Nem fede e nem cheira
O episódio especial vem como aquele respiro depois de uma temporada caótica, com os dois protagonistas finalmente num momento de paz. É gostoso de assistir, sim. Mas não dá pra fingir que esse episódio tem algum peso real dentro da história. É fanservice do início ao fim. Um monte de beijinho, cena fofa, música romântica e zero profundidade. Não tem conversa importante, não tem desenvolvimento emocional... só momentos empacotados pra agradar a fanbase. E pra piorar, os beijos, que aparecem o tempo todo como se fossem a cereja do bolo, continuam sendo meio duros.Se fosse pra trazer um especial, bem que podiam ter usado pra mostrar algo mais íntimo de verdade, mais sincero. Tipo uma conversa sobre o que eles aprenderam, como lidam com o passado, ou até com os traumas que foram simplesmente deixados de lado. Mas não… preferiram jogar uma vibe de “tá tudo lindo agora” sem muita construção pra sustentar.
No fim, é um episódio que não acrescenta, mas também não machuca. Funciona como um agrado leve, e fecha a temporada com um sorrisinho no rosto, desde que você não pense demais sobre.
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E lá vem textão... E alerta MUUUUITO spoiler...
Terminei Pit Babe 2 e olha… que farofada. Tô até agora digerindo o caos, os poderes, as corridas e o tanto de DR mal resolvida. A série é maluca? É. Tem furo de roteiro? De mais. Mas eu assisti tudo colada na tela porque, apesar de tudo, é viciante. E o coração dela ainda é o casal que dá nome ao rolê: Charlie e Babe.Charlie e Babe continuam entregando tudo. O drama, o ciúme, as indiretas passivo-agressivas e o amor que, no fim, segura tudo mesmo quando o roteiro parece que foi escrito em cima de uma moto a 180km/h. Charlie tá ainda mais intenso, às vezes frio demais, cheio de segredos e Babe mais uma vez tentando entender o que tá acontecendo ao redor dele enquanto o mundo explode. O Babe merecia um abraço e uma terapia, mas pelo menos ele começa a se posicionar mais nessa temporada, o que me fez gostar ainda mais dele. E a química? Continua ótima. É aquele tipo de casal que briga, se afasta, faz as pazes e você fica presa querendo ver o que vai dar.
Alan e Jeff são meu segundo casal favorito, sem nem pensar. Eles são doces, têm uma vibe que acalma no meio do surto geral da série. O Jeff é todo contido, o Alan todo intenso, e juntos funcionam lindamente. Se tivesse mais espaço pra eles, eu nem reclamava, inclusive queria uma série só com os dois se descobrindo, brigando por bobagem e se abraçando na chuva. Eu posso sonhar?
Mas preciso dizer: a situação do Alan ter traído o pessoal me incomodou demais. E nem é pelo puro egoísmo do personagem, porque, sinceramente, isso dava pra trabalhar com mais camadas. O que pegou mesmo foi a cara de conveniência de roteiro. Aquilo ali foi jogado claramente só pra fazer a trama andar, gerar conflito e forçar uma confusão. Não teve construção, nem peso emocional o suficiente pro que aquilo significava entre eles. Foi tipo: "precisamos de drama aqui, então vamos fazer o Alan agir fora do personagem por um episódio". E isso quebra um pouco a conexão que a gente já tinha com ele. Ele merecia uma abordagem mais cuidadosa, não só um empurrão dramático artificial.
Agora, Tony voltando dos mortos… Senhor amado, eu fiquei igual ao Babe: sem entender absolutamente nada. Um minuto ele tá morto, no outro tá vivo, e ainda mais malvado, e criando novos super-humanos. Essa parte dos poderes ficou meio jogada, confusa, mas até que visualmente bonita, vai. Tem umas cenas que eu achei puro videoclipe, e não tô reclamando.
Mas vou ser sincera: achei uma forçação de barra absurda esse negócio dele ser imortal. Tipo… sério? O Tony simplesmente nasceu assim e pronto??? Cadê a explicação plausível? Qual é o nível de “normalidade” disso nesse universo? Porque a série nunca deixou claro se esse é um mundo onde pessoas com poderes surgem naturalmente ou se o Tony é uma entidade divina perdida num circuito de corrida tailandês. Ele é o único assim? Existe uma mitologia por trás? Ou ele só existe pra mover a trama como se fosse um chefe final de videogame? Faltou contexto. Faltou um “porquê” que fizesse sentido dentro da lógica da série. E aí o impacto da coisa toda fica mais visual do que emocional, bonito de ver, mas difícil de engolir.
Willy, o piloto novo, chegou do nada ganhando corrida e querendo pegar o Babe. Um pouco forçado? Talvez. Mas ele serviu pra botar fogo nas inseguranças do Charlie, e isso sempre gera conteúdo, porque quando o Charlie começa a surtar de ciúme, a gente sabe que o drama tá garantido. Só que, mesmo com esse potencial, o Willy ficou parecendo mais acessório de roteiro do que um personagem com real propósito. Ele apareceu muito, mas a profundidade dele ficou na superfície.
A explicação de como ele ganhou poderes então… totalmente rasa. A gente só vê o Willy apanhando numa briga de rua, quase morrendo e, do nada, acordando num laboratório estilo ficção científica de baixo orçamento, onde o Tony resolve fazer dele um ratinho de cobaia. E pronto. Não tem construção, não tem motivação, não tem uma linha de raciocínio que ligue ele ao Tony, como se o Tony tivesse uma bola de cristal e resolvesse salvar um aleatório da sarjeta pra transformar em super corredor.
Faltou mostrar por que o Tony escolheu o Willy, como ele o encontrou, se havia algo especial nele ou se era só conveniência de roteiro mesmo. Porque do jeito que foi apresentado, parecia mais uma desculpa pra criar tensão no triângulo amoroso e botar um corpo novo na pista, literalmente. O Willy poderia ter sido um personagem interessante, com um arco de redenção ou dilema moral, mas ficou nisso: o bonitão misterioso que corre bem, dá em cima do Babe e vira cobaia de vilão sem muito sentido.
