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  • Location: Em algum lugar perdido do Br
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  • Join Date: June 2, 2025

Cryssieee

Em algum lugar perdido do Br
Completed
Semantic Error
2 people found this review helpful
Jun 5, 2025
8 of 8 episodes seen
Completed 0
Overall 8.0
Story 7.0
Acting/Cast 8.5
Music 7.0
Rewatch Value 8.5

Fofo, rápido e eficaz, mas joga seguro o tempo todo.

Semantic Error é um BL sul-coreano curto, bem produzido e com uma proposta simples: o encontro entre dois opostos. De um lado, um estudante metódico e socialmente isolado. Do outro, um veterano extrovertido e cheio de atitude. A fórmula não é nova, mas aqui ela funciona porque há uma boa dinâmica entre os atores e uma direção que sabe aproveitar o contraste dos personagens.

A série é visualmente limpa, com estética calculada e uso eficiente de cores, cenários e figurinos para reforçar as personalidades. As interações entre os protagonistas têm uma tensão constante que sustenta os episódios curtos sem parecer arrastada. A química entre os atores não é explosiva, mas tem consistência e evolução.

No entanto, Semantic Error peca pela pressa. Com poucos episódios e uma duração enxuta, o desenvolvimento da história é acelerado, e certas camadas dos personagens ficam apenas sugeridas. Há temas que poderiam ter sido melhor explorados, principalmente relacionados à forma como os protagonistas lidam com o mundo ao redor, mas a narrativa opta por manter tudo leve, controlado e esteticamente seguro.

É uma série feita com cuidado, mas que parece frear antes de correr riscos. As situações são resolvidas de forma simples, os conflitos aparecem e desaparecem com rapidez, e a profundidade emocional é substituída por momentos fofos e algumas piadas secas.

Se você busca um BL com direção competente, boa atuação e uma história que não exige muito envolvimento emocional, Semantic Error entrega bem. Mas se a ideia é mergulhar num romance mais complexo ou denso, talvez ele fique aquém do esperado.

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Completed
Love Area Part 2
2 people found this review helpful
Jun 4, 2025
8 of 8 episodes seen
Completed 0
Overall 3.0
Story 3.0
Acting/Cast 4.0
Music 3.0
Rewatch Value 2.0

O romance engatou... mas o roteiro não largou o freio de mão

Na segunda temporada, a promessa era clara: aprofundar os personagens, evoluir o romance, dar carne a essa sopa rala emocional. E até tenta, coitada. Mas Love Area Part 2 tropeça na própria hesitação e vira uma sucessão de cenas que mais parecem replays sentimentais da temporada anterior, só que com mais gente atrapalhando.

Valen e Kaitoon agora estão no estágio "não estamos mais negando o sentimento, mas também não sabemos o que fazer com ele". E aí a série se perde em tramas paralelas desnecessárias, novos personagens com menos carisma que um pão francês dormido, e conflitos que surgem do nada só para ocupar tempo de tela.

O casal principal até tem seus momentos doces, mas eles são diluídos entre diálogos longos, indecisões eternas e uma direção que parece ter medo de deixar alguém sorrir de verdade. O clímax emocional é tão anticlimático que você se pergunta se perdeu algum episódio no meio (spoiler: não perdeu, ele só não foi escrito).

Tecnicamente, a produção até melhora um pouco, mais cenas externas, um toque de ambição aqui e ali, mas nada salva a sensação constante de que a série está tentando esticar uma história que não tinha tanto fio assim.

E claro, os erros de continuidade continuam firmes e fortes, como um easter egg para os olhos treinados: luz do dia que vira noite entre frases, objetos que mudam de posição sozinhos, personagens que aparecem com um figurino e somem com outro. E o destaque inegável: o cabelo de Valen, agora tingido com um spray escolar cor fantasia, que parece ter sido aplicado por uma criança cosplayer em treinamento. A cor muda de cena para cena com vida própria, um personagem à parte. Tanta personalidade que merecia um crédito na abertura.

