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  • Last Online: Dec 23, 2025
  • Location: Em algum lugar perdido do Br
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Cryssieee

Em algum lugar perdido do Br
Completed
I Feel You Linger in the Air
8 people found this review helpful
Dec 1, 2025
12 of 12 episodes seen
Completed 0
Overall 10
Story 10
Acting/Cast 10
Music 10
Rewatch Value 10
This review may contain spoilers

Eu só queria mais dessa história :(

Que série deliciosa de assistir, sério. Eu já falei mil vezes em outras reviews que eu sou completamente apaixonada por histórias de época, e quando mistura isso com viagem no tempo, aí pronto, eu viro um caso perdido. É uma combinação perfeita pra mim, e aqui eles souberam fazer isso de um jeito encantador. Eu amei cada detalhe. Comecei a ver e simplesmente não consegui parar. Maratonei sem dó.

É gostosa de acompanhar, envolvente, a história flui bem. E o que eu mais gostei é que, além de ser de época, ainda entrega um romance homoafetivo num período em que isso era visto como algo absurdo. Tem toda essa luta por aceitação, mas sem transformar tudo em uma tortura emocional. Eu já vi outras produções com essa temática e foram bem pesadas. Essa, não. Essa tem uma sensibilidade tão gostosa, algo mais leve, mais suave, que me ganhou.

E mesmo com a família não aceitando no começo, chega um momento em que simplesmente não há mais argumentos. O pai finalmente reconhece onde errou, engole o orgulho, e a mãe encontra força pra se impor. Essa visão me pegou de um jeito muito especial, porque geralmente essas histórias são sofrimento do início ao fim, e aqui, não. Aqui ficou leve, ficou bonito, ficou bom de assistir. Tem tensão? Tem, com certeza. Mas não é doloroso. É confortável.

E falando especificamente de Jom e Yai, ai… que casalzinho gostoso de acompanhar. O Jom tem aquela vibe mais quietinha, observadora, meio perdido no próprio mundo e no próprio tempo, literalmente. E o Yai, meu Deus, o Yai é um encanto. Ele tem uma doçura tão natural, um jeito tão sincero de sentir, que dá até vontade de proteger. Quando esses dois começam a se aproximar, tudo fica tão suave, tão bonito, tão cheio de pequenos gestos que valem mais do que qualquer declaração. O Yai se abrindo pro Jom, o Jom finalmente se permitindo amar, os dois encontrando conforto um no outro apesar de viverem em séculos separados… é impossível não se apaixonar por esse romance. Eles têm uma química que não precisa nem de esforço: só existe, flui, e te envolve. Foi um prazer acompanhar cada momentinho deles.

Quando eu comecei a assistir, teve toda aquela vibe meio misteriosa: umas silhuetas aparecendo, o Jom vendo as luzes piscando, tudo com um ar tão estranho que eu jurei que ia virar terror. Eu até dei uma travada, porque, apesar de eu gostar do gênero, não era nem de longe o que eu planejava ver naquele momento. Mas eu segui, e ainda bem, porque acabou sendo muito melhor do que qualquer susto. Virou uma historinha gostosa, envolvente, sobre essa viagem no tempo e sobre o jeito como ela acontece quase como um destino inevitável. O problema é que… não explicaram direito por quê. A gente entende que o Jom e o Yai são almas gêmeas, conectados, predestinados, mas a série nunca diz realmente como essa viagem foi possível, nem qual é a lógica por trás disso. Eu senti falta dessa parte da explicação.

E aí chega o final, nos últimos segundos, nas cenas extras depois dos créditos, e do nada o Jom encontra o Yai no futuro, na própria casa do Yai, e o Yai solta que sempre esteve esperando por ele. COMO ASSIM? Era o Yai mesmo, viajando séculos pra frente? Era a reencarnação dele, mas com todas as memórias? Era uma versão espiritual, temporal, dimensional? Eu fiquei perdida. Não entendi bem e queria ter entendido. Também queria respostas sobre o “Yai do passado do passado”, aquele pré-histórico do bigodão enorme. O que foi aquilo? Quem era ele? Como ele se conecta com tudo?

Tem muitas razões e poucas respostas nessa história toda, e isso me deixa meio doida. Quando o Jom cai no rio, do nada surge o Yai pré-histórico pra salvar ele. E aí, quando ele acorda, já está no passado. A gente sabe que o Jom estava em coma por causa do acidente, mas esse Yai pré-histórico claramente tinha uma importância enorme, e eu queria demais que isso tivesse sido explicado com carinho. O Jom sonha com o Yai entregando o anel, que provavelmente era do próprio Yai pré-histórico. É tudo tão simbólico, tão conectado, mas tão mal explicado que vira uma confusão deliciosa… e frustrante. E depois, no final, tem aquelas cenas dele voltando mais uma vez para o passado remoto, encontrando o Yai primitivo. E aquilo me matou. Porque eu PRECISO saber quem era esse Yai original, o primeiro de todos, aquele que claramente foi o início de tudo. Eu queria essa história. Eu queria ver esse começo. Uma trama tão boa merecia ter cada pedacinho costurado, cada ponta amarrada, tudo explicadinho. Merecia mais. Eu queria mais. E agora eu tô aqui sofrendo sozinha porque não tem mais nada pra assistir. Eu assisti até o especial, que, inclusive, é fofíssimo, e mesmo assim só me deixou com mais vontade.

O ponto negativo é que os dois não terminam juntos no final. Porque o Jom volta pro seu futuro, pra sua realidade, enquanto o Yai permanece no passado, sofrendo na ausência do seu amado, que ele vai carregar pra frente na memória. Mas, tirando isso… tudo bem. Eu amei. Especialmente o Yai, ele é muito fofo. E quando ele se abre pro Jom e eles começam a se amar, ai, é tão bom de ver.

