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Um Romance Tóxico Chamado My Stand-in
Que série de doente do caralho, sério. É romance tóxico, gente completamente surtada, morte, reencarnação… tudo jogado na nossa cara como se fosse normal. Mas a direção funciona, a história é boa, é tudo bem filmado. Não dá pra chamar de ruim, porque não é. Só que você precisa estar com a cabeça no lugar pra assistir isso aqui e não sair meio doida depois, porque o romance é tóxico e não tenta fingir que não é.A maioria dos BL tenta enfiar romance abusivo com música fofinha e close dramático pra ver se a gente engole. Mas aqui não. Aqui a toxicidade é assumida e explícita. É tipo: “é isso mesmo, aceita ou tchau”.
E vamos lá, Ming e Joe. O Ming é um manipulador do caralho. Que homem horrível. Egoísta, mimado, se acha o centro do universo. Ele não tenta parecer inocente, não tenta ser bonzinho, ele sabe que é tóxico e escancara isso sem pudor. Só que ao mesmo tempo… ele ama o Joe. Ama de verdade. Só que esse amor não apaga a desgraça que ele causou. Porque, apesar de amar, ele destruiu o Joe nas duas vidas. Não foi pouca coisa. E mesmo depois de se redimir, porque sim, ele até consegue, eu continuo sem simpatia nenhuma por ele. Zero. Não sinto pena, não sinto dó, nada. É aquele tipo de personagem que você olha e pensa: “Parabéns por tentar, mas pra mim não rola.”
Aí tem o Tong. Pelo amor de Deus. Que homem péssimo. Péssimo em níveis astronômicos. Não tem pano que passe, não tem explicação, não tem problema ou dificuldade que dê uma desculpa plausivel. Ele é horrível e pronto. E o pior: o Ming acaba sendo vítima dele também, manipulado, controlado, e o Tong ainda usa até o próprio filho que nem nasceu como moeda de troca. No final, ele até tenta uma redenção, mas… não convence. O estrago já foi longe demais. Só resta repudiar esse combo tóxico inteiro.
Já o Joe… coitado. Um Zé Mané sem amor próprio, sem voz. E ele sabe. E por mais que eu viva chamando ele de burro, porque meu Deus, como ele é boca aberta, ele consegue, de algum jeito, encontrar um pouco de força ao longo da história. Ele tenta se proteger, tenta quebrar o ciclo, tenta existir. Mas ainda assim continua sendo um tapado apaixonado. E é isso. É o jeitinho dele.
E quando ele finalmente tenta tomar as rédeas, a vida dá uma rasteira: ele morre, reencarna, volta dois anos depois… e repete tudo. Cai nas mesmas pessoas, nos mesmos erros, nos mesmos sentimentos, quase morre de novo. Mas o bonitinho consegue se levantar, de novo e de novo. A resiliência do homem é absurda.
Eu, sinceramente, tava torcendo pra ele ficar com o Sol, o único decente daquele inferno emocional. Mas BL tailandês trata romance tóxico como amor verdadeiro, então né… não dá pra esperar muito. Pelo menos, quando o Ming finalmente se redime, ele vira alguém decente e consegue dar ao Joe um amor saudável. No fim, eles até conseguem ser fofos.
A série é boa, intensa, bem feita, com atores excelentes… enfiada dentro de uma história emocionalmente radioativa. Quem não estiver bem mentalmente vai sair no mínimo abalado, mas marcado também, porque a história é boa.
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Tem arma, tem traição, tem beijo, tem química e eu fiquei obcecada
Me apaixonei por The Heart Killers bem mais do que eu esperava. Já comecei animada porque eu AMO quando o BL sai do óbvio e traz uma pegada com ação, tensão, umas doses de violência e personagens com moral duvidosa. Aqui a mistura de romance, tiro, máfia e uma hamburgueria aleatória de fachada funcionou perfeitamente pra mim. É caótico, é exagerado, mas de um jeito que me prendeu de verdade.E assim, eu sei que tem gente que torceu o nariz pro famoso momento “apontar a arma na cara do boy que ama”, mas sinceramente? Eu comprei sem esforço. Eles foram enganados por quem confiavam, estavam magoados, em posição vulnerável… e esse tipo de emoção crua, mesmo exagerada, faz sentido dentro do mundo que a série constrói. Não me pareceu gratuito, me pareceu humano, bagunçado, impulsivo, real. E isso é o que eu mais gosto: quando o BL não tenta ser certinho o tempo todo.
O casal Style e Fadel foi tudo pra mim. O Style é completamente doido, carismático, do tipo que domina qualquer cena, e o Dunk entrega tudo com aquela cara de “sei exatamente o que tô fazendo”. E o Joong também entrega bem a tensão no olhar, o peso da história. Ele segura bem a pose mais contida, e os dois juntos têm uma vibe deliciosa de ver, a química transborda até nas cenas mais surreais.
Mas eu também me apaixonei MESMO foi pelo Bison. Ele é uma fofura, um carinho, um respiro no meio de tanta confusão. E ele com o Kant… meu coração derreteu. Eles são doces, têm um jeitinho mais suave que contrasta com toda a loucura ao redor, e eu queria tanto ter visto mais dos dois. O final desses dois casais me deixou querendo mais, assim como o final da série em geral.
Porque, né… foi meio corrido. A história merecia mais tempo, mais fechamento, mais cuidado pra encerrar as coisas com calma. Fiquei com a sensação de que tinha muita coisa ainda pra ser contada e que alguém apertou o botão de “acelerar tudo” no último episódio. Não estraga a experiência, mas deixa um vaziozinho. Tipo “ah, já acabou?”
No fundo, The Heart Killers virou um dos meus xodós. É maluco, bonito, cheio de momentos que te fazem rir, suspirar, surtar um pouquinho… e mesmo com seus defeitos, me pegou de um jeito que poucos BLs conseguem. E agora tô aqui torcendo muito pra que venha uma segunda temporada, porque esse universo ainda tem muito o que entregar. E eu quero mais desses doidos, mais beijo, mais hamburguer, e mais Bison sendo um amorzinho.
