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E lá vem mais um textão hihihi
Desde Pit Babe eu venho sonhando com uma série PingNut, e finalmente veio esse presente chamado I’m the Most Beautiful Count. E olha… que presente mesmo. Aquele tipo de história que te faz pensar “era isso que eu tava esperando e nem sabia”. O conceito de viagem no tempo já foi usado mil vezes, claro, mas aqui eles conseguiram dar uma cara nova, um toque deles. Tem um peso político e moral que não é só jogado pra enfeitar roteiro: a série realmente se envolve com o preconceito e a desigualdade, tanto no mundo antigo quanto no moderno. E ver esses personagens lutando, caindo, tentando mudar as coisas, tentando existir com dignidade me encanta.E o mais bonito é como essa série consegue equilibrar tudo isso. Drama político, comédia, romance, e ainda tem tempo pra algumas cenas que parecem ter saído de um sonho. Nada fica totalmente leve, mas também não cai no melodrama sem propósito.
O Nut está uma graça. A atuação dele é tão carismática que dá vontade de proteger a personagem e, ao mesmo tempo, bater na testa junto com ela quando tudo dá errado. Esse papel foi feito exatamente pra ele, leve, engraçado, exagerado, expressivo. E o jeito como ele dá conta do exagero da personagem é impressionante. No começo, confesso que achei a Woradej um pouquinho demais (aquele tipo de “meu Deus, respira, menina!”), mas com o tempo passei a ver o encanto nisso. Aquele excesso faz parte dela. E quando o Nut vai equilibrando as cenas sérias com o humor, tudo se encaixa perfeitamente. Principalmente nos encontros entre a Prince e a verdadeira Woradej, da pra ver uma grande diferença de personalidade, enquanto a Prince é exageradamente expressiva, a Woradej é a calmaria em pessoa.
E aí tem o Kosol. A primeira vista a gente pensa logo que ele vai ser um brutamontes grosseiro, mas não, ele é só um brutamontes apaixonado. Ele é aquele tipo de personagem que te faz pensar “é isso, é assim que se ama alguém”. Ele é paciente, respeitoso, completamente encantado por cada pedacinho dela, mesmo depois da mudança de personalidade. Porque antes a Woradej era toda contida, calma, quase etérea, e, depois do envenenamento, vem essa explosão de cores e emoções. E ele fica ali, firme, amando em todas as versões.
Agora, preciso dizer: ver o Lee ganhando um papel de destaque foi um pequeno presente pessoal pra mim. Eu adoro ele, e o Jade é de uma inocência tão pura e divertida que parece quase fora do tempo, um personagem que brilha silenciosamente. Ele é leal aos seus senhores, e a amizade que ele cria com o Chet é preciosa de mais. E Pop e Aton estão incríveis também, é ótimo ver atores que muitas vezes ficam em papéis menores finalmente podendo mostrar tudo que têm.
A história é bem contada, redondinha, com alguns pouquíssimos furos, mas nada que estrague a experiência. É o tipo de série que te conquista mais pelo sentimento e faz você se apegar aos personagens. A fotografia é linda, os figurinos são um deleite, e as locações, um espetáculo à parte.
É uma série divertida pra assistir numa noite fria, enrolada num cobertor e com uma xícara de chocolate quente na mão. I’m the Most Beautiful Count é uma história sobre amor, aceitação e perseverança. Alguns podem não gostar da atuação exagerada do Nut, assim como eu também não gostei no início, mas podem dar uma chance, é uma história que vale a pena assistir.
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Mu-Te-Luv: Not Your Father
Os próximos quatro episódios, Mu-Te-Luv: Not Your Father, foram simplesmente um caos delicioso. A história gira em torno de uma seita/culto secreto, que tá conquistando um monte de gente pela província, e a coisa só vai ficando mais maluca conforme tudo se desenrola. A Ploy, toda apaixonada pelo Phupha, resolve se juntar a ele nessa missão de infiltração pra tentar expor a família Chantharusati. Só que, claro, ela também tá indo com a esperança de se aproximar mais do Phu… e as coisas não saem nem um pouco como ela imaginava.Lá dentro, ela conhece o maravilhoso Wutthikrai, e sim, eu me derreti um pouquinho, que na verdade é um policial disfarçado e acaba ajudando ela e o Phupha a fugir de lá. A ideia de ter um culto bizarro, com um “Pai” que se acha um deus, foi uma das melhores escolhas criativas até agora. E eu juro que não consegui levar ele 100% a sério porque, por algum motivo, achei ele a cara da blogueirinha kkkkk.
E aqui, uma pausa pra aplaudir: o Prem arrasou muito como Phupha. Ele começa como esse jovem ativista cheio de ideais e, aos poucos, vai enlouquecendo com toda a manipulação do culto. A atuação dele foi intensa, convincente e bem construída. Já o Nani… eu sou suspeita, né? Além de lindo, ele tava divertidíssimo como o policial atrapalhado com “magias” que nunca funcionavam, eu ri horrores com ele. E a Pern, então? A mulher tava incrível! A cena dela fingindo ser a mãe pra enganar o “Pai” foi simplesmente uma delícia de assistir.
Eu vi umas pessoas falando mal dessa parte, mas honestamente? Eu adorei. Fogem do clichêzinho padrão e abraçam a loucura de um jeito que funciona. Caótico, divertido e bem mais criativo do que eu esperava.
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Mu-Te-Luv: Fortune Says Hi
Ok, essa série vai ser dividida em histórias/arcos, e, pelo que parece, serão sete no total. Então vou comentando cada um conforme for saindo e, no fim, dou meu parecer geral. Começando pelos quatro primeiros episódios, Mu-Te-Luv: Fortune Says Hi, que conta a história de dois garotos: Err e Mawin. Os dois são superdotados e competem por uma bolsa de estudos no exterior, mas o Mawin tem um “algo a mais” que deixa tudo mais divertido de assistir.Eles são fofíssimos, de verdade. Eu bato palmas pros dois atores porque conseguiram me encantar de um jeito muito natural. O Mawin tem aquele jeitinho mais fechado, introspectivo, super concentrado no que gosta, principalmente nos programas de rádio que ele ouve. Quando ele começa a falar todo felizinho sobre isso para o Err me deixou toda bobinha de amores, ele é muito fofo.
