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Uma das melhores do ano, sem dúvidas!
Essa foi uma série que esperei bastante, e não me decepcionou!Uma série esplêndida, um roteiro lindo e bem detalhado, com cenas de amor que são verdadeira poesia.
Tem falhas? tem! Mas a maior parte é de beleza e coerência.
O roteiro fala sobre Yai e Mangkorn. Yai é um jovem universitário rico que administra um bar de sua família, Mangkorn é um outro universitário que acaba sendo contratado pelo pai de Yai para ajudá-lo na reforma desse bar. A questão é que antes disso, Yai tem uma paixão secreta por uma amiga, que coincidentemente é sênior de Mangkorn, e ao vê-los juntos num restaurante imagina que ele está dando em cima dela e decide se vingar, drogando-o e dormindo com ele na frente de uma filmadora. O tiro saiu pela culatra, Yai ficou sob o efeito da droga e eles acabaram transando, e Mangkorn levou consigo o cartão SD com a filmagem. Eu poderia problematizar aqui a questão do consentimento, e tal, mas o contexto como a situação ocorreu deixa margem para uma bela passada de pano para ambos.
Após esse acontecimento, um fica perseguindo o outro: Yai persegue em busca de tomar de volta o cartão. Mangkorn persegue tentando forçar uma amizade, já que depois ele confessa que gosta de Yai desde que eram calouros. Eu particularmente achei a tal vingança muito sem noção, pois obviamente ele não usaria o vídeo... também achei bem desnecessária a presença dos dois seguranças trapalhões, que tiveram como única serventia um pouco de alívio cômico.
Pra ser bem sincera, eu não consegui identificar direito, mesmo depois de ver a série 3 vezes, o momento exato em que a animosidade se tornou amor. Achei super fofo incluírem um casal GL na trama, pois isso ajudou a amenizar a situação do casamento forçado, situação ridícula, por sinal, bem clichê.
A coisa que mais me chama atenção nessa série são as cenas de amor, exatamente por não terem nada de vulgaridade... elas são muito poéticas, fazem um uso espetacular da fotografia, fora a química do casal, que é incrível. A ost da série é mágica, complementa os momentos do casal. A fotografia, como já citei, é um dos recursos mais bem utilizados, a atuação de todos é muito boa, e os pequenos furos existentes acabam ficando para trás em meio a tanta qualidade.
Amo essa série... verei sempre que a saudade bater e recomendo com certeza.
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Confusa, é série ou propaganda?
Eu realmente sou crítica com séries de fantasia, creio que para que funcionem bem o enredo tem que ser muito bom, a produção e atuação também.Sobre Vice versa, foi uma série com bastante hype, o casal JimmySea estava muito em alta e a expectativa foi gigante. Porém, precisei ver a série duas vezes para chegar à conclusão de que não era minha série "favorita". A série veio após o sucesso estrondoso de Bad buddy, então é natural que as pessoas façam comparações.
Sobre o enredo, achei interessante. Um plot de universo alternativo onde as pessoas viajam e acabam entrando no corpo de outras, sobre isso, ok. A questão pra mim é que algumas coisas ficaram sem explicação: Assim que Talay acorda em outro universo, uma enfermeira já entende sua situação e o recruta, achei isso muito forçado, apesar de ser necessária a aparição dela para explicar a eles a situação confusa em que ele estava. Pq a questão das chaves não é explorada corretamente desde o início? Pq aparentemente apenas os protagonistas e a moça que veio depois ficaram em corpos que não eram suas cópias e outras pessoas ficavam nos corpos de suas cópias no outro mundo?
A questão da morte ficou meio estranha... Que espécie de situação é essa em que vc viaja de universo e morre lá? E se vc não morreu no corpo da sua cópia idêntica, o seu outro corpo idêntico morre também? 🧐
Os motivos que levaram tudo isso a acontecer, pq não foram bem esclarecidos, assim como a questão da volta? Até a questão sobre a passagem do tempo ficou mal explicada. E pq o plot principal (viagem entre universos) foi pouquíssimo explorado? O mínimo seria personagens desesperados em busca de sua volta para casa, já que tinham famílias, amigos e uma vida, mas esse plot parece secundário e os jovens se preocupam muito mais em fazer um filme (???). O que aconteceram com Tun, Tess e os demais do outro universo? A história simplesmente ignorou eles? E pq nenhum tema de relevância social foi tratado em 12 episódios? Foi apenas "citado" o casamento igualitário e nada mais...
