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  • Last Online: Dec 23, 2025
  • Location: Em algum lugar perdido do Br
  • Contribution Points: 0 LV0
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  • Join Date: June 2, 2025

Cryssieee

Em algum lugar perdido do Br
Completed
Caged Again
5 people found this review helpful
Jul 31, 2025
10 of 10 episodes seen
Completed 0
Overall 6.5
Story 5.0
Acting/Cast 7.0
Music 4.0
Rewatch Value 10
This review may contain spoilers

Um grande surto que virou meu BL de conforto

Olha… Caged Again é tão brisado que eu juro que a pessoa que escreveu isso acendeu um antes de sentar pra digitar. Tem um pinguim que vira gente. Uma pantera também. E romance entre os dois. Se você acha que leu errado, não leu. É isso mesmo.

A série começa com essa premissa doida e, contra todas as probabilidades, funciona. Tem carisma, tem química, tem cenas fofas de morrer… mas também tem muito furo, uns cortes tão esquisitos que parecem erro de edição, e um enredo que começa promissor e depois se perde num mar de ideias não resolvidas. É tipo quando você começa a escrever uma fanfic achando que vai ser só comédia, e de repente tem tráfico de animais, possessão espiritual e um romance que tenta se aprofundar, mas não dá tempo.

Mesmo com todos os defeitos, e são muitos, essa série me conquistou de um jeito inexplicável. O Junior é o caos em forma de bicho fofo, e o Sun é o típico personagem gelado que vai derretendo com o tempo. Os dois juntos entregam uma vibe gostosinha, meio "conto de fadas quebrado", meio "comédia romântica psicodélica". E eu fiquei completamente rendida.

O episódio 5 é o auge da fofura. Aquele beijo escondidinho debaixo da coberta foi tão doce que meu coração quase não aguentou. Mas aí chegam os últimos episódios e tudo vira um corre-corre de resolução que passa voando, deixando vários buracos na história. Mesmo assim… eu fiquei ali firme, pensando “o que foi que esse pinguim e essa pantera fizeram comigo?”.

Outra coisa que eu esperava MUITO era ver outros animais! Na abertura aparece uma coruja e um macaco, claramente representando os dois amigos deles, e eu fiquei na expectativa real de ver isso acontecendo. Imagina esse quarteto todo sendo animais? O potencial tava gritando. Mas infelizmente isso não veio. Ainda assim, o quarteto me ganhou fácil. A dinâmica entre eles é leve, divertida e cheia de carinho.

E tem uma coisa no Junior que me encantou demais: ele não abaixa a cabeça pra ninguém. Ver ele se impondo e não deixando os garotos que faziam bullying com ele saírem por cima foi TUDO. Aquela inocência misturada com a falta de vergonha na cara dele de simplesmente olhar na cara dos bullies e enfrentar, sem medo, foi uma das melhores coisas da série. Me fez admirar ainda mais esse personagem todo atrapalhado.

Podia ter sido melhor? Com certeza. Faltou direção, roteiro, final decente, lógica básica… Mas ainda assim, no meio de todo esse surto, eu encontrei conforto. Caged Again virou meu BL de segurança emocional. Quando eu só quero desligar o cérebro e sentir o coração quentinho, é pra lá que eu volto. Mesmo sabendo que nada faz sentido é estranhamente confortável.

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Completed
ThamePo Heart That Skips a Beat
5 people found this review helpful
Jul 29, 2025
13 of 13 episodes seen
Completed 2
Overall 9.5
Story 8.0
Acting/Cast 10
Music 10
Rewatch Value 10
This review may contain spoilers

ThamePo não é perfeito, mas é cativante

Tenho nem palavras pra descrever o quanto essa série me ganhou. Entrei só curiosa e saí completamente envolvida, do tipo que sorri sozinha revendo cena no celular de madrugada. E o que mais me pegou não foi só o romance, foi o conjunto da obra: os personagens carismáticos, o enredo com pé no chão (mesmo com drama), e aquele sentimento bom de torcer por alguém.

Primeiro ponto que precisa ser celebrado: o boygroup ser real foi um acerto enorme. Isso não só trouxe um nível de autenticidade difícil de fingir, como também elevou a experiência da série. Os meninos não estavam apenas interpretando ídolos, eles são ídolos de verdade. Cantam, dançam, têm carisma e presença de palco, e a química entre eles é palpável, construída fora das câmeras e transbordando em cada cena. Cada performance musical parecia mais do que parte do roteiro, parecia um presente. Aquelas apresentações não só serviam à narrativa, mas também nos lembravam que estávamos acompanhando jovens com sonhos reais, enfrentando a pressão de viver sob os holofotes e, ao mesmo tempo, tentando manter sua essência e suas relações intactas. Essa escolha de elenco foi o que tornou tudo mais orgânico. Não estávamos apenas assistindo personagens fictícios em conflito; estávamos vendo uma história que poderia muito bem estar acontecendo ali, nos bastidores da indústria musical. A sinceridade nos olhares, o cansaço genuíno, o medo de falhar, tudo isso foi sentido de forma mais intensa porque havia verdade por trás das performances. E isso fez toda a diferença.

Thame e Po, como casal, são um absurdo de carisma. É aquele tipo de dinâmica que te faz sorrir só de ver os dois dividindo cena. Tem ternura, tem tensão, tem aquela sensação de que o amor deles vai se construindo com pequenos gestos, olhares demorados e silêncios que dizem tudo. Toda vez que apareciam, era impossível não torcer e ficar sorrindo feito boba.
O mais bonito entre eles é justamente o ritmo calmo e orgânico com que tudo acontece. O Thame, com aquela gentileza meio introspectiva, vai abrindo espaço no coração do Po sem fazer alarde, só estando presente, oferecendo apoio nos momentos mais difíceis e sendo constante num mundo onde tudo parece instável. E o Po, com seu jeitinho mais fechado e defensivo, vai se permitindo sentir, aos poucos, como se estivesse descobrindo o amor pela primeira vez, e talvez estivesse mesmo.
O romance dos dois nunca é forçado. Ele nasce devagar, cresce com os tropeços, e floresce no meio do caos. É por isso que Thame e Po não funcionam apenas como um casal “bonitinho de série”, mas como um par com profundidade, com verdade, com história. Eles são o coração da trama, e nos fazem acreditar, mesmo que por um instante, que amar também pode ser leve. E o melhor: sabiam quando deixar o romance respirar, sem forçar cenas só pra agradar fã. Eu me vi torcendo por eles como se fossem meus amigos tentando recomeçar num mundo injusto.

