade, o que torna difícil se conectar com ele. Sua jornada, longe de ser uma evolução, parece estagnada, o que compromete a narrativa como um todo.

A melancolia constante, que poderia ser uma ferramenta poderosa, acaba se tornando um peso desnecessário. Esse tom sombrio é refletido também na interação do casal principal, que, embora tenha um potencial emocional, nunca é plenamente explorado. A química entre eles é praticamente inexistente, o que enfraquece o desenvolvimento da relação. O relacionamento começa com um vínculo traumático, mas a forma como é desenvolvido ao longo dos episódios é forçada e repetitiva, sem a profundidade necessária para criar um impacto real. O protagonista, já sem uma identidade clara, torna essa interação ainda mais fraca, e a protagonista feminina também não apresenta uma evolução significativa. Isso resulta em uma relação que não consegue emocionar ou engajar o espectador de maneira satisfatória.

O vilão, por sua vez, é outra falha da obra. Sua construção é fraca, e suas motivações são frágeis, o que o torna previsível e sem impacto. Sua obsessão pelo filho, embora possa ser uma tentativa de aprofundar sua caracterização, acaba tornando-o um personagem unidimensional.

A filosofia da obra gira em torno do sofrimento e da redenção, mas sua execução é falha, uma vez que o desenvolvimento dos personagens e da trama não oferece uma exploração profunda desses temas. A história tenta explorar aspectos emocionais e psicológicos complexos, mas não consegue se aprofundar de forma que realmente envolva o espectador.

Em suma, Come and Hug Me tem uma premissa interessante, mas não consegue entregar uma experiência satisfatória. A falta de profundidade nos personagens, especialmente na interação do casal principal, e a repetição dos mesmos conflitos enfraquecem a proposta da obra. Embora haja potencial na ideia central, a execução não corresponde às expectativas, deixando o drama aquém do que poderia ser.

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Completed
The Snow Queen
0 people found this review helpful
Nov 6, 2019
16 of 16 episodes seen
Completed 0
Overall 5.0
Story 5.0
Acting/Cast 5.5
Music 5.0
Rewatch Value 5.0
"Nessa vida, todos os problemas que você encontra pelo caminho há muitos que não têm respostas, em muitas ocasiões fico confuso e frustrado, mas na matemática sempre vai ter uma resposta, não importa o difícil que seja o problema, algum dia alguém o resolverá, só leva tempo."

The Snow Queen conta a história de Han Tae-Wook, nascido em uma família humilde, criado por uma mãe aguerrida que trabalha em uma barraca de comida no centro de Seul e faz tudo para que seu filho possa estudar, para não passar dificuldades. Ha Deuk Goo é um excelente aluno, principalmente na matéria de matemática. Com a ajuda do seu professor de matemática, ele consegue entrar em uma das melhores escolas da Coreia, porém as coisas não serão tão simples. Jung-Gyu, nascido em família rica, é o aluno gênio com QI de 180 e o maior prestígio da escola. Depois de uma pergunta referente à Copa do Mundo de 2002, Han Tae-Wook simplesmente sobrejulga a resposta de Jung-Gyu, e então começa uma rivalidade solitária de Jung-Gyu contra Han Tae-Wook, querendo mostrar que é superior. Mas depois de vários conflitos, reviravoltas entre os dois e até acusações de cópia do Han Tae-Wook, ambos viram amigos. Porém, depois da perda da medalha de ouro nas Olimpíadas de Matemática para Han Tae-Wook, Jung-Gyu, totalmente frustrado, com as piadinhas da escola e, obviamente, com uma mentalidade fraca, se suicida, deixando uma carta para Han Tae-Wook o parabenizando pela medalha de ouro.