Claro que a química dos protagonistas é algo óbvio, mas para além disso, ficou muito pouco. O romance deles foi a salvação da série, se desenvolveu bem e de forma saudável, mas infelizmente estava colocado num conjunto de cenas arrastadas, o que prejudicou tudo.
Não posso deixar também de reclamar sobre o excesso de propagandas, isso realmente piorou algo que já não estava tão bom.
Enfim, é uma pena que com tanta capacidade para produzir uma série maravilhosa, a GMM tenha nos mostrado isso. Eu não pretendo ver outra vez de forma alguma, mas recomendo, caso vc não seja muito exigente talvez goste.
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Uma das melhores da minha vida
Estamos em 2022, e em meio a um lançamento de uma nova série da Mame, uma nova onde de hater surgiu, e eu senti a necessidade de vir falar um pouco sobre a primeira temporada de TharnType.Esse é um dos BL's de estimação para mim, de vez em quando, em meio a uma extensa lista de mais de 400 Bl's assistidos entre 2007 e 2022 de diversos países da Ásia, eu o revisito e mato a saudade desses personagens tão complexos e que me cativaram tanto.
A polêmica inicial se deu em volta de todo o universo Mame, que abrangia Love by chance e TharnType, as duas séries se passam de forma paralela uma à outra. Há quem ame, há quem odeie, mas pouca gente ficou indiferente, e independente da onda de hater a série se configurou um sucesso estrondoso, alavancando a carreira dos protagonistas e a autora, bem como a produtora Me Mindy.
Minha singela opinião sobre essa série: MARAVILHOSA. Tem defeitos? Óbvio! Mas nada, absolutamente nada consegue tirar a genialidade dessa obra. A maior parte do hate se concentra em 3 pontos:
1. A relação entre Tar e Tun:
É fato que aparentemente eles são irmãos, existe uma polêmica que iniciou em Love by chance e vai se estender até a segunda versão de TharnType e A chance to love, e na minha opinião é um furo no roteiro. Vi várias pessoas falando que a novel explica, mas muitas pessoas (incluindo eu) não leem a novel, e nem querem ler. No momento que a obra é adaptada para a TV, se essa problemática tão delicada vai ser abordada, é interessante que seja explicada. Até hoje não entendi se eles são meios-irmãos, irmãos por afinidade, o pai de um casou com a mãe do outro, qualquer coisa que esclarecesse de vez a polêmica do amor de Tun por Tar.
2. A personalidade de Type
Essa é a situação que mais passo pano, quem não gosta, paciência. Cuide da sua opinião que da minha cuido eu.
A série é uma obra de ficção. Type é um jovem extremamente homofóbico, até mais que o normal, agressivo e com um péssimo temperamento. Essas características foram o suficiente para o linchamento virtual feito pelos juízes de plantão. Na minha opinião, Type foi abusado sexualmente aos 13 anos de idade, teve esse estupro exposto e mesmo sendo criança precisou sofrer e ver sua família sofrer lidando com essa situação. Após isso, foi criado longe de todos que pudessem "oferecer perigo", e só agora saiu das asas de sua família por causa da universidade. Existir uma fobia por gays, no caso dele, é totalmente justificável, quem foi abusado consegue entender os medos, inseguranças e traumas terríveis que são levados por toda a vida. O que os haters não entendem, é que a intenção da série (a meu ver), é justamente mostrar esse lado terrivelmente ferido, que ataca pra se defender, e mostrar toda a mudança ocorrida nele no decorrer da série, graças ao amor e a paciência de Tharn. Ao final da série, não se reconhece mais o Type dos primeiros eps, mesmo depois de assumir seu amor por Tharn ele continuava escondendo do mundo, mas a aceitação não acontece de uma hora para outra, principalmente quando existe uma personalidade com tantas chagas, tentando aceitar em si próprio aquilo que ele sempre odiou. Depois do choque de realidade, de ter medo de perder Tharn, ele admitiu seu erro e passou a se modificar, no final ele se transformou num homem totalmente apaixonado, altruísta, que colocou seu amor em risco para expor o vilão e salvar a reputação do seu rival no amor, ao entender que ambos passaram por um sofrimento semelhante. Outro ponto sobre a auto aceitação de Tharn, vai ficar visível no episódio especial, quando conhecermos seu pai totalmente homofóbico, ao contrário da família de Tharn, que sempre o acolheu e aceitou como ele é. Detalhes como ele pedir desculpas ao amigo, e mesmo sem perder o respeito por seu pai por um minuto sequer, lutar para que sua família aceite Tharn, é um dos principais pontos da mudanças dele.