E não foram só Thame e Po que conquistaram meu coração. Cada um dos garotos do grupo, conseguiu me ganhar à sua maneira. O roteiro fez um ótimo trabalho em humanizar esses meninos, mostrando suas inseguranças, rivalidades, medos e afetos nascendo ali, no meio do caos da indústria do entretenimento. Ver o Jun se cobrando demais, o Dylan tentando provar seu valor, o Nano sempre tentando equilibrar as emoções do grupo, e o Pepper tentando entender seu próprio lugar ali... não tem como não se envolver. O laço entre eles vai muito além da música. Tem amizade, ressentimento, apoio silencioso, e até momentos de pura ternura entre eles, tudo isso retratado com uma naturalidade que emociona. E o melhor é que não são apenas conflitos genéricos: são dilemas críveis, como ciúmes de atenção da mídia, medo de fracassar, a solidão do sucesso e a pressão de ser perfeito o tempo todo. A série consegue, com sensibilidade, mostrar o quanto estar em um boygroup vai muito além de subir no palco. É sobre aguentar, todos os dias, o peso de não poder errar, e ainda assim tentar manter a própria essência no meio disso tudo.

Apesar de tantos elogios e aspectos positivos, ThamePo tem algumas falhas que deixam a desejar, especialmente no desenvolvimento dos conflitos internos dos personagens. Cada um dos garotos vive dramas profundos que mereciam mais espaço e atenção. Por trás dos sorrisos e das performances impecáveis, estão batalhas reais: Thame carrega uma solidão intensa, fruto do peso de liderar e da sensação de estar sempre sozinho, mesmo rodeado por fãs e amigos; Nano enfrenta um conflito de identidade, tentando se entender e se aceitar num ambiente que espera perfeição; Jun carrega uma responsabilidade que parece pesar no olhar, como se ele tivesse que ser o equilíbrio do grupo mesmo quando tudo ameaça desmoronar; Pepper vive uma dor silenciosa, aquela que não se mostra, mas corrói por dentro, fruto de guardar para si as emoções para proteger os outros; e Dylan luta para se manter inteiro diante da pressão constante, tentando não deixar que a frustração e o estresse o destruam por dentro. Todos eles têm histórias poderosas, mas o roteiro, por limitações de tempo ou foco, acaba deixando muitos desses conflitos em segundo plano, dando apenas vislumbres rápidos do que realmente acontece.
E talvez isso torne o envolvimento ainda mais agridoce: a gente se apega, se importa, quer mais. Mas às vezes, quando a história ameaça mergulhar fundo, ela já corta para outro conflito, outro drama, outra música. Os temas estão lá, solidão e isolamento emocional, conflitos de identidade e aceitação pessoal, responsabilidade emocional, dores silenciosas e sacrifícios pessoais, medo do abandono e relacionamentos parasociais (e isso aqui era o que merecia ainda mais atenção), mas nem sempre ganham o tempo de maturação que mereciam.

E vamos ser sinceros: ThamePo não é perfeito. Tropeça no ritmo, sim. Tem antagonistas tão caricatos que parecem saídos de uma novela das oito, daqueles que a gente só aguenta porque quer ver o protagonista vencer logo. Alguns diálogos até escorregam no dramalhão gratuito. E tem também conflitos que são apresentados com força, cheios de potencial emocional, mas resolvidos num piscar de olhos, como se o roteiro tivesse pressa de passar pro próximo momento intenso, deixando o espectador meio no ar, querendo sentir mais, entender melhor. Às vezes, falta fôlego narrativo. A série nos convida a mergulhar, mas nem sempre deixa a gente nadar fundo. Ainda assim, funciona. Porque no fundo, a série entende do que está falando. A base é sólida: relações humanas que convencem. A conexão entre os meninos, a forma como eles se apoiam, se desafiam e, às vezes, se machucam, tudo isso passa verdade. E mesmo quando falta aprofundamento, sobra sentimento. É o tipo de história que poderia ter mais episódios, mais temporadas, mais tempo pra respirar. Mas com o que nos entregaram, já deu pra sentir. E muito.

Agora… aquele último episódio. Que presente. O show no final foi pura catarse. Não foi só bonito, foi simbólico. Depois de tudo que os meninos passaram (sabotagem, insegurança, medo, amores silenciados) ver eles no palco, juntos, entregando tudo, foi como respirar fundo depois de meses de sufoco. Foi um encerramento com gosto de recomeço. Me emocionei real.
E o plano pra impedir o Thame de ir pra Coreia foi o ápice da irmandade que a série construiu bem ao longo dos episódios. Não era sobre segurar ele por egoísmo, mas porque eles sabiam que ele tava indo embora por pressão, não por vontade. E a surpresa do Mick ajudando? Mesmo depois de tudo, ele ainda se importava.
Mas, nem tudo brilhou. A maneira como a chefe deles simplesmente aceitou tudo calada, com uma demissão protocolar e uma dívida jogada no colo do Thame, foi, sinceramente, decepcionante. Depois de ser a principal vilã da opressão, ela merecia um desfecho mais digno da vilania que construiu. Faltou confronto, faltou consequência. Pareceu que o roteiro teve pressa de encerrar o conflito pra correr pro show. E olha, não apagou o brilho do episódio, mas foi um daqueles momentos que a gente pensa: “poxa, dava pra ter ido além”.

Por isso, sim, eu queria uma segunda temporada. Mas não mais sobre reunir o grupo, e sim sobre eles vivendo esse sonho, enfrentando as novas batalhas, descobrindo quem são agora. Eles merecem. E a gente também.
No fim das contas, ThamePo é o tipo de série que deixa a gente leve, com aquele sorriso besta no rosto. Não é perfeita, mas tem alma. E isso, pra mim, vale mais do que roteiro impecável. Eu terminei de coração quentinho e sorriso besta no rosto.

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Completed
Love in the Air: Special Episode
5 people found this review helpful
Jun 13, 2025
1 of 1 episodes seen
Completed 0
Overall 8.5
Story 7.0
Acting/Cast 10
Music 7.0
Rewatch Value 10
This review may contain spoilers

Sim, eu voltei só pra ver o Sky feliz

O episódio especial de Love in the Air foi tipo aquele café que você toma no fim do expediente: você nem precisava, mas tomou, e no fim até aqueceu o peito um pouquinho. Não mudou o mundo, não resolveu todas as coisas mal amarradas da série, mas entregou o que a gente queria ver: Sky e Prapai sendo felizes, Rain e Phayu ainda naquele eterno teatrinho de casal gato e rato, e um pouco de alívio emocional depois da montanha-russa de tensão que foi a história principal.

Assistir a esse episódio foi quase terapêutico. O Sky, finalmente leve, sem o peso constante do passado, sorrindo de verdade, foi a coisa mais satisfatória de ver. Me deu uma sensação de recompensa emocional por ter aguentado o Gun que me tirou do sério mais vezes do que consigo contar no pouco tempo que apareceu. Aqui, o Sky parece inteiro. Não só em relação ao romance com o Prapai, mas com ele mesmo. Ele parece confortável, seguro, e isso muda tudo. O Prapai continua na vibe “bad boy que virou namorado dedicado”, mas aqui ele tá mais suave, menos performático, mais gente real, o que ajuda muito.

