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- Título original: ชาย (Orchestric Ver.)
- Também conhecido como: Shine (Uncut Ver.) , Chai (Orchestric Ver.) , Shine Orchestric Version
- Roteirista e Diretor: Pond Krisda Witthayakhajorndet, Ning Bhanbhassa Dhubthien
- Roteirista: Bua Parida Manomaiphibul, Den Panuwat Inthawat
- Diretor: Jean Khamkwan Duangmanee
- Gêneros: Comédia, Romance, Político
Onde assistir Shine
Subscription (sub)
Elenco e Créditos
- Apo Nattawin WattanagitiphatTrin SuwannaphatPapel Principal
- Mile Phakphum RomsaithongTanwa ChatbodiPapel Principal
- Son Yuke SongpaisanKrailert SuwannaphatPapel Secundário
- Euro Yotsawat TawapeeNaran PitayatornPapel Secundário
- Nok Sinjai Plengpanich"Moira" Mondira TechasawetPapel Secundário
- Kob Pimolrat PisolyabutrDhevi SuwannaphatPapel Secundário
Resenhas
Esta resenha pode conter spoilers
We live. We love. We shine.
Shine realmente superou as minhas expectativas. Como os próprios MileApo fizeram questão de ressaltar, não se trata de um BL, mas sim de uma série sobre homens gays que precisam lidar com suas próprias questões. É lindo em todos os sentidos possíveis (visual, atuação, musical, fotografia, etc.) e me deixou encantada a cada frame.O único ponto negativo, para mim, foi o final. Ele foi bom, mas muito corrido. Faltavam 5 minutos para o fim da série e eu estava completamente desesperada, porque sabia que não daria tempo de resolver todos os conflitos. Nesse ponto, senti que apressaram demais a história sem necessidade alguma. Se fosse para ser assim, era melhor terem feito mais um episódio.
Apesar disso, no geral, Shine é uma história linda sobre amor e resistência: os personagens vivem, amam e lutam, como deve ser quando se ama.
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Shine mostra que o amor também pode ser uma prisão
Shine foi uma experiência bem diferente de tudo que eu já vi no BL tailandês. Eu já vou começar sincera: o primeiro episódio foi um suplício pra mim. Eu pausava, voltava, mexia no celular, ia beber água, tudo servia de desculpa pra não terminar. Quando finalmente acabei, a vontade de seguir pro segundo era quase nula. Mas, ainda bem, eu fui, porque dali em diante a série começou a mostrar pra que veio. Ainda não é aquele ritmo eletrizante que prende logo, mas dá uma engrenada boa e me fez continuar.O que me pegou de verdade é que Shine não é uma história feita pra ser agradável. Não tem nada daquele BL açucarado, cheio de ceninhas fofas e momentos pra suspirar. Aqui é tudo cru, pesado e até doloroso de assistir. A série mergulha em um período sombrio da história da Tailândia, com militarismo, revolução, corrupção e repressão social. E, sinceramente, eu gostei porque a gente quase nunca tem acesso a essa perspectiva. Normalmente só consumimos o lado ocidental dessas épocas, e Shine abre um espaço pra enxergar as marcas que ficaram do outro lado do mundo. É denso, é cru, mas é necessário.
Os romances seguem essa mesma linha: nada de conto de fadas, é amor marcado por dor, obrigação, repressão e escolhas que cobram um preço caro. O coronel é talvez o personagem mais triste nesse aspecto. Ele consegue sair das amarras do exército, mas continua preso em outro tipo de cela: o casamento sem amor, mantido por convenções e preconceitos. É sufocante ver alguém que se liberta de uma corrente, mas permanece amarrado em outra, e isso, pra mim, foi uma das coisas mais fortes da série.
E aí tem o Trin e o Tanwa, que em teoria são o casal principal e até tiveram um final feliz daqueles que a gente gosta de ver, os dois juntos, envelhecendo lado a lado, sobrevivendo a todo aquele caos. Só que, sinceramente, por mais bonitos que fossem juntos e por mais química que rolasse entre eles, eu não senti tanto impacto. Pra mim, Shine acabou sendo muito mais sobre o coronel e o repórter do que sobre o casal principal. Era pra ser a história de Trin e Tanwa, mas quem carregou o peso emocional de verdade foram os outros dois. E isso não quer dizer que eu não tenha gostado deles, pelo contrário, foi bom ter uma fagulha de esperança no meio de tanto sofrimento, mas o protagonismo, pelo menos pra mim, escapou das mãos deles e se alojou firme no casal secundário.
E aí vêm os destinos de Victor e Veena, que são quase um soco no estômago. Os dois não mereciam o fim que tiveram, mas cada decisão deles pesou. Victor escolheu levantar a voz e acabou silenciado de forma brutal. Veena sendo envolvido com o exército e ainda por cima se apaixonou pela mulher do coronel, o que o colocou num beco sem saída sendo chantageado e traído. Shine deixa claro que toda escolha tem um preço, e, na maioria das vezes, ele é alto demais.
Agora, se for pra apontar problemas, Shine tem sim. Os episódios poderiam ser mais enxutos; algumas cenas parecem arrastadas e acabam cansando. Além disso, não é todo mundo que vai conseguir embarcar nesse tom pesado. Entendo quem desistiu logo no começo, a série não faz esforço nenhum pra “conquistar” o espectador, ela só joga a história nua e crua na sua cara e espera que você aguente.
No fim das contas, minha experiência com Shine foi de respeito e impacto mais do que de diversão. Não é a série que eu assistiria de novo numa maratona de conforto, mas é uma que vai ficar na cabeça e no coração por dias. Eu recomendo, sim, mas com a ressalva: vá sabendo que é pesado, que não vai ter final feliz pra todo mundo e que talvez você saia mais reflexivo do que satisfeito. O que mais me marcou foi justamente isso, cada personagem teve seu destino traçado pelas próprias escolhas, e Shine não romantizou nada, só mostrou as consequências. E, apesar de tudo, eu gostei de ter assistido.
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