3. Abuso sexual e ciúme excessivo de Tharn
Sim, não concordo com essa parte, até destoa da personalidade mostrada por Tharn, me senti enojada quando vi ele beijando e tocando Type enquanto ele dormia. Mas também vi o arrependimento dele, o desespero ao saber do passado de Type, e depois disso, nunca mais houve nada sem consentimento. Ele suportou abusos físicos e verbais, desprezo, abandono, mas não desistiu de lutar por Type. Em relação ao ciúme, vi o hate mas não vi o motivo. Sinceramente, achei Type muito mais ciumento do que Tharn, nem quero debater isso. Uso do termo "esposa"? Era 2019, infelizmente era algo natural na Tailândia e que só agora vem sendo modificado. Eu reitero a crítica sobre a situação não explicada ao público entre os irmãos Tar e Tun, e o fato de que Tharn também teve sua primeira relação sexual com 14 anos, e deixa claro que não gostou, ele também foi abusado e não vê isso como abuso, e a série passou pano pra essa situação. Por último, quero falar do vilão, Lhong. A série foi perfeita na construção do vilão. Até o dia em que ele soube do relacionamento de Tharn e Type, eu jamais diria que ele seria um vilão realmente, e ainda depois desse dia, eu ainda acreditei por algumas vezes que o vilão seria Tar. O ator (Kaownah) merece todos os aplausos pois sua atuação foi genial, tanto que o vilão terminou aclamado pelo público, e não odiado como ocorre normalmente. O problema que envolve o fim e o vilão, é a passada de pano fenomenal para os crimes que ele cometeu. Caraleo, ele contratou 3 caras para estuprarem o garoto, destruiu a vida e o psicológico do menino, prejudica a vida de várias pessoas e não tem nenhuma punição? WTF!
A série como um todo tem uma história maravilhosa, roteiro muito bom, direção nem se fala, a fotografia da série é linda e a ost uma das melhores que já vi. A atuação pra mim, com certeza 10/10. A química entre Mew e Gulf é algo realmente surreal, chega a deixar dúvidas se é realmente interpretação (Alice falando). Poucas séries tem um casal tão absurdamente perfeito em cena como eles dois, nas cenas quentes, nos beijos, nos olhares, a tensão sexual, tudo entre eles é muito intenso e sensual, fora que são dois gostosos. Não foi à toa que o casal recebeu o prêmio de melhor beijo do ano, e foi um beijo no pé!!! Atuação e química, conceito, coesão e aclamação. O final dessa série é algo espetacular, um dos melhores episódios finais que já vi.
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Mr Yan Dong don’t come over
Olha, eu já sei que a China só serve para servir bromance e nos fazer passar raiva, mas essa série é o cúmulo.Para começar, os eps tem menos de 4 minutos. O enredo não tem a mínima lógica, Xia Mi Hu vai fazer uma entrevista para um estágio numa grande empresa, e do nada o CEO, Yan Dong se declara pra ele, eu fiquei tipo (oi ???), e nada rola entre eles, pois o colega de quarto de Xia Mi Hu decide se declarar também. O pior é que o final não deixa claro quem ficou com quem! Aliás, pensando bem, isso nem é o pior, o pior é que em alguns momentos, as imagens são gravadas num tipo de take que eu nunca vi, parece uma revista sendo folheada. A atuação não é ruim, mas todo o resto, apenas uma grande perda de tempo.
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A história teve alguns furos no roteiro, coisas simples que ficaram no ar, como o relacionamento entre o casal de funcionários por exemplo, a mãe de Shi Lei, pequenos detalhes como esses. Mas a atuação do Aaron e do Hank conseguiram apagar quaisquer resquícios de negatividade dessa série. O plow twist no final explicando a presença do ex do Jin Yuzhen foi um dos pontos altos, uma grata surpresa.O casal principal tem uma química admirável e o Hank com certeza é uma das revelações do ano. O casal secundário além da química, exala fofura e a interpretação dos quatro é excelente.