Eu adorei essa série. De verdade.

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Completed
Monster Next Door
8 people found this review helpful
Nov 1, 2025
12 of 12 episodes seen
Completed 0
Overall 8.5
Story 8.0
Acting/Cast 10
Music 7.0
Rewatch Value 8.0
This review may contain spoilers

Clichêzinho gostoso

Que série gostosinha. Não é uma história mirabolante e nem revolucionária, é simples, mas soube fazer bem nessa simplicidade.

Sério, eu tenho uma lista só de séries colegiais e universitárias que eu fico empurrando com a barriga, porque eu já enjoei desse tema. A Tailândia saturou tanto esse tipo de história que parece tudo a mesma coisa: drama adolescente, muitas vezes tóxico, que roda, roda, roda e não chega a lugar nenhum. Eu peguei abuso. Mas aí decidi criar coragem e começar a limpar essa lista, assistir ou dropar de vez. E comecei por Monster Next Door. E que acerto, puta que pariu. Que acerto.

Essa série é uma delícia porque não foca na “trajetória universitária” em si, mas nos dilemas pessoais dos personagens. E eu me vi demais no Diew. Pessoas introvertidas raramente são bem retratadas nos dramas, e aqui foi representado de forma bem decente. Uma pessoa introvertida não tem mil amigos, não curte contato físico, nem aglomeração. E tudo isso foi mostrado com tanta sensibilidade que eu me senti ali, naquele lugar. Inclusive, a parte de ser chamada de “estranha”, vivi isso no ensino médio. Sofri bullying por ser quieta e reservada, por não conseguir me comunicar direito. Eu falava tão baixinho que uma vez me disseram que eu falava miando. Na época eu chorei, mas hoje me lembro disso e rio, porque apesar de ainda ser tímida, eu melhorei bastante com terapia e consigo lembrar do passado com mais leveza. Foi nessa época também que conheci a pessoa com quem estou junta até hoje, se não fosse por ela tudo teria sido pior. Então ver isso na tela, sendo retratado com respeito, me tocou profundamente.

A forma como o Diew foi construído é linda. O roteiro é maduro, sem drama gratuito, sem aquela forçação de barra que normalmente colocam só pra criar conflito. Até o drama que aparece no fim faz sentido, é algo que realmente poderia acontecer. A teimosia dele, por exemplo, é realista. É aquela birra humana, não o tipo de teimosia inventada pra encher linguiça. E o relacionamento dele com o God é uma das coisas mais fofas que já vi, às vezes até demais. Talvez esse seja o traço mais tóxico que o God pode ter, ser fofo e amar de mais kkk. O God é tão cuidadoso, tão protetor, tão carinhoso, que o Diew chega a pedir pra ele maneirar porque não tava aguentando mais e tava começando a se sentir uma criança sendo mimada. E eu entendi perfeitamente. Sabe quando o carinho é tanto que sufoca um pouquinho? Pois é.

Mas ainda assim, acompanhar esses dois foi um prazer. Eu me pegava sorrindo o tempo todo. É um romance doce, delicado, saudável, o que é um milagre quando falamos de romances ambientados em escolas ou universidades, que quase sempre escorregam na toxicidade. Aqui, não. É respeito, cuidado e amor. E ver um romance saudável é um alívio.

E o God, mesmo sendo o extrovertido amigo de todo mundo, não cai naquele clichê do popular egocêntrico. Ele respeita o Diew de verdade, dá espaço, não força nada. É aquele tipo de parceiro que entende que amor também é dar liberdade. E até o ex-namorado que surge lá da baixa da égua pra criar tensão foi bem colocado, trouxe um draminha necessário, umas lágrimas, e um pouco de crescimento pros dois.

Sinceramente, não tenho do que reclamar. Quer dizer, até tenho: acabou rápido demais. Os 12 episódios de 40 minutos voaram. Quando percebi, já tinha terminado. Fiquei com aquela sensação boa de quando a gente termina algo que adorou. Eu recomendo demais. Mesmo sendo mais uma série universitária, essa consegue ser leve, madura e adorável. Eu simplesmente amei.

...

Desabafo sincero off topic: Quando eu vejo séries como essa levando nota baixa e sendo mal falada, enquanto aquelas que romantizam relações tóxicas são aclamadas, eu realmente me preocupo com o que anda passando na cabeça das pessoas. É assustador pensar que tanta gente ainda confunde possessividade com amor. Espero, de verdade, que essas pessoas não achem normal viver algo assim fora das telas. Enfim, essa resenha do nada se tornou um grande desabafo kkkkk

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Completed
Choco Milk Shake
8 people found this review helpful
Oct 8, 2025
11 of 11 episodes seen
Completed 15
Overall 10
Story 10
Acting/Cast 10
Music 10
Rewatch Value 10

EU TO SIMPLESMENTE APAIXONADA!!!

Choco Milk Shake é pura fofurice do começo ao fim, sério. O Youtube me recomendou e comecei a assistir só pra passar o tempo, e quando percebi tava sorrindo igual uma idiota pro monitor. A química entre os personagens é absurdamente gostosa de acompanhar, e tudo flui com uma leveza que dá gosto de assistir. Os episódios são curtinhos, mas entregam tudo: carinho, jeitinho bobo, risadinhas e aquele clima confortável e delicioso. Não tem drama pesado (pelo menos não até um dos últimos episódios em que chorei feito uma condenada), não tem enrolação, só um monte de cena fofa que da um quentinho no coração. É impossível terminar sem querer abraçar alguém, ou rever tudo de novo.

