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Meu Deus, ninguém estava preparado para esse final!
Então... é difícil pra mim fazer essa resenha, pois amo essa série com muita sinceridade, mas é preciso pontuar que apesar dos pontos positivos, ela é uma das séries que tem mais furos que já vi na vida. Vou primeiro falar dos furos, dar minhas considerações e por último pontuar os pontos positivos.Primeiramente, o tempo é algo que não é respeitado na série. Ela segue uma linha cronológica, mas existem saltos temporais gigantes que acontecem sem aviso prévio e nos deixam confusos, além de coisas sem lógica, que não tem explicações razoáveis. No início é mostrado que nosso casal protagonista mora junto enquanto fazem faculdade, ambos se amam mas não admitem e tentam fugir do sentimento. Durante esse período, Nuea chega a sofre violência e estupro, porém não existe nenhum tipo de justiça para ele, isso me deixou abismada. Porsche tem uma namorada que percebe que ele é gay e por isso, ao invés de deixar ele de imediato, simplesmente o trai! Nessa parte nada faz sentido, pois (nem estou vilanizando a traição) ela leva como convidados para sua casa Porsche e Nuea, inclusive ela dirige até lá com eles, e pq do nada me aparece o seu até então amante e espanca Porsche?? De fato, esse foi o ponto de partida para que nossos heróis assumissem seus sentimentos e se entregassem ao amor, até aqui está razoável...Nueng volta para sua família, mas não é mostrado o momento em que ele convida Porshe pra ir ficar com ele lá, até aí tudo bem. Do nada Porshe chaga na cidade de Nuea, não se sabe ao certo quanto tempo demorou para descobrirem o relacionamento, mas esse detalhe não é importante. Literalmente do nada, os pais de Porsche aparecem naquele lugar distante, remoto, e aparentemente sem serem convidados, o que me leva a imaginar se eles tinham uma bola de cristal para descobrirem onde o filho estava. Os pais de Porshe aceitam tudo, os de Nuea não, inclusive, na hora do "casamento", uma fala do pai de Porsche sobre a ausência da família de Nuea me incomodou muito: "ele tem uma posição respeitável na sociedade, temos que respeitar", pra mim isso corrobora com o preconceito ao invés de ajudar a quebrar o tabu, justifica um ato preconceituoso em nome da posição social, da imagem a ser mostrada para a sociedade etc. Mas voltemos ao passado. O pai de Porsche tem uma conversa com o pai de Nuea que deixa subentendido que: 1: sua esposa não o amava 2. Porsche não seria seu filho de sangue, isso foi muito confuso pra mim, pois não consegui entender se ele realmente quis dizer isso, ou se a fala foi mal interpretada. Nisso a ex namorada de Porsche aparece também vinda do além, com uma filha no colo, dando a entender que já se passaram em torno de dois anos após o último encontro deles, pois foi abandonada pelo pai da criança e ficou desamparada, aí simplesmente decide ir atrás do ex pedir emprego (????) gerando um conflito entre o casal principal. Não sei como funcionam as leis na Tailândia quanto à paternidade e adoção, mas isso ficou muito confuso, inclusive o fato de Jane ter ido buscar ajuda justamente de quem ela enganou, traiu, e eles alegam que sempre foram amigos?? Todos a recebem e passam a gostar da criança, até que Jane adoece e fica hospitalizada, sendo que nunca fica claro o momento de sua morte, mas subentende-se que ela morreu, e nunca, em nenhum momento ninguém cogitou informar à família dela sobre sua condição. PS: Pq diabos Porsche tinha uma peruca feminina pra se disfarçar de "mamãe"? Antes mesmo da morte, Nuea e Porsche, junto com sua família, já haviam assumido a custódia da menina informalmente, mas no caso da morte da mãe, quem quiser ficar com a criança fica? Não existe nada legal sobre isso? A família de Jane também abandonou a menina? Porshe e Nuea se casam, assinam documentos, mas o casamento não é legalizado, inclusive eles próprios já haviam comentado sobre isso, então como foi possível? Aí vem o pior plow twist da história, pois literalmente depois do SIM, Porsche simplesmente cai morto, pasmem, ele tem um infarto e morre antes de completar meia hora de casado, isso foi tão forçado que me fez mal. Primeiro, pq a série fala muito em preconceito, e pra mim um fato como esse é munição para preconceituosos usarem a desculpa de que foi um castigo divino ou outras coisas piores. Óbvio que nem tudo tem final feliz, mas esse foi sem cabimento de tão ilógico, não fez sentido, não agregou nada à história, não teve nada de poético (se era pra ser triste, que ao menos fosse poético). Depois me aparece uma amiga imaginária de Nuea, MDS, que loucura! Até me questionei se ele na verdade era esquizofrênico e apenas imaginou tudo aquilo. A amiga vai embora e é substituída por Porsche, de uma forma que não deu pra entender se era imaginação ou o espírito, mas independente do que era, ele faz algo muito egoísta, que é pedir pra Nuea nunca mais amar ninguém, ou seja, nunca seguir em frente e viver da memória do amor deles, inclusive Nuea permanece morando na fazenda, e jamais volta para sua família.