A história tem uma ost belíssima, atores competentes, é divertida e surpreende em vários momentos. Tem uma dose de mistério e de fogo na medida certa, e agora só me resta torcer ansiosa por uma segunda temporada.
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Quanto mais tem, melhor fica
Mais um banho de atuação maravilhosa, tanto do Inukai Atsuhiro e do Goto Yutaro, quanto do belíssimo Shiono Akihisa. Os demais atores, boa parte novos no elenco, também não deixam nada a desejar nesse quesito. O Japão dá o nome quando se trata de qualidade de atuação e comédia, além dos outros aspectos técnicos que também estão perfeitos. Curioso, que desde a primeira temporada as músicas das osts são bem icônicas, e dessa vez a abertura mais uma vez foi o auge da criatividade.Dessa vez, nosso casal secundário teve um pequeno conflito, e quando ao Mob, que tinha terminado a temporada anterior rendido ao mundo BL, mostrou que apenas nos iludiu e continua sendo o único hétero no mundinho BL que ele criou (tô rindo alto enquanto escrevo).
O hilário, é que a cada temporada ele passa todos os EPS fugindo dos homens, e dessa vez ele termina justamente com dois, num final aberto, que prenuncia -quem sabe- uma outra temporada para nos fazer mais felizes ainda.
Enfim, super indico essa série, o Japão arrasa nas produções e estou aguardando o desfecho final.
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Cinema de arte
Essa definitivamente não é uma obra para qualquer pessoa. Se fosse cinema, poderia ser classificado como cinema de arte, aquele que não é feito com o intuito principal entreter, mas de gerar profundas reflexões a respeito de temas que geralmente são tabus ou passíveis de preconceito e discriminação.O roteiro é incrível, todas as emoções que ele transmite são palpáveis. É possível sentir desespero ao ver o sofrimento, já que os pensamentos do protagonista são narrados, é possível ver a tristeza, o medo de não ser aceito, a mágoa da garota ao perceber que viveu uma ilusão, e o quanto ela foi gigante ao aceitar a amizade ao invés do amor que sonhou.
A série tem muitas camadas... Começamos com nosso herói se relacionando com um homem visivelmente mais velho, casado e pai, que possivelmente jamais iria se assumir e deixar sua família, mas era afeiçoado a ele sinceramente, e não mentia nem.enganava. Não vou romantizar a traição, mas ao invés disso prefiro criticar a sociedade que é tão maldosa, a ponto de fazer alguém viver uma vida que não lhe pertence, apenas para ser aceito. Algo que me chamou atenção entre eles, foi quando o namorado respondeu que entre o protagonista e a esposa, se ambos estivessem se afogando, ele salvaria a a esposa. Vi comentários achando isso cruel, mas lembremos que a série é oriental, e uma vez casado, ele é o provedor da família, então aquela mulher tinha a vida sob responsabilidade dele, e ele entendia isso.
Sobre Miura, foram momentos tensos pra mim... Ver a declaração dela, a expectativa das amigas, e ao mesmo tempo em que ele dizia sim com sua mente gritando que não, foi algo torturante de se ver. As ações que se seguiram também não ficam atrás... O bullying, a tentativa de suicídio, a dificuldade da mãe em aceitar, mesmo diante da quase morte do filho, tudo isso traz uma profunda reflexão sobre as relações humanas entre a comunidade LGBTQIAP+ e a comunidade hétero. Até quando o preconceito vai existir?
Enfim, é uma obra de arte... Atuação impecável, bem como todos os aspectos técnicos, com certeza verei de novo e recomendo muito.
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Final aberto? É sério?
Sabe aquele drama que dói, pq a gente sabe que a ficção está literalmente imitando a vida real? Esse é um deles.Achei que a quantidade de EPS foi pouca, o final é aberto, impossível dizer se elas ficam juntas ou não, eu odiei isso até saber que uma segunda temporada está chegando ainda esse ano (2023).