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Não é perfeita, mas eu até que gostei
Os primeiros episódios até têm seu charme, mas são bem sofridos de acompanhar. A série já começa jogando a gente na situação absurda de um líderzinho de gangue do ensino médio, que claramente não tem muita inteligência, tentando mandar em um universitário como se fosse normal. Eu ainda fico chocada tentando entender por que uma pessoa mais velha toparia passar por um papel tão vergonhoso por causa de alguém mais novo. Simplesmente não fazia sentido pra mim. E como eu detesto qualquer coisa que envolva bullying, já entrei na história com aquele ranço pronto.Aí a gente começa a conhecer o Noey, com aquele jeitinho completamente fora da realidade, meio inocente, meio maluco das ideias, e sem perceber eu já tava presa ali. Já o Thiwa… olha, complicado. A atuação dele chama atenção, mas do jeito esquisito: é travada, meio desconfortável, meio entediante. Até hoje não sei se aquilo foi uma decisão consciente ou se ele simplesmente não tinha muita experiência pra entregar algo melhor.
Muita gente comenta que a série melhora depois do episódio 8, e sim, eu também senti isso, mas só até certo ponto. A dinâmica entre eles fica um pouco mais natural e o Noey finalmente ganha mais camadas. Mas o Thiwa sinceramente, não vai pra lugar nenhum. O personagem continua preso na mesma vibe irritante do começo. Toda vez que ele aparecia daquele jeito esquisito e cansativo, eu só queria pular a cena e seguir em frente.
E aqueles conflitos espalhados pela série? Noey com Bas, Noey com Phayu, Noey com o próprio Thiwa, sinceramente, nada disso chega a algum lugar. Se a ideia era criar drama, podiam ao menos ter entregado uma resolução minimamente sólida, mas tudo parece jogado só pra incomodar os personagens. O conflito com o Bas é tão raso que chega a ser irritante. É violência gratuita só pra gerar caos, e pior: a solução era óbvia. O cara esfaqueou a mãe do Noey, então, honestamente, era só chamar a polícia e fim, mas preferiram só ignorar isso e pronto.
Com o Phayu, até existe uma tentativa de criar tensão com ciúme, mas é tão mal construída que desaparece em segundos. Os dois parecem aqueles cachorros que ficam latindo um pro outro através do portão, mas basta o portão abrir que eles congelam. Fica ridículo. E com o Thiwa, então, é só mais do mesmo. O desgaste entre ele e o Noey é o mesmo desde o começo, e nunca evolui. No final, nenhum desses conflitos se desenvolve de verdade. Eles só ficam ali, ocupando espaço, sem impactar nada de forma real. É vazio, é disperso, e não acrescenta nada à história.
No fim das contas, o que eu mais queria era ver como eles iam resolver a situação com os pais do Thi, e simplesmente não resolvem. Eles aparecem, criam um desconforto enorme, leva o Thi embora, desaparecem e ninguém mais toca no assunto. Se pelo menos tivessem fechado dizendo que os pais precisavam de tempo pra aceitar, tudo bem. Mas não: eles só somem, como se nunca tivessem existido. E o casal ainda termina com uma postura de “vou viver minha vida assim mesmo”. Aí eu fico pensando… se era pra ser desse jeito, por que não fizeram isso lá no começo?
E não para por aí. A série apresenta várias coisas que parecem importantes e depois simplesmente abandona, deixando tudo meio solto, sem muita continuidade. Mesmo assim, acaba funcionando como um entretenimento leve. Não pede atenção total, não exige emoção, não cria grandes expectativas. É daquele tipo de série pra deixar rodando quando você só quer descansar a cabeça. Não é das piores que já assisti, mas também está longe de entrar na lista das melhores.
Ah, e as cenas pós créditos, sinceramente, perfeitas. Um detalhe tão simples, mas tão criativo, que quase compensou todo o resto. Eu realmente adorei.
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Recomendo demais <3
Que série boa, puta merda. Eu comecei a assistir sem esperar absolutamente nada, porque aquele pôster parecia anúncio de comédia pastelão tailandesa, e eu já fico cansada só de pensar. Eu não gosto desse tipo de comédia, ainda mais a tailandesa, que adora um exagero, uma vergonha alheia que me dá vontade de fechar os olhos. Então o pôster não ajudou em nada. Mas eu resolvi dar uma chance. Melhor decisão que eu tomei, porque que série boa da desgraça.Ela te prende num nível que eu nem percebi o tempo passando. O drama, o mistério, a forma como a história vai se montando aos poucos… tudo funciona tão bem que quando vi já era quase cinco da manhã e eu ali, firme, virada, porque simplesmente não consegui parar. É aquele tipo de série que te puxa pelo pescoço e diz “senta e assiste”, e você assiste, sem reclamar.
A história do Alex é muito boa, por mais doida que pareça no começo. O menino fez uma promessa pra mãe que não perderia a virgindade antes dos 18 anos, faltou um minuto pra meia-noite, ele fez merda atrás de merda, a vida futura dele virou um caos completo… e no meio disso tudo tem a câmera Polaroid. Essa câmera aleatória que, do nada, vira portal temporal. Não tem explicação científica, não tem manual, não tem nada. Simplesmente acontece. E sinceramente? A série é tão boa que eu nem me importei, só aceitei e fui.
Quando ele cai no futuro, descobre uma versão completamente torta da própria vida: amigos viraram inimigos, inimigos viraram amigos, ele virou uma pessoa que ele mesmo não compreende bem, e ainda por cima está preso numa carreira que nunca quis seguir. A partir daí é só correria: descobrir como voltar, consertar as cagadas, e lidar com o mistério de cada pessoa ligada às fotos da Polaroid. E acompanhar isso é viciante, porque você literalmente vê o personagem crescer. Ele começa imaturo, meio besta, impulsivo, e aos poucos vai criando consciência, empatia, noção de mundo. E a série faz isso sem ser chata, sem virar palestra, só deixando você sentir junto.
E olha… eu amei como eles abordaram vários assuntos importantes sem transformar tudo num drama pesado ou num circo. Teve identidade de gênero, feminilidade, masculinidade tóxica, sair do armário, bullying, gravidez na adolescência, aborto… tudo feito com cuidado, com dignidade, sem virar piada e sem virar espetáculo. A série conseguiu aquele equilíbrio raro de tratar temas sérios com leveza, não no sentido de banalizar, mas de tornar digerível. E isso, pra mim, só mostra o carinho que tiveram ao escrever.
O final é ate que bom. Ele fecha direitinho o que prometeu. Não ficou perfeito, mas é coerente e emocional do jeito certo. Me deixou com aquela sensação gostosa de “valeu a pena ter ficado acordada até 5 da manhã”.
Enfim, é uma delícia de série. Divertida sem ser idiota, profunda sem ser pesada, e viciante sem apelação. Eu saí apaixonada. Recomendo demais, vai sem medo, é uma daquelas surpresas boas que a gente nem espera e acaba abraçando.