Esse BL é o tipo de romance que você torce para dar certo só para poder parar de assistir em paz.

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Completed
Love Area Part 1
2 people found this review helpful
Jun 4, 2025
6 of 6 episodes seen
Completed 0
Overall 3.5
Story 4.0
Acting/Cast 4.0
Music 4.0
Rewatch Value 2.0

É bonitinho, mas não cria raiz no coração

A primeira temporada de Love Area é aquela experiência de BL que parece promissora no papel, mas na prática é tipo comida de aplicativo que chega fria: os ingredientes estavam lá, mas a entrega... ficou devendo.

A história gira em torno de Valen, o clássico jovem frio e reservado (porque trauma é moeda corrente em BL), que cruza o caminho de Kaitoon, um doce garçonzinho com coração de ouro e a profundidade emocional de um bordado de almofada. Juntos, eles trabalham em um restaurante e começam a desenvolver aquela relação lenta que o BL tailandês adora, só que aqui, a lentidão vira coma narrativo.

A química entre os protagonistas é... ok. Não explode, não derrete telas, mas também não afunda o barco. Só que o roteiro insiste tanto em diálogos óbvios, silêncios desconfortáveis e repetições emocionais que a série parece patinar no gelo fino do “quase vai”. Toda vez que você acha que vai rolar algo mais significativo, a série joga um “problema do passado” ou um “olhar pensativo” e retrocede dez casas no jogo do amor.

Como se não bastasse, a produção ainda tropeça em erros de continuidade dignos de novela de verão: copos que mudam de lugar sozinhos, roupas que desaparecem e reaparecem entre cortes, e personagens que somem de cena como se tivessem sido abduzidos. Dá até vontade de montar um bingo dos erros por episódio.

Visualmente, Love Area tenta ser elegante, mas é como um café hipster sem café bom: bonito, mas vazio. A trilha sonora soa como uma playlist genérica de "romance suave", e a direção de atores parece do tipo "faça o que der, tá valendo".

É bonitinho, mas não cria raiz.

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Completed
What the Duck Season 2: Final Call
2 people found this review helpful
Jun 2, 2025
8 of 8 episodes seen
Completed 0
Overall 3.5
Story 4.0
Acting/Cast 4.5
Music 4.0
Rewatch Value 2.0

What the Duck: Final Call (Season 2)

Se a primeira temporada foi um caos controlado, a segunda é o caos que largou o volante e acelerou rumo ao penhasco. What the Duck: Final Call tenta se levar mais a sério, mas o resultado é um drama arrastado, mal resolvido e emocionalmente exaustivo, e não no bom sentido.

A trama se propõe a continuar os conflitos anteriores, mas parece mais interessada em esticar situações desconfortáveis do que em realmente resolver algo. O desenvolvimento dos personagens é mínimo ou inexistente. Alguns até regridem, como se tudo que aconteceu na temporada anterior não tivesse servido pra nada. E se na primeira temporada havia pelo menos algum charme no absurdo, aqui sobra só o cansaço.

Os diálogos, em muitos momentos, parecem rascunhos não revisados. As discussões são repetitivas, circulares e pouco naturais. O roteiro insiste em conflitos que já deviam estar superados, forçando drama em cima de relações que já não têm mais para onde ir. O resultado é uma narrativa que se arrasta, tentando parecer profunda enquanto só entrega mais do mesmo, ou pior.

A atuação segue o mesmo padrão da primeira: irregular. Só que aqui o peso dramático é maior, e o elenco claramente não dá conta de sustentar tantas cenas intensas com credibilidade. Fica forçado, cansativo e, em algumas partes, constrangedor. A química entre os casais principais, que já era instável, praticamente evapora.

A produção técnica é mediana, mas sem evolução. A trilha sonora continua sendo o único elemento que não irrita, e mesmo assim, começa a parecer repetitiva depois de tantas cenas emocionais mal conduzidas.