Os dois atores que fizeram o Milk e o Choco mandaram bem demais. Tipo, não foi só atuação bonitinha, eles realmente foram um cachorro e um gato em forma humana. O Choco tem aquele jeitinho dócil, alegre, super carente, que só falta abanar o rabo, é impossível não se derreter por ele. Já o Milk tem exatamente a vibe de gato: meio metido, cheio de charme e não me toques, mas no fundo super apegado e carente também. Eles encaixaram tão bem nos papéis que parece que nasceram pra fazer isso. Cada olhadinha, cada trejeito, cada reação tem aquela energia certinha de bicho de estimação que conhece o dono de verdade. É fofo demais ver os dois interagindo, porque dá pra sentir que eles se divertiram fazendo isso. E eu to simplesmente apaixonada, acho que encontrei um novo BL conforto.

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Completed
Ball Boy Tactics
8 people found this review helpful
Sep 16, 2025
8 of 8 episodes seen
Completed 0
Overall 8.5
Story 8.0
Acting/Cast 10
Music 7.0
Rewatch Value 8.0

Quando o básico é bem feito, funciona muito bem

Ballboy Tactics não inventa muito, mas que sabe exatamente o que está entregando. A série acompanha um romance que vai surgindo ali no meio das quadras, suor, rivalidade e aqueles olhares que entregam mais do que deveriam. Não é nada revolucionário, mas é fofo do jeito certo. É leve e tem aquele ar “água com açúcar” que a gente já está acostumada em produções coreanas, mas com um temperinho a mais que me fez sorrir sozinha em vários momentos.

O casal principal têm química, não ficam só naquela enrolação tímida sem fim que tanto me irrita em alguns BLs coreanos. Aqui, os beijos existem de fato (e não parecem que estão com nojinho de tocar os lábios un do outro), e isso já me fez colocar a série uns bons pontos acima da média. A relação deles é simples, direta, mas tem aquela graça que faz a gente torcer, suspirar e achar bonitinho sem ficar com vergonha alheia.

Os personagens secundários não roubam muito a cena, mas cumprem o papel de deixar o ambiente mais dinâmico e não deixar tudo cair só nas costas dos protagonistas. Nada de super desenvolvimento aqui, mas pelo menos não parecem peças largadas de cenário.

Claro, não dá pra dizer que é uma obra-prima. A história segue o padrãozinho confortável, previsível até, mas sinceramente? Não vejo isso como um problema. Tem dias que tudo que eu quero é desligar o cérebro, assistir algo que me faça sorrir feito boba e me entregar a um romance leve, sem precisar quebrar a cabeça com grandes tramas ou dramas pesados.

No fim das contas, eu gostei. Não é o tipo de série que vai mudar minha vida, mas é o tipo que aquece, que dá vontade de rever uma cena ou outra só pra sentir aquele quentinho de novo. Recomendo pra quem curte BL coreano e já cansou de casais que têm medo de encostar os lábios, aqui, pelo menos, isso não falta.

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Completed
TharnType Season 2: 7 Years of Love
8 people found this review helpful
Jul 12, 2025
12 of 12 episodes seen
Completed 0
Overall 6.0
Story 5.0
Acting/Cast 6.0
Music 6.0
Rewatch Value 2.0
This review may contain spoilers

Sete anos depois e ainda nenhum diálogo decente

E lá vamos nós de textão, não sou hater e nem quero irritar os fãs da série, mas eu preciso falar.

Voltar pra essa série tendo se passado sete anos na história foi tipo aquela curiosidade de dar uma espiada no perfil do ex pra ver se ele mudou… e, no fim, perceber que não mudou tanto assim. Tinha tudo pra mostrar um amadurecimento real dos personagens, mas a verdade é que, apesar do tempo ter passado, a sensação é de que a cabeça deles ficou presa lá nos tempos da faculdade.

Chato, chato, chato. História chata, diálogos chatos, desenvolvimento chato e decisões ainda mais chatas. Eles já estão juntos há anos, dividindo a vida, mas continuam tomando atitudes imaturas e evitando o básico: conversar. A falta de diálogo entre Tharn e Type chega a ser cansativa. Eles preferem explodir ou se afastar a simplesmente sentar e falar como dois adultos que se amam. É o tipo de coisa que a gente perdoa lá na primeira temporada, quando eles ainda estavam se descobrindo, mas agora? Só me fazia pensar: por que vocês ainda não aprenderam nada?

E não, ciúme descontrolado, chantagem emocional e possessividade não são bonitinhos. Não são "a personalidade deles". São atitudes que a série romantiza, mas que só mostram o quanto esse relacionamento ainda tem pontos problemáticos. O Type continua sendo aquele cara orgulhoso e reativo, e o Tharn, mesmo tentando ser mais racional, ainda acha que só amor resolve tudo, menos a parte de ter que se abrir e ouvir o outro.

O lado bom é que a série tenta trazer um tom mais leve, menos carregado do que a primeira temporada. Tem carinho, tem momentos doces, tem uma sensação de que eles realmente construíram algo. O problema é que isso se perde no meio da repetição de conflitos e num roteiro que parece rodar em círculos. Quando você acha que agora vai, que finalmente aprenderam, lá vem mais uma recaída. E isso cansa.