Os outros casais, Kenta e Kim, Pete e Chris, Sonic e North, até tinham um chão bom pra crescer, mas a série passou o trator em cima.
Kenta e Kim tinham tudo pra ser um casal calmo, com desenvolvimento gradual, daqueles que vão construindo intimidade aos pouquinhos, no meio do caos. A vibe deles era bonitinha, quase terapêutica, sabe? O Kenta é todo contido, cheio de fantasmas do passado e traumas que claramente ainda o afetam. E o Kim apareceu como aquele tipo de pessoa que tem paciência, que sabe escutar, que poderia ser o porto seguro pra esse coração quebrado. Só que a série passou correndo por cima disso, literalmente. Eles apareciam em cena só o suficiente pra gente perceber que havia alguma coisa ali, mas não deu tempo de desenvolver nada. Não teve conversa profunda, nem um momento real de vulnerabilidade entre eles. Podiam ter explorado o Kenta tentando confiar de novo, baixar a guarda, e o Kim sendo o apoio silencioso, aquele tipo de parceiro que cuida e trata as feridas do passado. Tinha tanto potencial pra ser um casal sensível, que cresce na base do cuidado e do afeto, mas a série preferiu enfiar mais plot de laboratório do que mostrar o que realmente importa: sentimento. Uma pena, porque dava fácil pra ter feito a gente se apaixonar por eles.
Sonic e North também ficaram no quase. Eles têm aquela energia de "a gente tem história", tipo ex com ressentimento mal resolvido, e toda vez que se cruzavam dava pra sentir uma tensão que pedia mais tempo de tela. Esse é um casal que merecia destaque. A gente acompanha a amizade deles desde a primeira temporada, e sempre rolava aquele sentimento de que havia algo a mais ali, uma intensidade nas trocas de olhares, que nunca era totalmente explicada. Agora, com mais tempo juntos e maturidade, dava pra brincar com essas possibilidades, explorar o que aconteceu entre eles no passado, se foi amor, mágoa, orgulho ferido… mas deixaram de lado, infelizmente. A série tinha tudo pra transformar essa relação num reencontro potente, cheio de camadas, mas preferiu mergulhar no caos sobrenatural e deixar Sonic e North jogados no fundo da pista, como se fossem figurantes da própria história. Uma oportunidade desperdiçada de entregar drama de qualidade.
Chris e Pete: eu preciso respirar fundo pra falar. Porque, assim, o Chris entrou na série e meu cérebro bugou. Ele é muito parecido com o Way, aquele mesmo Way da primeira temporada, que morreu e deixou todo mundo devastado. Não só fisicamente, mas na aura, no olhar intenso, no jeito meio calado e cheio de mistério. Era como se o próprio Way tivesse voltado de outro plano, com outra identidade. Foi estranho no começo, confesso, mas depois virou interessante… e aí a série largou a história no meio do caminho. O choque maior veio quando descobrimos que o Chris, na real, é irmão gêmeo do Way. E mais: filho do Tony. Tipo… oi? Isso tinha um potencial absurdo. O que isso significa pro universo da série? O Tony já estava fazendo experimentos há décadas? O Chris foi criado separado, sabia quem era o pai dele? Ele conhecia o irmão gêmeo? Gente, isso daria um arco inteiro cheio de revelações, conflitos internos e reencontros emocionais. Mas a série simplesmente joga a informação no nosso colo e sai correndo. Nenhuma explicação mais profunda, nenhuma reação realista dos personagens. Só: “ah, ele é filho do vilão imortal e irmão do falecido, segue o baile”. Fiquei frustrada.
E o Pete… ai, o Pete merecia bem mais. Um personagem doce, que já vinha da primeira temporada carregando a dor da perda do Way, e agora se vê atraído por alguém que é literalmente igual ao amor que perdeu. Isso é drama puro! Só que entregaram tudo às pressas, só insinuações, olhares longos, umas cenas rápidas e pronto. Nem tempo pra gente mergulhar nesse mar de sentimentos confusos eles deram. A relação dos dois ficou no raso, nas migalhas. Uma pena, de verdade, porque o elenco segurava fácil esse peso todo. A química existia, o roteiro que faltou coragem (ou tempo de tela mesmo) pra ir mais fundo.
As corridas continuam boas, viu? A produção caprichou nas cenas, e eu gostei dos efeitos com os poderes. O roteiro, como sempre, é aquela mistura de BL, dorama sobrenatural e fanfic caótica escrita por uma adolescente de 15 anos no auge da inspiração. Tem umas cenas que não fazem sentido, uns cortes estranhos, personagem que some do nada e volta agindo como se nada tivesse acontecido. A série peca nos excessos. Tem personagem demais, subtrama demais, e tempo de menos pra desenvolver tudo com o cuidado que merecia. Treze episódios é muito pouco pra dar conta de uma história que mistura corridas, poderes sobrenaturais, romances entrelaçados, conspirações científicas, traições, supostas reencarnações e ainda tenta entregar momentos emocionantes com cada casal. É muita coisa pra pouco tempo de tela. O resultado? Vários personagens ótimos acabaram com arcos corridos, ou simplesmente largados no meio do caminho. Casais como Kenta e Kim, Sonic e North, Chris e Pete... todos tinham material de sobra pra ter uma série própria. E se tivessem, a gente assistiria com gosto. Porque o potencial tá ali. Tá nos olhares não ditos, nas dores mal resolvidas, nas tensões que a série planta e nunca colhe de verdade.
Pit Babe 2 não é perfeita, longe disso. Mas mesmo com seus furos, exageros e escolhas questionáveis, ela entrega emoção. Ela prende. Ela faz a gente rir, chorar, xingar a tela e suspirar por um casal específico (ou cinco). É uma bagunça? É. Mas é uma bagunça deliciosa. E se amanhã anunciar uma terceira temporada, com metade do elenco de volta, ainda mais poderes aleatórios e mais corridas… pode ter certeza que eu vou estar lá.