Nessa mesma época, enquanto os conflitos de Tae-Wook e Jung-Gyu se desenrolam, Tae-Wook, depois de ser pedido pelo seu professor para fazer um trabalho na biblioteca, avista uma menina que estava discutindo com a bibliotecária tentando comprar um livro. A menina chega a oferecer 10 vezes o seu valor, mas, frustrada por não conseguir, sai da biblioteca. Em outra cena, mostra ela sendo intimidada e roubada por três meninas. Porém, quando as coisas iriam ficar piores, Tae-Wook chega e as meninas fogem, levando o dinheiro da menina. Então, ambos se tornam mais próximos e começam a sair juntos. Tae-Wook descobre que a menina tinha fugido de casa e roubado o cartão do pai. Depois de uma conversa, ele a convence a voltar para casa. Quando ela vai pegar o táxi, ela fala para ele que ele nunca chegou a perguntar seu nome. Ele responde que, na próxima vez, irá perguntar. Juntando então os fatores do suicídio de Jung-Gyu com o fato do próximo encontro coincidir com o fato de a menina estar no hospital e ter uma cirurgia marcada para o fim de semana, passam-se 8 anos e a menina, cujo nome ele nunca chegou a saber e jamais pôde perguntar, nunca foi esquecida.

Oito anos se passaram. Tae-Wook, chamado agora de Deuk Goo, deixou a escola e se tornou um lutador de boxe, acreditando ser o melhor para o espírito de Jung-Gyu. Deuk Goo ainda vive abalado por seu trauma do passado e no boxe é a única forma de buscar socorro. Certo dia, ao ir visitar o amigo no hospital, Deuk Goo se depara com uma paciente fazendo um escândalo e tentando se matar. Deuk Goo vai até a paciente e a impede. Mais tarde, em um shopping, por obra do destino, acontece outro encontro entre os dois, mas agora Deuk Goo sabe que a menina, chamada Kim Ba-Bo, é filha de um CEO. Então, ela demite o amigo de Deuk Goo, que trabalha em uma loja de calçados. Deuk Goo, inconformado, vai até a casa de Ba-Bo pedir para ela empregar seu amigo novamente. A partir daí, começam vários conflitos entre ambos, inclusive sobre o pai de Ba-Bo.

Ba-Bo, à primeira vista, é uma personagem mimada, que tem tudo por ser rica, não ouve os outros e não liga para os outros, nem se importa com os sentimentos alheios. Porém, ao decorrer do drama, vemos que isso nada mais é que um instinto de proteção dela. Ela nada mais é do que uma personagem pedindo socorro e assustada. Mais tarde, no drama, descobrimos que a personagem tem uma doença incurável, chamada "miastenia gravis". Os sintomas incluem fraqueza nos músculos dos braços e das pernas, visão dupla, dificuldades de fala, mastigação e deglutição, queda da pálpebra superior ou fraqueza muscular do rosto. A doença tem tratamento para amenizar, mas não cura, e vemos a personagem sofrer com isso diariamente no drama.

Com o passar dos episódios, vemos Ba-Bo se tornando uma personagem mais amável, isso tudo pelo amor que ela sente por Deuk Goo. Inclusive, ela é a personagem com o maior crescimento na série. A gente consegue sentir tudo isso gradualmente.

Os personagens de apoio cumprem seu papel no drama, principalmente os personagens do ginásio de boxe. Alguns deles podem até ser "louquinhos", mas são boas pessoas.

O ritmo do drama é sutil e gostoso de se acompanhar. Todas as intrigas, apesar de superficiais, incrivelmente conseguem manter o telespectador. Os últimos 3 episódios do drama têm um drama que realmente consegue causar impacto. Apesar de ser óbvio em dramas, que, quando está tudo certo e ainda há episódios para rolar, vai acontecer algo ruim — ainda mais quando a personagem tem uma doença —, meu problema foi que a doença não foi tratada com mais intensidade no drama, sendo explorada apenas nos momentos finais.

Apesar de todo o sofrimento vivido por Deuk Goo na série, ao descobrir que a irmã de Jung-Gyu era Ba-Bo, o fato de sua mãe ter desaparecido e, no fim, Ba-Bo morrer, o drama passa a mensagem de que, na vida:

"Existem pessoas que passam em nossa vida e vão embora e nunca mais ouvimos falar. Outras entram e permanecem para sempre. E há aquelas que passam e vão embora, mas jamais as esqueceremos."

