Quero fazer uma resenha de Me and Thee ...
Quero fazer uma resenha de Me and Thee , mas ela provavelmente sairá mais como uma forma de agradecimento à distância. Agradecer por todos os sábados de risadas e conforto que eles proporcionaram, com reflexões reais e, ainda assim, tratadas com amor e leveza.Comédia não é muito a minha praia, então são poucas as séries desse gênero que realmente me prendem. Eles viraram a exceção e assumiram o primeiro lugar da lista. E eu também chorei. Houve cenas que me pegaram pela mão e me levaram para um lugar de autoconhecimento. Mas, até nelas, enxergar outro caminho, ver de fora e de forma leve, trouxe uma paz que não dá para explicar em palavras.
Talvez, como disse no início deste texto, tudo isso seja apenas um agradecimento. Porque é. Eu precisava da leveza que eles trouxeram, sem que isso tirasse de mim a necessidade de história e de personagens com personalidade, para serem observados e, no caso deles, admirados.
Tudo ali faz pensar, sem causar desconforto. Um amor crescente, saudável, real e funcional. Um final digno, ou melhor, um começo lindo para uma história de amor sem fim.
A nota é a maior e a melhor possível para aqueles que trouxeram bons sentimentos por tantos finais de semana.
Parabéns e obrigada
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A China tem um jeito muito próprio de contar histórias
A China tem um jeito muito próprio de contar histórias, e dessa vez não foi diferente. To My Shore me levou para um lugar de identificação em que eu não queria estar, e talvez por isso tenha doído tanto.You Shulang é um jovem bom. Sensato. Justo. Sempre disposto a ajudar, a fazer o que é certo, a acreditar no melhor das pessoas. Ele tem um trabalho, uma vida organizada e um relacionamento estável até o momento em que conhece Fan Xiao. A partir daí, tudo se desorganiza. O coração, a rotina, as certezas.
Fan Xiao é rico, manipulador, cruel em muitos momentos e profundamente descrente da bondade de You. Ele provoca, testa limites, bagunça sentimentos. E o mais doloroso é perceber como a gentileza de You Shulang, que deveria ser abrigo, se torna alvo de alguém que não acredita no amor da mesma forma.
A série fala sobre desequilíbrio emocional, mas não sobre perda de caráter. You Shulang não se perde. Apesar dos muitos testes, ele continua tentando ajudar, continua sendo bom, continua escolhendo agir com justiça e empatia mesmo quando isso custa caro. Ele tenta se afastar, preservar a si mesmo, mesmo quando amar parece mais fácil do que partir. E é justamente essa constância que machuca. Porque mostra que nem sempre fazer o certo protege do sofrimento.
Do outro lado, Fan Xiao carrega suas próprias rupturas. Ao tentar controlar, ele expõe suas falhas. Ao testar limites, revela medos. A série não romantiza seus erros, mas convida à reflexão sobre até onde alguém pode ir antes de precisar encarar quem realmente é.
To My Shore é uma história sobre desejo, poder, vulnerabilidade e escolhas. Sobre como o amor pode ferir, transformar e exigir tempo. Não promete finais fáceis, mas entrega verdade emocional. E talvez seja isso que mais dói e, ao mesmo tempo, mais permanece depois que os episódios acabam.
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This review may contain spoilers
Há amores que não aceitam o fim
Interminable termina como começa, transbordando amor e também dor. Um amor lindo, puro e intenso, cercado por preconceitos, diferenças sociais, inveja, mentiras e perdas profundas.Um amor que nasce desprotegido, em um tempo que não os acolheu, e que ainda assim escolheu persistir. Entre eles, o sentimento sempre foi maior. Verdadeiro, quente, determinado. Um amor disposto a lutar, a resistir e até a transpor os limites da própria vida. Não por idealização, mas porque alguns encontros não aceitam o fim como resposta e aguardam, com paciência e dor, a grandeza da Vida, o fim que anseiam e desejam viver.
Ao redor deles, pessoas cruéis e egoístas, incapazes de amar sem possuir. Pessoas que, assim como eles, também carregam seus sentimentos para outras vidas, mas sentimentos impuros, marcados por rancor, controle e inveja. Enquanto uns renascem para amar, outros buscam reparação. E há ainda aqueles que retornam apenas para repetir a dor que causaram.
Interminable não fala apenas de amor eterno, mas também das amizades que cultivamos além da vida. Fala sobre o que escolhemos levar conosco quando o tempo passa e nos convida a refletir sobre a própria existência. Sobre como o amor verdadeiro transforma, mas também pode ser desafiador, enquanto o ódio aprisiona quem o mantém. Sobre a dor da despedida, o peso das escolhas e a alegria do reencontro. Sobre como algumas almas se reconhecem, não importa quantas vezes a morte tente separá-las. E talvez seja isso que mais dói e, ao mesmo tempo, conforta: entender que o amor deles não foi em vão. Ele atravessou vidas porque era real.
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