E aí tem os casais secundários… e, olha, pra quê? A sensação é que foram colocados ali só pra preencher tempo e tentar disfarçar a falta de enredo da trama principal. Doc e Champ passam a série inteira comendo e soltando insinuação, mas sem avançar um milímetro no relacionamento. Cirrus e Phugun... sinceramente, eles só estão ali existindo. Cirrus é um poço de ciúmes e o Phugun age como se tivesse cinco anos. E o casal Leo e Fiat? Eu tentei gostar, mas não deu. A infantilidade do Fiat me tirava do sério, e a completa incapacidade dos dois de se comunicar só deixava tudo mais arrastado.

O drama do hospital entre o Type e o chefe foi, sinceramente, o ponto alto da temporada. A tensão ali teve mais impacto que boa parte do romance todo, e me prendeu de verdade. Uma pena que isso não teve uma conclusão visível. A série simplesmente deixou o assunto no ar como se não tivesse acontecido nada de grave, e ficou por isso mesmo.

A trama principal até tem uns elementos interessantes, como o medo do Type de compromisso, os dilemas do trabalho e o stalker adolescente mimado (meio forçado, mas vá lá). Mas é muito pouco pra uma temporada inteira. E chega um momento em que você percebe: tá todo mundo correndo em círculos, e a história mesmo... tá parada.

Ainda assim, eu não odiei profundamente. O final entrega uma conclusão honesta e até necessária, dentro da proposta da série. Ver eles superando mais uma fase e tentando fazer dar certo aquece um pouco o coração, principalmente se você já acompanhava eles desde o começo.

Só não espere grandes mudanças, nem um romance maduro e bem resolvido. TharnType continua sendo TharnType: cheio de altos e baixos, teimosias e aquela pitada de caos emocional e pirraça que sempre fez parte do pacote. Se você já gostava deles, dá pra assistir e ter uns momentos bons. Mas se você chegou até aqui esperando evolução real... vai com paciência.

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Jul 3, 2025
1 of 1 episodes seen
Completed 0
Overall 6.0
Story 6.0
Acting/Cast 10
Music 6.0
Rewatch Value 2.0
This review may contain spoilers

Só uma pergunta… Pra quê?

****ALERTA DE SPOILEEEEEEER****


Sinceramente, pra quê esse episódio especial? Eu terminei com uma cara de “ué” tão grande que só me restou rir de nervoso. Porque não tem outra explicação pra esse ep a não ser alguém querendo fazer fanservice sem rumo. Nada ali fez sentido. Não agregou em nada na trama principal, não deu resposta pra nenhuma das perguntas deixadas e ainda deixou mais perguntas em aberto. E ainda teve a audácia de misturar morte, luto patológico, casamento póstumo, e sei lá mais o quê como se a gente fosse engolir isso de boa.

Ver o Jack sofrendo um luto psicótico projetando presença do Joker só me dava vontade de esganar quem achou que essa era uma boa ideia. E não é nem por birra, é que me senti meio enganada mesmo. A série terminou com tanta coisa em aberto, e em vez de usar esse episódio pra aprofundar os romances que mal foram desenvolvidos ou dar alguma conclusão decente, jogaram uma maluquice aleatória e chamaram de “especial”.

A única coisa que me segurou minimamente foi o cliffhanger no final. Porque, sinceramente, se aquilo não for o prenúncio de uma segunda temporada, aí sim eu desisto. Mas tem que ser uma segunda temporada de respeito. Com no mínimo 12 episódios bem escritos, roteiro amarradinho, aprofundamento REAL entre os casais (chega de romance de fachada), e com todas as pontas soltas sendo tratadas com carinho.

Agora, se essa doideira for mesmo o final definitivo… só me resta lamentar. Porque eu amei tanto essa série, me apeguei aos personagens, principalmente ao Joker, e esse ep foi tipo levar um balde de água fria no meio do deserto escaldante. Tá perdoado? Só se vier continuação. Caso contrário… essa aqui vai pra lista dos traumas.

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Completed
Punks Triangle
9 people found this review helpful
Dec 1, 2025
8 of 8 episodes seen
Completed 0
Overall 6.0
Story 6.0
Acting/Cast 6.0
Music 6.0
Rewatch Value 4.0
This review may contain spoilers

Punk?

Eu fui sedenta esperando tudo, mas não recebi nada. E olha… pior do que um casal que parece que vai se engolir, mas não tem química, é justamente o contrário: um casal com química ali vibrando em um dos lados, mas que simplesmente não entrega nada. E foi isso que aconteceu aqui, infelizmente. Você olha e pensa “agora vai”. Só que não vai. A série é gostosinha, dá pra assistir tranquila, os atores até que têm carisma e seguram bem o que precisam segurar.

O Chiaki, pra mim, é aquele tipo de personagem que parece ter sido criado numa reunião onde todo mundo descreveu “o que acha que é punk” sem nunca ter trocado duas palavras com alguém da cena. Ele é rude sem motivo, fechado de um jeito que não transmite profundidade nenhuma, e ainda carrega esse ar de superioridade que soa mais como insegurança mal disfarçada. Tudo nele parece performático demais, como se cada gesto fosse ensaiado para parecer “rebelde”, mas o resultado acaba sendo só estranho. As expressões faciais exageradas, a postura dura, o jeito como ele fala, tudo parece montado, artificial. Não existe naturalidade, não existe autenticidade, só uma tentativa barulhenta e um pouco triste de parecer alguém que ele não é. E isso torna muito difícil torcer por ele, se conectar com ele ou sequer entender por que alguém cairia de amores por aquele cosplay de punk ambulante.