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Johan e North, donos do meu coração
É um bom Bl. Ele é gostosinho, não é maçante… só que, né, tem horas que fica chatinho por culpa do Ter, o protagonista que decidiu fazer da enrolação um esporte. A história dele com o Hill é bonitinha, eles se conhecem há mil anos, aquela vibe “amizade que vira algo mais”. Clássico de série colegial: se não tiver dois guris que já se conhecem desde sempre, nem entra no gênero.O engraçado é que no episódio 4 eles praticamente já estão resolvidos. Tava tudo ali pra andar. Mas o Ter enrola tanto, mas tanto, que parece que os 17 episódios existem só pra acompanhar a indecisão dele. E, olha… 17 episódios é exagero real. Tem uns que são pura encheção de linguiça, nada acontece, só a vida passando enquanto o protagonista evita o próprio namorado.
E quando finalmente começam a namorar, o Ter simplesmente resolve que não quer beijar o Hill. Por quê? Também não sei. Antes de namorar eles se beijaram bem mais. Depois que viram um casal, é só aquele “ai, não me beija”, mesmo quando estão sozinhos. Irrita demais. Uma coisa é não sair distribuindo beijo quando não tem nada definido, outra é negar beijo pro próprio namorado, tadinho do Hill, sempre sedento, tentando qualquer chancezinha, e recebendo só abraço. E o Ter lá, fazendo doce. Me dá nos nervos.
O Ter, sozinho, é aquele típico protagonista que a gente gosta. Ele é fofo, tem seus momentos bons, mas também tem uma capacidade de enrolar que beira o irracional. Às vezes parece que ele tá fugindo do próprio destino, da própria emoção, do próprio namorado, de tudo. E isso torna ele meio irritante, porque dá pra ver que ele sente, que ele quer, mas fica ali, fazendo doce como se estivesse sendo pago por minuto de indecisão. O Hill, por outro lado, é o oposto: aberto, carinhoso, entregando tudo que o Ter finge que não percebe. Ele é aquele tipo de personagem que a gente abraça mentalmente, porque vive tentando, esperando, insistindo de um jeito doce, mas sem perder a dignidade. Ele é carente? É. Ele quer beijo? Quer. Mas ele nunca passa do limite, nunca força nada.
E juntos, Ter e Hill formam um casal que tinha tudo pra funcionar sem grandes crises… se o Ter colaborasse. A química existe, a história é bonita, os dois se gostam de verdade, isso dá pra ver fácil. Só que o ritmo deles vai aos trancos e barrancos: enquanto o Hill tá pronto pra viver, o Ter tá pronto pra pensar. E aí o relacionamento fica nesse cabo de guerra emocional, que irrita e ao mesmo tempo prende, porque quando os dois finalmente se permitem amar, funciona. E funciona bonito. É aquele casal que poderia ter brilhado ainda mais se não tivesse tanto “ai, espera mais um pouco” vindo de um lado só.
Agora, quem realmente ganhou meu coração foram Johan e North. Esses dois, sim, vivem. Eles se beijam com gosto, têm química, têm entrega, têm tudo que o casal principal deveria estar trazendo. Não ficam se escondendo, não negam sentimento, não têm medo de demonstrar. As cenas deles são tão gostosas que dava fácil pra serem o casal principal, porque entregam mais emoção do que a narrativa central inteira.
O Johan tem a energia de “eu sei o que quero e vou pegar”. Ele tem presença, tem atitude, tem aquele charme meio displicente que não precisa se esforçar pra funcionar. O bonito simplesmente chega, beija bem, entrega química, e vai vivendo. Ele até rende uma novela com suas crises de ciúmes, mas não some do nada, não inventa charme e não fica de cu doce, e talvez por isso mesmo seja tão fácil gostar dele. O North, por outro lado, tem aquela vibe gostosa de alguém que sabe demonstrar sentimento sem fazer confusão. Ele tem calma, carinho, é fofo, não sufoca e sabe o que quer. É o tipo de personagem que parece sempre disposto a se jogar na conexão, mas sem perder o controle do próprio eixo, e isso deixa ele ainda mais cativante.
E juntos, Johan e North são quase um alívio emocional dentro da série. Eles se gostam, se assumem, se beijam com vontade, e nada disso vira drama sem sentido. A química deles funciona porque não tem trava, não tem medo, não tem jogo emocional cansativo. Eles entregam o que o casal principal muitas vezes não entrega: naturalidade. É aquele casal que parece dizer “é assim que se faz”, e a gente assiste pensando que, sinceramente, se fossem os protagonistas, metade dos problemas da série nem existiria.
Enfim, é um BL gostosinho, dá pra curtir, tem momentos fofos, tem seus casais pra shippar, mas também tem suas irritações. E, sinceramente, com a história que tem, 17 episódios é demais pra tão pouca complexidade. Uns 10 ou 12 resolveriam tudo sem essa volta toda. Mas a gente assiste, se irrita, se apaixona pelos secundários, suspira um pouquinho e segue a vida como sempre.
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Como não se apaixonar pelo Cake e pelo Eiw?
É uma série muito fofa. Mas fofa de verdade. O Earth e o Santa combinaram tanto que parece até que já estavam ensaiando essa química desde crianças. São dois fofos que entregaram tudo na atuação, sem forçar nada, só deixando aquele sentimento de primeiro amor, meio tímido, meio bagunçado, totalmente inevitável, aparecer. Eles vão crescendo, amadurecendo, e esse amor vai se desenvolvendo junto, bem gradualmente, daquele jeito que dá um quentinho no peito.My Only 12% tem essa nostalgia boa de quando a vida era mais simples, quando nossas maiores preocupações eram estudar, voltar pra casa cedo, achar graça em qualquer coisinha do dia, e se divertir com os amigos. Foi muito gostoso de acompanhar porque a série traz essa vibe de lembrança doce, quase ingênua, mas sem parecer boba. E eu adorei, de verdade.
Minha única reclamação, e olha que reclamo com carinho, é que foram episódios demais pra uma história tão simples. Não precisava de 14 episódios. Dava pra enxugar um pouco, cortar umas coisinhas aqui e ali, e até aprofundar outras coisas que ficaram só na superfície. Nada que estrague a experiência, mas dá aquela vontade de sair pulando alguns diálogos. Ainda assim, é uma série leve, acolhedora, aquela que aperta o coração com melancolia gostosa, principalmente na parte da descoberta do primeiro amor e de se perceber gay num ambiente tão conservador. A série trata isso com delicadeza, e isso faz diferença.