Vamos tentar amenizar esse tanto de críticas... a série é de 2016, o BL, apesar da primeira adaptação ter sido em 2007, ainda estava engatinhando a passos curtos, e a série não poderia ir mais longe do que foi, justamente pq a sociedade da época não iria receber bem, e hoje, 2023 existe tanto preconceito, imaginem 7 anos atrás? Apesar disso, a série trata a questão LGBT de forma diferente do que habitualmente as séries BL tratariam, sem muitos clichês, e sem dramas sem nexo separando os personagens a partir do momento em que eles assumem que se amam.
A série teve somente 4 episódios, apesar de todos terem mais de uma hora de duração, isso é pouco pra uma história tão complexa, então a questão dos saltos temporais foram artifícios necessários, só bastava terem explicado melhor. A série tinha foco absoluto no casal principal, todos os outros eram praticamente figurantes, então, a série preferiu explorar a química absurda dos meninos, mesmo sem cenas hot, e deixar todo o resto em segundo plano. Isso poderia ser melhor roteirizado? Claro que sim, pelo menos explicando como cada personagem fazia sentido estar ali, mas optaram por não fazer assim e os personagens secundários e suas histórias não forame explorados, nem explicados mesmo que de forma simplificada. A série foca em algumas coisas positivas, uma delas é o amor incondicional, que não pode ser rompido, e que é possível perdoar e seguir a vida. Também nos mostra que a vida pode nos fazer surpresas, e é importante deixarmos um traço de positividade, pois saímos por várias portas e ás vezes precisamos voltar por elas, e pra isso é preciso deixá-las abertas. Os aspectos técnicos são bons, a fotografia é mágica, locações incríveis. A ost, particularmente não gostei, mas combina perfeitamente com o ar de melancolia da série, bem como a filmografia, que sempre aposta em cenas mal iluminadas, dando um tom meio estranho e obscuro, como se preparasse o expectador para o final triste.
Bem, a série com todos os defeitos consegue ser maravilhosa, marcante. Eu sempre a indico, pois quem a assistiu nunca esqueceu do amor desse casal, com certeza eu assistirei de novo muitas vezes, sempre que penso nela meus olhos brilham a ponto de todos os defeitos que eu mesma pontuei se tornarem insignificantes.
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Nada explica nada
Não desgostei da série, mas das coreanas, com certeza ela é uma das que menos gostei. Um plot meio sem sentido, o casal desenvolvido às pressas pq a série tinha pouco tempo, uma série vazia de conteúdo. Não consegui entender o pq o chef não gosta de álcool a ponto de se indispor com os clientes, imaginei que ele fosse dependente, e não pudesse ter álcool por perto, sei lá... Ele tomou um copo de licor e desmaiou, eu fiquei: ??????? E depois, do nada ele aceitou Ji You, a quem ele conheceu bêbado, enfiado no restaurante sem ser convidado, e do nada quebrou sua própria regra de não vender álcool, sem maiores explicações também, isso me pareceu ilógico. Aparentemente o chef é muito bom em superar traumas de forma rápida.Agora isso, a série passa uma impressão realmente negativa sobre a bebida. Como se passa em uma cultura diferente da minha, não posso deixar de me perguntar se lá as pessoas bebem de forma descontrolada mesmo, pq tinham cenas de alcoolismo puro, em situações que não faziam sentido.
Eu realmente não veria de novo. Não me cativou. Todos os aspectos técnicos estão excelentes, mas esse roteiro é uma desordem.
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Redenção?
Amo a dupla Force&Book, um dos melhores casais que já vi em séries BL, no quesito química. O título da minha resenha, "Redenção", se trata da forma injusta como os fãs brasileiros receberam a série "Enchanté", o primeiro BL deles dois, numa época em que as pessoas estavam desesperadas por cenas N/C e sem nenhuma preocupação com o roteiro (uma boa parte da fanbase brasileira ainda é assim). Eu reassisti Enchanté procurando os erros que a galera apontava, mas só consegui me apaixonar mais.Falando sobre "A boss and a babe", o roteiro foi muito bom sem precisar de muitas firulas, grandes dramas e problemas inimagináveis, sem plow twists e mulheres que vinham do nada para serem vilanizadas e os clichês de sempre. A série tem alguns clichês, raramente um BL foge deles, mas traz uma proposta nova, de um CEO que se apaixona por um estagiário (essa parte é clichê), mas o que chama atenção é a profissão extra desse usuário (gamer), e o fato do que o tão temido boss já o conhecia, já era seu fã e precisava de sua voz para dormir bem. Ou seja, o único plow twist já aconteceu no primeiro ep, onde claramente o chefe já se apaixonou pela audácia do garoto. A atuação de ambos me surpreendeu, com personalidades opostas, Gun brilhou com seu jeito sério, enquanto Cher arrasou em seu jeito atrevido, as personalidades se completaram. E vamos combinar, gente, que Force gostoso!!!
Apesar da série ser leve, o relacionamento de ambos ser bem saudável e fofo, alguns problemas são mostrados de forma nem tão velada, mas pouco comentada. O fato dos empregados se acharem no direito de julgarem e fofocarem do próprio chefe e de um colega de equipe SEM NENHUM MOTIVO ALÉM DE SUA SEXUALIDADE é realmente odioso, e me doeu ver que o chefe já sabia disso, mas optava por fingir que não sabia de nada para não se igualar. Outro momento doloroso, foi ver o amigo de Cher convencendo-o a deixar Gun, pois a diferença de status social seria sempre um problema! Amigo, tu é fã ou hater?!