Já o Err é mais aberto, e cheio de energia. Ele provoca, puxa conversa, e tem essa vibe leve que acaba quebrando a barreira que o Mawin ergue ao redor de si. O contraste entre os dois é ótimo de assistir: um é reservado e observador, o outro é expressivo e meio bagunceiro no melhor sentido possível. A dinâmica entre eles funciona direitinho. Tem química, tem essa tensãozinha adolescente cheia de olhares demorados e sorrisos contidos. É impossível não ficar com um sorrisinho bobo assistindo os dois juntos.
Apesar de ser um clichêzinho colegial do tipo enemies to lovers, foi bem feito. Conseguiu me deixar com o coração quentinho e, pra ser bem honesta, até as partes mais emocionais me deixaram emotiva. É simples, nada muito mirabolante, só uma história leve, com dois garotos encantadores e uma construção que faz você querer continuar assistindo.
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Quando o roteiro não acompanha o elenco, dá nisso...
Demorei pra vir escrever sobre esse BL, mas uma hora tinha que ser. Não era minha intenção escrever textão, mas Wandee Goodday merecia um desabafo. Só terminei por respeito aos atores, porque, olha, tirar emoção de um roteiro tão raso foi arte. Essa série tinha tudo pra ser uma história divertida, adulta, e com uma pegada sex-positive que tanto prometeram e que quase nunca aparece em BL. Os diálogos eram diretos, a energia entre os protagonistas estava lá em cima, e eu realmente achei que seria uma série diferente.E de certa forma foi. Só que não do jeito que eu esperava. A verdade é que a história tem potencial, mas é tão mal aproveitada que às vezes eu ficava pensando se estavam escrevendo o roteiro em tempo real, enquanto gravavam. Um dos problemas é que o drama parece não saber o que quer ser. Fica nesse vai-não-vai, repete situações, e quando começa a construir algo, corta pra uma cena aleatória só pra tentar arrancar risada.
A química entre Great e Inn segurou tudo. Foram eles que me fizeram continuar até o fim, mesmo quando o roteiro começou a perder o rumo. A química dos dois é absurda, natural, e as cenas deles juntos salvam episódios inteiros. Não é exagero dizer que a atuação deles é 10/10 num drama que, no máximo, chega a um 5. Eles conseguiram dar vida a personagens que tinham tudo pra serem rasos. Tanta coisa mal escrita foi suavizada por olhares, pausas e expressões que eles souberam fazer funcionar. Isso me prendeu. Eles atuaram como se tivessem recebido um roteiro melhor do que realmente receberam. Porque, olha… talento eles têm de sobra.
A série parecia que ia explorar sexualidade de forma madura, sem tabu, mas isso durou uns dois episódios no máximo. Depois, os temas só ficaram de enfeite. A assexualidade do Kao foi jogada ali sem nenhum aprofundamento, tipo um “olha como somos inclusivos!” e nunca mais tocaram no assunto. Representatividade vazia é pior que nenhuma, viu?
E aí teve o ciclo infinito: o Wandee se afastando do Yak, sempre com desculpas vagas, sem se abrir de verdade. Episódio após episódio repetindo a mesma coisa: Yak tenta demonstrar carinho, Wandee corta e se fecha. Não tinha desenvolvimento, não tinha comunicação, só um empurra-empurra emocional. Foi cansativo ver esse ciclo repetitivo.
O pior é que o próprio Wandee deixou de fazer sentido. Ele começou super seguro de si, direto, até dando conselho sensato pro Yak sobre o Ter. Mas depois virou alguém completamente diferente, que aceita ir parar na casa do Ter e cai no joguinho dele (???). Do episódio quatro em diante, parece que ele foi escrito por outra pessoa. Inventaram essa de "guardar o primeiro beijo" e transformaram o cara num protagonista que evita toque e vira um muro emocional sem explicação convincente, e depois começa a agir como se toque físico fosse algo inaceitável.
Esse “vou guardar o primeiro beijo” faria sentido se houvesse uma explicação plausível e uma consistência, pois mesmo depois de ter dado o primeiro beijo ele continuou negando o toque do Yak, o que não faz sentindo. O cara que antes era todo consciente virou alguém frio, meio passivo, e que dava carinho só quando bem entendia, ele pega todo carinho, sexo e atenção do Yak quando quer, mas se torna frio na hora de retribuir. O Yak virou só um cachorrinho esperando migalhas de afeto quando o Wandee decidia dar, mas nunca recebia de volta. Doeu ver isso.
Os outros personagens? Também ficaram aquém. O Ter era uma bagunça completa, e não no bom sentido. Eu nem sei se ele era um vilão manipulador ou só um adulto mimado com carência e raiva. E o arco dele com a Taem foi qualquer coisa, jogado só pra parecer redenção. Já a Taem… tinha potencial, mas colocaram ela num triângulo que não levou a lugar nenhum. Desperdiçaram.
Cher e Oyei foram outro caso de desperdício. Tinha coisa pra desenvolver ali, com questões de confiança, dinheiro e inseguranças. Mas resolveram tudo num passe de mágica, e fim. O mesmo vale pro Kao, coitado, que merecia mais do que ser figurante no próprio tema que levantaram com ele.
E algumas cenas então… zero preparo. Aquela agressão do Ohm contra a Taem, que surgiu do nada só pra justificar o Yak chegar atrasado na festa? Preguiça. Esse tipo de artifício forçado pra mover o enredo é desleixo puro. Cena do Yak flagrando o Dee no apartamento do Ter? Forçada. Era óbvio que foi montada só pra gerar drama vazio. Dee não seguiu o próprio conselho que deu ao Yak, típica burrice conveniente. Nenhuma dessas reviravoltas teve construção de verdade. Foi tudo encaixado no grito e vai que cola.
Enfim… foi uma série com uma ideia boa, elenco maravilhoso, e roteiro que tentou muito, mas falhou em entregar. Faltou foco, faltou consequência real pras ações, faltou coerência nos personagens. Faltou emoção genuína. Mas eu assisti tudo. E não me arrependo nenhum pouco. Porque ver esses atores entregando tudo com o que tinham em mãos valeu a pena. Só queria que o roteiro tivesse feito por onde também.
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É isso ai né...