E, meu Deus, o Cake e o Eiw… fofíssimos.
O Eiw é aquele menino cheio de sentimentos guardados no peito, que vive tudo com intensidade mesmo quando tenta fingir que não. Ele é sensível, meio desajeitado nas emoções, mas de um jeito tão real que dá vontade de proteger. Tem essa carinha de quem está sempre tentando entender o mundo, e a si mesmo, enquanto o coração fica três passos à frente. É impossível não se apegar, porque o Eiw é exatamente esse tipo de personagem que te conquista pela vulnerabilidade emocional.
O Cake aparece com aquele jeitinho mais solto, meio travesso, sempre pronto pra puxar o Eiw de dentro da própria cabeça. Tem uma energia leve, de amigo que segura a onda quando tudo tá pesado, e ainda solta umas verdades do nada que fazem mais efeito que qualquer discurso dramático. Ele não força protagonismo, mas quando aparece você sente, porque o Cake tem essa habilidade irritante e adorável de iluminar a cena sem nem perceber.
O relacionamento dos dois sempre teve essa mistura doce de conforto e bagunça emocional. Eles são amigos de infância daquele tipo que cresceu grudado, dividindo segredo bobo, lanche, brincadeiras, sorrisos e tudo que vem junto com uma amizade de anos. O Eiw, coitado, sempre amou o Cake em silêncio, aquele amor tímido, doído, que fica escondido nos olhares longos e nos sorrisos que duram um segundo a mais. Ele nunca teve coragem de dizer nada, porque o medo de perder o Cake falava mais alto que qualquer desejo. Quando o Cake volta dos EUA, tudo muda. Ele encontra um Eiw diferente, mais seguro, mais bonito, mais… visto. E isso mexe com ele de um jeito que ele não esperava. O ciúme chega sem pedir licença, só porque ele percebe que talvez tenha demorado demais pra olhar pro Eiw com os olhos certos. Nesse reencontro, a dinâmica vira de cabeça pra baixo: o Eiw tentando fingir que superou, o Cake tentando entender por que o coração dispara quando o Eiw sorri pra outra pessoa. E é justamente aí, nesse desequilíbrio delicioso, que o sentimento deles começa a finalmente tomar forma.
E é engraçado, porque quanto mais o Cake tenta esconder esse incômodo, mais ele se entrega. Ele fica ali, todo atravessado, fazendo perguntas tortas, se metendo onde não precisa, tentando recuperar um espaço que sempre foi dele, mas que agora não é mais garantido. O Eiw, por sua vez, fica naquele jogo perigoso entre proteger o próprio coração e, ao mesmo tempo, desejar que o Cake finalmente enxergue o óbvio. E quando eles finalmente se encontram no mesmo sentimento, não é sobre quem amou primeiro, mas sobre como eles cresceram até se amar do jeito certo. É uma história simples, mas tão cheia de verdade, que deixa aquela sensação boa de que alguns amores realmente valem a espera.
Eu adorei acompanhar mais essa história, do começo ao fim. É daquelas que você recomenda com um sorriso no rosto porque sabe que quem assistir vai sentir o mesmo aconchego.
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Queria mais de Jane e Ryan :(
Acho que pela primeira vez eu vou reclamar que o casal principal deveria ter tido mais destaque do que o secundário. Normalmente é o contrário, quando o casal principal domina a história, eu reclamo que são sem graça e que o secundário rouba a cena. Só que dessa vez foi o total oposto. O Jane e o Ryan são fofíssimos, mas o roteiro parece ter feito de tudo pra deixá-los em segundo plano. É um slow burn daqueles que dá vontade de gritar pra eles se resolverem logo. No episódio nove é que eles vão ter o primeiro abraço. Nem foi beijo, foi a porra de um abraço. Esse é o slow burn do slow burn, demora tanto que a gente quase torce pra aparecer um cupido armado com uma marreta.Enquanto isso, o casal Tae e Ba-Mhee ganha mais destaque com toda a sua confusão com a Judy, que acaba até resultando em beijo entre as duas. E aqui entra um ponto interessante: o Tae é interpretado pelo Sea, e todo mundo sabe que o Sea tem shipp fixo com o Jimmy. Só que nessa série ele faz par com uma garota, e claro, é um casal hétero. O curioso (ou irritante) é que a série mostra um beijo entre a Judy e a namorada do Tae, mas o casal em si… nada. Zero. Nem um selinho. E eu não consigo deixar de pensar que isso tem mais a ver com a política de “não vamos deixar o Sea beijar ninguém que não seja o Jimmy” do que com o roteiro em si. E, sinceramente, isso soa como uma grande limitação.
E como eles nunca colocam beijo hétero em BL, o que sobra é um casal hétero sem graça ganhando tempo de tela, enquanto o casal principal, que tem uma química absurda é deixado pra escanteio. Teve até pedido de casamento deles e nosso casal principal só migalhas. E não é que o Tae e a Ba-Mhee sejam ruins, eles são até fofinhos, mas é uma história sem muita graça. Eu até me emocionei com eles em algum momento, mas o que eles mereciam mesmo era um beijo decente e menos tempo de tela.
E aí voltamos ao Jane e Ryan, porque, sério… esses dois só de se olharem já fazem a tela pegar fogo. O Off e o Gun estão incríveis, a química entre eles é praticamente radioativa, e mesmo assim a gente recebe só o farelo das migalhas. A GMMTV tinha a faca e o queijo na mão, mas parece que preferiu deixar o lanche cair no chão.
No fim das contas, é uma comédia romântica leve, divertida e sem muita vergonha alheia, o que já é um milagre. Eu ri, me diverti e achei gostosinha de assistir. Só que, infelizmente, o casal principal que realmente carrega a série ficou relegado a papel secundário. E isso dói, porque dava pra ser incrível. Dava pra ser o tipo de slow burn que recompensa a espera. Mas o que a gente ganhou foi só o slow e nada de burn.