Confesso que quando vi Cher abandonando Gun fiquei bem decepcionada, mas as explicações que se seguiram mostrando que a mãe de Gun tinha feito uma intervenção contra o relacionamento, e que Cher na verdade queria apenas se formar antes de namorar para ter o mínimo de prestígio me aqueceram o coração. O casal secundário era muito fofo, a amizade entre todos eles é linda, e entendi que as intenções de Jack ao aconselhar Cher pelo término era boas, não foi por maldade. Amei a família de Cher e fiquei muito feliz pela mãe de Gun ceder, mesmo pegando ranço dela. Fui muito cativada pelos personagens em geral, todos combinavam com os personagens e o elenco todo tinha muita química, porém Oi tem meu coração, que personagem ótima, o tempo todo passeando entre o humor e a sabedoria. Também gostei de Porsche, que não fez o ex tóxico, mas uma situação clara em que ex podem ser amigos.
A temática da homofobia poderia ser melhor trabalhada, por exemplo, com uma punição para quem estava agindo dessa forma, também acho que a garota que criou a confusão com o jogo deveria ser punida, e que a situação entre Gun e Time deveria ser melhor esclarecida, mas enfim, é o que temos pra hoje.
Os aspectos técnicos não desejaram a desejar em nada, tudo sob medida. A série ganhou dois eps especiais na série Our Skyy 2, mas essa é outra resenha. Eu veria essa série de novo mil vezes, e com certeza recomendo, foram quase 12 horas de muita felicidade para mim.
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Me surpreendeu positivamente
Uma das séries que a Filipinas produziu em 2020, um ano em que eles entraram no mercado BL e tivemos dezenas de séries num formato único, onde os personagens estavam confinados e se falavam pelas telas. Essa minissérie foi diferente, conseguiram fazer de uma forma que não comprometia a quarentena, e não expunha os atores. Percebe- se o cuidado com a locação, aliás, uma belíssima locação e uma fotografia linda, os atores, basicamente apenas o casal principal, claro que existe todo um staff por trás das câmeras, mas provável menos gente que o habitual, e todos provavelmente testados e monitorados.Me interessei inicialmente pq vi a presença de Gênesis Redido, e eu amooo esse ator. Mas caí de amores pelo Kaloy também.
A história é basicamente sobre um digital influencer de sucesso que vai visitar um hotel. Ele deveria ir com seu namorado, mas às vésperas da viagem o romance acabou e ele decidiu viajar mesmo assim. Lá ele conhece um recepcionista e eles acabam se envolvendo. Gostei muito do fato de não ter muita apelação sexual, isso é comum em séries pinoy. Também gostei muito de não ter tanta enrolação, eles se interessaram, se aproximaram, sem muitos pudores, sem muita frescura.
Uma cena me chamou atenção, a cena em que James convida Dale para tomar vinho no quarto, e assim que Dale entra começa a tirar a roupa, nesse momento James deixa claro que se Dale quisesse fazer sexo, ele faria, mas que não foi esse o motivo pelo qual o chamou, ele realmente queria companhia para um vinho. Essa cena é importante para desmistificar a ideia da promiscuidade homossexual, e foi lindo a forma como eles beberam, mas nem mesmo sob efeito de álcool fizeram nada mais que dormir de conchinha.
A série não tem tempo para ser complexa demais, para grandes dramas, só sabemos que ambos saíram de relacionamentos que não deram certo, e ambos se dispõem a tentar de novo quando se conhecem. Até mesmo o mal entendido das mensagens de celular foi rapidamente resolvido, e tudo isso acontece de forma bem fofa. Senti falta apenas de uma ost legal, mas fora isso, gosto da série, com certeza irei ver outras vezes, e indico muito.
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Não gostei.
Apesar dessa série ser de 2022, parece muito com as séries do início da pandemia, possivelmente foi gravada antes, durante a quarentena. Os personagens só se falam pelo computador. Nesse caso, eles se conheceram através de um jogo, onde um deles comentou algo que o outro não gostou e isso iniciou uma discussão, e o outro já se mostrou apaixonado desde então. Achei isso bemmmm forçado, mas enfim, se trata de uma minissérie, com eps bem curtos, então vamos dar um desconto sobre a velocidade dessa paixão, que por sinal não foi unilateral, já que o outro se interessou em pouco tempo. Ou seja, o desenvolvimento foi com Deus!Os meninos são bonitos, achei estranho que durante todo o tempo Boss usava aquele filtro de gatinho, mas depois isso foi explicado...uma explicação meia-boca, o problema era apenas as espinhas, mas fora elas o filtro não escondia nada de seu rosto né? O assunto em questão é bem pertinente, me parece um transtorno de imagem, de alguém que vê a beleza exorbitante que as pessoas mostram na internet, e acabam se achando feias, se diminuindo. Mas não achei que o tema foi bem trabalhado, poderiam ter colocado muito mais profundidade no tema .
Achei estranho, o fato de que a partir do momento em que começaram a se conhecer, nenhum dos dois jogava mais on-line, mas teciam conversas com o intuito de
se conhecerem melhor, seus gostos, história de vida etc. E as declarações de amor no final também foram muito forçadas.