Eu entrei nessa série achando que ia receber algo mais sério, mais pesado, mais “vamos trabalhar um drama decente”. Começou cheia de potencial, aquele gás de “vem aí”, e depois tropeçou no famoso plot da infância. E eu preciso abrir meu coração aqui: eu odeio plot de casal que se conhece na infância sem perceber. Não suporto. Parece sempre aquela muleta emocional que a série joga quando não sabe construir vínculo de verdade no presente. É tipo: “ah, eles não têm química agora? Relaxa, eles brincaram juntos quando tinham seis anos!”. E eu fico só pensando: e daí? Eu também brinquei com um monte de gente nessa idade e nem por isso fiquei emocionalmente marcada. Só deixa tudo com aquele gosto de preguiça narrativa que eu detesto.Aí veio o arco com o Jason, que não acrescentou nada, nem pra criar tensão, nem pra fingir que a história sabia pra onde estava indo. O Jason, coitado, parecia ter sido colocado ali só porque alguém lembrou no roteiro que faltava mais um obstáculo qualquer. Ele entra na história cheio de pose de que vai virar um pivô importante, mas no fim não serve nem pra gerar tensão, nem pra balançar o trio principal, nem pra acrescentar uma gota de profundidade. Ele é aquele personagem que chega fazendo barulho, mas quando tu olha de novo já virou fumaça. Tanto faz ele estar ou não; a trama vai dar um jeito de eliminar ele mesmo. E o pior é que dava pra fazer algo interessante com ele, mas a série simplesmente não se compromete, deixa o homem flutuando ali, sem função, como se ele fosse só uma anotação esquecida no canto do roteiro. Mataram o homem e pronto, sumiu do universo.
O Than é aquele tipo de personagem que começa com potencial e termina me fazendo querer entrar na série pra dar uma sacudida nele. Ele passa tanto tempo no modo “sou um mártir incompreendido”, tudo dramático, tudo sofrido, tudo exagerado além da conta. Ele reage demais, pensa de menos e acelera decisões que deveriam ter peso, como se sentimento fosse interruptor. No fim, o Than não parece trágico, parece só perdido dentro da própria novela. Ele foi longe demais no modo “trouxa dramático” e nem o romance conseguiu justificar os surtos dele. O perdão chega correndo, o casamento passa em cinco minutos e eu fiquei ali, piscando pra tela, tipo: “Era isso mesmo? Acabou? De verdade?”. Uma maratona inteira pra esse finalzinho água de salsicha.
O plot twist final até tenta surpreender, mas já é tão usado e reusado que não gera nem cócega. E, sinceramente, todo episódio tinha briga, tentativa de assassinato, pai surtando, Chet apanhando… no quinto eu já tava exausta. É caos atrás de caos sem consequência real, como se nada que acontecesse tivesse peso ou gerasse consequências. Daou e Offroad seguraram o tranco lindamente, e o elenco no geral entregou, mas nem isso conseguiu salvar um roteiro que se perdeu de si mesmo. No fim não teve fanservice, não teve romance convincente e não teve um desfecho que pagasse a maratona.
Mas claro, teve seus brilhos. A série é pesada, cheia de cenas impactantes e visualmente intensas, mesmo quando a execução tropeça, ou o CGI caga a cena. Nos dois primeiros episódios eu jurei que ia ser aquele papo moralista de “bem contra mal”, mas quando percebi que ninguém presta e que todo mundo ali vive naquela área cinzenta saborosa, até animei. Os três irmãos se destruindo pelo trono do hospital é ótimo, ainda mais com aquele pai detestável que, de tão absurdo, dá a volta e vira praticamente um ícone da loucura.
E olha: as dinâmicas deles com seus seguranças/assistentes eram melhores que metade do romance principal. A lealdade, o carinho meio suspeito, o tanto de sentimento não dito… isso, sim, tinha química.
O Chet, pra mim, foi um dos personagens mais deliciosamente descontrolados da série. Ele foi afundando numa instabilidade tão grande que, em vez de perder o brilho, ficou ainda mais interessante. A obsessão dele pelo trono do hospital era quase hipnótica, daquele tipo que tu assiste meio horrorizada, meio encantada, porque dá pra ver a sanidade escorrendo pelos dedos dele em cada cena. A parte das drogas foi o auge do desespero dele, mas a verdadeira loucura veio mesmo quando ele começou a surtar pra se livrar dos irmãos. E o mais doido é que, no meio desse colapso inteiro, Chet e Phakphum tinham tudo pra ser um casal extremamente interessante, com aquela química tensa que já nasce do perigo. A série tinha ouro na mão e simplesmente deixou cair no chão.
A Risa, sinceramente, foi uma das poucas que me entregou exatamente o que eu queria… só que tarde demais. Ela começou toda sonsa, fazendo aquela pose de inocente que ninguém com um mínimo de intuição compra, e aos poucos foi soltando o cinismo com uma elegância quase irritante. Quando finalmente abraçou a vilania, eu quase bati palma. Era aquela energia que eu precisava dela lá no inicio, porque quando a Risa resolve mostrar as cartas, ela brilha de um jeito que faz todo mundo ao redor parecer amador. Não é nem pela maldade em si, é pelo prazer que ela sente em ser boa no que faz, pelo controle, pela calma, pelo olhar de quem já planejou o próximo passo faz tempo. Se tivessem deixado essa versão dela existir mais, a série teria ganho muito mais vida.
O Pheem me irritou porque ele tinha tudo pra funcionar, mas a série não deixa. Ele começa frio, desconfiado, carregando aquele peso que dá curiosidade de entender… só que quando finalmente chega a hora de mostrar quem ele é de verdade, tudo acontece rápido demais. Ele muda de postura sem construção, sem tempo, sem clima, como se tivesse decidido sentir coisas importantes de um episódio pro outro. E essa passagem brusca deixa ele parecendo inconsistente, não complexo. O Pheem não é ruim, só fica preso numa escrita que exige reações imediatas, sem dar espaço pra gente acompanhar o que se passa na cabeça dele. E aí, quando o romance engrena, já é tarde: a mudança dele não bate, não emociona, não cola. É como se faltasse metade do caminho a ser percorrido.