O Ae, por outro lado, é aquele protagonista que conquista você sem fazer esforço. Ele tem uma calma natural, uma sensibilidade bonita e um brilho que aparece tanto quando ele é estudante de moda quanto quando está vestindo a persona de modelo famoso. Diferente do Chiaki, ele não tenta parecer punk, ele simplesmente é, no jeito de pensar, de se vestir, de enxergar o mundo. Ele carrega autenticidade nos detalhes, seja na forma como observa as pessoas, seja na delicadeza com que trata aquilo que ama. E é justamente essa combinação de talento, vulnerabilidade e força silenciosa que faz dele o coração da série. Quando ele está em cena, tudo parece se encaixar; ele puxa a química, sustenta a emoção e dá profundidade até às situações mais simples. É o tipo de personagem que você entende, torce, sente junto, e que merecia um par romântico tão bom quanto ele.

E a química… olha, existe, mas ela vive quase exclusivamente do lado do Ae. Ele carrega as cenas, dá intensidade, dá brilho, dá direção. Sem ele, a relação simplesmente não se sustenta. O ator merece todos os elogios possíveis pelo que conseguiu fazer com o pouco que recebeu. A série soube construir isso com o Ae direitinho: olhares, aproximações, aquele clima de “se encostar mais um milímetro já era”. Mas aí quando chega o final… vem um sermão capenga que não combina com o que foi prometido. Eu achei que ia vir um impacto, um momento forte, alguma explosão emocional. Mas veio só um beijo xoxo e tchau.

Fazer o quê, né? Ainda assim, é gostosa de assistir, bem tranquila. Não é aquela série que vai mudar sua vida, mas também não é perda de tempo. Vai sem medo, e no final, pelo menos, o beijo é ok. Mesmo que, sinceramente, depois de tanta faísca, eu esperava muito mais fogo.

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Completed
The Eclipse
9 people found this review helpful
Jun 29, 2025
12 of 12 episodes seen
Completed 0
Overall 10
Story 9.5
Acting/Cast 10
Music 9.5
Rewatch Value 10

Forte, sensível e muito bem contado

Comecei a assistir achando que ia ser só mais um BL escolar com toque de mistério, mas aos poucos ele foi se revelando muito mais do que isso. A forma como a história é construída me prendeu de um jeito que nem percebi. Quando vi, já estava totalmente envolvida com aquele colégio cheio de regras absurdas, com os segredos, as dúvidas, os medos e tudo o que vai sendo jogado na nossa cara com uma delicadeza firme.

O que mais me marcou é como a série consegue passar uma mensagem importante sem ser óbvia. Fala sobre questionar o que nos foi imposto, sobre ter coragem de ser quem a gente é, mesmo quando tudo ao redor diz o contrário. E isso, pra mim, bateu fundo. Porque às vezes a gente esquece o quanto é importante olhar pro que nos incomoda, pro que nos oprime, e The Eclipse faz isso de forma sensível, mas firme. Tem gente que precisa ouvir isso. Tem gente que vai se ver ali, e talvez entenda coisas que não conseguia nomear antes.

E o melhor é que o romance entre o Akk e o Ayan não rouba a cena, ele soma. A história dos dois é construída no tempo certo, com cuidado, com camadas. Nada parece forçado, nada é jogado só pra agradar. E o mais bonito é ver como o sentimento deles cresce junto com o que eles estão descobrindo sobre si mesmos e sobre o mundo em que vivem. É tudo muito bem amarrado e sincero. Dá gosto de acompanhar. E foi bom ver um BL que não precisou apelar pro físico, nem deixar a trama de lado, pra focar só no casal. Aqui, tudo anda junto, e isso faz toda a diferença.

Claro que nem tudo é perfeito. Teve momentos em que senti o ritmo cair, alguns personagens que podiam ter sido mais bem aproveitados, e cenas que poderiam ter tido mais impacto emocional. Mas isso não apagou a força do que foi entregue. Pelo contrário. A série foi até o fim com coerência e com uma mensagem que ficou em mim depois dos créditos.

No fim das contas, The Eclipse não é só uma história sobre dois garotos se apaixonando. É uma história sobre coragem, liberdade e transformação. Me fez pensar, me fez sentir, e me deixou com vontade de que mais gente veja, especialmente quem precisa ouvir o que essa série tem pra dizer. Porque não é só bonito de assistir, é importante também.

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Completed
The Ex-Morning
7 people found this review helpful
Oct 6, 2025
10 of 10 episodes seen
Completed 0
Overall 9.0
Story 8.0
Acting/Cast 10
Music 8.0
Rewatch Value 9.0
This review may contain spoilers

Não é perfeita, mas eu me derreti com a quimica dos SingtoKrist

Não dá pra resumir essa série em um simples “gostei” ou “não gostei”. Ela me fez passar por um monte de sensações diferentes, teve irritação, empatia, curiosidade e até momentos em que eu me peguei sorrindo sem perceber. Foi uma mistura estranha, sabe? É o tipo de história que te irrita e te conquista quase ao mesmo tempo, e quando você percebe, já tá emocionalmente envolvido, torcendo, revirando os olhos e suspirando, tudo de uma vez.

Phi é aquele tipo de personagem que te dá vontade de sacudir e, logo depois, de abraçar. Ele começa lá em cima, cheio de fama, confiança e um ego que ocupa metade da tela, e depois desaba de um jeito que dá até vergonha alheia. Foi frustrante de ver, mas ao mesmo tempo impossível não sentir um pouco de pena. A série mostra bem o peso da queda, aquela mistura de culpa e desespero que vem quando tudo desmorona. Aí entra o Tam, o ex que volta pra ajudar o Phi a tentar reconstruir a própria imagem. E é nesse reencontro que as coisas realmente pegam fogo, porque ver dois ex tentando se manter profissionais enquanto ainda carregam um passado mal resolvido é uma delícia de acompanhar.

