Will Love In Spring
Acho que eu precisava assistir Will Love In Spring bem no momento que encontrei ele no catálogo da Viki. A história é bonita, tem personagens maduros, uma cinematografia linda e uma trilha sonora que eu apreciei demais. Sobretudo, nos induz a boas reflexões.Eu amo histórias de voltar pra casa. Jie, a protagonista, mora em Xangai e sente que é sua cidade, e que pertence à aquele lugar. Mas Nanping, sua cidade natal, traz o conforto que ela precisa, um amor, a conexão com a família, novos projetos e novas reflexões. É o lar que ela tem para voltar. No fim, lar de verdade é onde existem pessoas que nós amamos e que nos amam. E para a Jie, isso é muito real pois, mesmo amando a cidade e almejando suas conquistas profissionais e realizações pessoais lá, sua cidade natal possibilita que ela possa descobrir a si mesma e em vários aspectos e (re)encontrar o amor. A história aborda muitas temáticas envolvendo a morte, já que Chen Maidong, o protagonista masculino, trabalha em uma funerária. Para mim esse detalhe é muito valioso pois tenho pensado na morte ultimamente e me senti conversando com ele, diante de seus monólogos. Os personagens coadjuvantes são muito encantadores: a avó de Maidong me deixou cativada, a amizade com a outra senhorinha era linda, os irmão da Jie eram fofos... só não gostei tanto da mãe dela, mesmo entendendo o porquê de seu comportamento. Mesmo assim, cada minuto valeu a pena.
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Sensível, mas faltou evolução do casal
Baseado na novel “Lover“ da autora She Mi Su, “Will Love in Spring“, narra a história de Mai Dong, um homem que foi muito rebelde na juventude, mas após vivenciar um evento que mudou sua vida se tornou um maquiador funerário. E Zhuang Jie que o conheceu na escola e foi muito ajudada por ele quando não conseguia andar direito por causa de um acidente de carro que matou seu pai e a deixou daquele jeito. E mesmo contra todas as possibilidades, surgiu entre ele algo maior que cumplicidade e não foi desenvolvido.Dez anos depois, ambos trabalharam muito duro na vida. Ela se torna uma vendedora de renome no ramo médico e ele um tanatopraxista muito exigente e que leva o trabalho de ensinar outros muito à sério. Adorei a profissão dele, um maquiador de mortos não é uma profissão que as pessoas veem como algo maravilhoso, afinal, na cultura asiática (para alguns) lidar com a morte é quase uma maldição.
Mai Dong deixou a rebledia de lado, mas seu jeito sério ainda intimida alguns e também a sua profissão. Vive com a avó que quer casá-lo de qualquer jeito, visto que não quer deixar o neto sem uma família. Ele não tem um relacionamento com os pais, mesmo que eles tenham prometido voltar, mas não cumpriram com sua palavra.
Zhuang Jie teve uma paixão por ele na escola, e quando volta para a cidadezinha em que moravam acaba contando para ele o que sentia por causa de uma situação com a avó dele. Ela é muito corajosa e muito deslumbrante; ainda mais nos momentos em que o tema da deficiência por mais que o tema da perna ocorra constantemente na trama é sempre ela dizendo que nunca se diminuiu, se esforçou e creio que muito disso veio por conhecer Mai Don.
A família dela é linda com tantas camadas. Liao Tao, a mãe, é a minha favorita; uma mulher que perdeu o marido, casou novamente e é muito trabalhadora e apenas quer o bem para os filhos. Zhuang Yan é seu irmão de sangue que não sabe bem o que fazer na vida e Niao Niao, a irmã mais nova desse casamento recente. E mais uma vez vemos a dureza de uma comunidade e da maldade do ser humano quando todos na cidade dizem que as mulheres da família são amaldiçoadas.
Há mulheres muito fortes nesse drama. A avó Chen que quer o bem do neto, e a amiga dela, a cartomante Lin, dão uma vida e trazem uma amizade madura para a tela com fofoquinhas, dificuldades na vida e a beleza/tristeza em envelhecer.
O casal tem muita química e me conquistaram logo de cara, tanto pela coragem dela como o fato dele ficar abalado e não esperar uma declaração romântica logo de cara. Mas é um drama que fala principalmente sobre a solidão; Mai Dong é emocionalmente e fisicamente solitário, Jie apesar de toda a força também sofre por causa da dor crônica e fadiga em relação a sua deficiência. E como esperado, não é fácil para esse casal. Por meio de lutas constantes, eles gradualmente se entendem, se respeitam, curam suas “imperfeições“ um com o outro.