Gostei muito da ost... A cena em que o Tono está doente e recebe as comidas e remédios que Boss mandou, e em seguida vê o vídeo com a música é bem fofinha. E fica mais fofa quando ele retribui o presente, quase morri de amores, a do violão então, sem se fala. ❤️ Uma coisa boa é que tudo é regado a doses de humor, mas são doses razoáveis. Podemos perceber os sentimentos, as inquietações, mas de forma divertida. Sobre o final, achei péssimo não terem mostrado o encontro, mas ao menos o final foi feliz.
Não existem cenários além dos quartos deles, assim como não tem uma fotografia empolgante, mas a filmografia é razoável. A atuação dos meninos é mais ou menos, mas a série é um baixa produção, então minhas expectativas quanto a isso não eram altas.
Sinceramente, não pretendo rever a série. Já vi duas vezes e não mudei minha opinião sobre ela. Não desencorajo quem quer ver, aliás, o canal oficial tem legendas em PT/BR, mas não espere uma grande produção.
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Hino injustiçado
Enfim, terminei de assistir essa série pela terceira vez, o que é curioso, pois eu não assisti no lançamento, pelo menos não imediatamente. Como esse plot que mistura real e sobrenatural não me apetece muito, eu aguardei para ver o que as pessoas diria após o final. Não é que eu não goste desse tipo de BL, mas para que ele funcione tem que ser muito bem feito, e eu tinha muitas ressalvas. Na época (2019), eu ainda era muito apegada a ships, e não via o Singto e Ohm como casal, ledo engano, eles simplesmente se completaram e deram um show juntos, aliás, hoje tenho a compreensão de que o Ohm é shipável até com uma porta kkkkk.Tudo nesse roteiro é perfeito! O fato como aborda assuntos densos de forma tão leve e divertida, como as crenças e a cultura do pós- morte na Tailândia, a atuação do Thum criança, que foi maravilhosa. A forma como abordaram o fato do Thum possuir o dom de ver os espíritos. Acredito que desde que virou adolescente, mesmo sem perceber, o Thum esteve apaixonado por Mes. Não existe outro motivo plausível para levá- lo junto com ele para casa e lutar tanto pela reencarnação dele. Esse é outro ponto em que o roteiro brilha! Todas as peças de encaixam como um quebra cabeça... Mes é tio da garota que é apaixonada por Thum, e é ex namorado da mãe dele, é como se o próprio destino os unisse.
Por falar nelas duas, chegamos em dois pontos importantes. O primeiro, é a descoberta da sexualidade de Thum, e a forma como isso se deu. Ele não usou a amiga, na verdade, ela o beijou (A cena da chuva me faz chorar até hj). Depois que foi rejeitada, e ao descobrir que ele era gay, ela não foi a garota que inferniza o casal, ao contrário, isso foi louvável, numa época em que os BL'S tinham o péssimo hábito de vilanizar as mulheres. Os amigos também foram maravilhosos, eu até esperava uma certa homofobia, e recebi uma amizade respeitosa e verdadeira.
O segundo ponto, é a forma linda como a mãe dele aceitou sua sexualidade de forma tão natural e respeitosa. Realmente foi uma cena belíssima. Sem falar no plow twist dela ver fantasmas... Fiquei imaginando o Thum criança que precisava fingir que não via o Mes pois seu pai não gostava quando ele dizia que via os fantasmas.
Nós 12 eps, não tivemos cenas pra encher linguiça. Cada EP tinha uma dinâmica maravilhosa, cada cena era importante na trama, e sempre nos instigavam a querer mais, a esperar loucamente o próximo EP.
Sem falar que tanto o casal principal quanto todo o elenco tinham uma excelente química, e na medida certa. Parece que cada pessoa realmente entrou no personagem.
Como nem tudo é perfeito, a minha única crítica é sobre o tio de Mes, que simplesmente o assassinou por dinheiro, confessou, e ninguém fez absolutamente nada para punir ele, como se a idade o redimisse... Isso pra mim foi totalmente absurdo.
Sobre o final, foi exatamente o que pedi. Já que a série é sobre fantasia, deveria existir uma que permitisse que ele ficasse na terra. Ele renascer seria estranho pra mim, já que inviabilizaria a história de amor. Rachei de rir quando o amigo dele viu a fantasma kkkkkkk.
No aspecto técnico, também não posso reclamar. Os efeitos especiais foram bem feitos, até tinham cenas que eram cortadas no nada, mas era por bons motivos, pra dar ênfase a uma outra cena na qual envolvia um mistério ou algo assim. A ost é perfeita, a fotografia, filmografia, cenários, atuação, tudo maravilhoso.
Não tem como não recomendar essa série. É umas das minhas preferidas e acho que todos deveriam assistir a essa obra de arte.