O drama é bem psicológico, e se vc é alguém que não gosta muito de pensar, problematizar, usar o censo crítico, talvez não goste. Existem vários flash backs que vão nos mostrando como surgiu a relação das meninas, e também como acabou. Vi algumas críticas sobre a Yi Min ter traído o marido, mas desde o primeiro EP é perceptível que o casamento já está fadado ao fim. Sobre o fato de Ting Ting ter mentido para Yi Min e traído o namorado, levando a uma série de fatos que desencadearam no divórcio de Yi Min, eu passo pano pra ela. Ela estava disposta a lutar contra tudo durante a escola, foi ela que foi abandonada, foi ela que conviveu com a dor de ser rejeitada pelo seu amor por causa do medo que o preconceito da sociedade impôs e sofreu sozinha enquanto a outra reconstruída sua vida, mesmo sendo de fachada. Acredito que ela estava esperando uma certeza absoluta para não sofrer tudo de novo, mas enfim, que a segunda temporada nos explique.
A atuação é impecável, a ost é uma das melhores que já vi, e todos os detalhes técnicos são dignos de aplausos. Indico e com certeza a segunda temporada já está na minha lista de espera.
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Hino injustiçado
Enfim, terminei de assistir essa série pela terceira vez, o que é curioso, pois eu não assisti no lançamento, pelo menos não imediatamente. Como esse plot que mistura real e sobrenatural não me apetece muito, eu aguardei para ver o que as pessoas diria após o final. Não é que eu não goste desse tipo de BL, mas para que ele funcione tem que ser muito bem feito, e eu tinha muitas ressalvas. Na época (2019), eu ainda era muito apegada a ships, e não via o Singto e Ohm como casal, ledo engano, eles simplesmente se completaram e deram um show juntos, aliás, hoje tenho a compreensão de que o Ohm é shipável até com uma porta kkkkk.Tudo nesse roteiro é perfeito! O fato como aborda assuntos densos de forma tão leve e divertida, como as crenças e a cultura do pós- morte na Tailândia, a atuação do Thum criança, que foi maravilhosa. A forma como abordaram o fato do Thum possuir o dom de ver os espíritos. Acredito que desde que virou adolescente, mesmo sem perceber, o Thum esteve apaixonado por Mes. Não existe outro motivo plausível para levá- lo junto com ele para casa e lutar tanto pela reencarnação dele. Esse é outro ponto em que o roteiro brilha! Todas as peças de encaixam como um quebra cabeça... Mes é tio da garota que é apaixonada por Thum, e é ex namorado da mãe dele, é como se o próprio destino os unisse.
Por falar nelas duas, chegamos em dois pontos importantes. O primeiro, é a descoberta da sexualidade de Thum, e a forma como isso se deu. Ele não usou a amiga, na verdade, ela o beijou (A cena da chuva me faz chorar até hj). Depois que foi rejeitada, e ao descobrir que ele era gay, ela não foi a garota que inferniza o casal, ao contrário, isso foi louvável, numa época em que os BL'S tinham o péssimo hábito de vilanizar as mulheres. Os amigos também foram maravilhosos, eu até esperava uma certa homofobia, e recebi uma amizade respeitosa e verdadeira.
O segundo ponto, é a forma linda como a mãe dele aceitou sua sexualidade de forma tão natural e respeitosa. Realmente foi uma cena belíssima. Sem falar no plow twist dela ver fantasmas... Fiquei imaginando o Thum criança que precisava fingir que não via o Mes pois seu pai não gostava quando ele dizia que via os fantasmas.
Nós 12 eps, não tivemos cenas pra encher linguiça. Cada EP tinha uma dinâmica maravilhosa, cada cena era importante na trama, e sempre nos instigavam a querer mais, a esperar loucamente o próximo EP.
Sem falar que tanto o casal principal quanto todo o elenco tinham uma excelente química, e na medida certa. Parece que cada pessoa realmente entrou no personagem.
Como nem tudo é perfeito, a minha única crítica é sobre o tio de Mes, que simplesmente o assassinou por dinheiro, confessou, e ninguém fez absolutamente nada para punir ele, como se a idade o redimisse... Isso pra mim foi totalmente absurdo.
Sobre o final, foi exatamente o que pedi. Já que a série é sobre fantasia, deveria existir uma que permitisse que ele ficasse na terra. Ele renascer seria estranho pra mim, já que inviabilizaria a história de amor. Rachei de rir quando o amigo dele viu a fantasma kkkkkkk.
No aspecto técnico, também não posso reclamar. Os efeitos especiais foram bem feitos, até tinham cenas que eram cortadas no nada, mas era por bons motivos, pra dar ênfase a uma outra cena na qual envolvia um mistério ou algo assim. A ost é perfeita, a fotografia, filmografia, cenários, atuação, tudo maravilhoso.