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Zero profundidade, mas pegação no talo
A série é divertida, sim. Tem aquele humor meio pastelão com o Jun sendo bricalhão e o Sorn, todo certinho, se doendo por dentro tentando fingir que não odeia o menino. Mas é óbvio que ele odeia… até deixar de odiar, né? Porque a gente sabe como essas histórias funcionam.O ponto é: se você tá esperando uma história cheia de camadas, com drama bem construído, conflitos que te fazem ficar pensando por dias… pode ir tirando o cavalinho da chuva. Não é isso que vai rolar aqui. A história é só uma desculpa pra gente ver homens gostosos se pegando com vontade, e olha, nisso eles entregam direitinho. A química física entre o Jun e o Sorn é pesada. É aquele tipo de cena que você assiste de olho arregalado, sem saber se respira ou pausa pra recuperar o fôlego.
E mesmo com os exageros e os furos (porque tem, viu? tipo situações que aparecem do nada, reações que não fazem sentido, gente que some da história como se nunca tivesse existido), eu acabei gostando. Me diverti vendo a implicância virar tensão (e tesão), a birra virar desejo, e o Sorn completamente rendido depois de tanto pagar de indiferente. Não é nada profundo, mas é aquele tipo de entretenimento fácil que funciona se você já sabe o que esperar.
No fim das contas, My Stubborn é isso: um BL raso, mas gostosinho de assistir. Não entrou pra minha lista de favoritos, porque eu gosto de uma história com mais sustância. Mas se a proposta for só ver dois homens se provocando, brigando e se pegando como se o mundo fosse acabar, então vai fundo. Só não vá achando que vai sair dali emocionada ou filosofando sobre a vida.
É pura tensão sexual com um fiapo de enredo, e dependendo do seu humor, pode ser que isso já seja o suficiente.
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:(
Quando eu comecei a assistir essa série, percebi na hora que era uma vibe meio Khemjira, meio My Magic Prophecy, só que versão baixa renda. Porque, sinceramente, a construção dessa série é estranha. Tem cenas que não se conectam com nada, os cortes são esquisitos, e às vezes parece que uma cena simplesmente não conversa com a outra. Dá a sensação de que arrancaram alguma coisa ali no meio e pensaram “ah, deixa assim mesmo, ninguém vai notar”. Pois eu notei. E notei muito.Os personagens também não ajudam. Não são cativantes, não têm carisma, não têm… alma. É tudo meio robótico, principalmente o Win, que é o protagonista. Meu Deus, o menino fala sem um fio de emoção. E o pior: ele é vidente, cartomante, supostamente alguém que deveria ter aquela aura meio mística, aquele olhar distante, aquela credibilidade que faz você pensar “opa, esse aí sabe das coisas”. Só que não. Quando ele faz leitura de carta, parece que está inventando o significado ali na hora, tipo aluno que não estudou pro trabalho e tá improvisando pra ver se cola. Não cola. Zero clima sobrenatural, zero confiança. O personagem deveria ser misterioso, ter profundidade, mas infelizmente ele não passa credibilidade.
E aí vem a parte mais irritante: não é nem o menino ter medo de fantasma, porque até aí tudo bem, medo é algo humano. O problema é que ele já tá acostumado a exorcizar, já fez isso outras vezes, mas quando precisa exorcizar de novo parece um completo amador que nunca tocou num espírito na vida. Toda vez que acontece algo sobrenatural ele trava, entra em pânico e fica naquele “ai meu Deus o que eu faço, o que eu faço?”, como se estivesse começando do zero. Não faz sentido nenhum. É como se o personagem fosse escrito pra ser competente, mas atuado e dirigido por alguém que não faz ideia do que tá fazendo.
E pra completar, ele é inocente demais, ao ponto de dar nos nervos. A cena do banheiro… meu Deus. Um cara pede pra ele olhar a porta do banheiro, e o besta cai nessa. Ele fecha a porta, abre, fecha de novo, até o momento em que o cara tranca ele lá dentro. Como foi que ele caiu nisso? Qualquer pessoa com dois neurônios teria percebido que tinha algo errado. E isso se repete! O roteiro insiste nessas armadilhas preguiçosas porque não tem criatividade pra criar situações melhores. Tudo muito conveniente, muito raso.
E falando do romance, olha, morno é elogio. O Win e o Phloeng simplesmente não encaixam. Não tem química, não tem faísca, não tem aquela sensação de “meu Deus, esses dois precisam se beijar agora”. O beijo deles é muito bonito visualmente, isso eu admito, mas é só isso. Não dá friozinho na barriga, não passa aquela tensão gostosa, não parece que teve tempo suficiente pra construir nada ali. E o diálogo antes do primeiro beijo… terrível. Não cria clima, não cria expectativa, não cria nada. É literalmente um “bora beijar?” “bora” e pronto, beijo. Sem emoção, sem energia. Parece romance por obrigação do roteiro, não porque os personagens realmente funcionam juntos.
O mais doido é que eu nem sei definir o que essa série quer ser. Ela parece vazia, faltando conteúdo, impacto, qualquer sinal de intenção real. Eles tentam puxar pro terror, mas fica tudo tão bizarro e solto que parece que a história tá andando sem rumo, tropeçando em si mesma. Diferente de Khemjira, que pelo menos tem um mestre que realmente sabe o que tá fazendo, tem uma construção sobrenatural consistente, tem um universo que te puxa pra dentro. E até My Magic Prophecy, que nem é a minha favorita, consegue te convencer com o vidente de lá, toda a parte mística funciona, te faz acreditar naquele mundo. Aqui, o Win parece só um menino perdido que caiu de paraquedas na função de vidente e ficou ali fingindo que sabe o que tá fazendo.
Fico triste porque eu gosto de BL sobrenatural. Eu gosto mesmo. Sempre vou com expectativa de encontrar algo diferente, algo que brinque com o medo, com as sensações, com o místico. Mas aqui não rolou. Nada engatou, nada prendeu, nada convenceu. É aquela sensação de ver algo que tinha potencial, mas foi entregue pela metade. Uma pena. Esperava bem mais e recebi bem menos.