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A primeira série BL tailandesa fez história
Eu realmente amo essa série, e não me canso de assisti-la. Apesar dela ter inúmeros problemas no roteiro, problemas que são romantizados, é preciso situar a série historicamente e lembrar que ela é de 2014, inclusive é a primeira série com protagonismo BL da Tailândia, com um elenco extremamente jovem, e num contexto socio cultural muito diferente do nosso aqui no ocidente, digo isso pois muita gente no fandom procura cabelo em ovo na busca de motivos para militar!A história, de uma forma geral, conta a história de dois adolescentes que se apaixonam: Noh e Phum. Noh tem um problema sério na contabilidade de seu clube escolar, pelo qual ele é apaixonado, e só quem pode resolver esse problema é o presidente estudantil, Phum, que para ajudá-lo acaba sugerindo que eles finjam ser namorados para que sua irmã mais nova (e fujoshi) possa ficar ao lado dele e peça ao pai para cancelar o tal casamento arranjado. Detalhe: os dois tem namoradas. Eles começam a perceber os sentimentos um pelo outro já no 3º ep, e o desenvolvimento da relação é bem construído, não tem muita encheção de linguiça e a cada ep os acontecimentos são interessantes. Existem várias histórias paralelas acontecendo, mas elas se interligam e não interferem no plot principal, achei isso excelente também.
Vamos às polêmicas:
1º Acho meio que sem noção que Pang, a irmã do Phum, bem mais jovem que ele, ser a única pessoa a quem o pai dá ouvidos para resolver assuntos sérios, sinceramente, poderiam ter encontrado uma outra desculpa para juntar os meninos. Também achei absurdo que em 2014 se estivesse discutindo um casamento arranjado entre famílias ricas, como se os filhos fossem mercadoria.
2º Plot de traição. Desde o primeiro momento, mesmo quando deveria ser fingimento, não foi levado em consideração que as namoradas estavam sendo traídas. Quando o relacionamento se tornou real, a responsabilidade afetiva foi com Deus, inclusive, até mesmo na cena em que Phum fala que não pode deixar Aim pois já dormiu com ela, fica claro que esse é o único motivo, pois os sentimentos dele já pertencem a Noh, e mesmo combinando de terminarem tudo ali, depois essa promessa é quebrada. As namoradas são as maiores cornas da história do BL.
3º O relacionamento visivelmente tóxico de Taengmo e Moan, onde ela acaba se submetendo a suportar um relacionamento onde não é respeitada e onde Moan não quer nada além de viver na bagaceira.
4º História de Jeed, que é um exemplo clássico da oprimida que se torna opressora. Ela apesar de pobre, consegue entrar numa escola de ricos, e como foi humilhada no início, faz de tudo para ser invejável. Quando consegue um namorado do colégio Friday, acha que tirou na loteria, mas ao descobrir que ele é pobre o trata como lixo, mesmo ela também sendo pobre.
5º Fandom tóxico de BL. É minha gente, Pang e suas amigas eram fãs de BL bem tóxicas, daquelas que se descobrem que o ídolo é próximo de alguma mulher, nem esperam pra saber se é parente, amiga ou namorada, já passam à odiá-la sem motivo nenhum. Não consigo ter certeza se esse plot foi colocado como forma de crítica, afinal ficou claro que Pang se interessou pelo ídolo e era correspondida, mas o importante é que o assunto foi mostrado. Também foi mostrado que o ship ChayPop fazia fanservice para agradar as fãs, mas fica claro que eles são apenas amigos, também não sei se foram inseridos na série para gerar uma reflexão ou para endossar o plot das fujoshi tóxicas que vão pagar com a língua, mas o fato é que eles representaram bem a ilusão das fãs.
6ª O uso de gays afeminados como estereótipos e alívio cômico. Embora a série mostre a luta que foi travada para que elas, apesar do preconceito pudessem atingir seus objetivos de serem líderes de torcida, ainda não considero a abordagem ideal.
Em relação aos aspectos técnicos, quero falar primeiro da atuação, que em muitos momentos deixou a desejar. Mas são todos adolescentes, a grande maioria em seu primeiro trabalho, e pra ser bem honesta, até meados de 2017, a atuação não era o foco principal das séries BL tailandesas... (que bom que isso mudou). Independente disso, o elenco tinha muita química, todos combinavam com seus papéis, e o casal principal tinha a tabela periódica inteirinha. A filmografia não é a melhor que já vi, a fotografia também é arcaica, mas a ost é uma das melhores da história, isso pra mim é indiscutível! Inclusive, a música Shake pra mim foi imortalizada, e já fez parte de mais duas séries (Reminders e Love by chance).
Eu passo pano para o final aberto, já que a série terminou informando sobre a segunda temporada, mas eu não teria problemas em rever essa série toda semana, tanto é o amor que sinto por ela. Quem ainda não viu, guarde um pouco do tempo para assistir a esse clássico!
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Que série?
Não é possível falar muito dessa série. O máximo que posso fazer é pontuar o que foi positivo, e questionar o porquê da série, que aparentemente seria promissora, ter apenas dois EPS curtíssimos.A premissa de um policial que se apaixona por um gangster já é interessante por si só, quando somada à beleza e química dos protagonistas, além de uma boa atuação, fica excelente. Mas... A China foi criada pra fazer raiva à nação Blzeira, e muito provavelmente os eps seguintes foram cortados pela censura. Até hoje não sei quais os nomes dos atores principais, mas posso dizer que é uma bela série desperdiçada por causa de preconceitos idiotas.
Até a produção é boa, mas muitos elementos, que não seriam possíveis incluir em tão pouco tempo fazem falta, como uma boa ost. Com certeza merecia continuação, muito chato esse gosto de quero mais.