O problema é que o tom da série simplesmente não se organiza, e o romance acaba destoando de todo o resto. As cenas carinhosas não combinam com o clima pesado que domina a trama, e o vínculo de infância dos protagonistas não sustenta nada do que vem depois. A mudança do Pheem acontece rápido demais e fica difícil acreditar no que ele sente porque a série não mostra esse processo. As cenas de ação têm boas ideias, mas a execução é descuidada, e muitos episódios repetem o mesmo tipo de conflito sem avançar a história. No fim, é uma obra com boas intenções, mas que não sabe qual caminho seguir.
No fim das contas, não é uma série horrível, mas também não entrega nada que realmente compense as horas investidas. Fica aquela sensação de “podia ter sido tão mais”, porque as ideias estavam lá, as atuações estavam lá, mas faltou direção, ritmo e coragem pra amarrar tudo direitinho. Terminei com a impressão de que acompanhei um rascunho ambicioso que nunca chegou à sua melhor versão. E é isso, vi, entendi, não odiei, mas definitivamente não volto. Fica a experiência… e a frustração.
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Perfeitinha
Que série boa. Puta que pariu, que série boa. Eu comecei achando que ia ser só putaria, tiro, porrada e ideologia, e no fim você tá lá, envolvida, emocionada, e revoltada junto com eles. A série sabe dosar os dramas, as confusões, as brigas, a adrenalina e ainda joga na nossa cara uma mensagem social forte. Eles falam de desigualdade, de gente poderosa esmagando os mais vulneráveis, de como o sistema é cruel... e aí vem um grupo de jovens, com traumas, defeitos e coragem, tentando virar essa mesa. Tem protesto, tem voz sendo conquistada, tem gente aprendendo a lutar de verdade. E essa construção da narrativa… meu Deus, que coisa bem pensada. A história cresce direitinho, começa no mistério, vai pro caos e vira um grito coletivo no final.Eu só não dou um 10 redondinho porque eu queria mais. O final me deixou com aquela sensação de “ué, cadê o resto?”. Eles são raptados, depois libertos, as coisas se movimentam ali, dizem que pagaram a fiança e estão em liberdade condicional, mas e o Tawi? O que realmente aconteceu com aquele homem? A gente vê o destino do Todd, o que o Black faz com ele, tudo bem amarradinho. Mas o vilão principal? Nada. Nenhum desfecho concreto. Zero explicações sobre as empresas dele, o tráfico de drogas, as consequências reais dos protestos. Só insinuações. Aí fica esse final meio aberto que não combina com o peso da história. E é por isso que não leva os 10 pontos que eu queria dar.
Agora, vamos falar de Off e Gun. Meu Deus do céu. Que química. É química de deixar a gente quieta olhando pra tela, sorrindo igual boba, sem nem perceber. Os dois entregam tudo. Eu sou apaixonada nesse casal, nessa conexão, nessa tensão que vira carinho do nada. E o Gun… não tem nem o que dizer. O homem carregou dois personagens nas costas como se fosse fácil. Palmas para ele. É tão nítida a diferença entre White e Black que chega a ser absurdo. O White é gentil, amoroso, cuidadoso. O Black é grosso, impulsivo, agressivo... e quando o Gun está em combate como Black, você vê nos olhos que é outro ser humano ali. Isso não é qualquer ator que entrega, não.
Mas não seria eu se eu não reclamasse de uma coisinha. A parte dos dublês de corpo. Meu Deus. Quando eles colocavam foco no rosto de um irmão e mostravam o outro só pela parte de trás, dava pra ver claramente quando não era o Gun. O dublê de Black ainda passa, mas o do White… meu pai amado. Quebrou a magia na hora. Eu entendo que é difícil gravar cena de gêmeos brigando, conversando e fazendo acrobacias, mas custava escolher um dublê que tivesse pelo menos a orelha do mesmo formato? O cabelo parecido? Um contorno de cabeça que não gritasse “sou outra pessoa”? Enfim. Pequena frustração, mas nada que estrague a experiência.
Fora isso, impecável. História boa, bem escrita, bem conduzida. Atuações maravilhosas, uma direção que acerta nos momentos emocionais e nas cenas de ação, e uma relevância social que até hoje deixa esse BL entre os mais comentados. Só fico triste por esse final faltando uma peça importante. Mas é aquela coisa: série de 2021, não dá pra mandar email pra empresa pedindo episódio extra.
Enfim, recomendo fortemente. É uma série forte, intensa e cheia de coração. Se tivesse fechado aquele arco final, seria um 10 com gosto. Mesmo assim, vale cada minuto.
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MuTeLuv: Diva Deva Mata
Olha, eu não sou fã de comédia. Principalmente comédia tailandesa, porque quase sempre me dá aquele sentimento constrangedor de vergonha alheia que faz querer me esconder atrás do sofá. Mas Diva Deva Mata foi uma exceção deliciosa. Eu realmente ri, me diverti e até me surpreendi com o quanto me envolvi com o caos das quatro “air dolls”, Nevia, Ingky, Fews e, claro, a inesquecível Katrina.A série tem um ritmo frenético, cheia de exageros, figurinos absurdamente bons e uma energia de “divas em apuros sobrenaturais” que funciona melhor do que eu esperava. A ideia de transformar influenciadoras em vítimas (ou cúmplices) de um ritual espiritual que dá errado é tão absurda que acaba sendo genial. E o melhor é que cada uma delas brilha do seu jeito, cada uma caótica à sua maneira, mas todas igualmente cativantes.
Nevia é a líder, toda cheia de pose e controle, mas vive tropeçando na própria arrogância. É tipo uma Regina George versão tailandesa, só que com crises de diva e surtos espirituais. Ingky é a mais organizada (ou pelo menos tenta ser), sempre planejando tudo e, inevitavelmente, mergulhando de cabeça nas confusões que ela mesma cria. Já a Fews é o caos criativo em pessoa, aquela amiga super inteligente que tem mil ideias e ignora completamente o senso de perigo. O tipo de personagem que te faz rir justamente pelos desastres que causa.
Mas, sejamos sinceros, quem realmente carrega o arco nas costas é a Katrina. Neo foi simplesmente brilhante. Ele entregou carisma, exagero, expressão, voz, tudo. O jeito como ele faz a Katrina quando ela é possuída pela deusa é hilário, um mix perfeito de diva e espírito poderoso que só funciona porque ele se joga completamente na loucura. O timing cômico dele é impecável, e a entrega é daquelas que fazem você pensar “ok, esse homem nasceu pra entreter”.