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Fofa
Light On Me é simples, suave, quase tímida, mas cheia de coisinhas que ficam na cabeça depois. Parece bobinha no começo, cheia de modelos prontos, mas quando você percebe, já tá vendo nuances onde achou que não tinha nada. Ela cresce, sabe? Discretinha, mas cresce.O Tae Kyung, por exemplo, não é aquele introvertido sofrido que a gente já tá cansada de ver. O menino é estranho? É. Mas é um estranho sincero, direto, zero paciência pra fingir. Às vezes parece que ele vai te dar um abraço, às vezes parece que vai te dar um tapa educado. E eu acho isso um charme, sinceramente.
O Shin Woo começa todo misterioso, aquela vibe “sou frio, não se aproxime", dois episódios depois e você percebe que ele é só uma batata tímida com coração gigante. Ele fala baixo, demora pra confiar, mas quando se abre, nossa, dá vontade de colocar num potinho. Totalmente compreensível o surto coletivo do fandom por ele, eu também caí.
E o Da On… o famoso príncipe perfeito. Só que ninguém aguenta ser perfeito 24h, né? O menino tá sendo pressionado por todos os lados, e a série mostra isso direitinho. Ele vai quebrando, se remontando, descobrindo quem é no meio da bagunça. Bem mais interessante do que aquele brilho falso que ele mostra no começo.
Shi Woon é o que entra de bobo e sai como o mais sensato do rolê. Ele repara em tudo, ajuda todo mundo, faz piada na medida certa, é aquele amigo que a gente queria ter. O famoso “finge que é palhaço, mas é psicólogo sem diploma”.
E o triângulo amoroso? Funciona demais. Você torce pelos dois lados, passa raiva, volta a torcer, se culpa, muda de ideia… é um ciclo. E poucas séries conseguem fazer isso sem cair no clichê preguiçoso. Agora, atuação do prota… olha, podia melhorar, sim. O povo fala “ai, mas o personagem é assim mesmo”. Tá, mas isso não justifica ficar travado igual um boneco. Funciona, mas dava pra polir. O resto do elenco vai bem, nada que te tire da história, só uns momentos “hmm, ok, podia ter mais emoção aqui”.
A So Hee… complicado. Eu entendo porque colocaram ela ali, mas transformar a única menina na antagonista? Aham, tá bom. A evolução dela não convence, parece que jogaram qualquer coisa no roteiro e seguiram em frente. E o primeiro episódio, nossa. Quase desliguei. Parece piloto teste, ninguém brilha, nada chama atenção. Não mostra o melhor do drama, não apresenta direito ninguém. Mas se você aguentar firme, a série recompensa depois.
Emfim, é isso: série leve, carinhosa, fofinha, divertida do jeito dela, sem grandes pretensões. É aquele tipo de história que não precisa de muito drama; ela só existe, e quando você percebe, já tá ali envolvida completamente.
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Não é ruim. Não é boa. É… Aceitável.
Cursed Love não é horrorosa, mas também está longe de ser a melhor coisa que eu já assisti, e isso é um fato, não dá pra fingir. A sensação que eu tive o tempo inteiro era de estar assistindo Mutantes, aquela novela icônica (por motivos duvidosos) da Record. Quem lembra sabe do que estou falando. Não faço ideia de porquê, mas a comparação simplesmente grudou na minha cabeça. E olha… as atuações e o CGI aqui não ajudam a afastar essa sensação.As atuações, inclusive, me deram uma quebrada boa. Diálogos super expositivos, silêncios constrangedores que pareciam eternos, aquela emoção que simplesmente não acontece. É aquele combo de pequenos incômodos que vai se juntando até você perceber que não tá presa na história. E olha que eu queria estar.
Eu agradeço profundamente por não ter acompanhado isso semanalmente, porque cada final de capítulo simplesmente não entrega nada que te faça querer ir pro próximo. Zero gancho, zero ansiedade, zero sentimento de “meu Deus, preciso ver agora”. Se eu tivesse assistido assim, semanalzinho, teria abandonado sem peso na consciência. Eu só fui até o fim porque já tava tudo lançado e, pra ser justa, a série é fácil de maratonar, não irrita, só… existe. Mas semanal? Ah, não. Aí já era pedir demais.
A história é linear até demais. Tem série que funciona sendo linear, mas essa aqui não funcionou. Você meio que já sabe o que vai acontecer, mesmo sem saber toda a trama. E isso tira muita graça. Algumas situações são claramente feitas só pra facilitar o roteiro, e isso sempre me tirava da imersão. E o rastreador no fundo da caneca? Gente. Quem coloca um rastreador no fundo de uma caneca? A CANECA. O item mais manuseado de qualquer lugar. É pedir pra ser descoberto. Burrice pura. Eu fiquei em choque real com isso.
Sem falar nos diálogos dos momentos “impactantes”. Acontece alguma coisa, alguém solta um “NÃÃÃO!”, aí cai aquele silêncio mortal, todo mundo parado, encarando o vazio, como se estivessem esperando o diretor lembrar de dizer o que vem depois. Esses silêncios aleatórios entre uma cena e outra são de um constrangimento que eu não tava preparada pra sentir nesse restinho de ano.
E os vilões fazendo discurso? Eles falam, falam, falam… e ninguém faz nada. Ninguém interrompe, ninguém reage, ninguém dá um socão pra cortar o monólogo. Não, eles ficam esperando o cara terminar como se fosse falta de educação bater antes. Só em série mal feita isso existe.
As cenas de ação, misericórdia. A coreografia é tão marcada que parece aula de teatro da escola. Zero impacto, zero naturalidade. Quando você consegue ver a atuação durante a luta, e não o personagem lutando, é porque a coisa não tá funcionando. Parecia um grande teatro gravado, e não uma série.