Se você assistiu a primeira temporada e ficou curioso pra saber como tudo termina... prepare-se para uma conclusão frustrante, que levanta perguntas demais e responde quase nada. Final Call não é um encerramento digno, é só uma extensão desnecessária de um drama que já tinha dado o que tinha que dar.

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Completed
What the Duck
2 people found this review helpful
Jun 2, 2025
20 of 20 episodes seen
Completed 0
Overall 4.0
Story 4.0
Acting/Cast 5.0
Music 4.0
Rewatch Value 2.0

What the Duck (Season 1)

What the Duck não é exatamente uma boa série, mas é difícil descrever como algo esquecível. É o tipo de drama que você assiste com a sensação constante de que tudo está prestes a desandar, e desanda mesmo. A narrativa parece um experimento emocional conduzido sem roteiro claro, com personagens tomando decisões ruins em sequência, como se fosse um campeonato de quem erra mais.

A história tenta equilibrar comédia e drama, mas falha em fazer qualquer um dos dois com firmeza. O tom muda bruscamente, o desenvolvimento emocional é raso em alguns momentos e exagerado em outros, e há cenas que mais parecem sketches improvisados do que parte de uma trama coerente.

Os protagonistas são... intensos. E não de um jeito sexy. Suas atitudes muitas vezes beiram o tóxico, e o roteiro parece mais interessado em causar polêmica do que em desenvolver personagens de forma empática. Ainda assim, há algo fascinante no caos. É como ver um acidente em câmera lenta: você não consegue desviar o olhar, mesmo sabendo que não vai gostar do final.

A atuação oscila bastante. Há momentos genuínos, mas também muitos outros que parecem saídos de uma peça escolar. A produção é básica, com direção pouco inspirada e cortes secos que quebram o ritmo da narrativa. A trilha sonora, surpreendentemente, é o elemento mais consistente e bem usado.

Assista por curiosidade, se tiver estômago para personagens teimosos, relacionamentos mal resolvidos e uma trama que muitas vezes parece escrita no improviso. What the Duck não se salva, mas também não se apaga da memória tão fácil.

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Completed
Two Worlds
3 people found this review helpful
Jun 10, 2025
10 of 10 episodes seen
Completed 0
Overall 6.5
Story 6.0
Acting/Cast 7.0
Music 8.0
Rewatch Value 4.0
This review may contain spoilers

Amo tanto MaxNat, e queria ter amado a história... mas não deu.

Sabe quando você entra num BL com o coração aberto, esperando ser arrebatada, principalmente porque o elenco é de gente que você já ama de carteirinha? Pois é. Two Worlds foi isso pra mim. Eu fui pelo MaxNat. De novo. E fui feliz, pronta pra sofrer, amar, gritar e terminar o último episódio com aquele sorriso bobo. Mas o que eu encontrei foi... uma viagem.

Literalmente uma viagem. Entre mundos. Com sangue, mortes, mistérios e um roteiro que parecia mais perdido do que os personagens. A ideia era boa. Um cara perde o namorado, cai num mundo paralelo, reencontra um antigo amor que teve lá no passado, vidas passadas, karma, tudo isso. Só que a execução... meu Deus. A execução.

E aqui entra minha indignação: o personagem do Nat basicamente voltou "só" pra "matar" o personagem do Max no outro mundo. Não literalmente, claro. Mas a situação em si, Sério? É isso que o destino resolveu entregar? Eu ainda estou digerindo isso com um certo amargor. Era essa a missão espiritual? Se era pra doer, tudo bem, mas precisava ser tão vazio emocionalmente? Faltou profundidade. Faltou senso. Faltou coração.