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Um romance fofo e leve
Essa série começou me dando uma dor física de verdade. Juro. Assisti metade do primeiro episódio e desisti sem pensar duas vezes, acho que no momento eu não tava na vibe certa pra esse tipo de série. Meses depois, sem nada pra ver, me lembrei dela e resolvi dar mais uma chance, e ainda bem que fiz isso, porque foi uma delicinha de assistir. É leve, fofa, com aquele jeitinho de romance adolescente cheio de pequenas intrigas. Não tem grandes reviravoltas, não tem drama profundo, mas tem um charme que segura a gente do início ao fim.Fourth e Gemini são um charme só. É impossível não sorrir feito boba com a fofura dos personagens deles. A química é boa, natural, daquela que faz você torcer até pelos momentos mais simples. E eu preciso dizer que Winny e Satang também foram maravilhosos, as intrigas entre eles me arrancaram boas risadas, e quando finalmente se acertam, eu me derreti toda. Os outros garotos do clube de música também têm seu brilho, cada um do seu jeitinho, e é difícil não se apegar.
Agora… meu pequeno pecado: pulei quase todas as partes musicais. Sério, tinha necessidade de colocar uma música inteira com cenas de lembranças? E duas músicas seguidas? Pior ainda. Foi pedir demais da minha paciência. Adiantei quase todas essas cenas porque, sinceramente, não acrescentavam muita coisa pra mim, só uma ou outra que escapou. Nada pessoal contra as músicas, algumas até são boas, mas pra mim não agregavam muito à história.
E sobre o beijo que só veio no finalzinho, eu entendo. Eles são adolescentes, e a proposta era mesmo de um romance escolar mais morninho. Mas, sinceramente, eu quase entrei na tela pra tirar a mão do Gun da frente toda vez que o Tinn ia beijar ele. Um beijinho não mata ninguém, né? Faltou só um tiquinho mais de romance físico pra completar o pacote.
Mesmo com esses detalhes, foi uma série leve, aconchegante e com personagens cativantes. Daquelas que você termina com um sorrisinho bobo no rosto.
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Não é perfeita, mas é gostosinha de assistir
Esses dias eu conversei com a querida Raiana depois de ver a review dela e acabei decidindo dar uma chance pra essa série. E olha, ela é bem gostosinha e bem feita. Como eu comentei com ela quando a gente tava falando sobre Perfect 10 Liners, eu amo os exageros do Book e o jeitinho dele de atuar (mesmo quando ele pesa a mão e me dá uma leve vergonha alheia kkkkkkk). Só que tem um contraste enorme entre ele, super expressivo, e o Force, que basicamente tem duas expressões no rosto. Aí os personagens deles acabam virando uma caricatura deles mesmos toda vez. Eu gosto dos dois, de verdade, mas sempre parece a mesma coisa.A série em si tem um ritmo leve, daqueles que você coloca pra assistir sem grandes expectativas e, quando vê, já tá perto do fim. A dinâmica dos dois é divertida, tem cenas fofas, alguns momentos bem engraçados e também umas partes que claramente só existem pra encher linguiça, mas que não chegam a atrapalhar tanto. Os casais secundários também ajudam a dar uma movimentada na história, nada muito marcante, mas cumprem bem o papel de deixar tudo mais dinâmico e com uma certa fofura.
Não é uma série que muda a vida de ninguém, mas tem um charme. Sabe quando você tá precisando de algo leve, que não te faça pensar demais e só te faça passar um tempo agradável? Então, é bem isso. Eu terminei com aquele sentimento de “foi bom” e um sorrisinho no rosto. É simples, é previsível em alguns pontos, mas tem o jeitinho certo de série pra descontrair. Dá pra ver sem medo.
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Leve e divertido, mas deixou a desejar
Eu achei esse drama fofo, leve, daqueles que você coloca pra assistir e quando vê já passou um episódio inteiro sem perceber. O casal principal tem química, mas não é aquele tipo de paixão explosiva que faz a tela ferver, é mais uma relação quase doméstica. Eles se completam de forma natural, cada um equilibrando o outro, e isso deixa a relação gostosa de acompanhar.Os secundários também fazem uma certa diferença. Eles não ficam jogados de lado como se fossem só decoração, cada um tem um momento em que aparece pra mexer na trama. Claro que nem todos foram tão aproveitados quanto poderiam, alguns até parecem ter ficado pela metade, mas ainda assim dão vida à história. Eu gosto disso, porque detesto quando a série finge que só o romance central importa e deixa o resto no esquecimento.
Agora, vou ser bem honesta, ritmo da série não é sempre fácil de engolir. Tem episódio que parece feito só pra encher tempo, com cenas que não acrescentam muito e deixam a sensação de que a trama está rodando em círculos. Isso já seria suficiente pra dar uma canseira, mas o que realmente me incomodou foi a falta de coragem de mergulhar mais fundo na história. A série tinha um prato cheio nas mãos, dava pra explorar melhor o passado das famílias, mostrar de onde surgiram certos conflitos e como tudo foi se acumulando até chegar ao ponto que chegou. Esse lado mais denso ficou só insinuado, quando poderia ter dado uma carga emocional bem maior.
E tem também a tal da loja, que me deixou com uma pulga atrás da orelha. Ela é apresentada quase como um segredo sujo, um lugar que faz serviços ilegais por baixo dos panos, mas a série praticamente não se dá ao trabalho de explorá-la. A gente vê a fachada, algumas ligações suspeitas, menções aqui e ali… e só. Era um cenário com tanto potencial pra criar tensão, trazer mais drama ou até servir como ponto de virada, mas acabou sendo reduzido a um detalhe de fundo. Faltou coragem de usar esse recurso até o fim.
Outra coisa que me incomodou foi o tal centro de inteligência que investigava a loja. Criaram todo um suspense em torno deles, mas na prática não mostraram quase nada de como funcionavam, nem quais eram os métodos ou a real influência que tinham na história. Ficou tudo muito superficial, como se fossem apenas uma sombra pairando por trás dos acontecimentos. E o pior: no fim, eles não fizeram absolutamente nada de concreto com a loja. Só deixaram o lugar fechar como se fosse uma padaria que perdeu cliente, sem consequência real, sem impacto. Foi um desperdício de enredo que poderia ter dado muito mais peso e conexão aos conflitos.
E não dá pra esquecer dos dois garotos, um investigando e o outro sendo investigado, que no fim das contas estavam apenas sendo usados e testados pelos próprios “chefes”. A série construiu essa trama paralela com suspense, parecia que ia explodir em algo grande, mas acabou ficando pela metade. Quando a revelação vem, em vez de impacto, fica uma sensação de vazio: pra que serviu tudo isso, afinal? Não trouxe consequência real, não mudou o rumo de nada, só deixou a impressão de que enrolaram o público pra depois abandonar o fio narrativo como se não tivesse importância. Foi mais uma daquelas ideias boas que morreram na execução.