O casal Rain e Phayu, por outro lado, segue naquela estética “estamos em um ensaio fotográfico sensual constante” que nunca foi exatamente o meu estilo. Eles têm química, ok, mas parece que nunca saem do personagem. Ainda assim, não incomodam tanto no especial. Talvez porque o episódio em si é mais focado na vibe “todo mundo feliz, olha como o amor venceu”.

Visualmente, continua bonito. É aquela mesma fotografia ensolarada, com direito a cena fofa, beijo bem filmado e olhares dramáticos que duram segundos demais. Nada surpreende, mas também nada decepciona. É fanservice, e nesse ponto, entrega com gosto. Eu diria até que o especial funciona melhor como encerramento emocional do que o final real da série. Ele dá aquele respiro necessário. Não pra curar todos os traumas do Sky (e os nossos, que assistimos), mas pra deixar claro que agora ele está bem, está amando e sendo amado, e isso já vale o episódio inteiro.

No fim das contas, o especial é pra quem ficou, pra quem se importou, pra quem sobreviveu ao Gun tentando parecer intenso. E se você, como eu, se apegou a Sky e Prapai no meio do furacão, vai assistir sorrindo. Porque às vezes, tudo o que a gente quer é um pouco de paz depois da tempestade.

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Completed
Our Youth
5 people found this review helpful
Jun 9, 2025
10 of 10 episodes seen
Completed 0
Overall 10
Story 10
Acting/Cast 10
Music 10
Rewatch Value 10

Tem potencial pra virar favorita, dependendo do seu momento da vida

Our Youth me pegou de um jeito que eu não esperava. É aquele tipo de série que não grita pra ser notada, mas que vai te envolvendo aos poucos, no silêncio, nos olhares, naquelas pequenas coisas que só fazem sentido quando a gente sente junto.

O clima da série é todo delicado e meio nostálgico, sabe? Nada de exagero, nem correria. Tudo é calmo, contemplativo. Cada cena parece escolhida a dedo pra te fazer respirar fundo e sentir alguma coisa que nem sempre dá pra nomear.

O mais bonito, pra mim, são os relacionamentos. Eles são reais. Nada de amizade mágica que surge do nada ou amor que explode em cinco minutos. Aqui tudo vai se construindo devagarzinho, com cuidado, com dúvidas, com medo, mas também com carinho. E isso é o que mais toca: parece algo que poderia ter acontecido com a gente. Ou com alguém que a gente já conheceu.

Os personagens são super humanos. Não tem ninguém 100% bonzinho ou 100% errado, só gente tentando viver, sobreviver, entendendo o que sente, errando, tentando de novo. Isso me fez torcer por eles de verdade. Porque não dá pra não se identificar em algum momento.

Agora... se você curte um drama mais acelerado, Our Youth talvez soe meio parado. Ele aposta muito em silêncio, em momentos que ficam no ar, esperando você completar com a sua emoção. E tem quem ache isso cansativo, eu sei. Mas, se você entra no ritmo, é um tipo de recompensa diferente.

Alguns temas que aparecem (violência doméstica, pressão da família, expectativas sociais) são meio só tocados, não chegam a ser super desenvolvidos. Às vezes dá vontade de saber mais, de ver aquilo ser explorado com mais profundidade. Mas também acho que a série escolhe sugerir, deixar no ar, como muita coisa da vida real.

E o final... olha, é um daqueles que não é "final perfeito", mas faz sentido dentro da proposta da história. Pode deixar um gosto meio agridoce, daquele tipo de coisa que fica ecoando depois que você termina. E eu gosto disso.

No fim das contas, Our Youth foi como reler uma lembrança esquecida. Não é uma série que dá pra maratonar loucamente, é pra assistir com calma, com o peito aberto, prestando atenção no que não está sendo dito. E se você for meio sensível como eu pra histórias sobre crescer, se apaixonar devagar e lidar com sentimentos que a gente não sabe nomear... bom, aí pode virar um 10 fácil no seu coração também.

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Completed
MuTeLuv: Fist Foot Fusion
6 people found this review helpful
Dec 10, 2025
4 of 4 episodes seen
Completed 0
Overall 6.5
Story 6.0
Acting/Cast 8.0
Music 6.0
Rewatch Value 5.0
This review may contain spoilers

MuTeLuv: Fist Foot Fusion

Das quatro histórias lançadas até agora, essa foi a minha menos favorita. E olha que eu queria gostar, de verdade. Os atores estão ótimos, entregando tudo o que podiam dentro do que receberam, mas o arco simplesmente não funciona como comédia, nem como romance, nem como aquela história sincera que tenta tocar um pouquinho o coração. Fica num limbo estranho, tentando ser três coisas ao mesmo tempo e tropeçando em todas.

A premissa tinha tudo pra render algo genial: um boxeador-influenciador, Klairung, que vive como TikToker coach de Boxe, sendo perseguido pelo Sunshine, o influenciador que existe unicamente pra expor outros influenciadores. Sunshine faz o que sabe fazer: acusa o protagonista de ser um “boxeador fake”, e pronto, a vida do rapaz vira uma espiral de caos. Ele é obrigado a voltar pro ringue, morrendo de medo porque sua experiência passada foi traumática, e sinceramente, esse medo poderia ter sido melhor trabalhado, dava até espaço pra humor físico e emocional que a série não aproveita.

Aí chegamos à solução espiritual. Ele vai ao santuário da vovó, uma ex-professora de dança tradicional tailandesa, e faz a promessa de que, se vencesse, dançaria pra ela. Ele vence… e esquece completamente de cumprir a promessa. E claro, o universo responde com karma instantâneo, mãos que não fecham, e uma série de cenas que deveriam ser hilárias, mas acabam funcionando menos do que poderiam. O conceito é bom, um boxeador que não consegue fechar as mãos tem, sim, potencial pra comédia física, mas a execução fica meio perdida entre o absurdo e o óbvio.

É nesse ponto que entra a neta da vovó, Malai, o suposto par romântico. Ela ensina ele a dançar, tenta ajudar com as mãos abertas, guia o protagonista, e toda essa parte até funciona, porque os dois têm um tipo de química leve, quase infantil. Só que o romance em si não convence. Parece que a história empurra o casal pra gente aceitar, como se alguém nos bastidores tivesse decidido “precisa ter um beijo, coloca no final e segue o baile”. A sensação é de amizade, não de interesse romântico, e isso deixa tudo meio anticlimático.

O rival é um caso à parte: irritante de propósito, exagerado na medida perfeita pra gente pegar ranço. Ele realmente funciona como antagonista, principalmente porque a história quer que a gente fique com raiva dele. A luta final tem até um toque de injustiça poética, já que a vovó resolve ajudar justamente ele. Não deixa de ser cruel, mas dentro da lógica espiritual e cômica do arco, faz sentido: a neta nunca teve um pedido atendido, então esse é o primeiro, pra poder ajudar o protagonista que a gente está acompanhando.