Eu não diria que é uma série ruim, mas… boa também não é. Dá pra assistir? Dá. A história até tem seus momentos interessantes, mesmo sendo previsível. Os vilões não têm carisma nenhum. E o casal… ai, infelizmente, zero química. Tentaram vender um romance, mas não colou. Não senti fagulha, não senti borboletas. Eles são fofos juntos, o beijo é até bonito, mas não bate aquele “ai meu Deus, eles se amam”. Não rola emoção.
E o final? Olha. A gente sabe que o cara morre, ok, faz parte. Mas pra quê mandar alguém IGUAL a ele pra trabalhar na mesma equipe de resgate e ENCERRAR ASSIM, sem explicação nenhuma? Que final merda, sinceramente. Eu fiquei olhando pra tela tipo: “Sério que é isso? Vocês vão me deixar com essa cara mesmo?” Mas, considerando o nível geral… até que faz sentido terminar tosco, né.
Se quiser assistir, assista. Vai fundo. Vai com fé e com paciência. Mas não vá esperando algo incrível, porque Cursed Love definitivamente não entra nem no meu top mediano do ano.
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Uma boa série que perdeu o rumo
Sério, eu sou completamente apaixonada por dramas que envolvem culinária. Sempre dá aquele quentinho no coração ver dois personagens criando laços através de pratos, receitas e lembranças. Cooking Crush tinha exatamente esse charme, e ainda entregava tudo que eu adoro: humor no ponto certo, um casal delicioso de acompanhar, coadjuvantes carismáticos e um enredo que, no começo, parecia redondinho. A cada episódio eu me pegava mais envolvida. Nada me irritava, nada pesava, e eu tava amando ter algo leve, divertido e zero cansativo pra assistir. Até chegar na metade.Porque, do nada, parece que alguém desligou a série e ligou outra completamente diferente no lugar. Como se todo mundo, roteiristas, direção, elenco, tivesse tomado uma água batizada e esquecido tudo o que aconteceu nos seis primeiros episódios. Ou pior: trocaram a equipe inteira e disseram “vai, gente… coerência é opcional”. Foi tão abrupto que até assustou. Os personagens pararam de parecer eles mesmos, o roteiro virou um caos, e eu fiquei ali tentando entender em que momento tudo descarrilhou. Eu até entendo que eles precisavam dar mais foco à competição, mas, meu Deus, que transição desajeitada. A série começou a desperdiçar tempo com conflitos inúteis, tramas que não levavam a lugar nenhum e um relacionamento principal que oscilava mais do que elevador de prédio comercial. Quando resolveram finalmente lembrar da competição, eu já tinha soltado a mão da série faz tempo.
E sobre OffGun… ai, eu até suspiro antes de começar. Eles são uma dupla que, pra mim, costuma funcionar sem esforço nenhum, aquela química que simplesmente acontece. Só que aqui alguma coisa derrapou. Não sei se foi direção, roteiro, cansaço ou um combo de tudo isso, mas chegou um momento em que a conexão deles parecia evaporar a cada episódio. Era como se tentassem puxar uma química que antes vinha naturalmente, e isso deixou algumas cenas meio desconfortáveis, quase forçadas. É uma pena, porque eles já entregaram atuações muito mais sólidas em outros projetos, e dava pra sentir que aqui faltou material pra que os dois brilhassem do jeito que eles sabem.
Mesmo assim, eu fiquei ali, firme, esperando que em algum momento tudo engrenasse de novo. Torcendo pra série se achar, pra voltar aquele clima gostoso do começo. Mas não aconteceu. O roteiro foi perdendo o rumo, surgiam personagens só pra criar confusão instantânea, e a química de OffGun que era explosiva, ja tava morna. O que ainda segurava um pouco eram os coadjuvantes, mas nada que realmente fizesse os olhos brilharem de verdade.
E falando de Fire e Dy, a relação deles tinha uma naturalidade tão leve que às vezes parecia improvável que estivesse na mesma série. Enquanto o resto do enredo se perdia, eles seguiam entregando pequenas cenas cheias de doçura, carinho e uma química que simplesmente funcionava. Era simples, mas sincero, e talvez por isso mesmo tenha se destacado tanto no final.
No fim das contas, não é horrível, dá pra assistir, dá pra rir, dá até pra sentir um quentinho aqui e ali. Mas, sinceramente, OffGun merecia bem mais do que esse roteiro perdido. Eles tinham potencial pra entregar algo muito maior, e a série não conseguiu acompanhar.
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Assistível, mas esquecível
Lembro que essa série ficou encostada na minha geladeira por anos. Eu tinha assistido só os dois primeiros episódios e larguei, porque a atuação simplesmente me irritava. Hoje resolvi dar uma nova chance, mais pra riscar da lista do que por empolgação de verdade, e bom… continuo achando a mesma coisa. A atuação ainda me incomoda, teve cena que eu pulei sem culpa nenhuma, mas pelo menos consegui chegar até o final.A história é decente, dá pra se divertir, mas a parte realmente sofrida é a entrega dos atores. Tem momentos tão exagerados e pouco naturais que parece que estão lendo o roteiro em voz alta. E quando chegam as cenas mais tensas, que deveriam carregar emoção, tudo soa meio caricato. A série tenta ser sincera, tenta fazer a gente sentir algo, mas a execução não acompanha. E isso me incomoda ainda mais porque em Until We Meet Again, que é o “universo original” dessa história, a atuação era bem melhor. Parecia outro elenco, mais solto, mais crível. Aqui, parece que todo mundo desaprendeu a sentir o que o personagem sente.
Outra coisa que me deixou desconfortável foram as cenas íntimas. Eu juro que preferia quando elas ficavam só no subentendido. Era mais natural, mais leve, e combinava mais com o tom da história. Quando decidiram mostrar, ficou forçado, sem química, sem emoção. Era como se o momento que deveria fluir travasse completamente, e o resultado acabava sendo desconfortável de assistir, e não de um jeito proposital.