Diva Deva Mata acerta em cheio em ser divertida, colorida e cheia de personagens que se permitem brilhar, especialmente pra quem, como eu, adora ver representações “diva/femme” sem medo do exagero. Mas também fica claro que o foco aqui não é criar uma narrativa trans profunda ou com crítica social; é sobre diversão, estilo e carisma. Fala com a comunidade, mas não a partir dela. Ainda assim, é um pontapé importante pra abrir espaço pra mais tramas com foco em personagens trans, algo que ainda é raríssimo no mundo BL, ou nos dramas em geral.
Mesmo assim, é um arco bem feito, tem ritmo e uma energia contagiante que dá vontade de assistir até o fim. No fim das contas, Diva Deva Mata me fez rir. E vindo de mim, que normalmente foge de comédias tailandesas como o diabo foge da cruz, isso já é um baita elogio.
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Theo é insuportável!
Enchanté foi uma daquelas séries que eu demorei uma vida pra assistir. Toda vez que eu via alguém comentando, era só gente falando mal, detonando, nota baixa… e aí, claro, eu desanimava. Mas aí eu resolvi criar coragem e fui ver com meus próprios olhos. E olha… realmente não é boa. Infelizmente, não é.Eu já não sou muito fã da atuação do Force e do Book. Não acho eles horríveis, mas também não consigo me empolgar com o jeito que eles atuam. O Book, pelo menos, tem uma energia animada que eu adoro, ele é carismático, contagia o ambiente. Mas o Force… ai, o Force pra mim é inexpressivo demais. E juntos, então, parece que a química trava. Aqui, principalmente, foi pior que o normal. Se nas outras vezes eles já não entregavam muito, dessa vez parece que nem tentaram. Você assiste e pensa “meu Deus, eles estão claramente atuando”, não passa emoção nenhuma. É tudo muito mecânico, muito forçado, e o resultado é uma história que já não é lá grandes coisas ficando ainda mais sem graça.
E falando em história… que história, né? Porque, olha, é bobinha demais. O drama é raso, e o Theo consegue ser um dos personagens mais chatos que eu já vi. Um egoístinha de primeira. Nem o carisma do Book conseguiu salvar. O menino inventa todo aquele circo de “Enchanté”, faz o Akk correr atrás dele, inventa todo aquele circo e aparece quatro falsos Enchanté, faz o colega fingir ser um, só pra no fim a gente descobrir que o tal Enchanté era ele mesmo, tudo pra fazer o Akk se confessar. E quando o Akk finalmente cai na dele, o que o Theo faz? Fica de birrinha a cada draminha chato que ele inventa naquela cabecinha oca dele.
E como se não bastasse, ele ainda fica puto porque descobre que os pais se separaram e o Akk não contou. Tipo… o que o Akk tem a ver com isso, meu filho? Que obrigação ele teria de te contar? E o Theo lá, revoltadinho, querendo que os pais voltem a ficar juntos, mesmo eles claramente não se amando mais. O filhinho mimado querendo forçar a família feliz. Ainda bem que a série não forçou esse final, porque aí seria o cúmulo. Ninguém merece viver o inferno no casamento por conta de filho marmanjo que não aceita a decisão dos pais.
Mas depois de todo auê de Enchanté, esse drama familiar, e de ficar com raivinha do Akk. O bonito simplesmente decide voltar pra França como se nada tivesse acontecido. E como de praxe o Akk larga tudo e vai correr atrás dele, e pronto, final feliz. Felizes pra sempre. Ai, que ódio. A série parecia não acabar nunca. Mesmo assistindo no 2x e pulando partes, parecia que os episódios eram infinitos. Dez episódios que mais pareciam vinte. Foi cansativo, maçante, e olha… eu realmente só terminei pra não deixar pela metade.
No fim, Enchanté é aquele tipo de série que eu não recomendo pra ninguém, mas também não julgo quem quiser assistir. Só vá sabendo que é lenta, rasa e com um protagonista que dá vontade de gritar “meu filho, cresce!”. Porque, sinceramente, foi difícil. Muuuito difícil.
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Fofo demais pra durar tão pouco
Essa série me deixou com aquele sorrisinho bobo no rosto a maior parte do tempo, porque a série é simplesmente fofa e cativante, mas também tem aqueles momentos que fazem a gente revirar os olhos. Eu acompanhei o webtoon antes, então a minha relação com os personagens já era intensa: Aejun me conquistou de cara, aquele jeito doce e meio atrapalhado que é impossível não torcer, e confesso que senti raiva do SiYeol em quase todos os capítulos do webtoon. Aqui, curiosamente, eles deram uma suavizada no SiYeol e, honestamente, funcionou. Não que ele tenha ficado perfeito, mas a versão da série faz ele ser mais suportável sem destruir a dinâmica do casal principal.Falando do casal principal, a química entre Aejun e SiYeol é de cair o queixo, daquele tipo que te faz torcer por cada olhar, toque ou mal-entendido, mesmo quando a série dá aquela escorregada em algumas situações convenientes demais pra aproximá-los. Mas eu relevo, porque o encanto deles é real: a relação cresce devagar, tem uma tensão leve, umas confusões que me fizeram rir e uns momentos fofos que me fizeram ficar sorrindo feito boba. E, sério, não dá pra ignorar o lado mais sombrio do SiYeol. O safado ainda tem aquele jeitinho manipulador do webtoon, mas aqui fica mais divertido e menos canalha (no webtoon ele se aproveita sexualmente do Aejun e isso é repugnante), ele tentou fazer o Aejun se apaixonar por ele pra atingir o ex do Juha. Só que ele não tinha ideia de que o pobre Aejun era totalmente inocente. No fim, o pobre coitado acabou só sendo vítima das loucuras do SiYeol, e ver isso acontecer foi triste e desconcertante ao mesmo tempo. Dá pra sentir que o SiYeol é metido a esperto e safado, mas não fazia ideia de quão puro e desavisado o Aejun realmente era.