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Triste, mas muito real
É o tipo de projeto que você assiste uma vez e dói a vida inteira... fiquei muito chocada ao ver essa microssérie, foram dois eps que mexeram muito comigo, primeiro por se tratar de uma história que não é BL, não é algo idealizado ou romantizado, é algo muito próximo da realidade, algo que já aconteceu e acontece todos os dias em algum lugar do mundo. O segundo ponto foi o fato da história ter sido real... isso nos deixa mais vulnerável à dor de saber dessa realidade.Em se tratando da história, ela é bem didática. Os meninos iniciaram um relacionamento pq um deles teve coragem de dar o primeiro passo e tocar o outro, mesmo com medo da rejeição e da reação. Quando esse toque foi recíproco, eles iniciaram o relacionamento, mas o que me chama atenção e dói mais, é saber que eles nem ao menos se falavam, se encontravam transavam e nem mesmo trocavam palavras, isso, ao meu ver, se dá por causa do preconceito estrutural que existe de forma muito forte na Tailândia (no mundo inteiro, na verdade), ou seja, é possível se tocar, beijar, transar, mas se falar em público te "faz um homossexual", enfim, a hipocrisia estrutural nada velada.
O momento da declaração é muito impactante, pq nesse momento sabemos que quando houve aquele primeiro toque, já faziam 2 anos que Jack estava apaixonado por Bank, e eu fiquei imaginando o sofrimento dele durante esses dois anos para buscar a coragem de se aproximar.
Não preciso falar do resto da cena... quando Jack fala que foi expulso e não diz o motivo, e em seguida aparece travestido, fica subentendido o motivo da expulsão. Me julguem, mas eu entendi a reação de Bank... Já seria difícil assumir um relacionamento sexual com alguém do mesmo sexo, imagine se esse alguém fosse trans? O nervosismo dele, o medo dos pais verem, afinal ele é apenas um adolescente no décimo ano... que infelizmente descobriu da pior forma que deveria ter ouvido seu coração. A série deixa muitas lacunas, afinal são menos de 40 minutos de série, a segunda temporada só veio ano passado, dois anos depois da primeira, e preenche algumas dessas lacunas, mas não todas elas.
No aspecto técnico, obviamente é uma obra de baixa produção, mas eu achei que Mon e Oak evoluíram em suas atuações, a trilha sonora combina com a melancolia da série. Não temos uma fotografia maravilhosa, a filmografia tem alguns defeitos, mas não tira o impacto da história.
Eu não pretendo ver de novo, finais tristes não são meu forte, mas verei mais uma vez a segunda temporada para fazer a resenha aqui no site.
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Fraca demais
Essa história tem apenas 7 eps bem curtinhos, então não dá pra esperar muito. O problema é que mesmo esperando pouco, eu recebi menos do que esperei. Um roteiro que estudantes de cinema fariam melhor, muito fraco!Uma das moças tem um café, e a outra por coincidência um dia entra e fica implorando para que a dona a ensine a fazer café, só isso já é bem sem lógica. A série claramente não tem um bom orçamento, é basicamente feita no mesmo cenário e apenas com as duas protagonistas, e até a funcionária que tinha nos primeiros eps foi com Deus. Talvez tenha sido o sucesso estrondoso de Gap the séries (1° série GL tailandesa), que inspirou outras obras, como essa, como Show me love, como a próxima de Love e Milk, mas o fato é que You are the cream in my Cofee não funcionou em nenhum aspecto. Nem mesmo a química existia para salvar os eps, não tem ost pq os eps são tão curtos que não dá tempo, não tem uma história a ser contada, não tem drama, não tem nada... Enfim, eu não assistiria de novo. Assista por sua conta e risco, mas eu não recomendo.
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Perdi meu tempo
Então... Eu tô começando a gostar de GL's faz pouco tempo. Assisti esse no lançamento, pois me chamou atenção o fato de ser Taiwanês, mas não gostei. Esses dias assisti de novo, mas minha opinião não mudou. São 3 eps de uma história totalmente sem nexo, onde parecem que costuraram vários pedaços aleatórios e nenhum deles tem uma explicação decente. Em questão de qualidade, a atuação é boa, a filmografia e fotografia também, a ost é legal, mas a história em si é uma perda de tempo. Não existe um foco temático em nada, nem no esporte, nem nos romances, nem na relação familiar, apenas pedaços aleatórios misturados... Pra piorar o que já era ruim, a história tem um final que não deixa nem margem pra interpretar com quem a protagonista ficou, a única salvação seria outra temporada com mais eps.É raro eu fazer isso, mas sinceramente, não indico essa série.
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Tãoooooo fofos
Uma série curtinha, 4 eps de + ou - 10 minutos de pura fofura. Os atores novinhos, a atuação não é perfeita mas também não é horrível, a ost é gostosinha, cantada pelo protagonista, enfim, foi feita com o único intuito de nos fazer suspirar com a fofura.O roteiro é super simples, não envolve dramas e não tem complexidade.