Team e Win são até que fofos, dá pra entender o apelo, mas a história deles não é tão interessante quanto parece. O drama deles às vezes passa do ponto e, no fim, não entrega muito. Da mesma forma que eu já achava UWMA arrastado com 18 episódios, aqui sinto o mesmo. Team e Win simplesmente não têm história o suficiente pra sustentar 12 episódios inteiros sem deixar tudo cansativo. Tem momentos em que a trama parece girar em círculos, só repetindo conflitos e inseguranças já resolvidos, e isso vai drenando o interesse aos poucos. A sensação é de que a série tenta esticar o que devia ter sido contado em, sei lá, oito episódios no máximo, o resto vira enrolação disfarçada de “desenvolvimento emocional”.
E aí vem o velho problema: Aqui eles tentam abraçar casal demais e acaba não desenvolvendo nenhum direito. Cada dupla tem seu mini drama, sua mini história, mas tudo fica raso demais pra gerar qualquer envolvimento real. É como se a série quisesse agradar todo mundo, dar um pedacinho de tempo de tela pra cada casal, mas no fim ninguém ganha espaço suficiente pra crescer. Tudo parece começar com potencial, mas se perde antes de virar algo que realmente prenda. Você até quer se importar, mas a série não te dá motivos o suficiente.
No fim, é uma série que tinha tudo pra ser muito mais. Tinha uma base sólida, tinha material de sobra, tinha personagens carismáticos, mas acabou se perdendo no caminho. Mesmo assim, dá pra assistir sem sofrer, só que não dá pra fingir que é realmente boa. É aquele tipo de BL que você termina e fica com aquele “é, foi ok”, e segue a vida. Nada horrível, mas também nada que desperte vontade de rever.
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Não é perfeita, mas eu me derreti com a quimica dos SingtoKrist
Não dá pra resumir essa série em um simples “gostei” ou “não gostei”. Ela me fez passar por um monte de sensações diferentes, teve irritação, empatia, curiosidade e até momentos em que eu me peguei sorrindo sem perceber. Foi uma mistura estranha, sabe? É o tipo de história que te irrita e te conquista quase ao mesmo tempo, e quando você percebe, já tá emocionalmente envolvido, torcendo, revirando os olhos e suspirando, tudo de uma vez.Phi é aquele tipo de personagem que te dá vontade de sacudir e, logo depois, de abraçar. Ele começa lá em cima, cheio de fama, confiança e um ego que ocupa metade da tela, e depois desaba de um jeito que dá até vergonha alheia. Foi frustrante de ver, mas ao mesmo tempo impossível não sentir um pouco de pena. A série mostra bem o peso da queda, aquela mistura de culpa e desespero que vem quando tudo desmorona. Aí entra o Tam, o ex que volta pra ajudar o Phi a tentar reconstruir a própria imagem. E é nesse reencontro que as coisas realmente pegam fogo, porque ver dois ex tentando se manter profissionais enquanto ainda carregam um passado mal resolvido é uma delícia de acompanhar.
Mas confesso que o Phi me tirou do sério várias vezes. Ele é teimoso, orgulhoso e faz questão de se complicar mais do que precisa. O roteiro, às vezes, também se perde um pouco. Tem episódios que dão a sensação de que estão só empurrando a história até o final, sem mergulhar de verdade nas emoções. O Tam, que poderia ser um ponto mais forte, acaba ficando meio apagado em certos momentos, o que é uma pena, porque a calma e a sinceridade dele equilibram bem o temperamento explosivo do Phi.
E o Aou… sério, eu preciso falar dele. Mesmo sendo o “vilão” da história, é simplesmente impossível odiar esse homem. Ele tem um carisma tão natural que desarma qualquer tentativa de raiva. Toda vez que ele aparecia em cena, eu já sabia que ia acabar gostando, mesmo quando ele fazia algo que eu devia detestar. Ele tem aquele tipo de presença magnética. O tipo que faz você pensar “tá, ele tá errado, mas eu entendo”. No fim das contas, ele rouba a cena de um jeito que é difícil não se render completamente.
O final deixou aquele gostinho estranho, sabe? Não foi nada grandioso, mas fez sentido dentro do que a história vinha construindo. Deu pra sentir que houve crescimento, que os personagens realmente aprenderam alguma coisa no processo. Ainda assim, fiquei com a sensação de que dava pra ir mais fundo, queria ver mais vulnerabilidade de verdade, menos orgulho tentando esconder o que tava óbvio. Faltou um pouquinho de coragem ali pra entregar tudo o que a história prometia.
Ah, e sério, preciso falar da atuação do Krist e do Singto, porque é simplesmente deliciosa. É tão natural que você sente cada emoção deles sem esforço nenhum. Até uma risadinha do Krist ou um olhar do Singto já me fazem derreter na hora. Eles não estão apenas interpretando, parece que vivem cada cena de verdade, é o tipo de química que segura tudo, mesmo quando a história vacila um pouco.
No fim, eu fiquei feliz por ter assistido esse BL. Krist e Singto continuam com uma química que parece natural demais pra ser atuação. É o tipo de série que te faz pensar sobre orgulho, fama e como é difícil se reconstruir quando o mundo inteiro tá te olhando. Não é impecável, mas é gostosa de assistir.
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O Sorn e Jun me ganhou, o resto… nem tanto
Assisti a esse especial e, olha, misturei suspiros com aquela frustraçãozinha clássica que só uma produção curta e cheia de buracos consegue provocar. O casal principal me ganha, sério, eles têm uma química tão boa que é impossível não torcer por eles sempre. A sorte é que, mesmo sendo um especial, pelo menos o Sorn e o Jun sabem segurar bem a nossa atenção, porque foi basicamente só sexo sem muita história. Eu definitivamente não sou fã de coisas que só giram em torno do sexo e esquecem qualquer enredo; lembra aquelas fanfics PWP que a gente conhecia? Pois é, eu detestava aquilo, mas aqui pelo menos senti que os personagens tinham personalidade e presença de sobra. Dá pra perceber que eles poderiam facilmente sustentar uma série completa com uma história decente, porque talento e carisma não faltam.Agora, algumas coisas me irritaram. Primeiro, não entendi por que o trailer mostrou Thai e Champ e eles simplesmente não aparecem aqui. Meio que me senti enganada, sabe? E a participação da Penny e da Jun foi completamente desnecessária. Elas surgem do nada só pra fofocar sobre o sumiço do Sorn e colocar caraminholas na cabeça de vento do Jun, sem acrescentar nada real à trama. Isso deixa a narrativa um pouco confusa e parece que algumas cenas foram só pra preencher espaço. Mas, mesmo com esses deslizes, eu ainda me diverti e fiquei grudada no casal principal o tempo todo, torcendo por cada momento deles.