Mas confesso que o Phi me tirou do sério várias vezes. Ele é teimoso, orgulhoso e faz questão de se complicar mais do que precisa. O roteiro, às vezes, também se perde um pouco. Tem episódios que dão a sensação de que estão só empurrando a história até o final, sem mergulhar de verdade nas emoções. O Tam, que poderia ser um ponto mais forte, acaba ficando meio apagado em certos momentos, o que é uma pena, porque a calma e a sinceridade dele equilibram bem o temperamento explosivo do Phi.

E o Aou… sério, eu preciso falar dele. Mesmo sendo o “vilão” da história, é simplesmente impossível odiar esse homem. Ele tem um carisma tão natural que desarma qualquer tentativa de raiva. Toda vez que ele aparecia em cena, eu já sabia que ia acabar gostando, mesmo quando ele fazia algo que eu devia detestar. Ele tem aquele tipo de presença magnética. O tipo que faz você pensar “tá, ele tá errado, mas eu entendo”. No fim das contas, ele rouba a cena de um jeito que é difícil não se render completamente.

O final deixou aquele gostinho estranho, sabe? Não foi nada grandioso, mas fez sentido dentro do que a história vinha construindo. Deu pra sentir que houve crescimento, que os personagens realmente aprenderam alguma coisa no processo. Ainda assim, fiquei com a sensação de que dava pra ir mais fundo, queria ver mais vulnerabilidade de verdade, menos orgulho tentando esconder o que tava óbvio. Faltou um pouquinho de coragem ali pra entregar tudo o que a história prometia.

Ah, e sério, preciso falar da atuação do Krist e do Singto, porque é simplesmente deliciosa. É tão natural que você sente cada emoção deles sem esforço nenhum. Até uma risadinha do Krist ou um olhar do Singto já me fazem derreter na hora. Eles não estão apenas interpretando, parece que vivem cada cena de verdade, é o tipo de química que segura tudo, mesmo quando a história vacila um pouco.

No fim, eu fiquei feliz por ter assistido esse BL. Krist e Singto continuam com uma química que parece natural demais pra ser atuação. É o tipo de série que te faz pensar sobre orgulho, fama e como é difícil se reconstruir quando o mundo inteiro tá te olhando. Não é impecável, mas é gostosa de assistir.

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Completed
Sweet Tooth, Good Dentist
7 people found this review helpful
Sep 20, 2025
11 of 11 episodes seen
Completed 0
Overall 7.0
Story 7.0
Acting/Cast 7.0
Music 7.0
Rewatch Value 6.0

Divertido, leve e descontraído, mas faltou o romance

É uma série engraçada, leve, que consegue criar situações hilárias sem precisar forçar piada. Teve cena que eu gargalhei de verdade, daquele jeito que você até pausa o episódio pra rir sem perder nada. Nesse ponto, ela acerta em cheio: o entretenimento tá garantido. Mas se a gente falar de romance… aí a história muda um pouco.

Eu sei que a proposta é ser um BL, mas eu, sinceramente, não consegui ver o casal como casal. A química existe, mas ela é mais de bromance do que de romance. Eles funcionam muito bem juntos, são divertidos, têm ótima sinergia, mas quando a trama força a parte romântica, beijo, cena quente, tentativa de conexão, não bateu pra mim. Fiquei com a sensação de que eles estavam atuando separados nesses momentos, sem aquela faísca que faz a gente acreditar no “nós”. E olha que eu tentei me convencer, mas não rolou. Então, pra quem é fã desses atores e enxerga essa química, me desculpe, mas comigo não aconteceu.

O enredo em si não é nada complicado, o que é bom, porque a série não se perde tentando parecer grandiosa. É simples, engraçada, e vai direto ao ponto: divertir. Até surgem alguns momentos que poderiam aprofundar o romance ou dar mais peso à trama, mas eles ficam meio no raso. E talvez esse seja o maior problema, a série entrega bem no humor, mas fica devendo no romance, que deveria ser a base de um BL.

No fim, minha experiência foi positiva, porque me diverti demais e me apeguei ao clima leve que ela traz. Mas eu assisti mais como uma comédia com bromance do que como um BL de verdade. Recomendo se você quer rir, relaxar e não levar nada muito a sério. O que mais me marcou foi justamente essa vibe divertida e a química de amizade dos protagonistas, que funcionam lindamente juntos, só não como casal, pelo menos pra mim.

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Completed
Century of Love
7 people found this review helpful
Sep 8, 2025
10 of 10 episodes seen
Completed 0
Overall 9.0
Story 9.0
Acting/Cast 10
Music 8.0
Rewatch Value 10
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Romance intenso e inesquecível

Esse romance é daquele tipo que deixa a gente sorrindo à toa, gostosinho e drama na medida certa. Os personagens têm uma vibe que faz a gente se apegar rapidinho, e olha que até os vilões conseguiram me fazer sentir alguma coisa, algo que geralmente me frustra quando às vezes nem mocinho nem antagonista me tocam. Eu senti tudo junto: aquela angústia que aperta o peito, a tensão que te deixa grudada na tela, mas também a alegria e o quentinho no coração que só um romance bem feito consegue dar.