O que mais me deixou frustrada foi como a série acabou rápido demais. Sério, em menos de duas horas eu já tinha visto tudo e fiquei com aquele vazio de “quero mais”, porque cada cena, cada interação era tão gostosa que dava vontade de ficar lá dentro por horas. Eu queria me perder nesse mundo junto com eles, rir com o Aejun, me irritar com o SiYeol, sentir cada pequeno momento da amizade com o Juha. Apesar de ser tão curtinha, cada minuto realmente valeu a pena. Dá pra ver que eles captaram bem o espírito do webtoon, como os personagens se comportam, como se olham, como erram e se entendem. Saí da série com aquele sentimento doce, de satisfação misturado com vontade de socar o SiYeol de leve e pedir mais capítulos pra poder respirar e viver mais com esse povo que conquistou meu coração.
No fim, My Bias Is Showing deixou aquele gostinho de quero mais. Além do romance fofo e cativante entre Aejun e SiYeol, o que realmente me marcou foi a breve amizade do Aejun com o Juha. Eles têm uma química natural, aquela parceria divertida e cheia de pequenas provocações que acrescenta tanto à história e ao crescimento do Aejun. Fica claro que a série poderia render muito mais explorando essas conexões, mas infelizmente é curta demais. Mesmo assim, eu saí com um sorriso no rosto, torcendo pelos protagonistas e imaginando todas as cenas extras que poderiam existir. Definitivamente merecia uma continuação, e eu adoraria ver mais desse mundo, mais dessa amizade e mais do Aejun crescendo com quem ele ama e quem ele considera família.
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Forte, sensível e muito bem contado
Comecei a assistir achando que ia ser só mais um BL escolar com toque de mistério, mas aos poucos ele foi se revelando muito mais do que isso. A forma como a história é construída me prendeu de um jeito que nem percebi. Quando vi, já estava totalmente envolvida com aquele colégio cheio de regras absurdas, com os segredos, as dúvidas, os medos e tudo o que vai sendo jogado na nossa cara com uma delicadeza firme.O que mais me marcou é como a série consegue passar uma mensagem importante sem ser óbvia. Fala sobre questionar o que nos foi imposto, sobre ter coragem de ser quem a gente é, mesmo quando tudo ao redor diz o contrário. E isso, pra mim, bateu fundo. Porque às vezes a gente esquece o quanto é importante olhar pro que nos incomoda, pro que nos oprime, e The Eclipse faz isso de forma sensível, mas firme. Tem gente que precisa ouvir isso. Tem gente que vai se ver ali, e talvez entenda coisas que não conseguia nomear antes.
E o melhor é que o romance entre o Akk e o Ayan não rouba a cena, ele soma. A história dos dois é construída no tempo certo, com cuidado, com camadas. Nada parece forçado, nada é jogado só pra agradar. E o mais bonito é ver como o sentimento deles cresce junto com o que eles estão descobrindo sobre si mesmos e sobre o mundo em que vivem. É tudo muito bem amarrado e sincero. Dá gosto de acompanhar. E foi bom ver um BL que não precisou apelar pro físico, nem deixar a trama de lado, pra focar só no casal. Aqui, tudo anda junto, e isso faz toda a diferença.
Claro que nem tudo é perfeito. Teve momentos em que senti o ritmo cair, alguns personagens que podiam ter sido mais bem aproveitados, e cenas que poderiam ter tido mais impacto emocional. Mas isso não apagou a força do que foi entregue. Pelo contrário. A série foi até o fim com coerência e com uma mensagem que ficou em mim depois dos créditos.
No fim das contas, The Eclipse não é só uma história sobre dois garotos se apaixonando. É uma história sobre coragem, liberdade e transformação. Me fez pensar, me fez sentir, e me deixou com vontade de que mais gente veja, especialmente quem precisa ouvir o que essa série tem pra dizer. Porque não é só bonito de assistir, é importante também.
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A série que eu não dava nada e que acabou me fisgando
Eu comecei achando que ia ser só uma gracinha com tritões fofos e efeitos duvidosos. Quando vi o trailer, eu não tava dando absolutamente nada pra ela, já fui preparada pra ver CGI esquisito e um caos visual daqueles que a gente assiste rindo de nervoso. E aí, do nada, os efeitos são até bons, a história funciona e eu me vi presa e ficando lá até o fim.O problema, ou melhor, minha irritação pessoal, começa com o personagem principal. É exatamente o tipo de personagem que me tira do sério: bobão, sem voz própria, que aceita tudo de cabeça baixa, como se não tivesse opinião nenhuma sobre a própria vida. Teve momentos em que eu realmente acreditei que ele ia reagir, que ia finalmente se defender… e logo depois ele desmontava completamente e acatava qualquer coisa que falavam pra ele. Isso me irrita profundamente.
Mas aí, quando a gente vai chegando perto do final, a série dá aquela virada que prende a gente de novo. Finalmente revelam o que aconteceu no assassinato dos tritões de 20 anos atrás, e descobrimos que o chefe deles era o verdadeiro culpado, tudo pra botar a culpa nos humanos e alimentar o ódio. E em meio a isso tudo, vem o Phrapai com aquela obsessão doentia pelo Nava. Obsessão mesmo, no nível que já beira o psicopata. A ponto de ele atacar o Phuriti, envenenar o coitado com a toxina e basicamente condenar o menino à morte. E aí começa aquele drama, aquela tensão, aquela correria pra salvar o Phuriti, até chegar no momento crucial: pra sobreviver, ele precisa beber o sangue do coração de um tritão.
Aí vira aquele show de chororô. O Nava querendo oferecer o próprio sangue, o Phrapai impedindo, o caos emocional todo. E no meio disso, o Phrapai finalmente conta a verdade. Só que assim… eu não passo pano pra ele. Não tem como. Porque no final ele até tenta se redimir, se oferece, faz aquele sacrifício dramático, mas vamos combinar que era o mínimo. O pai dele matou a família do Nava e, agora, ele mesmo foi lá e quase matou o Phuriti. Ele não salvou ninguém; ele só desfez parcialmente o estrago que ele próprio causou. E esse drama que tentaram empurrar goela abaixo como redenção não me convenceu nem por um segundo. Quando tentam pintar o Phrapai como herói, esquecem que o suposto “herói” foi quem colocou o garoto à beira da morte. Não tem como engolir isso.