Ba-Bo era a pessoa que Deuk Goo precisava em sua vida. Ela passou, deu motivação para ele, fez ele voltar a ser feliz e passou, porém jamais será esquecida por ele. Ela se eternizou em seu coração.

A fotografia, as paisagens e a trilha sonora do drama são excelentes e compensam demais. O casal é bom, mas faltaram alguns beijos melhores.

Ps: esse drama vai ficar no meu coração, pois eu consegui sentir a mensagem e toda a infelicidade do protagonista. No fim... ele não foi feliz.

PS2: essa nota foi sentimental.

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Completed
Can We Get Married?
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May 5, 2019
20 of 20 episodes seen
Completed 0
Overall 5.5
Story 5.0
Acting/Cast 7.0
Music 6.5
Rewatch Value 6.0
"Can We Get Married?" é uma obra que busca abordar a complexidade das relações humanas, com foco no casamento e nas dificuldades que surgem ao longo dessa jornada, principalmente quando se trata das diferenças entre os envolvidos. Além disso, o drama trata com sensibilidade o tema do divórcio, mostrando a dor e as consequências de uma separação, especialmente quando há filhos no meio. A obra também nos presenteia com a reflexão de que o amor pode surgir em qualquer fase da vida, independentemente da idade.

O drama é, sem dúvida, agradável e tranquilo de acompanhar. Sua narrativa flui de forma simples e, muitas vezes, descomplicada. Um dos pontos fortes da série é a disputa entre as sogras, que trazem uma carga psicológica interessante e acabam sendo um dos maiores atrativos do enredo. As cenas de conflito entre elas são intensas e divertidas, proporcionando momentos de tensão que valem a pena assistir. Os casais, por sua vez, são bem construídos e apresentam boas dinâmicas, com os momentos mais íntimos sendo tratados com naturalidade, sem exageros ou frescuras. Quando a história chega aos momentos de pegação, a química entre os personagens é palpável, o que torna essas cenas ainda mais agradáveis.

No entanto, apesar de suas qualidades, "Can We Get Married?" sofre com uma narrativa que, em certos momentos, se arrasta desnecessariamente. O drama passa muito tempo desenvolvendo situações que, no fim, acabam se resolvendo de maneira apressada e superficial. A sensação de que os acontecimentos acontecem "de qualquer jeito" no final é uma das falhas que mais compromete a fluidez do enredo. Isso enfraquece um pouco a construção da trama, deixando um gosto amargo de que a obra poderia ter sido mais bem amarrada.

Além disso, a série, apesar de trazer reflexões interessantes sobre casamento e separação, não aprofunda tanto esses temas como poderia. Embora passe uma lição válida sobre as dificuldades e as complexidades dessas relações, a execução de alguns aspectos importantes acaba deixando a desejar. O drama não se destaca como uma obra-prima, e faltou um pouco mais de profundidade no tratamento de alguns pontos que, se explorados com mais cuidado, poderiam ter elevado a obra a outro nível.

A obra questiona o que significa "fazer o casamento dar certo", o que implica amadurecimento e aprendizado, e como o amor pode se manter, mesmo diante das adversidades. Em última análise, o dorama sugere que, embora o amor possa ser bonito, ele exige trabalho constante e enfrentamento de desafios.

Embora aborde temas interessantes, como casamento, divórcio e o amor tardio, a trama acaba se arrastando em certos momentos e apressa a resolução dos conflitos no final. A obra não é uma grande referência, mas ainda assim cumpre seu papel ao transmitir uma reflexão válida sobre a vida a dois. Faltou mais profundidade e uma execução mais cuidadosa em algumas questões, o que prejudica a construção de uma narrativa mais sólida. Apesar disso, a proposta geral da obra é boa, e a dinâmica entre os casais, especialmente as disputas entre as sogras, proporciona entretenimento.