O casal principal é simplesmente delicioso de assistir. A química deles é daquelas que faz você sorrir sozinha, mas também suspirar nos momentos mais intensos. Adoro como eles começam a se entender sem precisar de grandes falas, cada gesto, cada olhar carrega uma história e mostra o cuidado que têm um pelo outro, até mesmo nos momentos de decisões mais difíceis e imprudentes, você sente o amor deles movendo cada um de seus atos. E o mais incrível é que o romance não engole a trama, ele se mistura bem com tudo, deixando cada cena mais completa e viva. É impossível não se apaixonar pelo jeito que eles se provocam, se apoiam e se descobrem aos poucos. E mesmo nos momentos de tensão e intriga, você sente o carinho que existe entre eles, mesmo eles tentando mascarar e dizer que não se importa. Esse casal me prendeu do começo ao fim, daqueles que deixa saudade depois que a série acaba.

Os personagens secundários também têm um charme todo especial que deixa a história mais viva. Cada um com sua energia, seja uma bagunça divertida, um jeitinho meigo ou aquela malícia que consegue me arrancar risadas e suspiros. Mesmo sem serem o foco, eles acrescentam uma textura tão gostosa pro enredo que eu simplesmente amei cada interação, de verdade.

Agora, claro que nem tudo foi perfeito. Eu fiquei com aquela pulguinha atrás da orelha sobre quem era de fato a verdadeira Wad e, principalmente, por que a pedra reagiu tão intensamente tanto ao Vee quanto à outra suposta Wad. Fiquei esperando alguma pista mais concreta, algum momento de explicação que amarrasse isso de vez, sabe? Foi uma frustraçãozinha que me incomodou enquanto assistia, porque eu queria entender completamente a motivação e o que levou a deusa a fazer tudo isso.

Mas, ao mesmo tempo, isso não conseguiu me tirar do clima da série; eu ainda estava totalmente imersa, torcendo pelos personagens e sentindo cada emoção junto com eles. No fim, só me deixou com aquele gostinho de “poderia ter sido um pouco mais claro”, mas sem estragar a experiência gostosa que foi acompanhar a história. No geral, a serie consegue equilibrar drama e romance de um jeito que deixa a experiência gostosa e envolvente. Consegue fazer a gente sentir tudo de uma vez: tristeza, alegria e aquele quentinho no coração que fica depois de cada cena. Recomendo de coração se você curte se envolver de verdade com um romance que traz sentimentos quentes, cruéis e dolorosamente intensos.

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Completed
Cherry Magic
7 people found this review helpful
Sep 8, 2025
12 of 12 episodes seen
Completed 0
Overall 8.5
Story 8.0
Acting/Cast 10
Music 7.0
Rewatch Value 8.0
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BL leve, doce, mágico e sem drama forçado

Quando li a premissa de Cherry Magic eu pensei “ok, isso tem tudo pra ser meio bobo”: um cara que, por nunca ter tido relações, ganha o poder de ler pensamentos aos 30 anos. Só que, na prática, a coisa funciona muito melhor do que parece. O poder rende cenas engraçadas, outras bem constrangedoras e até momentos emocionantes. E o mais legal é que eles não ficam usando isso como muleta o tempo todo, é só o ponto de partida. O que segura a história de verdade são as relações e como elas vão mudando aos poucos.

O casal principal, Achi e Karan, é simplesmente o coração pulsante da série. O Achi é aquele tipo de personagem que conquista fácil: inseguro, atrapalhado, com uma fofura quase inocente que faz a gente querer proteger ele o tempo todo. Já o Karan é o oposto perfeito, um príncipe encantado em versão moderna, cheio de charme e confiança, mas sem nunca soar falso ou forçado. O que me pegou mesmo foi como a relação deles não fica só na superfície de um romance fofo, mas se aprofunda de um jeito muito bonito. A gente vê as inseguranças do Achi sendo acolhidas e valorizadas pelo Karan, e ao mesmo tempo o Karan mostrando que não é só o cara perfeito, ele também tem suas vulnerabilidades. É uma troca tão genuína que não tem como não se derreter. A dinâmica entre eles é leve e divertida, e me peguei muitas vezes sorrindo e suspirando vendo as interações desses dois.

O casal secundário, Jinta e Min, foi aquele sopro de energia que deu ainda mais graça pra série. Eles chegam com caos, humor e um jeitinho imprevisível que deixa tudo mais divertido. O Jinta é a ousadia em pessoa, fala o que pensa, age sem filtro e dá aquela sensação de que vai explodir a qualquer momento. Já o Min é mais contido, mais jovem e sonhador, é o contraponto perfeito, porque dá equilíbrio e faz o choque entre os dois render cenas ótimas. A química deles estava gritando, pedindo mais tempo de tela, e eu realmente queria ter visto mais desse casal porque dava pra explorar muito além do que entregaram. E aqui preciso abrir um parêntese só pra elogiar o Junior: ele sempre pega esses papéis escandalosos e, de algum jeito, consegue fazer funcionar sem me dar vontade de arrancar meus olhos de vergonha alheia. Normalmente eu odeio esse tipo de personagem, mas ele interpreta com tanta naturalidade e carisma que, em vez de irritar, me diverte de verdade. Esse equilíbrio entre exagero e autenticidade é o que faz funcionar tão bem pra mim.

Não vou mentir, a série tem seus tropeços. Tem episódio que se arrasta mais do que precisava, com diálogos que poderiam ser muito mais afiados e diretos. Às vezes dava até a sensação de que o roteiro estava com medo de ousar e preferia ir pelo caminho mais seguro, quase previsível. E em alguns momentos o tom soava meio infantil, como se quisessem simplificar demais situações que podiam ter mais profundidade. Nada disso chega a estragar a experiência de fato, mas fica aquele pensamento: se tivessem apertado aqui e ali, podia ter sido ainda mais marcante.