O Max, como sempre, entrega tudo. Ele sofre bonito, sofre com alma. Tem olhares dele que dizem mais que páginas de roteiro. Já o Nat... olha, eu queria muito defender. Mas não dá pra fingir que ele segurou o papel. Em várias cenas parecia que ele tava mais confuso que o espectador. Ele melhora nas cenas de intimidade, parece mais solto, mais crível. Mas no drama mesmo, no peso da história, ficou devendo.

Curiosamente, o casal secundário foi o que mais me prendeu. Jao e Wayu têm química, têm propósito, têm desenvolvimento. É triste quando os coadjuvantes fazem mais pelo meu emocional do que o par principal.

A edição é confusa, os cortes são bruscos, e o roteiro se perde tanto que eu comecei a achar que era proposital. Algumas cenas de ação são exageradas, quase violentas demais. E teria sido algo bom, se o roteiro fosse também bom. A trilha sonora tenta dar um clima, mas sozinha não carrega a história.

No fim, Two Worlds não é um desastre. Mas também não é aquela obra que eu vou revisitar com carinho. Foi uma experiência frustrante porque eu queria muito gostar. Queria dizer que foi perfeito só pelo amor que tenho pelo elenco. Mas amar os atores não é o suficiente quando a história não me dá nada sólido pra me apegar.

Assisti até o fim por teimosia e um pouco de fé. Terminei com um suspiro, não de emoção, mas de cansaço. Pra quem ama MaxNat, talvez ainda valha a pena. Mas vá com o coração blindado e expectativas no modo avião. Porque o que veio nesse drama não era o que esse casal merecia, eles mereciam bem mais.

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Completed
Revamp the Undead Story
13 people found this review helpful
Oct 26, 2025
10 of 10 episodes seen
Completed 7
Overall 7.0
Story 7.0
Acting/Cast 7.0
Music 6.0
Rewatch Value 5.0
This review may contain spoilers

Estoy decepcionadita e frustradita

É uma série decente. Cada autor tem sua visão de mundo dos vampiros, e eu adoro quando conseguem dar um toque próprio, sem parecer cópia disfarçada de algo que a gente já viu mil vezes. Aqui, eles criaram um universo que, mesmo sem ser super elaborado, tem identidade. Os personagens combinam, funcionam bem, mas nem tudo são flores.

O trio Barcode, Mark e Aun é um encanto. Eles estão divertidos, leves, e da pra ver que se esforçaram pra entregar bem seus personagens. E Boum e Prem estão lindíssimos. A sintonia entre os dois é cativante. Principalmente naquelas cenas em que um olha pro outro e você já sabe o que está sendo dito sem ninguém precisar abrir a boca. Só que infelizmente beleza e carisma não segura tudo.

Agora vamos para o problema: as cenas de ação. Ai, olha… não tem como defender. As lutas simplesmente não funcionam. Tem slow motion onde não precisava, soco que claramente não acerta ninguém, e umas armas que fazem barulho, mas não fazem absolutamente nada além disso. É tipo quando você joga um videogame com bug e o personagem bate no ar. A coreografia também não ajuda, toda engessada, meio robótica. Parece que pararam no ensaio e decidiram “ah, tá bom assim mesmo”. E não, não tava. Faltou aquele impacto que faz você acreditar que os personagens realmente estão em risco.

Outra coisa que me chamou atenção foi a atuação, e olha, no geral, ela funciona bem. Nas cenas mais tranquilas, do dia a dia, o elenco entrega até que bem. Tem carisma, tem sintonia, e dá pra sentir que eles estão confortáveis com os personagens. Tudo flui direitinho: o humor entra na medida certa, as trocas de olhares têm aquela naturalidade que faz você acreditar na relação entre eles, e até os diálogos mais bobinhos soam leves, gostosos de assistir. É o tipo de atuação que te faz pensar “ok, eles estão curtindo o que estão fazendo”, e isso passa pra quem tá vendo.