Não tem como não recomendar essa série. É umas das minhas preferidas e acho que todos deveriam assistir a essa obra de arte.
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Aqueceu meu coração
Comecei a assistir sem grandes expectativas, e mesmo sem ser uma das série mais memoráveis da minha lista, com certeza é um drama que me cativou.Sobre o roteiro, vi muitas críticas sobre o desenvolvimento do casal, mas levando em consideração que foram apenas 6 eps bem curtos, acho que o desenvolvimento foi bom. Não ficaram grandes perguntas no ar a serem respondidas.
O roteiro é bem clichê, um jovem se declara pra um amigo na época da escola, se sente rejeitado e desaparece por anos, e um belo dia se reencontram no ambiente de trabalho, quando se veem novamente, o sentimento vem à tona e eles acabam juntos. A questão é que o roteiro teve o cuidado de amarrar todas as pontas, mostra que o sentimento de ambos sempre existiu, mostra na perspectiva dos dois o que aconteceu na época que separaram, mostra o porquê deles terminarem trabalhando na mesma empresa, e confesso que eu tive medo do bb ir embora pra outro país e o final não seu como eu queria, mas até isso o roteiro resolveu! Diante de tudo isso, só posso dizer que a série é ótima.
O casal principal tem muita química, as atuações são boas, a ost é excelente e detalhes técnicos, como fotografia e filmografia, fazem toda a diferença. O fato dos dois jovens se gostarem não é um problema, apesar deles não terminarem se assumindo para todos, mas eles não entram em pânico ao perceber que gostam de outro homem, pelo menos esse aspecto é tratado com naturalidade. Enfim, muito provavelmente verei essa série de novo, é curtinha e gostosa de assistir. Super indico!
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Não perdôo quem estragou essa série que tinha tudo para ser perfeita
Não desgosto da série, mas também não está entre minhas preferidas. Espero que não seja o último trabalho de Ohm e Fluke, pois amo esse ship, mesmo vendo Fluke e Judo atuando tão bem em Make a wish...Qual a problemática dessa série? A enrolação! Estenderam a série por infindáveis 18 eps, quando em muitos deles não aconteceram nada de relevante... deixaram tudo para se resolver no final e nem foi lá essas coisas, já que o público estava saturado. Nesses 18 eps, não se aprofundaram na doença de Sun, que diabos de doença cardíaca é essa, que se cura com maçã ao invés de remédios? O casal secundário claramente teve mais química, mais destaque e mais cenas empolgantes, enquanto o principal não saiu do marasmo até o final. Eu sei que a ideia de um personagem taciturno como Kim parecia interessante, mas as plantinhas sem cor, os infindáveis mergulhos, a falta de socialização, nada disso foi explicado. Até mesmo saber que ele era o amigo de Sun na infância não explicou quase nada sobre a personalidade dele. Sobre Sun, começamos e terminamos sem saber nada, e Rain e Phayu acabaram levando a série nas costas.
No aspecto técnico, as atuações foram boas, o que não era bom era o roteiro e a direção. Existia investimento, bons atores, boa ost, boa cenografia, filmografia e fotografia. O que faltou foi um bom capitão para esse navio...
Enfim, não pretendo rever a série, mas não deixo de indicá-la... não posso deixar de pensar como ela tinha tudo pra ser umas das melhores do ano, e acabou sendo um fiasco.
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São fofos, mas 1 minuto é muito pouco
Uma microssérie de 7 eps de + ou - 1 minuto, com o único intuito de promover o ship Tutor & Win que estrelarão em breve Midlemman's love. Já é a segunda microssérie deles nesse estilo, e apesar da fofura e da química, confesso que não gosto desses eps tão curtos, pois não é possível avaliar nada, apenas atuação e química. Não perderia meu tempo vendo outra vez.Ost, fotografia, nada pode ser avaliado. O cenário é único e outros personagens nem existem. Enfim, é bonitinho, mas cansa.