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Completed
I Do, I Do
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May 24, 2018
16 of 16 episodes seen
Completed 0
Overall 8.0
Story 8.0
Acting/Cast 8.0
Music 8.0
Rewatch Value 8.5
O que posso dizer sobre este incrível dorama? O enredo gira em torno de uma gravidez e como isso pode afetar a vida de uma mulher, especialmente quando ela é solteira. Em uma sociedade como a coreana, onde isso é visto com preconceito, ainda mais quando o pai é um jovem imaturo, sem pretensão de ter um futuro sólido. A protagonista esconde esse fato do Tae, já que se trata de um simples rolo de uma noite.

Os pontos de vista sobre paternidade são um dos maiores destaques do drama. O amadurecimento do Tae (o pai da criança) e o relacionamento que cresce entre os dois ao longo da trama são sensacionais. O romance, apesar de ser mais maduro, é recheado de momentos fofos e engraçados. Além disso, a comédia e os momentos mais tristes são bem equilibrados, proporcionando ao espectador reflexões sobre a vida e as responsabilidades que vêm com ela.

Este dorama trata de temas como amadurecimento e aceitação, e, com certeza, vale a pena ser assistido. A forma como ele aborda os desafios de ser pai, os dilemas pessoais e as mudanças nas relações, é envolvente e tocante.

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Completed
The Hours of My Life
1 people found this review helpful
Jun 5, 2018
11 of 11 episodes seen
Completed 0
Overall 7.5
Story 8.0
Acting/Cast 10
Music 6.5
Rewatch Value 6.0
O que dizer deste dorama sensacional? Boku no Ita Jikan é uma obra emocionante que aborda temas profundos como a importância da família, da amizade, do amor e, principalmente, da superação diária diante dos obstáculos impostos pela vida e pela doença. A história gira em torno de Takuto Sawada, um jovem que desenvolve a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), uma doença degenerativa que atrofia os músculos, levando, com o tempo, à perda da capacidade de se mover, falar e respirar.

O dilema central do dorama é a escolha de Takuto entre morrer ou continuar vivendo com o auxílio de um aparelho respiratório, o que coloca em evidência questões existenciais sobre a vida e a morte. A forma como a série lida com esse dilema é bastante tocante, retratando a luta interna do protagonista e o impacto dessa decisão na vida daqueles ao seu redor.

O romance presente na trama, apesar de ser apenas um dos elementos, é envolvente e tocante, pois surge no meio do sofrimento, criando uma forte conexão emocional com o público. Porém, o drama vai além disso, explorando com profundidade as emoções humanas, a dor, o sofrimento e a humilhação que Takuto enfrenta em sua jornada. Algumas cenas realmente destroem o coração de quem assiste, pois a série não hesita em mostrar a crueldade do destino e os limites físicos e emocionais de seus personagens.

No entanto, Boku no Ita Jikan também apresenta pontos negativos. O ritmo da obra, em alguns momentos, pode parecer um pouco arrastado, especialmente nas passagens que enfatizam a repetição do sofrimento e das limitações de Takuto. A maneira como certos aspectos da doença são tratados também pode parecer superficial em alguns momentos, faltando uma abordagem mais detalhada sobre o impacto psicológico da ELA na mente do protagonista. Além disso, a narrativa foca tanto no sofrimento que, por vezes, pode ser difícil para o público encontrar alívio emocional durante a história.

Ainda assim, o dorama entrega uma mensagem poderosa sobre a luta pela vida, sobre os vínculos humanos e sobre o impacto da doença na individualidade e nos relacionamentos. Ele é uma reflexão profunda sobre como as pessoas lidam com suas limitações e com a inevitabilidade da morte, mostrando que, mesmo nas circunstâncias mais difíceis, há espaço para a esperança e o amor.

No geral, Boku no Ita Jikan é uma obra que, apesar de seus pontos negativos, tem um grande valor emocional e filosófico. A forma como aborda a superação de uma doença tão devastadora e os dilemas existenciais é tocante e, mesmo com algumas falhas, oferece uma reflexão profunda sobre o significado da vida e do amor.