O chatinho é que prometeu muito: humor, crítica ao mundo dos influenciadores, romance, espiritualidade, e acabou não entregando bem nenhuma dessas coisas. Tem momentos bons? Claro. Tem cenas engraçadas? Tem. Mas a sensação é de potencial desperdiçado, como se a história estivesse sempre a um passo de ser melhor, mas nunca chegasse lá.

Infelizmente, esse arco tentou, mas não conseguiu entregar a comédia e o romance que prometeu. É divertido em alguns momentos, vale pela atuação e pelo conceito, mas não deixa aquele gostinho de “quero rever”. É uma boa ideia que não encontrou o equilíbrio certo.

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Completed
Love Sea: The Home for Lovers
6 people found this review helpful
Oct 21, 2025
10 of 10 episodes seen
Completed 0
Overall 8.5
Story 8.0
Acting/Cast 10
Music 8.0
Rewatch Value 8.0

Uma versão resumida e ainda mais charmosa de Love Sea

Comecei a assistir achando que seria só mais um remake morninho, daqueles que resumem tudo e ainda perdem o encanto no caminho. Mas o Japão me surpreendeu. Eles conseguiram pegar a essência da história tailandesa e transformar em algo bonito à sua maneira, mais contido, mais delicado. É basicamente um resumo da versão original, sim, e dá pra sentir que faltou tempo pra algumas coisas, mas o que coube ali dentro foi bem feito.

E olha… eu preciso falar disso logo: Love Sea tailandês ficou marcado por muitos motivos, mas nenhum tão icônico quanto a bundinha do Fort. Então, claro, eu fiquei curiosa pra saber o que fariam com isso na versão japonesa. E o melhor de tudo é que eles não fugiram da responsabilidade histórica. Teve coragem, teve beijo decente, e entregaram tudo nas cenas NC seguintes, e, vindo de onde veio, isso já é uma evolução.

Os atores foram um acerto enorme. A química do casal principal é natural, intensa e, acima de tudo, convincente. Não tem aquele toque robótico, nem beijo de lábio congelado. Aqui, eles se olham e a coisa acontece. O carinho é real, o desejo é palpável, e a emoção vem de um jeito que não parece forçado. Fiquei realmente surpresa com o quanto eles conseguiram equilibrar ternura e paixão sem cair no melodrama.

Mesmo com o foco claro no casal principal, o enredo não esquece das meninas, e eu realmente gostei disso. A relação entre elas é curta, e é um tipo de amor mais silencioso que contrasta bem com a intensidade dos protagonistas. Só que, diferente do casal principal, elas parecem um pouco mais engessadas, como se não tivessem se conectado totalmente aos próprios personagens. E com o tempo limitado da série, acabam ficando meio espremidas entre as cenas do casal principal, assim como aconteceu na versão original. Ainda assim, foi bonito ver o esforço do roteiro em manter essa parte da história viva, sem apagar o que as duas representam dentro do universo de Love Sea.

O único pecado da série é o tempo. Esses episódios curtinhos acabam antes que a gente consiga se apegar totalmente. Fica uma sensação agridoce (no bom sentido): você gosta do que viu, mas sente que poderia ter sido ainda mais. Mesmo assim, o roteiro foi cuidadoso o suficiente pra preservar o que realmente importa, o amor, o amadurecimento e aquele toque de melancolia que faz Love Sea ser o que é.

No fim, eu terminei com o coração quentinho. Foi leve, doce e, de certa forma, mais sensível do que eu esperava. Então sim, eu recomendo. Love Sea Japão pode ser curto, mas é gostoso de assistir. E se você já conhece o original, vale a pena ver como essa versão encontra sua própria forma de dizer a mesma coisa.

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Completed
Something in My Room
4 people found this review helpful
Dec 19, 2025
10 of 10 episodes seen
Completed 0
Overall 7.5
Story 7.0
Acting/Cast 8.0
Music 7.0
Rewatch Value 7.0
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Um quarto, um fantasma e muita fofura

Something in My Room é uma série boa. Não é perfeita, não virou minha favorita da vida, mas é daquelas que, quando você termina, sente que valeu a pena ter insistido. Eu cheguei nela muito mais por curiosidade mesmo, principalmente por causa do Nut. Queria ver um trabalho dele fora da dinâmica dele com o Ping, e foi uma ótima decisão. Mas vou ser honesta: os primeiros episódios quase me perderam. Achei tudo meio chatinho, arrastado. Só continuei porque o Nut estava lindíssimo, fofíssimo, e porque eu realmente gostei do personagem dele desde o início. Ainda bem que eu insisti, porque conforme a história avança, você começa a perceber que tem muito mais coisa ali do que parece.

Aos poucos, a série vai ganhando camadas e te puxando para dentro daquela casa, daquele quarto, daquela sensação constante de coisa mal resolvida. Não é uma história sobre sustos, apesar de ter sobrenatural. Não é exatamente sobre romance também, apesar de ter romance. É mais sobre vínculos, memórias, culpa, luto e esse limbo estranho entre seguir em frente e ficar preso ao que já passou. É uma série que dá para assistir tranquila, sentar, comer uma pipoca e relaxar a cabeça, mas ao mesmo tempo ela te cutuca aqui e ali emocionalmente. Essa dinâmica de uma pessoa viva se envolvendo com um fantasma me lembrou bastante My Little Ghost, uma série vietnamita que eu vi recentemente e que é um amorzinho, inclusive fica a recomendação.

Eu confesso que fiquei o tempo todo esperando um clichê clássico, achando que no final o Phob ia estar em coma igual aquele filme antigo "E Se Fosse Verdade", mas não. A série vai mostrando que o buraco é bem mais embaixo. Conforme o Phob tenta recuperar suas memórias, ele também vai se entendendo como pessoa, como espírito, como alguém que ficou preso ali por razões muito mais complexas do que parecia no começo. Esse processo de autoconhecimento dele é uma das partes mais interessantes da história.

O Phat é o ponto de entrada para tudo isso. Ele é o garoto que se muda para a casa com a mãe e acaba sendo sugado para aquele universo estranho sem querer. O que eu gosto nele é que ele não é aquele protagonista exagerado ou histérico. Ele reage como alguém confuso, assustado, mas curioso. Existe uma sensibilidade muito grande no jeito dele se conectar com o Phob, e isso cresce de forma natural. Nada parece forçado, nem apressado.

O Phob é o coração da série. Um fantasma amnésico que não sabe quem é, por que está ali ou o que aconteceu com ele. A tristeza dele é silenciosa, quase contida, e isso machuca mais do que qualquer drama escancarado. Ver ele aos poucos recuperando as memórias, entendendo o próprio passado e ganhando consciência de si mesmo é doloroso e bonito ao mesmo tempo. E quando ele finalmente consegue tocar o Phat, depois de todo esse processo, aquilo faz sentido narrativo e emocional. Não é só um recurso sobrenatural jogado ali. É uma consequência da jornada dele.