No fim, essa série me deixou com aquele sentimento completamente agridoce. Por um lado, eu gostei da leveza, da química do casal principal, das risadas e dos momentos fofos que funcionaram de verdade. Por outro, fiquei frustrada com tantas ideias que ficaram pela metade e com oportunidades desperdiçadas de aprofundar a história e os conflitos. Foi uma mistura de amor e raiva: amei o que me fez sorrir e me derreter, mas odiei a sensação de que a série podia ter sido muito mais do que foi. No fim, fiquei com carinho pela experiência, mas também com aquele gosto amargo de “poderia ter sido muito melhor”.
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Rindo, suspirando e reclamando no processo
Essa série deixou meio dividida. Eu achei que seria algo fofinho e previsível, mas conforme fui assistindo, percebi que ela tinha muito mais a dizer do que parecia, mas se atrapalha tentando infelizmente. A ideia no geral é fofa: um romance que nasce em meio a barreiras de idioma, cultura e, claro, aquela boa e velha enrolação emocional típica dos BLs. O problema é que, às vezes, a execução não acompanha o potencial. Tem momentos que fluem, mas também tem partes que parecem se arrastar como se os episódios quisessem render mais do que realmente tinham pra mostrar.O casal principal têm uma química natural (Daou e Offroad entregam tudo sempre né meus amores) e eu adorei como até nas briguinhas bobas ou nos desencontros você consegue sentir a conexão entre eles. Tem uma leveza no jeito que eles se olham e uma intensidade quando as coisas apertam, é aquela combinação que faz a gente rir num momento e suspirar no outro. Só que, sendo bem sincera, teve horas em que eu fiquei irritada. Eles ficam presos em algumas repetições, como se estivessem patinando no mesmo conflito (e isso nem é culpa dos atores, o roteiro não ajuda infelizmente) e isso me fez pensar: “ok, já entendi, pode andar pra frente agora?”. Mas ainda assim, quando o romance engrena, compensa cada enrolação, porque o que não falta ali é química.
Sobre os personagens secundários… alguns são verdadeiros tesouros. Eles entram em cena e dão um tempero especial, seja trazendo humor, leveza ou até uma malícia gostosa que deixa a trama menos reta. Outros, infelizmente, parecem ter ficado pela metade. A série apresenta, dá uma pincelada, mas não aprofunda, e eu fiquei naquela vontade de conhecer mais, de ver essas histórias paralelas ganhando o mesmo carinho que o casal principal recebeu.
Agora, não dá pra ignorar que o BL tem sérios problemas de ritmo. Alguns episódios são mais longos do que precisavam ser, e eu senti que certos diálogos foram esticados sem necessidade. Não é algo que destrua a experiência, mas sim algo que cansa de vez em quando, principalmente quando você está imersa na expectativa de ver a relação dos protagonistas evoluir.
No geral, essa série mistura momentos genuinamente fofos com outros que testam a paciência. Não é perfeito, mas tem seu charme, principalmente se você gosta de acompanhar histórias que brincam com diferenças culturais e barreiras de comunicação. Eu terminei a série com um sorriso no rosto, mesmo tendo reclamado no caminho. Recomendo assistir sem grandes expectativas, não vá esperando uma obra impecável, mas vá aberto para se emocionar, se irritar muito e, no fim, se apegar aos personagens.
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Começa bem, mas depois se perde
Logo no começo, Big Dragon já chega com o pé na porta: Yai, o “Grande”, resolve armar pro Mangkorn, o “Dragão”, numa noite de bar, colocando sonífero na bebida dele. Só que o plano dá tão errado que vira outra coisa, eles acabam transando, rola uma noite intensa e, pra fechar o pacote do caos, Mangkorn ainda rouba a gravação da foda toda. É tenso, é escandaloso e é impossível não querer saber até onde essa bagunça vai parar.O que realmente segura tudo é a química absurda entre os dois. Não é exagero, é aquela tensão carregada, toque que parece real, olhar que fala mais que diálogo. É o tipo de conexão que faz muita gente assistir até o fim mesmo com o roteiro tropeçando. Porque, vamos ser sinceros, sem essa química, a série teria desmoronado fácil.
E o roteiro... Começa quente, com promessa de vingança e jogo de poder, mas lá pro meio parece esquecer de onde veio e resolve virar romance fofinho, com direito a melodrama familiar e triângulo amoroso que a gente já viu mil vezes. A tensão inicial simplesmente some, e a história perde aquela pegada ousada que chamou atenção no começo. Em alguns momentos, dá até a sensação de que as cenas foram escritas só pra colocar Yai e Mangkorn juntinhos, sem se preocupar muito se fazia sentido no conjunto.
Apesar disso, não dá pra negar que a série é linda visualmente, tem uma produção bem cuidada e uma trilha sonora que ajuda no clima. E os dois protagonistas carregam tudo nas costas com tanta força que dá pra perdoar uma boa parte das falhas.
No fim, essa série não é nenhum marco do gênero, mas também não é descartável. É caótico, sensual, com romance de novela e um enredo que às vezes esquece pra onde tá indo. Se você quer mais coerência e profundidade, talvez se irrite. Mas se for pela química e pelo clima intenso, vale a tentativa, mesmo que, em alguns episódios, você acabe se perguntando “o que eu tô vendo?”.
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Não esperava nada e recebi um quentinho no peito
Não vou mentir: fui assistir This Love Doesn’t Have Long Beans sem esperar muita coisa. Título esquisito, premissa simples… achei que seria só mais um BL esquecível. Mas no fim? Acabou me surpreendendo de um jeito bem gostoso.A série é curtinha, leve e fácil de maratonar. Não tem nada de muito profundo ou complexo, e talvez por isso funcione tão bem. É o tipo de história que a gente assiste com um sorrisinho no rosto e termina com o coração quentinho.
A proposta da culinária foi um charme à parte. A forma como eles usam a cozinha pra construir a relação dos personagens foi muito bem pensada. A cinematografia também ajuda, viu? Os pratos são lindos, as cores são vivas, tudo bem feito e visualmente aconchegante.
Plawan me ganhou rapidinho. Ele é desastrado, atrevido, fofo… aquele tipo de personagem que parece que vai quebrar tudo e ainda assim conquista todo mundo. E o Oab? Durão, na dele, com aquele passado mal resolvido, mas que vai se abrindo aos poucos. A química entre eles é uma delícia. Eles brigam, provocam, cozinham juntos, trocam olhares demorados... e quando finalmente se entregam, a gente só suspira.