No fim das contas, essa série foi um verdadeiro alívio pro meu coração. Eu vinha de uma sequência de BLs cheios de relacionamento tóxico romantizado, aquele pacote pesado que a gente assiste quase no ódio, e de repente caí de paraquedas nessa história fofa, leve e cheia de doçura. Foi como respirar depois de ficar tempo demais embaixo d’água. Eu adorei cada segundo desse quentinho no coração que a série me deu de brinde, e ainda saí sorrindo igual boba. Simples, romântica e com a mensagem certa: ser amado do jeito que você é já tem magia suficiente.

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Completed
TharnType Season 2 Special: The Wedding Day
7 people found this review helpful
Jul 12, 2025
1 of 1 episodes seen
Completed 0
Overall 6.0
Story 5.0
Acting/Cast 6.0
Music 6.0
Rewatch Value 2.0

E casaram né...

Eu fui assistir esse episódio com o coração aberto, querendo ver um fechamento bonito depois de tanta enrolação. Afinal, Tharn e Type mereciam um final decente depois de tudo que passaram, né? Mas a real é que esse especial parece mais um grande presente de casamento pra fanbase do que algo realmente bem construído dentro da narrativa.

É fofo? É. Tem aquela vibe de final feliz, um monte de gente reunida, todo mundo com roupa bonita, e um clima de “olha como a gente superou tudo”. Mas é puramente fanservice. A trama praticamente não existe, os conflitos são rasos ou resolvidos com uma frase pronta, e o foco é só mostrar beijinho, carinho e declarações pra aquecer coração de fã. O que seria ótimo se os beijos deles fossem, sei lá, menos desconfortáveis de assistir. Eles se gostam, a gente sabe, mas parece sempre que estão com preguiça de encostar.

Sinceramente, esse episódio me deu aquela sensação de que eu tava assistindo um comercial de final de novela, onde só faltava a narração dizendo “e eles foram felizes para sempre…”. Legal? Sim. Memorável? Nem tanto.

Se você assistiu tudo até aqui e quer um encerramento visualmente bonito e simbólico, até vale dar o play. Mas se for esperando alguma profundidade ou uma cena marcante que feche a história com chave de ouro, vai sair meio decepcionada.

Eu gosto de ver final feliz. Só queria que esse tivesse vindo com mais verdade e menos roteiro de enfeite.

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Completed
TharnType Special: Our Final Love
7 people found this review helpful
Jul 10, 2025
1 of 1 episodes seen
Completed 0
Overall 6.0
Story 6.0
Acting/Cast 6.0
Music 6.0
Rewatch Value 4.0

Nem fede e nem cheira

O episódio especial vem como aquele respiro depois de uma temporada caótica, com os dois protagonistas finalmente num momento de paz. É gostoso de assistir, sim. Mas não dá pra fingir que esse episódio tem algum peso real dentro da história. É fanservice do início ao fim. Um monte de beijinho, cena fofa, música romântica e zero profundidade. Não tem conversa importante, não tem desenvolvimento emocional... só momentos empacotados pra agradar a fanbase. E pra piorar, os beijos, que aparecem o tempo todo como se fossem a cereja do bolo, continuam sendo meio duros.

Se fosse pra trazer um especial, bem que podiam ter usado pra mostrar algo mais íntimo de verdade, mais sincero. Tipo uma conversa sobre o que eles aprenderam, como lidam com o passado, ou até com os traumas que foram simplesmente deixados de lado. Mas não… preferiram jogar uma vibe de “tá tudo lindo agora” sem muita construção pra sustentar.

No fim, é um episódio que não acrescenta, mas também não machuca. Funciona como um agrado leve, e fecha a temporada com um sorrisinho no rosto, desde que você não pense demais sobre.

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Completed
My Stubborn
10 people found this review helpful
Aug 7, 2025
12 of 12 episodes seen
Completed 0
Overall 7.0
Story 6.0
Acting/Cast 8.0
Music 6.0
Rewatch Value 7.0

Zero profundidade, mas pegação no talo

A série é divertida, sim. Tem aquele humor meio pastelão com o Jun sendo bricalhão e o Sorn, todo certinho, se doendo por dentro tentando fingir que não odeia o menino. Mas é óbvio que ele odeia… até deixar de odiar, né? Porque a gente sabe como essas histórias funcionam.

O ponto é: se você tá esperando uma história cheia de camadas, com drama bem construído, conflitos que te fazem ficar pensando por dias… pode ir tirando o cavalinho da chuva. Não é isso que vai rolar aqui. A história é só uma desculpa pra gente ver homens gostosos se pegando com vontade, e olha, nisso eles entregam direitinho. A química física entre o Jun e o Sorn é pesada. É aquele tipo de cena que você assiste de olho arregalado, sem saber se respira ou pausa pra recuperar o fôlego.

E mesmo com os exageros e os furos (porque tem, viu? tipo situações que aparecem do nada, reações que não fazem sentido, gente que some da história como se nunca tivesse existido), eu acabei gostando. Me diverti vendo a implicância virar tensão (e tesão), a birra virar desejo, e o Sorn completamente rendido depois de tanto pagar de indiferente. Não é nada profundo, mas é aquele tipo de entretenimento fácil que funciona se você já sabe o que esperar.

No fim das contas, My Stubborn é isso: um BL raso, mas gostosinho de assistir. Não entrou pra minha lista de favoritos, porque eu gosto de uma história com mais sustância. Mas se a proposta for só ver dois homens se provocando, brigando e se pegando como se o mundo fosse acabar, então vai fundo. Só não vá achando que vai sair dali emocionada ou filosofando sobre a vida.
É pura tensão sexual com um fiapo de enredo, e dependendo do seu humor, pode ser que isso já seja o suficiente.

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