A relação entre Phat e Phob me ganhou completamente, mesmo eu não apostando nada neles no começo. Não precisa de beijo o tempo todo, nem de cenas apelativas. A química está nos olhares, nos silêncios, nos abraços, no cuidado. Dá para sentir o carinho entre eles sem ninguém precisar dizer muita coisa. O primeiro beijo físico só acontece depois que o Phob se reconstrói como indivíduo, e isso deixa tudo ainda mais significativo. Antes disso, o beijo acontece em sonho, e mesmo assim já carrega peso emocional.

A Dream é aquela personagem essencial para tudo funcionar. Ela é a ponte entre os mundos, a médium, a pessoa que acredita e age. Gosto dela porque ela não é tratada como caricatura. Ela acredita no sobrenatural, mas também questiona, tenta entender, erra. O relacionamento dela com o Luck traz um conflito interessante, porque ele não acredita em fantasmas, mas acredita em extraterrestres, enquanto ela é o oposto. Esse choque de crenças leva ao término deles, mas o desenvolvimento desse arco é até bonito, principalmente porque eles conseguem se entender mais para o final, sem precisar anular quem são.

O Luck é aquele personagem racional até demais, mas não é arrogante. Ele só acredita no que consegue explicar, e isso gera atrito, mas também rende bons momentos. Não achei o arco dele perfeito, mas achei honesto. Ele aprende, cresce e aceita coisas que antes negava completamente.

A Nuem é… complicada. Para dizer o mínimo. Ela é a senhoria da casa e simplesmente maluca. Obsessiva, perturbada, stalker pesada mesmo. A obsessão dela pelo Kinn, pai do Phob, é desconfortável de assistir, principalmente pelo nível de invasão e pelas coisas que ela faz depois de ser rejeitada. Ela cruza muitas linhas, tanto no mundo humano quanto no espiritual, e isso me incomodou bastante. O problema maior é a redenção dela, que eu simplesmente não comprei. Não fez sentido. Depois de tudo o que ela fez, de todos os crimes e desequilíbrios que causou, a solução foi simples demais. Ela liberta o espírito guardião, vai embora e pronto. Sem consequências reais. Sendo que a própria série fala sobre karma e fluxo natural das coisas. Para ela, não teve karma nenhum.

Também fiquei encucada com algumas regras do sobrenatural que a série não explica direito. O fato de o Phat conseguir tirar fotos com o Phob depois que ele recupera as memórias, por exemplo. Ele aparece nas selfies, aparece na câmera, mas isso nunca é realmente explorado. Fica a dúvida se só o Phat consegue ver, ou se qualquer pessoa veria. Se qualquer um pudesse ver, daria para gravar um vídeo para o pai dele, por exemplo. Mas isso não acontece. A série simplesmente segue adiante e deixa esse questionamento no ar.

O final, no geral, é ótimo. O fechamento principal é exatamente o que precisava ser, sem exagerar, sem estragar tudo. Mas aí vem aquela cena extra final, com um espírito andarilho entrando na casa e uma pessoa de preto passando, e… nada. Sem explicação, sem contexto. Eu tenho muita raiva desse tipo de final aberto jogado só para parecer misterioso. Para mim, essa última cena não acrescenta nada e só gera frustração.

No saldo final, Something in My Room é uma série que vale a pena, sim. Passe pelos dois primeiros episódios, confia. Você vai ser recompensada. O casal conquista, a história cresce, e mesmo com falhas, ela entrega emoção e uma experiência gostosa de assistir. Não entrou no meu top favoritos, mas indico sem medo. A fofura de Phat e Phob ganha o coração, queira você ou não.

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Completed
Cupid's Last Wish
4 people found this review helpful
Oct 10, 2025
10 of 10 episodes seen
Completed 0
Overall 8.0
Story 7.0
Acting/Cast 10
Music 7.0
Rewatch Value 7.0
This review may contain spoilers

Eles só precisavam conversar...

Eu fui assistir com o coração preparado pra sofrer um pouquinho e, claro, pra ver os dois sendo boiolas e fofinhos, porque é pra isso que a gente assiste EarthMix no fim das contas. Só que… essa fofura demora pra acontecer, viu. A série tem bons momentos, mas o caminho até eles se entenderem é praticamente uma maratona de teimosia.

A história gira em torno de uma amizade quebrada, um acidente, um “corpo trocado” e uma viajem com altas doses de ressentimento mal resolvido. O enredo é bem construído e tem umas reviravoltas legais, mas o Win... Eu entendo que ele tá magoado, mas minha nossa senhora da comunicação inexistente, o menino se supera na teimosia. Ele transforma cada conversa em uma parede de tijolos, e dá vontade de gritar “SENTA E CONVERSA, MEU FILHO” pelo menos umas dez vezes ao longo da série.

O Korn, por outro lado, é aquele personagem que carrega o peso da paciência nas costas. Ele é calmo, mais racional e claramente tá tentando resolver as coisas, mas bate de frente com o muro chamado Win. E o que mais me pega é que a química deles tá lá, viva e pulsando, só que eles ficam escondendo isso atrás de discussões e expressões carrancudas. Quando finalmente se permitem respirar perto um do outro, a série brilha, e é aí que EarthMix entrega exatamente o que a gente espera deles.

Os personagens secundários cumprem bem o papel de empurrar a história pra frente, alguns até mais do que eu esperava, mas confesso que tem umas figuras que poderiam ter sido melhor aproveitadas. Às vezes parece que certas cenas existem só pra preencher tempo, principalmente em episódios que se arrastam mais do que deveriam. Não chega a ser cansativo a ponto de largar, mas tem momentos que eu olhei pro relógio e pensei “isso podia ter sido resolvido em cinco minutos”.

Uma coisa que eu gostei bastante é como a trama, mesmo com um toque de fantasia, mantém uma base emocional sólida. Não é só sobre o “mistério” da troca de corpos, é sobre reconciliação, confiança e perdão. Tem cenas que são sutis, mas mexem com a gente, justamente porque EarthMix sabe atuar e passar esse sentimento. Eles não precisam de diálogos enormes pra passar sentimento, um olhar já entrega tudo.

Um dos detalhes mais divertidos e caóticos é justamente o Win preso no corpo da própria irmã. A ideia em si já tem aquele jeitinho de comédia pastelão, mas o jeito como isso se desenrola é simplesmente hilário e constrangedor. Win é teimoso, briguento e cheio de orgulho, e de repente tá preso num corpo que sangra uma vez por mês e exige absorvente e cuidados extras. A cena da menstruação é um clássico instantâneo. Ele está completamente desesperado, tentando lidar com uma situação que obviamente nunca imaginou viver, enquanto Korn tá ali, fazendo de tudo pra ajudar de um jeito prático e sem constrangimento. A cena consegue ser leve e engraçada sem forçar tanto, porque é muito sobre a dinâmica dos dois: Korn cuidando, Win reclamando, e no fundo dos olhos dos dois, aquele carinho que eles fingem que não sentem.