Mas, né, nem tudo é perfeito. O roteiro dá umas derrapadas esquisitas. Algumas situações surgem e desaparecem sem muita explicação. E isso atrapalha um pouco, porque tinha espaço pra desenvolver mais.
Aliás, que desperdício de casal secundário! Eles são tão fofos, com tanta química, e quase não aparecem. Eu queria muito mais deles, porque mereciam mesmo brilhar.
Sobre o Oab e o Plawan, se tem uma coisa que me incomodou um pouco foi a falta de comunicação entre eles. Às vezes parece que um olha pro outro esperando um milagre em vez de falar o que tá sentindo. Mas ao mesmo tempo, eu gosto muito de como a série mostra o Oab se libertando das dores do passado sem apagar sua história. O desenvolvimento emocional dele é simples, mas sensível.
O final é bem apressado, dava pra ter mais tempo mostrando o depois, sabe? Mas ainda assim entrega o que promete: casal junto, aliança, e aquele gostinho bom de "eles vão ficar bem".
No fim das contas, This Love Doesn’t Have Long Beans não é a série mais bem escrita, nem a mais memorável, mas tem química, tem risadas, tem cenas fofas e tem alma. E às vezes tudo o que a gente precisa é algo leve, que faz sorrir de verdade.
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Um grande surto que virou meu BL de conforto
Olha… Caged Again é tão brisado que eu juro que a pessoa que escreveu isso acendeu um antes de sentar pra digitar. Tem um pinguim que vira gente. Uma pantera também. E romance entre os dois. Se você acha que leu errado, não leu. É isso mesmo.A série começa com essa premissa doida e, contra todas as probabilidades, funciona. Tem carisma, tem química, tem cenas fofas de morrer… mas também tem muito furo, uns cortes tão esquisitos que parecem erro de edição, e um enredo que começa promissor e depois se perde num mar de ideias não resolvidas. É tipo quando você começa a escrever uma fanfic achando que vai ser só comédia, e de repente tem tráfico de animais, possessão espiritual e um romance que tenta se aprofundar, mas não dá tempo.
Mesmo com todos os defeitos, e são muitos, essa série me conquistou de um jeito inexplicável. O Junior é o caos em forma de bicho fofo, e o Sun é o típico personagem gelado que vai derretendo com o tempo. Os dois juntos entregam uma vibe gostosinha, meio "conto de fadas quebrado", meio "comédia romântica psicodélica". E eu fiquei completamente rendida.
O episódio 5 é o auge da fofura. Aquele beijo escondidinho debaixo da coberta foi tão doce que meu coração quase não aguentou. Mas aí chegam os últimos episódios e tudo vira um corre-corre de resolução que passa voando, deixando vários buracos na história. Mesmo assim… eu fiquei ali firme, pensando “o que foi que esse pinguim e essa pantera fizeram comigo?”.
Outra coisa que eu esperava MUITO era ver outros animais! Na abertura aparece uma coruja e um macaco, claramente representando os dois amigos deles, e eu fiquei na expectativa real de ver isso acontecendo. Imagina esse quarteto todo sendo animais? O potencial tava gritando. Mas infelizmente isso não veio. Ainda assim, o quarteto me ganhou fácil. A dinâmica entre eles é leve, divertida e cheia de carinho.
E tem uma coisa no Junior que me encantou demais: ele não abaixa a cabeça pra ninguém. Ver ele se impondo e não deixando os garotos que faziam bullying com ele saírem por cima foi TUDO. Aquela inocência misturada com a falta de vergonha na cara dele de simplesmente olhar na cara dos bullies e enfrentar, sem medo, foi uma das melhores coisas da série. Me fez admirar ainda mais esse personagem todo atrapalhado.
Podia ter sido melhor? Com certeza. Faltou direção, roteiro, final decente, lógica básica… Mas ainda assim, no meio de todo esse surto, eu encontrei conforto. Caged Again virou meu BL de segurança emocional. Quando eu só quero desligar o cérebro e sentir o coração quentinho, é pra lá que eu volto. Mesmo sabendo que nada faz sentido é estranhamente confortável.
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ThamePo não é perfeito, mas é cativante
Tenho nem palavras pra descrever o quanto essa série me ganhou. Entrei só curiosa e saí completamente envolvida, do tipo que sorri sozinha revendo cena no celular de madrugada. E o que mais me pegou não foi só o romance, foi o conjunto da obra: os personagens carismáticos, o enredo com pé no chão (mesmo com drama), e aquele sentimento bom de torcer por alguém.Primeiro ponto que precisa ser celebrado: o boygroup ser real foi um acerto enorme. Isso não só trouxe um nível de autenticidade difícil de fingir, como também elevou a experiência da série. Os meninos não estavam apenas interpretando ídolos, eles são ídolos de verdade. Cantam, dançam, têm carisma e presença de palco, e a química entre eles é palpável, construída fora das câmeras e transbordando em cada cena. Cada performance musical parecia mais do que parte do roteiro, parecia um presente. Aquelas apresentações não só serviam à narrativa, mas também nos lembravam que estávamos acompanhando jovens com sonhos reais, enfrentando a pressão de viver sob os holofotes e, ao mesmo tempo, tentando manter sua essência e suas relações intactas. Essa escolha de elenco foi o que tornou tudo mais orgânico. Não estávamos apenas assistindo personagens fictícios em conflito; estávamos vendo uma história que poderia muito bem estar acontecendo ali, nos bastidores da indústria musical. A sinceridade nos olhares, o cansaço genuíno, o medo de falhar, tudo isso foi sentido de forma mais intensa porque havia verdade por trás das performances. E isso fez toda a diferença.
Thame e Po, como casal, são um absurdo de carisma. É aquele tipo de dinâmica que te faz sorrir só de ver os dois dividindo cena. Tem ternura, tem tensão, tem aquela sensação de que o amor deles vai se construindo com pequenos gestos, olhares demorados e silêncios que dizem tudo. Toda vez que apareciam, era impossível não torcer e ficar sorrindo feito boba.
O mais bonito entre eles é justamente o ritmo calmo e orgânico com que tudo acontece. O Thame, com aquela gentileza meio introspectiva, vai abrindo espaço no coração do Po sem fazer alarde, só estando presente, oferecendo apoio nos momentos mais difíceis e sendo constante num mundo onde tudo parece instável. E o Po, com seu jeitinho mais fechado e defensivo, vai se permitindo sentir, aos poucos, como se estivesse descobrindo o amor pela primeira vez, e talvez estivesse mesmo.