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Completed
Meet Me after School
1 people found this review helpful
May 22, 2019
11 of 11 episodes seen
Completed 0
Overall 2.5
Story 6.0
Acting/Cast 4.0
Music 2.5
Rewatch Value 2.0
Chugakusei Nikki retrata um amor proibido entre Hijiri, uma professora novata do ensino médio, e Akira, um de seus alunos. O drama acompanha essa relação ao longo de vários anos, começando com Akira, de 15 anos, e Hijiri, de 25, e se estendendo por um período de cinco anos, com Akira atingindo seus 23/24 anos e Hijiri seus 33/34 anos. A premissa do enredo é interessante, mas falha em diversos aspectos importantes, comprometendo sua execução.

Os personagens, apesar de suas falhas, têm potencial. Hijiri é retratada como uma professora inexperiente, no início da sua carreira, o que a coloca em uma posição de amadurecimento e autodescoberta. Ela ainda não passou por diversas fases da vida, o que a torna uma personagem com complexidade. Já Akira é apresentado como um adolescente rebelde e confuso, que se apaixona por Hijiri de uma maneira impetuosa e incontrolável, o que leva à progressão do enredo. No entanto, o desenvolvimento de seu amor por Hijiri é superficial e pouco convincente. O sentimento de Akira por Hijiri é retratado como algo doentio e irreal, sem a construção necessária para dar verossimilhança a tal intensidade. A relação deles, apesar das tentativas de explorar a complexidade emocional, parece forçada e rápida demais para que os sentimentos se tornem genuínos. Este aspecto é o maior defeito da obra, pois não há um desenvolvimento natural entre eles, o que prejudica a credibilidade do romance.

Os personagens secundários, como Haraguchi e Shotaro, adicionam uma camada de complexidade ao enredo, oferecendo um contraste interessante com a história principal. Seu amor é de natureza similar, mas também diferente, proporcionando um respiro para a narrativa principal, ainda que esse desenvolvimento tenha sido pouco aprofundado.

O maior problema do drama é a rapidez com que a história avança e a falta de profundidade na construção da relação central. A trama é excessivamente acelerada, e os sentimentos entre Hijiri e Akira são mal trabalhados, sem tempo suficiente para que o público se envolva de forma significativa. Além disso, a relação deles é retratada como impossível desde o início, com a protagonista, Hijiri, sendo a que mais sofre ao longo da narrativa. Ela perde tudo o que sempre amou e acreditou, sendo a figura trágica que carrega o peso da história.

O final, assim como o restante da trama, é apressado e deixa muito a desejar. Apesar do sofrimento de Hijiri e da construção dramática, o desfecho parece apressado demais, e a resolução das questões levantadas pela história não é satisfatória. Há uma reflexão sobre o sacrifício pessoal em nome do amor, mas a obra não consegue transmiti-la de forma eficaz ou impactante. A grande pergunta levantada — "Vale a pena abrir mão de tudo por amor?" — é respondida de forma previsível, sem a profundidade necessária para realmente tocar o público.

Em suma, Chugakusei Nikki tem uma premissa intrigante, mas falha em seu desenvolvimento, especialmente na construção do romance central. A falta de profundidade nas relações e a apressada resolução dos conflitos comprometem a obra. A filosofia do dorama, que gira em torno de sacrifícios e do amor proibido, não é bem explorada, e a falta de realismo nas emoções entre os personagens prejudica o impacto que a história poderia ter. Apesar de algumas boas ideias e personagens secundários interessantes, a execução deixa a desejar e é tudo raso.

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Completed
Healer
1 people found this review helpful
Jun 20, 2018
20 of 20 episodes seen
Completed 0
Overall 5.0
Story 6.5
Acting/Cast 6.0
Music 6.0
Rewatch Value 4.0
O começo de Healer é bastante arrastado, o que torna difícil entender qual é realmente o foco da trama. No início, sabemos apenas que o protagonista, o "Healer", é um mensageiro noturno que faz qualquer tipo de trabalho por um preço – exceto assassinatos. Porém, ao longo dos episódios, a história começa a se desenrolar e, com isso, conseguimos entender melhor o enredo. Esse desenvolvimento gradual, embora interessante, ainda deixa a desejar em termos de introdução, pois demora para realmente prender a atenção do espectador.