E sinceramente, esse momento é uma virada de chave sutil entre eles. Não é sobre romance, mas sobre intimidade. Korn conhece o Win o suficiente pra saber quando ele tá morrendo de vergonha, e Win confia nele, mesmo bufando, gritando e negando tudo. É uma cena simples, mas que aproxima muito os dois e mostra como, por baixo da muralha de orgulho do Win, tem alguém que só precisava de espaço pra se apoiar em outra pessoa.

No geral, foi uma experiência boa. Eu amei a ideia, adorei ver eles em cena e me emocionei em vários momentos. Mas também fiquei frustrada com a demora pra eles finalmente baixarem a guarda e se olharem como a gente quer que olhem desde o primeiro episódio. Se você ama EarthMix, vale super a pena assistir, é divertido, tem drama, tem emoção e, no final, recompensa a paciência. Só se prepare pra querer sacudir o Win umas boas vezes no caminho. E sim, quando eles finalmente boiolam um pelo outro é lindo demais.

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Completed
Moonlight Chicken
4 people found this review helpful
Aug 26, 2025
8 of 8 episodes seen
Completed 0
Overall 8.5
Story 8.5
Acting/Cast 10
Music 7.0
Rewatch Value 8.0
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Uma história simples, mas que sabe tocar fundo

Moonlight Chicken é uma série que não tenta enfeitar a vida com glitter, e talvez por isso mesmo seja tão fácil se perder nela. Jim e Wen são o casal principal, e já começo dizendo que eles não são nada fáceis. Não é aquele romance fofinho que começa com sorrisos e desencontros engraçadinhos, é um relacionamento cheio de peso, de escolhas complicadas, de medos que a gente entende porque parecem tão reais. Eu gosto disso: eles são adultos, machucados, e isso dá uma verdade diferente ao que vivem. Às vezes dá raiva, às vezes aperta o coração, mas é impossível não se envolver.

Agora… Li Ming e Heart. Meu deus. Se Jim e Wen trazem os dilemas do “amor difícil”, eles são o respiro doce, o encanto da descoberta. Heart é surdo, e isso poderia facilmente ser tratado de um jeito raso, mas não, a série entrega uma das coisas mais bonitas que eu já vi em BL: a forma como Li Ming aprende, com toda a paciência e carinho, a se comunicar com ele. Não é só sobre linguagem de sinais, é sobre querer realmente entender, sobre se abrir pro mundo do outro com amor. A química dos dois é de uma sensibilidade absurda, e cada cena deles me deixava sorrindo feito boba. Eles são a leveza que equilibra o peso da história principal, e sem eles a série perderia metade do brilho.

É claro que nem tudo é perfeito. Alguns episódios se arrastam, tem cenas que ficam repetindo a mesma dor como se a gente não tivesse entendido na primeira vez. E tem personagens que aparecem e somem sem entregar muito. Mas no fim, isso pouco importa quando a série consegue entregar tanto em termos de emoção.

Pra mim, Moonlight Chicken foi sobre aprender a se abrir, mesmo quando parece mais fácil se fechar. Sobre amores diferentes, mas igualmente intensos, um mais maduro e quebrado, outro puro e cheio de descoberta. E eu recomendo de olhos fechados. Não porque é impecável, mas porque é honesta. Eu terminei com o coração cheio, apaixonada por esses casais tão distintos, e principalmente encantada com Li Ming e Heart, que pra mim roubaram a cena e mostraram que amor é, acima de tudo, querer ouvir o outro, mesmo quando o silêncio é o que fala mais alto.

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Completed
The Bangkok Boy
4 people found this review helpful
Aug 5, 2025
12 of 12 episodes seen
Completed 0
Overall 7.0
Story 7.0
Acting/Cast 8.0
Music 6.0
Rewatch Value 6.0
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Pouco romance e muita pancadaria

The Bangkok Boy não é aquele BL tradicional que a gente tá acostumada, e pra ser bem honesta, nem acho que seja justo chamar de BL do jeitinho clássico. A série é violenta, tensa, carregada de adrenalina e com uma trama cheia de vingança, lealdade, máfia e aquele caos que a gente ama quando é bem feito. E sim, o romance existe, mas está longe de ser o foco. E honestamente? Eu nem senti falta.

A história começa com o Sun saindo da prisão depois de cumprir pena pelo assassinato do próprio amigo, um crime que ele nem cometeu, diga-se de passagem. A partir daí, ele decide reconstruir a sua gangue de amigos e se vingar de quem destruiu a vida dele. Enquanto isso, o Peace, filho de um chefão mafioso que quer sair dessa vida podre, acaba no meio da guerra entre gangues. O caminho dos dois se cruza e, aos poucos, a relação deles começa a se transformar, mas é um processo lento. Não espere beijo no primeiro episódio nem romance meloso, porque não tem nada disso. O que tem é tensão, mágoa, mente quebrada, cicatrizes e desconfianças.

Sun e Peace funcionam muito bem juntos, mas não como aquele casal que te faz suspirar. Não é romance que guia a história, é a violência, a ambição, as perdas. E isso foi o que mais me chamou atenção, a série não tenta forçar o afeto, e quando ele aparece, tem peso. É mais sobre confiança do que sobre beijo.

Agora, preciso comentar: o roteiro tem momentos brilhantes, mas também dá umas escorregadas. Algumas decisões dos personagens parecem precipitadas, outras mal explicadas. Tem cena que aparece do nada e fica por isso mesmo, principalmente com personagens secundários, alguns somem sem a gente saber pra quê existiram. E certas partes do enredo exigem uma boa dose de paciência pra entender o vai e vem de quem traiu quem e por quê. Ainda assim, a série consegue manter o ritmo.

A ação é intensa, mas às vezes exagerada. Algumas cenas de luta são bem coreografadas, outras parecem saídas de novela das oito com câmera lenta dramática demais. Ainda assim, funciona porque a série e não tem medo de ser feia, suja e difícil de assistir.

Mas o que realmente me derrubou foram os últimos episódios. Quando você acha que já entendeu o jogo, vem uma sequência de reviravoltas que simplesmente explodem sua cabeça. O passado do Sun, as verdadeiras intenções por trás dos conflitos, a forma como a série coloca todos os personagens em xeque, foi bem bom. E o gancho final? Cruel. Eu terminei gritando sozinha, implorando por uma segunda temporada. Eles não podem deixar aquilo em aberto, simplesmente não podem.