A sinopse: Tin está animado com o seu primeiro dia de aula na escola, onde está ansioso para mostrar o seu novo corte de cabelo no estilo coreano. Esperando na parada do ônibus, de repente ele é derrubado por um aluno de outra escola, chamado Nan, e ele estava desesperado fugindo dos valentões da escola. As mochilas dos dois se enroscaram, impedindo-os de se separarem e forçando Tin a fugir com Nan, que a partir desse dia passa a ter sentimentos por Tin e faz de tudo para chamar a sua atenção. Enquanto isso, Tin acredita que Nam gosta de seu amigo Pao, e a declaração só vem nos últimos minutos de série.
Bem, eu amei, vou ver de novo com certeza e indico que você gaste esses 40 minutos olhando essa gracinha.
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Songkhram Yaeng Phu to Be Continued: Can't Love or Won't Love
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Se não fosse esse final....
Não encontrei a primeira temporada desse Club Friday aqui para fazer a resenha, mas acho que vale a pena fazer sobre a ss2.Para quem não está familiarizado, a série Club Friday é composta por várias temporadas, e cada uma delas tem vários arcos, falando de assuntos diversos (a mim só interessam os LGBTQIAP+). Esses assuntos são contados em um programa de rádio tailandês por pessoas anônimas, então, as histórias são reais. Deve existir alguma autorização por parte de quem contou, e obviamente a história adaptada para a TV é mais floreada.
Esse arco da série, na primeira temporada me emocionou muito, por diversos motivos. Como já mencionei, os Club Friday são histórias reais, então não pertencem ao gênero BL, onde tudo é idealizado, pertence ao gênero LGBTQIAP+, e todos nós sabemos que pessoas não héteros sofrem muito com preconceito.
Nessa história, contada em 2012, o protagonista Hack e gay, mas ele acredita que gays são fadados a uma vida sem amor, que os relacionamentos entre eles não funcionam. Além disso, ele tem receio de que as pessoas saibam que ele não é hétero, com medo de ser mal visto. Ele conhece Choke através de um app de relacionamentos, e eles tem personalidades opostas. Enquanto Hack é introvertido e tímido, Choke é divertido, e não tem vergonha de assumir sua sexualidade. A ironia é que quando Choke consegue mudar a forma de pensar de Hack, ele sofre um acidente e perde a memória, e sua família aproveita o incidente para afastá- lo de Hack, que acaba sofrendo muito.
Nessa segunda temporada, em 2016, u 3 anos se passaram. Hack conheceu um novo namorado e está recomeçando a vida com ele. Choke continua sem memória, mas também seguiu em frente como pôde, conheceu uma garota e a pediu em casamento.
O destino fez com que eles se encontrassem de novo, quando Choke e a noiva foram comprar a casa, o corretor era justamente Hack, e a partir de então, uma série de fatores vão fazer eles voltarem a se relacionar, traindo seus parceiros, até que a memória de Choke volte e eles optem por ficar juntos sem empecilhos e terminem seus relacionamentos para ficarem juntos. Após essa decisão, seus ex vão se unir tentando fazer com que eles não possam viver em paz e voltarem para eles, e forjarão uma gravidez da noiva de Choke, para obrigá-lo a voltar para ela, deixando Hack sozinho e com o caminho livre pra seu ex.
Essa série tem muitas camadas e fala te temas importantes. O primeiro deles é o mal que a homofobia pode causar. Todos os problemas aconteceram pq os pais de Choke não aceitaram a presença de Hack e se aproveitaram do acidente para expulsá-lo da vida de seu filho.
Em seguida, fala sobre possessividade, no que a noiva de Choke se transformou e o que foi capaz de fazer para não o perder.
Outro tema é a traição, mas nesse caso, apesar de traição ser algo injustificável, fala de pessoas que não amam e mesmo assim mantém um relacionamento por serem amados, o que em algum momento vai ocasionar um problema.
As atuação da série são impecáveis. A filmografia e fotografia, para a época são excelentes. Como na primeira parte, também senti falta de uma ost legal, isso em minha opinião é importante.
Se tenho críticas, com certeza. Primeiro por não saber como a série acabou, e com certeza a história real teve um desfecho, então a adaptação deveria ter também. Por exemplo, quem realmente era o pai do bebê? Qual a reação dos pais de Choke? Com quem ele ficou afinal? Hack disse palavras tão depreciativas no final, será que ele ficou com quem? Sozinho? E o amor deles? Enfim, muita coisa em aberto, tanto que fiquei incrédula quando vi que era o final.
Apesar de ter gostado muito, não é o tipo de série que eu vou rever, pois não gosto de finais tristes. Porém, acho que todos deveriam assistir e tirarem suas próprias conclusões.
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Quase 20 horas de vida perdidas...
Eu creio que estava fora do meu juízo perfeito, quando pela segunda vez decidi rever esses 20 episódios terríveis... Assisti em 2018 e tinha a esperança que em um segundo olhar eu pudesse gostar mais, acabei gostando menos, pois vi mais problemas....O roteiro dessa série parece que foi escrito por um grupo de jovens aleatórios e inexperientes, onde cada um escreveu sua parte e juntou com as dos demais. Nada funciona nessa série, os casais não funcionam, não existe uma continuidade decente, muitas coisas sem explicação e pra terminar de enterrar, ainda terminou com um final aberto.
