This review may contain spoilers
The White Olive Tree
A história acompanha pessoas marcadas por tragédias que mudam suas vidas para sempre. A partir delas, cada um tenta lidar com trauma, culpa e perda de maneiras diferentes. A trama acerta ao retratar a guerra como uma presença constante e dolorosa, mostrando como ela deixa marcas físicas e psicológicas duradouras. Ela não é só um cenário, mas é um personagem que se mantém constante sempre.
No centro da narrativa temos Song Ran e Li Zan. O amor entre eles é genuíno e bonito. Em meio ao caos, os dois se tornam um refúgio um para o outro. No entanto, senti algumas frustrações com os dois em alguns momentos, principalmente pela constante falta de comunicação entre eles, um problema que persiste até o final da história. Eles sempre escondem um do outro como estão se sentindo ou o que estão passando, e isso causar muitos conflitos. Mesmo no final, isso permaneceu. Outro ponto que me incomodou um pouco é a forma como o drama lida com saúde mental deles. No início, temas como depressão e transtorno de estresse pós-traumático são até que abordados com responsabilidade, mas na reta final parece surgir uma idéia de que o amor deles seria suficiente para superar tudo. Eles só decidem fugir, mas ambos estavam tão vulneráveis naquele momento que precisavam de apoio psicológico, da companhia da família e dos amigos. Nos momentos finais não consegui me emocionar com o amor deles, mas me senti incomodada com o excesso de culpa que ambos carregavam um com outro sempre pedindo excessivas desculpas e com as promessas de ficarem juntos independente de tudo. Acho que nesse momento eu já previa que teríamos um final meio ambíguo e talvez trágico… mesmo assim, o relacionamento deles cativa muito e os personagens, individualmente, também.
Apesar de alguns arcos pouco desenvolvidos, da morte de um personagem que eu amava e de um final ambíguo que pode parecer confuso, The White Olive Tree foi uma experiência marcante. É uma história que alterna constantemente entre esperança e tragédia, lembrando que a vida é imprevisível e que, muitas vezes, tudo o que resta às pessoas é continuar sobrevivendo. Tive muitas reflexões com essa história. Ela cria um ciclo: esperança → tragédia → cura → nova esperança → nova tragédia → sobrevivência. E ele vai se repetindo, pois a vida é assim. Estamos aqui vivendo um momento presente sem saber o que nos espera amanhã, por isso achei bonito aquela cena final, mostrando o símbolo da oliveira branca: uma árvore que cresce devagar, atravessa estações, tempestades e períodos de paz. Ela não controla o que acontece ao redor, mas continua existindo. Não dá pra saber o que aconteceu com os dois no final, mas acho que aquela cena sugere que sempre há esperança.
Espero que Song Ran e Li Zan tenham sido felizes e encontrado paz para continuar. Mas levando em consideração que o final pode levar acreditar que eles já não estão mais no mundo, me lembrei do trecho final da música Asleep do The Smiths: “there is another world, there is a better world… well, it must to be”.
Para finalizar, é importante que a gente lembre que em toda a guerra, um povo sofre. Que nunca esqueçamos desse povo!
No centro da narrativa temos Song Ran e Li Zan. O amor entre eles é genuíno e bonito. Em meio ao caos, os dois se tornam um refúgio um para o outro. No entanto, senti algumas frustrações com os dois em alguns momentos, principalmente pela constante falta de comunicação entre eles, um problema que persiste até o final da história. Eles sempre escondem um do outro como estão se sentindo ou o que estão passando, e isso causar muitos conflitos. Mesmo no final, isso permaneceu. Outro ponto que me incomodou um pouco é a forma como o drama lida com saúde mental deles. No início, temas como depressão e transtorno de estresse pós-traumático são até que abordados com responsabilidade, mas na reta final parece surgir uma idéia de que o amor deles seria suficiente para superar tudo. Eles só decidem fugir, mas ambos estavam tão vulneráveis naquele momento que precisavam de apoio psicológico, da companhia da família e dos amigos. Nos momentos finais não consegui me emocionar com o amor deles, mas me senti incomodada com o excesso de culpa que ambos carregavam um com outro sempre pedindo excessivas desculpas e com as promessas de ficarem juntos independente de tudo. Acho que nesse momento eu já previa que teríamos um final meio ambíguo e talvez trágico… mesmo assim, o relacionamento deles cativa muito e os personagens, individualmente, também.
Apesar de alguns arcos pouco desenvolvidos, da morte de um personagem que eu amava e de um final ambíguo que pode parecer confuso, The White Olive Tree foi uma experiência marcante. É uma história que alterna constantemente entre esperança e tragédia, lembrando que a vida é imprevisível e que, muitas vezes, tudo o que resta às pessoas é continuar sobrevivendo. Tive muitas reflexões com essa história. Ela cria um ciclo: esperança → tragédia → cura → nova esperança → nova tragédia → sobrevivência. E ele vai se repetindo, pois a vida é assim. Estamos aqui vivendo um momento presente sem saber o que nos espera amanhã, por isso achei bonito aquela cena final, mostrando o símbolo da oliveira branca: uma árvore que cresce devagar, atravessa estações, tempestades e períodos de paz. Ela não controla o que acontece ao redor, mas continua existindo. Não dá pra saber o que aconteceu com os dois no final, mas acho que aquela cena sugere que sempre há esperança.
Espero que Song Ran e Li Zan tenham sido felizes e encontrado paz para continuar. Mas levando em consideração que o final pode levar acreditar que eles já não estão mais no mundo, me lembrei do trecho final da música Asleep do The Smiths: “there is another world, there is a better world… well, it must to be”.
Para finalizar, é importante que a gente lembre que em toda a guerra, um povo sofre. Que nunca esqueçamos desse povo!
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