Mas voltando ao resto da série: apesar desses tropeços e de umas regras que parecem inventadas cinco minutos antes da gravação, essa série tem um charme que funciona. O casal secundário é praticamente o sol da história. Extremamente fofos, carismáticos, daqueles que roubam cena sem nem se esforçar. Eu me apaixonei por eles rapidinho. E as cenas de beijo são bonitas, naturais, sem aquela sensação de beijo robótico que às vezes aparece em BL.
É uma série leve, gostosinha, com um toque de fantasia meio caótico, um protagonista que eu queria sacudir e um antagonista que a história tenta redimir, mas eu simplesmente não compro. Só que, mesmo assim, dá pra se entreter, dá pra rir, dá pra se envolver. Não é a melhor do ano, mas funciona, e vale sim a maratonazinha despreocupada. É pra ver sem esperar profundidade e aproveitar exatamente pelo que ela é.
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Knock Out entregou tudo que eu queria (e mais um pouco)
Eu já fui ver essa série pensando “lá vem mais um BL de ação que vai pecar feio em alguma coisa”, porque, vamos combinar, normalmente ou exageram no romance, ou enchem de drama inútil, ou o roteiro vira uma colcha de retalhos. Mas esse aqui? Me calou a boca bonito.A história começa com o Keen, todo certinho, recém-formado, fazendo entrevista de emprego. A vida tá indo, até que vem o tapa: ele recebe a notícia que o pai morreu. Pior? Ele gasta tudo que tem com o funeral e descobre que o pai deixou uma dívida gigante com agiotas. E aí, sem saída, vai parar num ginásio de Muay Thai, o Petchsak, tentando se esconder e achar um jeito de pagar o que não é culpa dele.
E é nesse ginásio que ele conhece o Than, um lutador famoso que largou as lutas e se trancou num mundinho gelado. Só que aí entra o Keen com aquela paciência e jeito de ir quebrando o gelo, devagar, até que… pronto, começa a nascer aquele negócio que a gente adora: olhares demorados, tensão no ar, toques que não são só por acaso. E o romance aqui é bem construído, nada de pular do nada pro “eu te amo”. Ele vai crescendo junto com a história, misturado com o drama, com o peso do que eles vivem e com as cenas de luta que têm um impacto emocional de verdade.
O mais louco é que a série consegue equilibrar tudo de um jeito que surpreende. Tem ação na medida certa, drama que realmente faz sentido, romance que cresce de forma natural e, pra completar, até o casal secundário tem peso na história, não estão ali só pra preencher cena ou servir de enfeite. Tudo é bem amarrado, sem aquelas pontas soltas que só irritam e fazem a gente perder o interesse. Claro, não é perfeita: algumas cenas de luta acabam ficando previsíveis, e em certos momentos eu queria ver mais desenvolvimento fora do romance, mais camadas na trama. Mas, sinceramente? Nada disso foi suficiente pra apagar o brilho que Knock Out tem, ele tem uma energia própria que faz você ficar grudada do começo ao fim.
Os protagonistas carregam a série com uma força que impressiona, é como se tudo girasse em torno deles, e, honestamente, sem a química absurda que rola entre os dois, simplesmente não funcionaria tão bem. A produção é super caprichada, a estética é visualmente linda, e o Muay Thai não está ali só como um cenário qualquer; ele é parte fundamental da alma da história, uma extensão das emoções e dos conflitos dos personagens. Cada soco, cada treino intenso, carrega um peso emocional que conecta diretamente com o que eles estão enfrentando na vida, fazendo a gente sentir, de verdade, o drama e a luta pessoal de cada um.
Resumo do meu surto: Knock Out foi uma das melhores surpresas de 2025 no BL. Se você gosta de química real, ação bem feita e uma trama que prende de verdade, vai fundo. Só vai preparada, porque a cada episódio você vai se pegar torcendo, suspirando e, de vez em quando, se perguntando como demorou tanto pra achar essa série.
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Definitivamente não é a melhor do ano
Demorei pra vir falar dessa série porque, pra ser bem sincera, eu nem tinha terminado. Cheguei a comentar com a Raiana em uma das resenhas dela que nem lembrava o motivo de ter largado por um tempo, então resolvi assistir o que faltava. E foi aí que a memória voltou direitinho: não terminei antes porque a série simplesmente não é tão incrível assim. Eu fui assistir por pura curiosidade, já que todo mundo estava aclamando e dizendo que era “a melhor do ano”. Mas, quando finalmente vi, percebi que pra mim o hype não condizia com a realidade.Não estou dizendo que é ruim, longe disso. A série é boa, mas é só isso: boa. É mais uma história comum no meio de tantas outras. O verdadeiro diferencial aqui são os atores e o quanto eles são espontâneos e carismáticos por trás das câmeras. Foi aí que entendi o sucesso todo: não era tanto a série em si, e sim Tian e Ziyu.
Falando da trama, é aquele clichê clássico de um garoto fracassado que perde a namorada e tenta dar a volta por cima, a velha história de “o mundo dá voltas” que a gente já viu várias vezes. Mas, honestamente, eu não consegui sentir simpatia nenhuma pelo Wu Suo. Ele é só um garoto com o ego ferido, que se recusa a baixar a cabeça mesmo quando tá claramente errado. Já o doutorzinho, o verdadeiro protagonista moral dessa história, ganhou meu coração rapidinho, se tivesse uma side story do Xiao Shuai e do Cheng Yu eu assistiria sendo a pessoa mais feliz do mundo.
E o Chi Cheng… sério, eu fiquei com uma dó enorme dele. Que paciência esse homem teve, viu? Toda a confusão entre ele e o Wu Suo girava em torno de mal-entendidos que facilmente poderiam ser resolvidos com uma conversa decente, mas não, o Wu Suo preferia bater de frente em vez de sentar e dialogar. Se fosse comigo, já tinha desistido há muito tempo, porque ninguém merece sofrer por teimosia alheia. E o Chi Cheng também não se ajuda: fica quietinho enquanto o outro faz birra, e eu quase surtava gritando “senta esse garoto e faz ele te ouvir!” Sem contar os pais querendo controlar sua vida, a ex do Wu Suo dando em cima dele e auto declarando namorada, e o ex que volta todo confiante dizendo que quer separá-los depois de ter feito o inferno em sua vida no passado, e o bonito… simplesmente não faz nada. Chi Cheng é passivo demais, aaaaaaaaaaa! Mas, como eu disse, paciência de Jó mesmo… é impressionante que ele tenha aguentado tudo isso sem explodir.