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Saldo: dos 4 casais só se salvou 1
Ora, ora... cá estou eu, depois de cinco anos que vi a série, decidi ver de novo, agora em 2023, com um olhar mais maduro, e trazer meu ponto de vista para cá.Contextualizando a história no tempo, a série foi a primeira do famoso "Universo Mame", compostas atualmente pelas séries Love by chance; TharnType 1 e 2; e A chance to love (segunda temporada de Love by chance) e Don't say no (spin-off de TharnType). Todas essas séries se conectam, e se formos contar as novels esse número cresce para mais ou menos 16. Por isso fazem parte do mesmo universo. Desde a primeira série adaptada, a série, que apesar de ter sido um sucesso estrondoso, sofreu duras críticas, pois Mame, apesar de quebrar alguns estereótipos em seus trabalhos, tinha o hábito de inserir temas muito complicados, como estupro, relações tóxicas romantizadas, criminosos que não são punidos, e há quem fale até em incesto. Atualmente, existem outras série de grande sucesso dela e que não estão envolvidas em polêmicas, ela própria já se desculpou em entrevistas pela sua forma de escrever no passado, e é notório que ela evoluiu muito, porém vamos à série em questão. A série foi cercada por polêmicas, além das já citadas. Existiram denúncias de homofobia por parte do elenco para com o ator Earth Katsamonnat (Tar), que é assumidamente gay, além de denúncias por parte da empresa contra Saint Suppapong (Pete), a ponto dele não participar dos eventos de promoção da série e precisar fazer seus eventos sozinhos para se promover, já que era excluído de praticamente tudo (até hj não sei o motivo), e inclusive nem foi informado oficialmente que a segunda temporada iria ao ar em 2020, portanto, ele não participou e a segunda temporada não fez o mesmo sucesso da primeira.
Eu não vou falar de um roteiro como um todo, vou falar dos núcleos dos casais separadamente pra ficar mais fácil o entendimento.
Primeiro, o casal principal, Pete e Ae. O casal tinha muita química, tanto que até hoje existem "viúvas" desse shipp. A relação dois dois, apesar dos problemas foi bem saudável. Pete, milionário tinha complexo de inferioridade por ser gay, ele mesmo verbaliza isso muitas vezes. Ae é um rapaz pobre, porém com muitos princípios, tanto que não entra em parafuso ao perceber que gosta de Pete, muito pelo contrário, assume seus sentimentos e tenta o respeitar para que ele não pense que ele só quer sexo, já que ele sabe dos traumas de Pete. Outra coisa importante é a opinião dele sobre presentes caros, de início eu pensei que ele apenas tinha medo de ser visto como interesseiro, mas além disso, ele via Pete como alguém que precisava ser protegido, e quis ensiná-lo a se proteger de possíveis tiradores de vantagem. As famílias de ambos também são bem saudáveis, foi lindo ver Pete se assumir e ser aceito, mesmo depois da mãe ter visto o vídeo. É possível ver que a mãe de Pete tem um olhar triste, não consigo definir se ela superou o divórcio, já a família de Ae é respeitosa o suficiente para não deixar os meninos em saias justas com perguntas indiscretas.
A relação de ambos pode ser definida em uma palavra: consentimento. Ae só beijou quando existiu abertura, eles só transaram quando Pete deixou claro que queria, não por Ae ser difícil, mas ppor que ele tinha medo de avançar e ferir os sentimentos de Pete, já que tinha conhecimento de muitas situações difíceis que ele passou. Minha única única crítica, é que acho que eles deviam ter terminados juntos, não numa chamada de vídeo.
Agora vamos ao casal problema: Kengkla e Techno. Tudo na história deles está errado, absolutamente tudo! Desde o irmão de Techno que "vende" o irmão ao amigo, até chegar ao momento do estupro. Houve penetração? Não sei, mas houve estupro independente disso, pois num ato orquestrado, Kengkla fez com Techno atos que ele absolutamente não tinha como consentir.
A história deles foi tão pesada que nem chegou a ser citada em TharnType... totalmente desnecessária essa parte da história.
Já para a história de Tar e Tum, eu passo pano sim! Não entendo o motivo do hate neles. Minha crítica nesse caso é contra o próprio roteiro, que deixa a história sem ser contada de forma correta e isso dá margens a várias interpretações. A história só será contada em detalhes na primeira temporada de TharnType, e isso foi uma grande lacuna, que deixou a história deles sem sentido. Depois, temos a pauta do incesto, que causou um grande movimento nas redes sociais, até que no último (ou penúltimo, não lembro bem) ep, numa conversa, eles deixam claro que são apenas meio-irmãos. Dando a entender que o pai de um deles se casou com a mãe do outro, e dessa forma eles não tem laços de sangue.