Isso sem falar no casal protagonista mais chato de todos os tempos... O Pop é insuportável! Os dois ambientes de trabalho são bem tóxicos e as relações interpessoais parecem não existir
De início Pop namora com Mo e tudo parece ir bem, até ele iniciar seu emprego e passar a ser assediado por Oat. Um assédio nojento e descarado, que deixava ele totalmente desconfortável... Não consigo entender como ele pode desenvolver sentimentos por Oat, o próprio Oat, quando foi assediado por Peng se sentiu sujo e reconheceu o que fez... Mo merecia, no mínimo, um final decente com o comissário gostosão, mas nem isso....
Aí entramos em outro tópico sensível, Pree e Rambo. Deveriam ser o casal fogo no rabo, mas a relação deles é incompreensível. Rambo ama Pree, mas não consegue enfrentar o pai, até aí ok. Mas na primeira oportunidade ele sai fazendo sexo de forma irresponsável, eu não consegui entender que espécie de amor era o dele. Como se não bastasse, colocam o plot dele se interessar mais uma vez seu primeiro amor, que "por coincidência" é namorado de sua irmã, então o casal Pree e Rambo foi com Deus.
Tem um ost bonita, uma fotografia legal, as atuações são razoáveis, mas a série tem várias histórias que não se encaixam, como um quebra cabeça onde várias peças estão faltando. O casal principal termina sem uma definição de relacionamento depois de 20 episódios! Me senti uma palhaça!
Não vou nem entrar no mérito das polêmicas que envolveram os atores que criaram richas eternas que perduram até hoje, mas sinceramente, é uma das poucas séries que não indico. Eu não perderia meu tempo de novo vendo ela nem se fosse paga.
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BL chinês com beijo, agora o meteoro vem
Bem, mais uma série revista, e vamos às considerações...Primeiro, eu lembro muito bem, que quando a série foi lançada eu tive medo de assistir, pois a China tem o histórico de estragar quase todos os BL's transformando-os em bromance, e eles só sobrevivem nosso imaginário se o plot realmente for incrível. Esse fator me fez resistir um pouco, mas optei por dar uma chance. Foi a melhor série que já vi? Não! Mas não acho que mereça todo o hate que sofreu.
Vamos falar do roteiro, na verdade, um grande clichê. Dois amigos de infância, um deles apaixonado e consciente disso, e o outro também apaixonado, mas tapado o suficiente para não perceber, e ainda magoar o outro com suas atitudes infantis e idiotas. Quando eles perceberam o sentimento, creio que muita coisa se misturou na cabeça de ambos. Ling Zi Ming tinha certeza de sus sentimentos, mas não ficou pulando de alegria ao ver uma centelha de sentimento em Cheng Yi, talvez por conhecê-lo tão bem a ponto de saber que poderia ser apenas um fogo de palha, do qual ele seria o único a sair queimado.
Por outro lado, quando Cheng Yi começou a perceber seus sentimentos, talvez a confusão mental que se formou nele foi maior do que ele podia enfrentar, era como se ele não se reconhecesse diante dos sentimentos que agora ele via que sempre estiveram ali. Talvez esse foi o motivo que o fez decidir ir embora com a mãe a quem ele aparentemente desprezava. Óbvio, há quem ache que foi por causa do pedido da avó, mas eu acho que não. Talvez a pessoa mais sábia em meio a isso tenha sido Lu Xiang Xin, que percebeu os sentimentos dos dois e jogou isso na cara dele, o que levou ao meu surto: o beijo... a China liberou um beijo, esse foi o motivo do meu colapso.
E enfim chegamos aos dois últimos eps. Há quem diga que eles são desnecessários, que a série deveria ter acabado no ep 6, que foi tudo estragado por esses dois capítulos, enfim... tenho sentimentos conflitantes quanto a isso.
A maior e mais pesada crítica, paira sobre a relação sexual que eles tiveram, onde aparentemente Cheng Yi forçou em relutante Ling Zi Ming a transar, e na verdade a sensação de estupro que a cena passa é terrível (me senti lendo Addicted heroin). A cena não foi mostrada inteira, mostra a parte em que Cheng Yi se impõe, e a cena corta para após o ato, quando eles estão bem, conversando sobre sua relação e sentimentos. Não acho que posso dizer com certeza que foi um estupro, ele se impôs, mas como a cena é cortada, posso também sopor (hipoteticamente) que Ling Zi Ming cedeu, vai saber o que se passa na cabeça desses roteiristas... de qualquer forma, havia inúmeras maneiras de fazer essa cena de outra forma mais suave, sem gerar esse sentimento negativo, que para muitos, manchou a série inteira. E mesmo que aqui no ocidente não entendamos tanto da cultura chinesa, é perceptível que a visão que eles tem de pessoas e relações homo afetivas é bem preconceituosa, como se essas pessoas sejam promíscuas, más, sujas... talvez venha daí a ideia de certas cenas que nos deixam desconfortáveis.
O que realmente foi desnecessário pra mim, foi a separação dos dois, foi o fato de precisarem estar tão longe para poderem finalmente dizer que se gostavam.
Sobre os aspectos técnicos, já falei sobre o roteiro, o que automaticamente nos leva a direção. A série não tinha um grande orçamento, até pq não creio que exista muito patrocínio para séries BL na China, mas a atuação, fotografia e ost estiveram impecáveis.
É uma série que recomendo, com aviso de gatilho, mas recomendo.
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