Mas aí chega a parte da ação (sim, de novo a ação) e, sinceramente, parece que a turma toda esqueceu como atuar. É como se tivessem mudado de série. A naturalidade desaparece, os gestos ficam forçados, e o resultado é tão caricato que parece ensaio de peça escolar, daqueles em que todo mundo tenta parecer bravo, mas o máximo que sai é uma cara de dor de barriga. As expressões são exageradas, os movimentos lentos demais, e a tentativa de criar tensão acaba sendo mais engraçada do que dramática.

É quase frustrante, porque dá pra ver o potencial. O elenco tem talento, isso é claro, mas nas cenas de ação parece que ninguém sabia direito o que estava fazendo. Fica uma sensação de “vamos fingir que tá intenso” enquanto o público finge que acredita. E o pior é que essas cenas acabam tirando o ritmo da história, porque quebram toda a imersão que as partes boas conseguiram construir.

Eles convencem enquanto estão sendo naturais, mas basta entrar um soco ou uma arma em cena que tudo desanda. Parece outro elenco, outro roteiro, outro mundo. Uma pena, porque com um pouquinho mais de direção e preparo, dava pra transformar o “teatro da escola” em algo realmente empolgante.

E aí veio o último episódio… e, olha, que decepção. Era pra ser o clímax, o grande embate, aquele momento de prender a respiração, e o que entregaram foi um festival de tédio. O confronto com o Feratu, que devia ser épico, acabou sendo só… chato. Tudo arrastado, sem emoção, com aquelas tentativas de tensão que simplesmente não funcionam. Teve uma hora que o Ramil colocou a mão na frente do rosto do Feratu, tentando controlar a mente dele, e eu juro que gritei na sala: “tira essa porra da cabeça dele logo!”. Minha filha só me olhou estranho claramente me julgando, mas, sinceramente, como é que eles não perceberam que aquele pedaço de frande velho claramente era uma arma? Eles foram avisados, avisados! É o tipo de coisa que dá vontade de entrar na tela e resolver você mesma.

No fim, eu realmente gostei da série no geral, ela tem um certo charme, tem química, e me prendeu até certo ponto. Mas esse último episódio… eu vou fingir que não existe. Os bastidores que passou depois foi, sem brincadeira, mais divertido que o episódio inteiro, e isso por si só já diz tudo.

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Dropped 7/12
Love Syndrome III
5 people found this review helpful
Sep 5, 2025
7 of 12 episodes seen
Dropped 0
Overall 1.5
Story 1.0
Acting/Cast 2.0
Music 1.0
Rewatch Value 1.0

Nem perca seu tempo

Eu tentei dar uma chance, mas confesso: não consegui terminar. O começo até tem uma premissa que poderia render, mas logo se afunda numa espiral de toxicidade que a série insiste em romantizar como se fosse normal. O casal principal tinha potencial, principalmente porque a ideia de trabalhar com trauma e recuperação poderia ser forte e emocionante, mas a forma como foi conduzido me deixou desconfortável mais do que envolvida. A relação deles parece mais um campo de guerra do que qualquer coisa saudável, e a cada episódio eu me pegava mais irritada do que interessada.

Os casais secundários até aparecem, mas não conseguem equilibrar com o enredo principal. É como se tudo girasse em torno do drama sufocante e pouco do que poderia trazer leveza fosse realmente explorado. Senti que a série quis apostar num “amor acima de tudo”, mas acabou entregando um “amor doentio que a gente devia repensar”.

No geral, foi frustrante porque a produção em si tem qualidade, os atores se entregam e dava pra ver que havia talento ali, só faltou um roteiro menos tóxico e mais consciente do que estava retratando. A sensação final foi de cansaço, como se eu tivesse insistido em um relacionamento que não me fazia bem. Então, não, eu não recomendo. Foi marcante sim, mas de um jeito negativo: me mostrou o quanto eu não tenho paciência pra BL que normaliza relações abusivas.