Por fim, Tim e Can. Eu particularmente não gosto desse casal, não sinto nenhuma química. Além disso, a parte deles na história foi péssima, foi bem desenvolvida, Tim abriu o coração, e olha que ele é cheio de traumas e preconceitos, Can aparentemente estava se apaixonando, e do nada me joga um "vamos ser amigos", gente... eu nem soube o que pensar na hora. Hoje eu sei que essa foi a deixa para a segunda temporada, mas na época eu quis esfolar a Mame.
Enfim, a série é apaixonante. Pete e Ae quebram qualquer coração de gelo, Tim e Can tem um bom desenvolvimento apesar do final deles não ser bom, tem muito alívio cômico na série e com certeza uma das melhores osts que já ouvi. Com certeza recomendo, já informando que contém gatilhos, mas a parte boa se sobrepõe.
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Preciso confessar que minha motivação pra ver essa série foi o fato de um dos protagonistas ser o Holland, pois eu não perco a chance de apoiar a comunidade LGBTQIAP+, e ver a comunidade, principalmente aqueles que militam pela causa, em papéis de destaque, me enche de orgulho. Representatividade importa!Em relação ao roteiro, uma história leve, sem muitas nuances (até pq 8 eps de 20 minutos +- não permitiram). Han Ba Da já é um chefe de renome, que por motivos desconhecidos deseja viver praticamente no anonimato, vendendo "udon" em uma praia, lá conhece a jovem representante do sindicato e seu grande amor, Tommy. Juntando a habilidade de Han Ba Da na cozinha e a facilidade de relacionamento interpessoal de Tommy, logo o restaurante virou um sucesso, e posteriormente Tommy também realiza seu grande sonho de ser um cantor. Existem pequenas falhas no roteiro que me incomodaram, nós só sabemos que Han Ba Da já era renomado por causa da aparição de seu ex, mas a história deles ficou no ar, as origens do cozinheiro, como ele decidiu viver na praia, são tópicos que não foram apresentados. O mesmo acontece com Tommy, de onde ele veio, pra onde ele pretendia ir e o que fazia na beira da praia? A série só mostra ele num piano, deixando parecer que ele era rico, mas nada disso se confirma.
Sobre a atuação, eu não acho que foi ótima, mas foi perceptível como o ator Han Gi Chan melhorou sua performance ao comparar com sua atuação em "Where your eyes linger" (2020). Quanto à Holland, para seu primeiro papel, não posso dizer que sua atuação foi ruim, sem falar na ost perfeita cantada por ele. Eu acredito que essa série não teve muito investimento, praticamente 5 atores atuando, alguns figurantes e duas crianças. As locações são poucas, e nesse ponto, é preciso dizer que a fotografia da série fez um ótimo trabalho com as cenas em frente ao mar.
No geral, a série é boa e eu indico. Excelente para maratonar num dia de folga, já que os eps são curtinhos.
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Given
Sobre o live action “Given”. De início, já é complicado dar vida com atores reais, a uma história que faz muito sucesso com personagens animados, isso pois já existe uma expectativa sobre como os personagens devem ser, e o ator realmente tem que encarnar o papel de forma convincente.O primeiro episódio já me prendeu bastante (detalhe: eu não assisti o anime, só acompanhei o burburinho dos fãs frenéticos e não quis ver para não ter spoiler), principalmente a cena final com aquela imagem dos dois se olhando em 360º.
Com relação à atuação, normalmente o Japão não deixa a desejar. Eu abro um parênteses aqui para opinar que muitas vezes acho as expressões físicas deles e o modo de falar um tanto quanto exagerados, mas como isso é um padrão nas séries, deve ser normal do comportamento deles, pra mim a atuação está muito boa e eles conseguem transmitir as emoções de forma muito intensa. Senti falta de explorarem os sentimentos de Haruki, que claramente está apaixonado por seu colega de banda Akiriko, que parece perceber esses sentimentos, mas não entendi bem se são recíprocos.
Percebo diálogos muito poéticos, principalmente na forma como tratam a música, como algo sublime. Foi incrível como conseguiram traduzir os sentimentos de arrependimento, redenção, perdão, confusão de sentimentos, enfim, uma obra de arte.
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