E o mais engraçado é que até Wang Shuo, que é basicamente um maluco psicopata, conseguiu me gerar mais simpatia que o protagonista. Mas no final, tudo se acerta e termina de forma ok, nada espetacular, mas também nada catastrófico. Só que, sinceramente, até ABO Desire me arrancou mais emoções e reações do que essa. No fundo, o que fez Revenged Love conquistar tanta gente foram os bastidores. Tian e Ziyu são uma dupla deliciosa de acompanhar, super fofos e com uma química leve que brilha muito mais quando estão sendo eles mesmos do que nos próprios episódios. Eu veria fácil mais conteúdo dos dois fora da série.
Então sim, eu recomendo, mas não vá esperando a melhor série do ano. Vá pelos atores, e pelos momentos bons que aparecem no meio do caminho. E sinceramente? Se o Wu Suo não fosse tão cabeça dura, a história podia ter sido contada em bem menos de 24 episódios.
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Muito além do espelho: uma história sobre memória, dor e humanidade
Como a review acabou ficando bem extensa, precisei resumir para postar aqui. Mas, para quem quiser ler a versão completa, na íntegra, é só acessar o link abaixo:https://docs.google.com/document/d/1P-OyAjfsqBFm5MZ1IRi4IWWbzhQsxgbiOiFlzVgvIS0
Quando comecei Mystique in the Mirror, achei sinceramente que estava entrando em algo bem mais simples. A impressão inicial era de mais uma história sobre um homem vendo uma “assombração” no espelho, aquele velho misterioso que parecia existir só para causar estranhamento. Quase um clichê. Mas a série foi, aos poucos, arrancando esse tapete debaixo dos meus pés e deixando claro que o que ela queria contar não tinha nada a ver com fantasmas, e sim com a bagunça cruel que acontece dentro de uma mente sendo destruída pelo Alzheimer.
O que mais me pegou foi justamente isso: a forma como a narrativa coloca a gente dentro da cabeça do Alan. Nada é explicado de forma didática, nada vem mastigado. A confusão, os lapsos, as repetições, as relações que parecem estranhas ou deslocadas… tudo faz parte da experiência. A série não tem pressa, não corre atrás de impacto fácil, e exige atenção. É desconfortável em vários momentos, mas de propósito. Você sente a insegurança, o medo de não saber o que é real, a angústia de perceber que algo está errado e não conseguir nomear.
Não é uma série focada em romance no sentido tradicional, e acho até importante avisar isso. O BL aqui existe, mas ele vem muito mais como memória, afeto e ausência do que como idealização romântica. O centro da história é a perda, de si, do outro, do tempo. E é isso que faz essa serie mexer tanto comigo. A forma como ela aborda a loucura, a deterioração mental e o apego a lembranças felizes é dolorosa, sensível e, em vários momentos, devastadora.
Não é uma obra para todo mundo. Quem procura algo rápido, leve ou cheio de cenas românticas talvez não se conecte. Mas, para quem se permite entrar nesse ritmo mais introspectivo, a série entrega uma experiência forte e diferente. Minha review completa, com spoilers e uma análise bem mais detalhada, acabou ficando grande demais para postar aqui. Quem quiser ler tudo, na íntegra, pode acessar pelo link que deixei no inicio. Vale o aviso: é textão e é spoiler pesado.
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Jack & Joker: U Steal My Heart! (Uncut Ver.)
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Se fosse só pelo final e pelas piadas, eu dropava… mas Joker não deixou <3
Eu entrei nessa série porque adoro BL com ação, e acabei ficando pelo drama, pela dor e, principalmente, pelo Joker. A luta dele pra ser aceito, pra ter espaço num mundo que só quer moldá-lo, me tocou. Foi impossível não me apegar. O Jack também tem seu peso na história, com dilemas fortes e uma trajetória difícil, mas foi o Joker que ficou comigo.A série manda muito bem na ação, e nisso ela não decepciona nem por um segundo. As coreografias são incríveis, bem filmadas e muito bem executadas. Eu cheguei a achar que os atores eram lutadores na vida real, de tanto que mandaram bem. As cenas são intensas, bem dirigidas, e conseguem ser emocionantes mesmo nos momentos mais técnicos. A parte visual ajuda muito também, com um clima tenso e urbano que combina com o enredo, apesar de alguns efeitos especiais não serem tão bons assim.
Agora… se você tá procurando romance, talvez não seja aqui. A relação entre o Jack e o Joker é linda, cheia de nuances, cumplicidade e até desejo ali no meio, mas não chega a tocar como um romance de verdade. Falta desenvolvimento, falta profundidade emocional entre os dois. O carinho existe, a conexão existe, mas tudo é muito mais sugerido do que vivido. Então, se sua expectativa for o romance, pode bater uma frustração. Mas se o foco for ação e drama bem feitos, vai fundo sem medo. Nem mesmo os personagens secundários vivem um romance de fato visível, tudo é muito sugerido, tudo é muito "a gente namora tá, não esqueçam disso" e seguem agindo mais como amigos íntimos que como casal de fato.
Sobre o final, não foi exatamente satisfatório, não vou mentir. E não tô nem falando do Save ter... vocês sabem o quê. É mais esse clima de “todo mundo bonzinho” no fim, como se tudo tivesse se resolvido com um abraço e um laço de fita bonito por cima. Sabendo o tipo de mundo que eles vivem, comandado por ricaços, corrupção, violência e esquemas pesados, esse felizes para sempre não convence tanto assim. Mas mesmo assim, dentro da proposta da série, foi um final decente.
Agora, vamos falar de um ponto que me doeu fisicamente: as cenas “cômicas”. Gente… teve umas que eu precisei pular real. A vergonha alheia bateu com força. E o auge pra mim foi o Jack Cachorro. Aaaaaaaaaa. Que dor. Que dor. Parecia que eu tava assistindo outra série por alguns minutos. Essas tentativas forçadas de alívio cômico não funcionaram comigo, só quebravam o clima e me tiravam totalmente da imersão.
Mesmo com esses tropeços, Jack and Joker ainda entrou pros meus favoritos. Pela carga emocional, pelos personagens e pelas lutas incríveis. Não é perfeito, mas é marcante.
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