Os personagens são uma das melhores qualidades do dorama, com interações bem construídas entre eles. O casal principal tem uma química muito boa, e a trama entre os dois é o que mais sustenta o interesse ao longo da série. A trilha sonora também é um ponto forte, acertando em diversos momentos e ajudando a complementar o clima das cenas.

No entanto, nem tudo no drama me agradou. As cenas de ação, em especial aquelas envolvendo o Healer pulando entre os prédios, foram uma grande decepção. Esperava algo mais estilizado, no estilo de Banlieue 13 (B13), mas o que vi foi uma sequência de cenas de ação que não entregaram o impacto esperado. Em uma dessas cenas, onde o Healer pula entre os vidros de um prédio, chegou a ser possível ver o guindaste usado para o movimento – uma falha grosseira na produção que tirou muito da credibilidade da cena.

Outro ponto negativo foi o desfecho apressado da história. O final foi muito corrido, como se os roteiristas tivessem que resolver tudo rapidamente. Personagens que não tiveram relevância durante o desenvolvimento da trama apareceram de repente, sem qualquer construção ou justificativa, apenas para dar um fim apressado à história. Além disso, personagens importantes, como o irmão do repórter famoso, o assistente dele, o mestre do Healer e até mesmo o "ancião", o verdadeiro vilão, não tiveram um fechamento adequado. Todos esses pontos contribuíram para um final que, apesar de funcional, foi insatisfatório em termos de conclusão emocional e narrativa.

Porém, no geral, Healer ainda é um bom drama. Apesar das falhas, ele tem méritos em sua construção de personagens e na maneira como desenvolve as relações entre eles. O potencial estava lá, mas a execução deixou a desejar em vários aspectos. O equilíbrio entre ação e drama foi uma tentativa, mas não foi completamente bem-sucedido. Se você é fã de séries com mistério e ação, pode achar algo interessante, mas se espera algo mais coeso e bem amarrado, talvez o dorama falhe em te convencer por completo.

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Alone in Love
0 people found this review helpful
Jan 16, 2026
16 of 16 episodes seen
Completed 0
Overall 7.0
Story 7.0
Acting/Cast 7.0
Music 7.0
Rewatch Value 4.5

O que é o amor? Aquilo que nunca deixou de existir.

Um retrato íntimo e silencioso das cicatrizes deixadas por um relacionamento que já terminou, mas que continua existindo na memória, nos hábitos e na própria identidade de seus personagens. Melancólico, introspectivo e contemplativo, o olhar da obra se volta menos para os acontecimentos e mais para os vazios entre eles, usando o cotidiano como palco para revelar a solidão compartilhada de Eun-ho e Dong Jin, duas pessoas que já se amaram e que agora orbitam uma a outra como satélites incapazes de se reconectar por completo ou de se afastar definitivamente.

O que foi vivido e o que nunca conseguiu ser deixado para trás se impõem a cada passo contido, feito mais de silêncios do que de ações. Cada reencontro carrega o peso da lembrança, e cada distanciamento expõe a incapacidade de romper com o passado. O amor, aqui, já não é um sentimento em movimento, mas um estado permanente: algo que se aceita enquanto se segue vivendo, trabalhando e se relacionando, sempre com a sensação de que algo essencial ficou suspenso no tempo, como se os personagens permanecessem imobilizados. A estagnação torna-se linguagem, assim como a introspecção, o silêncio e a melancolia. O conflito não reside no que acontece, mas no que persiste.

Os personagens secundários funcionam como contrapontos estruturais: representam diferentes maneiras de lidar com o tempo e o afeto: adaptação pragmática, substituição emocional, fuga ou aceitação serena. Ao espelharem escolhas alternativas, reforçam a percepção de que o mundo segue em movimento enquanto o núcleo central permanece preso a um ponto fixo do passado. Assim, observamos memórias que pesam, silêncios que comunicam e afetos que persistem sem encontrar forma, como uma sombra que se alonga ao entardecer, acompanhando a melancolia dos vínculos que sobrevivem ao fim e a delicadeza amarga de aceitar aquilo que, mesmo depois de tudo, nunca deixou de existir. Sólido e sensível, ainda que limitado por sua própria contenção e atitudes.

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