No fim das contas essa série não é pra quem quer romance fofo. Não tem beijo de tirar o fôlego, nem declarações de amor fofinha. Tem violência, lealdade duvidosa, morte e cicatrizes. Mas se você curte uma história densa, cheia de camadas, com personagens quebrados tentando encontrar algum sentido no meio do caos… essa série entrega até que bem.

Pra mim, valeu demais. Mesmo com tropeços, é uma boa série.

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Completed
Why R U?
4 people found this review helpful
Jul 26, 2025
13 of 13 episodes seen
Completed 0
Overall 7.5
Story 7.0
Acting/Cast 8.0
Music 8.0
Rewatch Value 7.0
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Uma grande fanfic, e eu amei

Eu não sei nem por onde começar sem acabar fazendo um textão, e sem rir de nervoso ao lembrar do Zon. No fim acabou sendo um textão mesmo.

Vamos falar do que segurou a minha sanidade primeiro: Fighter e Tutor. Esse casal é literalmente o pilar da série, e olha, se não fosse por eles, eu tinha abandonado no episódio três. Eles têm uma química real, daquelas que não se força. Sabe quando os olhares se cruzam e você sente a tensão atravessando a tela? É isso. Desde a primeira cena juntos, já dava pra sentir que o negócio ia ferver, e não decepcionaram nadinha.

O Fighter tem toda aquela vibe durão, fechado, briguento, mas não cai naquele estereótipo chato, porque dá pra ver a vulnerabilidade ali, mesmo quando ele não fala uma palavra. Já o Tutor é exatamente o oposto: sensível, intenso, e com aquela língua afiada que não deixa nada passar. E é justamente esse contraste que faz a dinâmica dos dois pegar fogo.

As brigas deles são tão intensas quanto os momentos de carinho. Você acredita que eles se odeiam e se amam ao mesmo tempo, e isso é mérito puro dos atores. Não parece ensaiado, não é mecânico. Cada toque, cada silêncio, cada olhar prolongado entre os dois tem peso. Tem episódio que o roteiro tá caindo aos pedaços, mas quando os dois entram em cena, você esquece o caos. Eles seguram tudo. São o verdadeiro fanservice que FUNCIONA, porque é bem construído e tem química de verdade.

E vamos falar, né? As cenas mais quentes entre eles são muito bem feitas, e não tô falando só de beijo. Tem intensidade, tem desejo, tem conexão emocional. É sensual e quente sem cair na vulgaridade gratuita. Você vê o envolvimento crescendo episódio por episódio, e é bonito de acompanhar.

Agora, Saifah e Zon… ai, gente. Eu tentei. Tentei gostar mais deles, de verdade. O problema não é nem falta de carisma, porque o Saifah é um doce. Sério, ele tem uma vibe fofa, calma, meio debochada, daquele tipo que sorri e você já perdoa qualquer coisa. E o Zon também é um fofo no fundo. Bem no fundo. Porque, na superfície, ele parece um personagem que escapou direto de um anime dublado dos anos 90: sempre no volume máximo, tropeçando no próprio pé, correndo em círculos, gritando por absolutamente tudo.

Teve episódio que eu precisei pausar só pra respirar e lembrar que aquilo era uma série de verdade e não uma pegadinha do cérebro. Teve cena que eu juro que ouvi meus dois neurônios se despedindo, cansados da tortura sensorial. Mas aí, entre um colapso e outro, surgia uma cena fofinha dos dois e eu pensava: “ok, dá pra salvar alguma coisa aqui”. Porque quando o Zon para de surtar por cinco minutos e o Saifah usa aquele jeitinho tranquilo pra se aproximar, rola uma química tímida, um carinho gostoso de ver. Só que, infelizmente, a maioria dos momentos deles parecia mais um sketch de comédia física do que um BL com desenvolvimento de casal.

O romance entre os dois tinha potencial, sabe? Mas a direção parece que decidiu dobrar a aposta no caos e entregou uma dinâmica baseada no grito e na confusão. E olha… não era sempre divertido. Era cansativo. O Saifah merece um prêmio por paciência. E eu mereço um por aguentar até o fim. Mas vou admitir: por mais que eu tenha surtado, xingado e gritado de volta pra tela, tem um certo charme nesse caos todo. No fundo, esses dois tinham algo especial. Pena que ficou soterrado e não teve um grande avanço igual ao outro casal.

E o roteiro… olha, é fanficzona mesmo. E eu amo uma boa fanfic, só que tem que ter um mínimo de coerência, né? A série se perde completamente entre sonho, realidade, cena que parece delírio coletivo, e um monte de “foi tudo escrito pela irmã dele” como desculpa pra qualquer coisa que acontece. E por falar na irmã… ela começa com um papel super importante, praticamente tocando o terror na vida dos personagens com aquelas fanfics que ela escreve. Mas do nada ela some. Ela desaparece como se nunca tivesse existido, mesmo sendo o estopim de boa parte da confusão emocional da série. Achei preguiçoso. Se você cria um personagem que bagunça tudo, então desenvolve ela também né?

Também tem os erros de continuidade, que estão ali gritando. Roupa que muda de cena pra cena, colar que some e depois aparece, emoção que evapora de uma fala pra outra, e você fica tentando lembrar se perdeu algum episódio no meio. Mas aí a gente lembra que a série foi gravada no meio do caos pandêmico, e dá pra relevar. Era 2020, tudo tava fora do eixo, e ainda assim entregaram o que conseguiram. Então a gente entende.

Mas ó… sendo justa: Why R U? tem muito carisma. Você sente que os atores estavam se divertindo e isso dá uma leveza em meio ao surto generalizado. Teve cena que me fez rir alto de verdade, e por mais que eu tenha reclamado, gritado com a tela e pausado pra respirar fundo… eu acabei me apegando. É isso. O caos venceu.

Mesmo com o Zon berrando como se tivesse sido esfaqueado porque alguém encostou no ombro dele. Mesmo com o roteiro em looping e a irmã roteirista que evaporou. Eu fiquei e fui até o fim. Mas minha sanidade ficou comprometida. Até hoje acho que escuto o grito do Zon ecoando na minha mente quando fecho os olhos.

No fim das contas, assista, você não vai se arrepender.

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Completed
Love Mechanics
4 people found this review helpful
Jul 6, 2025
10 of 10 episodes seen
Completed 0
Overall 8.0
Story 8.0
Acting/Cast 8.0
Music 8.0
Rewatch Value 8.0
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Gostei sim, mesmo com vontade de bater nos dois

A história é um caos emocional, do tipo que poderia ser resolvido em dois palitos se os dois simplesmente sentassem e conversassem. Mas não. Eles se gostam, juram que vai dar certo, aí um deles se envolve com o ex de novo, o outro sofre, e tudo recomeça… e isso se repete umas três vezes, sem nem fingir que é novidade. E o mais louco é que não dá nem pra culpar só um, os dois vivem cometendo os mesmos erros.