Também há entre eles objetivos diferentes que não ficam claros por causa da falta de comunicação. E esse é meu ponto negativo no drama, pois esse drama ganharia muito mais pontos comigo se não houvesse esse problema entre eles. Eu queria conversas já que eles tinham sido amigos na adolescência; e algumas vezes Jie coloca Mai Dong em uma posição de macho escroto que ele não merecia apenas por não se comunicarem melhor. Ela agia como uma menina mimada e sem maturidade, coisa que ela não era.
O ponto super positivo em “Will love in spring“ é a profissão do Mai Dong. A tanatopraxia é o procedimento que visa conservar, embalsamar, higienizar e cuidar da aparência do defunto para o velório. E no caso do personagem, ele maquiava e até reconstruía alguma parte em 3D se houvesse alguma deformidade que impediria o sepultamento, o que realmente constitui a necromaquiagem. É importante trazer esse assunto à tona porque na sociedade asiática a despedida na morte é algo levado muito à sério, pois o morto é velado por 3 dias e depois é realizada a cremação.
Amo temas de luto e morte, junto com suas muitas reflexões. Então o drama ganhou muitos pontos comigo por ter um roteiro bonito e sensível escrito pela Even Jian, e vou ficar de olho nela para próximos dramas chineses. Apesar de o romance ter deixado à desejar para mim em evolução e até um final mais impactante.
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Melancólico, mas lindo
Eu comecei a assistir sem nem ter lido a sinopse, e a cada capítulo fui me surpreendendo. Não achei nada clichê! O desenvolvimento do romance deles é tão cativante, e que casal com uma química incrível!A história em si tem um tom melancólico, afinal, fala muito sobre a morte, já que o protagonista trabalha em uma funerária. O roteiro é muito bem escrito, com diálogos que parecem ter saído de um livro, além de atuações impecáveis que fazem você sentir tudo junto com os personagens—seus traumas, culpas e perdas. É um drama que, além de emocionar, também nos faz refletir muito sobre a vida.
Eu gostei bastante! Me fez sorrir, mas também me arrancou lágrimas. Se você está em dúvida sobre assistir esse C-drama, não precisa mais estar! Vai fundo, porque vale a pena. A história, apesar de ser desenvolvida de forma lenta, não é cansativa e não tem enrolação.
E não posso deixar de mencionar os irmãos da Zhuang Jie—dois fofos! 💙
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Um drama sensível, profundo e apaixonante
.Esse drama aborda temas sérios de forma sensível e profunda, como a vida e a morte, o luto de quem fica e o processo de partir. Foi o primeiro drama que assisti com um protagonista PCD e outro trabalhando como embalsamador funerário. Uma proposta original e interessante. A série mostrou bem a dificuldade de se relacionarem com outras pessoas por conta de preconceitos.Zhuang Jie é uma personagem bem-humorada, extrovertida e determinada. Ela investiu com tudo no crush de sua adolescência até conquistá-lo. Apesar de algumas atitudes imaturas e indecisões, eu gostei muito da sua personalidade.
Chen Mai Dong... não tem nem o que dizer. Um exemplo de homem maduro, paciente, cuidadoso e gostoso.
A química entre o casal é absurda! As discussões, os momentos de tensão e toda a paixão entre eles tornam esse romance muito envolvente e viciante.
Também adorei a dinâmica entre os irmãos da Jie, eles são queridos e divertidos. A Niao Niao, com suas falas fofas e inteligentes, e o Yan, sempre prestativo, foram ótimos personagens. Além disso, o desenvolvimento da amiga com o doutor foi muito divertido de acompanhar!
O único ponto que me impediu de dar 5 estrelas foi o final. Gostaria que tivesse sido mais fechado. Aqueles seis meses em que ele ignorou a Jie foram cruéis, mesmo que ele estivesse cuidando de tudo nos bastidores. E ela também poderia ter conversado com ele antes sobre Xangai, acredito que os dois encontrariam uma solução juntos.
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Si on aime sourire, rire, pleurer, et suivre la vie qui avance avec ses hauts et ses bas...