O romance dos dois nunca é forçado. Ele nasce devagar, cresce com os tropeços, e floresce no meio do caos. É por isso que Thame e Po não funcionam apenas como um casal “bonitinho de série”, mas como um par com profundidade, com verdade, com história. Eles são o coração da trama, e nos fazem acreditar, mesmo que por um instante, que amar também pode ser leve. E o melhor: sabiam quando deixar o romance respirar, sem forçar cenas só pra agradar fã. Eu me vi torcendo por eles como se fossem meus amigos tentando recomeçar num mundo injusto.
E não foram só Thame e Po que conquistaram meu coração. Cada um dos garotos do grupo, conseguiu me ganhar à sua maneira. O roteiro fez um ótimo trabalho em humanizar esses meninos, mostrando suas inseguranças, rivalidades, medos e afetos nascendo ali, no meio do caos da indústria do entretenimento. Ver o Jun se cobrando demais, o Dylan tentando provar seu valor, o Nano sempre tentando equilibrar as emoções do grupo, e o Pepper tentando entender seu próprio lugar ali... não tem como não se envolver. O laço entre eles vai muito além da música. Tem amizade, ressentimento, apoio silencioso, e até momentos de pura ternura entre eles, tudo isso retratado com uma naturalidade que emociona. E o melhor é que não são apenas conflitos genéricos: são dilemas críveis, como ciúmes de atenção da mídia, medo de fracassar, a solidão do sucesso e a pressão de ser perfeito o tempo todo. A série consegue, com sensibilidade, mostrar o quanto estar em um boygroup vai muito além de subir no palco. É sobre aguentar, todos os dias, o peso de não poder errar, e ainda assim tentar manter a própria essência no meio disso tudo.
Apesar de tantos elogios e aspectos positivos, ThamePo tem algumas falhas que deixam a desejar, especialmente no desenvolvimento dos conflitos internos dos personagens. Cada um dos garotos vive dramas profundos que mereciam mais espaço e atenção. Por trás dos sorrisos e das performances impecáveis, estão batalhas reais: Thame carrega uma solidão intensa, fruto do peso de liderar e da sensação de estar sempre sozinho, mesmo rodeado por fãs e amigos; Nano enfrenta um conflito de identidade, tentando se entender e se aceitar num ambiente que espera perfeição; Jun carrega uma responsabilidade que parece pesar no olhar, como se ele tivesse que ser o equilíbrio do grupo mesmo quando tudo ameaça desmoronar; Pepper vive uma dor silenciosa, aquela que não se mostra, mas corrói por dentro, fruto de guardar para si as emoções para proteger os outros; e Dylan luta para se manter inteiro diante da pressão constante, tentando não deixar que a frustração e o estresse o destruam por dentro. Todos eles têm histórias poderosas, mas o roteiro, por limitações de tempo ou foco, acaba deixando muitos desses conflitos em segundo plano, dando apenas vislumbres rápidos do que realmente acontece.
E talvez isso torne o envolvimento ainda mais agridoce: a gente se apega, se importa, quer mais. Mas às vezes, quando a história ameaça mergulhar fundo, ela já corta para outro conflito, outro drama, outra música. Os temas estão lá, solidão e isolamento emocional, conflitos de identidade e aceitação pessoal, responsabilidade emocional, dores silenciosas e sacrifícios pessoais, medo do abandono e relacionamentos parasociais (e isso aqui era o que merecia ainda mais atenção), mas nem sempre ganham o tempo de maturação que mereciam.
E vamos ser sinceros: ThamePo não é perfeito. Tropeça no ritmo, sim. Tem antagonistas tão caricatos que parecem saídos de uma novela das oito, daqueles que a gente só aguenta porque quer ver o protagonista vencer logo. Alguns diálogos até escorregam no dramalhão gratuito. E tem também conflitos que são apresentados com força, cheios de potencial emocional, mas resolvidos num piscar de olhos, como se o roteiro tivesse pressa de passar pro próximo momento intenso, deixando o espectador meio no ar, querendo sentir mais, entender melhor. Às vezes, falta fôlego narrativo. A série nos convida a mergulhar, mas nem sempre deixa a gente nadar fundo. Ainda assim, funciona. Porque no fundo, a série entende do que está falando. A base é sólida: relações humanas que convencem. A conexão entre os meninos, a forma como eles se apoiam, se desafiam e, às vezes, se machucam, tudo isso passa verdade. E mesmo quando falta aprofundamento, sobra sentimento. É o tipo de história que poderia ter mais episódios, mais temporadas, mais tempo pra respirar. Mas com o que nos entregaram, já deu pra sentir. E muito.
Agora… aquele último episódio. Que presente. O show no final foi pura catarse. Não foi só bonito, foi simbólico. Depois de tudo que os meninos passaram (sabotagem, insegurança, medo, amores silenciados) ver eles no palco, juntos, entregando tudo, foi como respirar fundo depois de meses de sufoco. Foi um encerramento com gosto de recomeço. Me emocionei real.
E o plano pra impedir o Thame de ir pra Coreia foi o ápice da irmandade que a série construiu bem ao longo dos episódios. Não era sobre segurar ele por egoísmo, mas porque eles sabiam que ele tava indo embora por pressão, não por vontade. E a surpresa do Mick ajudando? Mesmo depois de tudo, ele ainda se importava.
Mas, nem tudo brilhou. A maneira como a chefe deles simplesmente aceitou tudo calada, com uma demissão protocolar e uma dívida jogada no colo do Thame, foi, sinceramente, decepcionante. Depois de ser a principal vilã da opressão, ela merecia um desfecho mais digno da vilania que construiu. Faltou confronto, faltou consequência. Pareceu que o roteiro teve pressa de encerrar o conflito pra correr pro show. E olha, não apagou o brilho do episódio, mas foi um daqueles momentos que a gente pensa: “poxa, dava pra ter ido além”.
Por isso, sim, eu queria uma segunda temporada. Mas não mais sobre reunir o grupo, e sim sobre eles vivendo esse sonho, enfrentando as novas batalhas, descobrindo quem são agora. Eles merecem. E a gente também.
No fim das contas, ThamePo é o tipo de série que deixa a gente leve, com aquele sorriso besta no rosto. Não é perfeita, mas tem alma. E isso, pra mim, vale mais do que roteiro impecável. Eu terminei de coração quentinho e sorriso besta no rosto.
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