No fim, minha experiência foi aquela mistura de frustração e satisfação. Frustração porque o especial poderia ter sido melhor explorado, com mais história e menos enrolação, e satisfação porque o casal principal é maravilhoso e me conquistou completamente. Recomendo pra quem gosta de química real e não se importa com um enredo um pouco mais leve, mas sinto que esses dois têm potencial pra muito mais, e eu quero muito ver isso acontecer em algo maior. O que mais me marcou foi justamente a energia deles juntos, dá pra sentir que qualquer história futura com esse casal vai valer a pena.
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Intenso demais pra ignorar
Gente, preciso falar de Laws of Attraction porque não entendo essa galera que não gostou. Sério, achei o BL redondinho e bem amarrado, daqueles que te prende do começo ao fim. É intenso, cheio de drama e de personagens quebrados emocionalmente, daqueles que a gente sente o peso de cada decisão. O Charn me irrita às vezes, mas, gente, o charme e a intensidade dele compensam totalmente. Já o Tinn, vê-lo correr atrás da justiça pela sobrinha é angustiante, doloroso e te deixa grudada na tela.O romance entre eles não é tanto o foco principal, e acho que é por isso que muita gente não engoliu, mas, sinceramente, funciona perfeitamente dentro da história. Não é só “amor fofinho”, é tensão, cumplicidade e emoção que surge no meio de toda a loucura que acontece. E os vilões? Nossa, são nojentos de uma forma deliciosa, daqueles que fazem você ferver de ódio enquanto torce pelos protagonistas.
Quero falar um pouco sobre o Charn, meu Deus, que personagem... Ele é aquele advogado completamente arrogante, cheio de superioridade, mas de um jeito que te deixa grudada na tela. O ator simplesmente arrasou em cada nuance: os olhares gélidos, o sorriso quase diabólico, aquele ar de “eu sei de tudo e vocês não fazem ideia”, tudo isso me fez tremer na base várias vezes. Ele consegue passar toda a soberba, a frieza e até a superficialidade do personagem de forma magnética. É impossível não ficar hipnotizada cada vez que ele entra em cena, porque mesmo sendo irritante, você sente o peso do poder e da presença dele.
E o Tinn, que delícia de personagem também! A teimosia dele, essa necessidade quase obsessiva de buscar justiça pela sobrinha, é de cortar o coração. Cada decisão que ele toma, cada risco que se coloca, te faz prender a respiração junto com ele. É aquele tipo de personagem que, mesmo cansado ou machucado, não desiste e te faz torcer como se sua própria moral estivesse em jogo. A intensidade dele é palpável, e a forma como ele lida com a dor e o peso das responsabilidades só deixa o romance com o Charn ainda mais tenso e carregado de emoção.
E quando a gente olha pro Charn e pro Tinn como casal, é uma montanha-russa emocional. No começo, eles se provocam demais, cada diálogo é uma faísca, é quase impossível não rir ou suspirar com aquelas trocas afiadas, cheias de tensão e desaforo que eles conseguem fazer funcionar. Mas aí, quando o Charn finalmente se entrega ao Tinn, meu coração derrete. O advogado frio e calculista se transforma num fofo manhosinho e carente, que tenta esconder o quanto se importa, mas que não consegue segurar a vulnerabilidade diante do Tinn. É impressionante ver essa evolução: do sarcasmo e provocação à entrega completa, mostrando que mesmo pessoas duras podem se abrir quando encontram alguém que vale a pena.
No fim das contas, é um drama sólido, cheio de camadas e conflitos que realmente prendem a atenção. É daqueles BLs que te faz refletir por horas depois de assistir, sentindo cada conquista e cada queda dos personagens. Super recomendo para quem curte intensidade, drama pesado e um romance que surge em meio ao caos. É envolvente, tenso e deixa aquela vontade de continuar acompanhando cada detalhe.
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Eu queria dizer "apaga que dá tempo", mas infelizmente não dá mais
Isso aqui é um episódio que eu queria fingir que não existe. Não tem como defender. A proposta de mostrar o ponto de vista do Lhong poderia ter sido uma oportunidade boa de entender melhor o personagem e aprofundar a complexidade dele, mas o que a gente recebe é basicamente uma tentativa de passar pano pra tudo o que ele fez. E olha… não funciona.O episódio tenta justificar atitudes criminosas com uma narrativa de trauma e abandono emocional, como se isso fosse suficiente pra gente esquecer que o cara manipulou, mentiu, armou situações pesadas e causou sofrimento real. A intenção parece ser humanizar ele, mas o roteiro simplesmente suaviza demais, romantiza até, e isso é muito problemático. Não é porque alguém teve uma infância difícil que isso apaga o que ela fez depois, e o que o Lhong fez não foi só uma “fase ruim”. Foram crimes. Ponto.
Fiquei incomodada o tempo todo. É desconfortável ver a história tentando nos fazer ter empatia por ele enquanto quem realmente sofreu com tudo isso (o Type, o Tharn, o Tar, e até outras pessoas ao redor) quase não é mencionado. E ainda tem a cereja do bolo: o episódio termina como se ele só precisasse de carinho, de um recomeço, enquanto a vítima muda de país. Sério? Essa é a mensagem?