J’ai beaucoup aimé ! Bon, je suis très bon public pour les histoires sociétales, familiales, aux personnages devant assumer des choix difficiles et affronter les épisodes tragiques, comiques, heureux ou pénibles qui sont la vie elle-même. Eh bien là, je me suis régalée ! En plus, c’était un intéressant aperçu es rituels funéraires en Chine, j’ai découvert que les Pompes funèbres dépendaient de l’Etat et je me suis souvenue que la Chin est encore un pays communiste, mais la condition de fonctionnaire de Chen mai Dong me paraissait bizarre au début ! Toute cette partie (qui n’est explicite que dans quelques épisodes on n’en a pas abusé !) m’a donné envie de revoir le très beau film japonais « Departure » ! On a aussi tout un développement sur le travail, quand Xiang Jie crée son entreprise, et quand elle aide sa mère à développer son restaurant de poulet braisé ! On sent vraiment, dans les dramas chinois contemporains, la volonté de donner une image la plus positive possible de la vie en Chine ! C’est amusant d’ailleurs, car c’est divisible que parfois on a un peu envie de sourire de cette naïveté ! Mais ce ne sont que des détails secondaires, l’essentiel restant les personnages, leur psychologie, leurs sentiments, l’interaction entre eux, l’évolution des mentalités, de la condition féminine et la naissance et la consolidation des sentiments amoureux ! Les deux héros principaux sont tout à fait passionnants : elle, par la façon dont elle a surmonté son handicap (sauf que parfois l’actrice oublie de boiter un peu !! ) , mais si elle n’arrive pas à renoncer à sa vie à Shanghaï, ce n’est ni par ambition ni par gloriole, mais parce que là-bas, sa jambe blessée passe inaperçue, elle ne la définit plus, comme dans sa petite ville ! (petite à la taille chinoise, quand même ! ) Ses hésitations restent touchantes, et non agaçante comme c’est le cas souvent dans les dramas dans ce genre de situation. Quant à Mai Dong, heureusement qu’on nous raconte combien il était border line dans sa jeunesse, parce qu’autrement il courrait le risque d’être parfait ! Les circonstances qui l’ont fait prendre ce travail l’ont fait évoluer, et luiront donné une grande hauteur de vues sur la vie, la mort, les sentiments… Il y a quelques passages du dialogue que j’aurais aimé recopier tant ils m’ont touchée ! D’ailleurs les dialogues sont excellents, chez tous les personnages pimentés d’humour, parfois sarcastiques, souvent apaisants et mélancoliques… Les vieux (grands-mères, mères) sont la figuration de la tradition (mariages arrangés, et relations amoureuses strictement contrôlées) mais le jeunesse pousse derrière toutes ces barrières et elles craquent, enfin, elles commencent !! Les héros sont trentenaires quand même ! Mais quand on entend parler NiaoNiao, la benjamine, nul doute qu’elle va aller encore plus loin ! Ce drama est très bon par l’excellent équilibre qui est maintenu entre l’émotion, la joie, la gaité, la tristesse. L’amour n’efface pas par magie la réalité des différences de choix, de nature, de désirs. les querelles, les fâcheries existent elles sont rendues avec justesse, le ton est réaliste, mais pas lugubre.La fin est bien, car il n’y en a pas vraiment, parce que dans la vie, rencontrer quelqu’un et l’aimer n’est jamais une fin en soi, mais une étape seulement… C’est ce que nous suivons, les étapes de vies qui avancent devant nous… et dont certaines arriveront à leur terme, mais c'est la vie !
Un moteur les acteurs : ils sont tous partis, depuis la gamine jusque’aux grands-mères avec une Oscar spécial aux deux héros, Zhou Yu Tong, jeune femme moderne marquée dans son corps, h héroïne comme on les aime, intelligente mais sensible, amoureuse mais lucide ! Et Li Xian qui donne chair et épaisseur chaleureuse à un personnage qui pourrait n’être que sombre et froid, par ses regards lumineux et ses silences éloquents !c'est le feu sous la cendre, mais toujours maître de lui !
Enfin, en un mot, j’ai vraiment adoré ce drama et je le recommande pour ceux qui aiment la romance mais qui font quand même marcher ce qu’on a entre les oreilles, qui se laissent émouvoir mais n’oublient pas d’en rire !