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Dropped 10/16
We Are
5 people found this review helpful
Sep 2, 2025
10 of 16 episodes seen
Dropped 0
Overall 5.0
Story 6.0
Acting/Cast 6.0
Music 6.0
Rewatch Value 1.0

Eu queria romance e recebi episódios infinitos de nada acontecendo

We Are foi uma daquelas séries que eu comecei animada e terminei… bom, na verdade, nem terminei. Cheguei até o episódio dez (de dezesseis!) e desisti, porque sinceramente parecia que eu estava rodando em círculos. A história poderia ter sido contada tranquilamente em uns oito episódios, mas resolveram esticar até não dar mais, com episódios longos que não tinham necessidade nenhuma. E isso cansa, porque o enredo em si não é nada demais: só mais um BL colegial com romance adolescente que nunca decola, sempre emperrando por conveniência de roteiro.

Uma coisa que me fez pensar: pra quê tanto casal se nenhum recebe o cuidado que merece? Eram quatro casais no total, mas o tempo de tela era completamente desequilibrado, alguns apareciam demais sem ter nada de interessante pra mostrar, enquanto outros eram jogados de lado como se não importassem. No fim, parecia que estavam só enchendo linguiça, tentando manter a série respirando até completar os dezesseis episódios, que poderiam muito bem ter sido cortados pela metade.

E o mais triste é que o elenco é ótimo. Eu adoro os AouBoom, mas aqui foi difícil engolir. O personagem do Aou é chato, e o do Boom parece desconfortável a cada cena com o namorado, o que quebra completamente a química dos dois que estava lutando pra se manter viva. Não é culpa deles, é o roteiro que não ajuda, e fica aquela sensação de desperdício de bons atores em personagens mal construídos. Os outros casais também não ajudam muito, porque ou não têm um bom desenvolvimento ou caem no mesmo marasmo. Tudo fica no raso, e nada realmente prende.

No fim das contas, We Are foi monótono, repetitivo e cansativo, ainda mais vendo tantos casais desperdiçados sem equilíbrio na narrativa. Tinha potencial de ser um BL fofinho pra relaxar, mas virou uma maratona de paciência. Eu não consegui me apegar a ninguém, e quando isso acontece já sei que não vai rolar. Então, se você procura algo leve e envolvente, pode pular sem peso na consciência. Minha sensação geral foi de tempo perdido, e o que mais me marcou mesmo foi a frustração de ver atores que gosto presos em um roteiro que não sabe pra onde quer ir. Se alguém me perguntar, eu não recomendo: existem opções muito melhores que entregam romance adolescente de forma leve, sem precisar esticar até cansar.

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Completed
Wrong Number
2 people found this review helpful
Oct 16, 2025
4 of 4 episodes seen
Completed 0
Overall 7.0
Story 7.0
Acting/Cast 7.0
Music 7.0
Rewatch Value 7.0

Companhia perfeita para a hora do almoço

Tava procurando alguma coisinha leve pra ver enquanto almoçava e, do nada, o YouTube me joga esse curtinha na cara. Acabei dando play sem muitas expectativas e foi exatamente isso: simples, gostosinho de assistir e perfeito pra me fazer companhia enquanto eu comia.

A história de Wrong Number gira em torno de um mal-entendido bem clássico: uma ligação que vai parar no número errado e, a partir daí, começa uma conversa inesperada entre dois caras. É aquele tipo de premissa que a gente já viu mil vezes, mas que, quando é bem executada, continua funcionando. E aqui funciona. Não tem drama forçado, não tem plot mirabolante, é só um flerte despretensioso que vai crescendo de forma natural e deixa um quentinho no coração.

Não é nada revolucionário, nem vai mudar a história do mundo dos BLs, mas tambem nem precisa, ele cumpre muito bem a proposta de ser leve e fofo, com uma vibe de fanfic adaptada que é impossível não reconhecer. Se você só quer relaxar, assistir algo curtinho e dar uns sorrisos bobos sem precisar pensar muito, esse aqui é perfeito pra isso.