Pra mim, foi completamente desnecessário. Eu entendo que, na época, pode ter sido uma tentativa de dar camadas ao vilão. Mas hoje em dia, esse tipo de abordagem não cola mais. O mínimo seria mostrar as consequências reais das atitudes dele. No lugar disso, ganhamos um episódio que mais parece uma tentativa de limpar a barra dele com cenas tristes e um olhar perdido na chuva.
Se for pra dar voz a personagens problemáticos, que seja com responsabilidade. Porque do jeito que entregaram aqui, só conseguiu me deixar ainda mais irritada.
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O episódio extra é bonitinho, só não espere mais que isso
O episódio especial de Love Sea veio só pra cumprir a cota do fanservice mesmo. É fofo, tem clima de férias, beijos carinhosos, uns momentos de casal bem “olha como estamos felizes”… mas, assim, não acrescenta nada muito relevante. É só mais um pedacinho de romance pra gente ver o Rak e o Mut sendo grudentos e bonitinhos, o que, sinceramente, já faz valer um pouco o tempo, porque esses dois juntos têm uma química que me faz continuar mesmo quando o roteiro não ajuda.Pelo menos, dessa vez, a Vie e a Mook tiveram um pouquinho mais de tempo de tela. Foi bom ver que lembraram que elas existem, e até tentaram dar algum espaço pra elas. Mas ainda assim, ficou aquela sensação de "toma aqui esses minutinhos e agora saiam da frente do casal principal”. Elas mereciam mais.
No fim das contas, o especial é bonito, leve e até conforta um pouco, mas ele não resolve nada. Só reafirma o que Love Sea já tinha mostrado: visual impecável, casal principal que funciona bem, e um roteiro que continua escolhendo quem merece atenção e quem pode ser só figurante de luxo.
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Visual 10/10, química 11/10 e profundidade 3/10
Love Sea apareceu pra mim num dia em que eu só queria assistir alguma coisa bonita, com cara de verão, pra dar uma desligada. E, visualmente, ele cumpre a missão: céu azul, mar limpinho, foto suave, um monte de cena gostosa para ver no fim de um dia desgastante. Tongrak e Mahasamut seguram o romance com uma química do tipo que não precisa de muito esforço, eles trocam um olhar, fazem um afago distraído, e eu já tô ali curtindo. É fácil se agarrar a eles.Mas quanto mais os episódios passam, mais fica claro que o roteiro tá apaixonado só pelo Rak. Tudo gira em torno do bloqueio criativo dele, das inseguranças dele… e o Mut? Quase nada. O cara larga a própria vida inteira por amor, a série até tenta consertar no final dizendo que não foi bem assim, mas o estrago já tava feito: praticamente nenhum espaço pra mostrar quem ele era antes, o que perdeu, o que quer daqui pra frente. Fica faltando conhecer o Mut de verdade, não só o namorado bonitinho.
Também não dá pra fingir que o fandom tóxico não atrapalhou. Eu tava lá, felizinha vendo o casal secundário, Vie e Mook, torcendo pra que elas tivessem momentos próprios… e cadê? Foram sumindo. E, pior, fui ver comentários e esse foi meu erro, a Mook virou alvo de hate gratuito, gente reclamando dela existir e ocupar tempo de tela. A personagem existe, tem sentimentos, tem espaço, e só isso já foi o suficiente pra parte do fandom decidir que ela era “inútil” ou “irritante”. E, sinceramente, é sempre a mesma história: basta uma mulher existir em um BL que já vira saco de pancada automático. Sério, custava dar um arco decente pras meninas? Elas mereciam o mesmo cuidado que o drama deu pros meninos, mas parece que o roteiro esqueceu.
Apesar dessas frustrações, confesso: terminei presa ao romance principal. Ver Rak e Mut se entendendo, mesmo com todos os tropeços e a correção meio em cima da hora sobre “não largue toda a sua vida por macho”, me deu aquele quentinho no coração. No fim, Love Sea é exatamente isso pra mim: não inventa moda, não aprofunda tudo que podia, mas tem momentos de carinho que fizeram meu dia melhor. Só queria que o Mut tivesse tido a mesma atenção que o Rak, e que a Vie e a Mook não tivessem sido tratadas como figurante de luxo.
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BL antológico que vale cada minuto
Every You Every Me não é aquele BL que você coloca pra ver casal fofo se beijando na escadaria da faculdade ao som de baladinha romântica. É mais... estranho. E bonito. E um pouco triste. Um daqueles que te deixa em silêncio no final do episódio, encarando os créditos.A estrutura já entrega que não é convencional: são 8 episódios independentes, todos com os mesmos dois atores, Top e Mick, interpretando personagens diferentes em cada história. Em um ep eles se amam, no outro se ignoram, às vezes são tóxicos, às vezes ternos. Pode parecer confuso no começo, mas vira justamente o ponto forte da série: esse jogo de possibilidades, como um multiverso de BLs sem efeitos especiais, só com sentimento bruto.
E que dupla, viu. Top e Mick estão em sintonia absurda. A entrega deles é impressionante, mudam postura, voz, energia, e fazem cada versão desses personagens parecer real. Quando a série começa a brincar com metalinguagem nos últimos episódios (e sim, tem episódio que praticamente diz “isso aqui é uma encenação, mas também não é”), eles continuam te prendendo com atuações certeiras.
Nem tudo funciona perfeitamente:
Por ser antológica, a série pode frustrar quem espera um arco contínuo ou um casal fixo pra shippar até o fim. Algumas histórias são mais marcantes que outras, e o ritmo oscila um pouco, tem episódio que termina e você fica se perguntando se era só aquilo mesmo. E se você não estiver num mood mais introspectivo, talvez ache tudo um pouco “viajadão”.
Every You Every Me é um BL pra quem já viu vários. Que já passou pela fase dos clichês e agora quer algo que mexa de outro jeito. É uma série com coragem, que não tem medo de desconstruir, experimentar, propor. E mesmo quando não acerta em cheio, faz isso com estilo. Vale muito a pena.
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