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This review may contain spoilers
Cada episódio traz um sentimento diferente…
Primeiro, fui totalmente surpreendida. Comecei achando que seria um leve romance, mas o drama entregou vários temas de extrema importância para a nossa realidade. Nunca escrevi nenhuma resenha, mas esse me despertou vontade de escrever, pois foi de uma delicadeza tão grande que mexeu comigo.A morte é sempre um tabu para todo ser humano, pois é a única certeza que temos — mesmo sem saber quando virá, seja para nós ou para o próximo. O drama aborda isso de forma perfeita, mostrando os tipos de luto e como cada pessoa lida ao perder um ente querido. Também traz pautas realistas sobre a vida da pessoa com deficiência, o trauma do abandono dos pais, mulheres buscando conquistar uma boa carreira, mulheres lutando contra as fofocas do mundo por não terem um “homem” como suporte, e sobre a sensibilidade do homem em expressar seus sentimentos e ser visto como fraco ou sensível demais. Cada um desses temas foi bem trabalhado e expresso de uma forma muito bonita e isso me cativou.
Mas, acima de tudo, o que mais me tocou foi como evidenciaram a autoridade de Deus, que é a maior verdade em nossas vidas. Não podemos controlar o tempo nem as situações, mas podemos entregar tudo a Ele, confiando que tudo ocorrerá da forma certa, mesmo que não seja como planejamos. Isso é lindo!
Sobre o casal, acredito que a construção da relação foi tranquila. Ambos tinham receios e traumas a serem tratados. O drama deixa claro que uma relação não vive apenas de amor, mas também de respeito, empatia, confiança e diálogo. Mesmo que o diálogo e a confiança tenham sido algo mais para o final, eles chegaram a um ponto máximo quando perceberam que só cresceriam juntos se agissem juntos, buscando a felicidade de ambos, e não apenas de um.
Amei o respeito dele pela carreira que ela queria construir, mesmo quando, em 80% do tempo, ela só pensava em si mesma e em como queria provar ao mundo que sua deficiência não era nada (sei que minha fala pode soar um tanto agressiva, mas acredito que o drama deixou claro o quanto ela não precisava provar nada para ninguém, apenas para si mesma). Confesso que a teimosia dela e a insistência em querer provar tudo ao mundo, esquecendo de simplesmente viver, me deixavam um pouco irritada — mas eu entendo. Só quem tem suas próprias dificuldades sabe como lidar com as questões que cria a partir delas.
Achei lindo como ele trabalhou “por debaixo dos panos” em prol da carreira dela, e como deixou claro que não se incomodava com o fato de ela correr atrás disso. O problema era não compartilhar, não querer crescer junto com ele na relação. Infelizmente, foram necessários conflitos para que ela chegasse a uma conclusão que talvez pudesse ter alcançado em outras situações antes. Mas isso não me desmotivou, porque foi um amadurecimento lindo de se ver.
Sobre as vovós: eu me emocionei. Lembrei muito da minha avó, da preocupação e do cuidado, sempre mais voltado aos sentimentos dos outros do que aos próprios. Elas eram tão engraçadas e fofas que ajudavam a aliviar a tensão por trás do tema central do drama.
Acho que o que mais me irritou, de forma geral, foi a amiga da protagonista — em relação à carreira e ao noivado. Até porque, para ela, tudo era mais cômodo, né? O marido vivia na mesma cidade e ela não pensou duas vezes em sair da casa onde morava com a amiga para viver com ele. Acho que isso me deixou um pouco chateada, ainda mais pelo fato de a protagonista dizer que a amiga estava certa, sem considerar tudo o que estava ao redor (mas ok, nem tudo é perfeito).
No geral, o drama me cativou pelo fato de trazer à tona a reflexão de que, por mais que amemos a solitude, a solidão machuca e não é benéfica. Que os bens materiais, as conquistas da vida, a carreira e a fama não passam de coisas pequenas diante da verdade de que precisamos uns dos outros para viver com mais leveza. Deus mesmo nos diz para não vivermos sós, pois “dois são melhores do que um, porque, se um cair, o outro o ajuda a levantar”. E essa é a mais pura verdade. Viver em unidade e comunhão nos ajuda a superar as dificuldades da vida e nos guia por caminhos que nem imaginamos.
Deus nos enche de força e nos abençoa com pessoas nessa caminhada (a vida) que nos dão ânimo para buscar viver melhor. Amei a simplicidade, e acho que dramas assim nos fazem revelar o melhor de nós, quando compreendemos que a vida não se trata apenas do nosso próprio eu e nem das coisas que esse mundo nos proporciona, mas dos sentimentos e laços que criamos com o próximo.
Eu indico assistir com o coração aberto, pois é algo que nos faz refletir profundamente sobre nossa vivência real.
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