É aquele tipo de drama que só funciona mesmo porque é uma série. Na vida real ninguém aguenta tanto empurra-empurra assim sem querer sumir. E por mais cansativo que fique, o casal tem aquele negócio que faz a gente continuar assistindo. Eles são fofos, têm química, e mesmo com todos os tropeços, você fica torcendo pra darem certo, mesmo sabendo que vão pisar na bola de novo.

O roteiro repete demais os conflitos e às vezes dá uma forçada nas situações, mas ainda assim, eu gostei. Não entrou na minha lista de queridinhas, nem de longe, mas também não é algo que eu fico com vergonha de dizer que assisti. Foi uma bagunça emocional que me prendeu, e no fim das contas, tudo bem gostar de um BL que tem mais defeito que acerto de vez em quando.

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Completed
Love Stage!!
4 people found this review helpful
Jun 28, 2025
Completed 0
Overall 7.0
Story 7.0
Acting/Cast 7.0
Music 7.0
Rewatch Value 7.0

Me fez rir, e isso já valeu a pena

Eu ja sabia que ia vir algo meio absurdo desse filme, e veio mesmo. A atuação é completamente exagerada, do jeitinho que só os j-dramas conseguem entregar, e ao invés de me incomodar, foi justamente o que me fez amar. Tem aquele tom teatral, quase cartunesco, que beira o bobo em alguns momentos, mas se você entra no clima, é impossível não se divertir.

A história é simples e fiel ao anime até certo ponto, um ator famoso se apaixona por um garoto que ele achava que era garota, rola confusão de identidade, crise de sexualidade e muito drama pastelão. Tudo muito rápido, tudo muito intenso, tudo com caras e bocas. Mas funciona. Não como algo profundo ou memorável, mas como uma comédia romântica leve, doidinha e com coração.

Não vou mentir, já vi coisa bem melhor nos últimos dias. Mas Love Stage!! me arrancou sorrisos, me deixou entretida e até me fez rir com algumas situações completamente fora da realidade. É bobo, é exagerado, mas eu amei.

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Completed
Given
4 people found this review helpful
Jun 26, 2025
6 of 6 episodes seen
Completed 0
Overall 9.5
Story 9.0
Acting/Cast 10
Music 9.0
Rewatch Value 10

Silencioso, bonito e cheio de sentimento

Eu já era completamente apaixonada por Given no anime, então comecei o live-action com o coração meio ansioso, meio esperançoso. E que alívio bom foi perceber que a série conseguiu manter tudo aquilo que me fez amar essa história desde o começo. Não é igual ao anime, claro, mas tem a mesma alma, só contada de um jeito mais calmo, mais contido, mais silencioso até.

Tudo é mais sutil. Os olhares, os silêncios, os gestos pequenos. E é justamente isso que faz sentido com o tipo de história que Given quer contar. O Mafuyu do live-action me tocou muito, porque ele carrega uma dor que não precisa ser explicada o tempo todo. Dá pra sentir. E o Uenoyama… ele continua com aquele jeitinho impulsivo e confuso, mas tão humano, tão real. A dinâmica dos dois funciona de um jeito delicado, mas que te prende. Não precisa ter grandes declarações. É só ver os dois juntos e já entender tudo.

A parte da banda também me pegou. Eu gosto muito dessa coisa de jovens tentando se entender pela música, de usar o som pra falar o que não conseguem dizer com palavras. E apesar da trilha sonora do live-action não ter o mesmo impacto emocional do anime, ela ainda cumpre seu papel. É bonita, é sensível, e me emocionou de um jeito diferente.

E mesmo que o foco não seja tão forte nos outros personagens, ainda assim dá pra sentir que todos ali têm algo a mais acontecendo. Fica aquela sensação boa de que o universo continua vivo mesmo quando a câmera não tá olhando.

No fim das contas, o live-action de Given me deixou feliz de verdade. Me senti acolhida de novo por uma história que já era muito especial pra mim. É simples, mas cheio de sentimento. Não tenta ser mais do que é, e talvez por isso funcione tão bem. É como voltar pra casa e ser recebida com um abraço apertado. Me deixou com o coração quentinho.

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Completed
Bad Buddy
4 people found this review helpful
Jun 6, 2025
12 of 12 episodes seen
Completed 0
Overall 7.0
Story 6.0
Acting/Cast 10
Music 6.0
Rewatch Value 6.0
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Muito charme, pouca coragem

Bad Buddy é uma daquelas séries que enganam bem. Você começa achando que vai assistir só mais um BL com rivalidade boba e momentos fofos, mas logo percebe que tem alguma coisa ali, principalmente na química absurda entre os protagonistas, Pat e Pran. E isso te prende. Eles te prendem.

Só que quando a poeira da empolgação baixa, você percebe: Bad Buddy tem coração, sim, mas falta profundidade. É como um romance adolescente que quer tocar em temas sérios (pressão familiar, rivalidade, repressão, expectativas sociais), mas decide dar meia-volta sempre que chega perto de um conflito real. O roteiro hesita. Flerta com a ousadia, mas nunca se compromete. Parece ter medo de deixar a fofura sair machucada.

Pat e Pran são ótimos. A dinâmica deles é elétrica, cheia de tensão, carinho e humor na medida certa. Dá pra entender fácil porque tanta gente se apaixonou por eles. Mas vamos ser sinceros: essa história só funciona porque os dois atores carregam tudo nas costas. O roteiro, por si só, é preguiçoso. A rivalidade entre famílias, que deveria ser o centro do drama, é rasa e quase caricata. Parece um pretexto mal aproveitado pra forçar encontros e esconderijos.

E falando nisso, quantas vezes a gente vai ver casais escondidos fingindo que isso é libertação? O final, com eles juntos mas ainda escondendo tudo de todos, não é libertador. É conformista. É como se a série dissesse: “Sim, vocês podem amar... desde que ninguém veja.” Não é bonito. É frustrante.

Visualmente, a série é polida. A trilha sonora funciona, a direção tenta ser criativa, os diálogos têm bons momentos. Mas tudo isso só serve pra maquiar o fato de que Bad Buddy joga seguro demais. A sensação é que os criadores sabiam o poder da fanbase e decidiram entregar só o suficiente. Fanservice bem embalado, mas com pouco peso.

Bad Buddy é uma fanfic com orçamento, sustentada por carisma, química e cenas fofas. Funciona? Funciona. Vai fazer você sorrir, talvez até chorar em uma ou duas cenas. Mas se você parar pra analisar com um pouco mais de frieza, vai ver que o potencial foi muito maior do que o resultado. O que poderia ter sido uma história marcante sobre amor, conflito e libertação virou um namoro secreto com final morno.

Se você só quer se apaixonar por um casal carismático e ignorar os furos, vá fundo. Agora, se você quer uma narrativa que realmente diga algo, que desafie estruturas e não tenha medo de se posicionar… Bad Buddy vai te deixar querendo mais. E não no bom sentido.

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