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Completed
Secret Crush on You
2 people found this review helpful
Jul 22, 2025
14 of 14 episodes seen
Completed 0
Overall 4.0
Story 4.0
Acting/Cast 4.0
Music 4.0
Rewatch Value 1.0

Não indico pra quem tem estomago fraco pra vergonha alheia

Me disseram “aguenta firme, melhora depois”. Eu fui forte. Eu tentei. Mas olha… doeu. Doeu real. Teve cena que eu precisei pular porque meu corpo entrou em modo colapso de vergonha alheia. Eu quase pedi desculpa pro meu cérebro por submeter ele a certos diálogos.

A série tenta ser uma comédia romântica excêntrica com personagens caricatos e muito cringe assumido. E até aí, tudo bem. O problema é que em vários momentos parece que o roteiro se esforça pra ser propositalmente constrangedor, e não no bom sentido. Era como assistir a um compilado infinito de vergonha alheia. Aquele humor em excesso, as situações absurdas, a atuação meio exagerada… tudo isso junto me tirava da imersão em vez de me fazer rir. E olha que eu adoro uma bobagem bem feita, mas aqui o equilíbrio não veio.

O protagonista Toh é um caso à parte. O ator deu tudo de si, isso é visível, mas o personagem foi escrito como uma caricatura do fã obcecado, até num nível que ficou desconfortável de assistir. As cenas dele stalkeando o Nuea (e sendo recompensado por isso!) me deixaram com a sobrancelha lá no teto. E se a proposta era falar sobre amor não convencional ou sobre superar inseguranças… ficou perdido no exagero.

Mas… nem tudo foi desastre.

Depois da metade, a série até tenta entrar num ritmo mais emocional e traz umas cenas mais sensíveis entre os dois, com um romance mais “normalizado”. E aí sim, funciona. Quando para de exagerar e começa o equilíbrio, até consegue emocionar em alguns momentos. A química entre os atores não é ruim, o problema é que ela foi soterrada por episódios e episódios de performances ultra forçadas.

E também dá pra elogiar a tentativa (mesmo falha) de quebrar alguns estereótipos e colocar personagens LGBTQIAPN+ fora do padrão bonitinho e idealizado. Há uma tentativa de mostrar diferentes formas de amar e se expressar, o que é sempre válido, só faltou um pouco mais de equilíbrio e bom senso na execução.

Definitivamente Secret Crush On You exige paciência, filtro emocional e talvez um botão de avanço rápido. Tem boas intenções, algumas cenas doces e um elenco esforçado, mas o humor extremo e o roteiro perdido tornam a jornada difícil. Se você sobrevive ao começo, até pode encontrar um coração no meio do caos… mas não sem levar uns belos tropeços pelo caminho.

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Completed
Battle of the Writers
2 people found this review helpful
Jun 10, 2025
12 of 12 episodes seen
Completed 0
Overall 6.0
Story 4.0
Acting/Cast 6.0
Music 4.0
Rewatch Value 2.0

TutorYim mereciam mais, e a gente também.

Diferente da bomba que foi Middleman's Love, Battle of the Writers até que passou no teste, raspando. Mas sinceramente? Ainda assim é pouco pra TutorYim. Esses dois têm carisma, entrega e química pra segurar uma história de verdade, não esse enfeite que entregaram aqui.

A ideia era boa: um grupo de cinco escritores se junta pra criar um romance fictício cheio de elementos fantasiosos, meio época, meio conto de herói, meio fanfic. Mas no fim das contas, o tal “livro” que eles estão escrevendo é só um pano de fundo bonito, uma desculpa pra colocar figurino estilizado, trilha sonora dramática e falas poéticas que não levam a lugar nenhum. É como se tivessem montado uma vitrine, sem nunca colocar nada de valor dentro dela.

A história é rasa. Tipo… muito rasa. Tudo parece acontecer só pra que a série siga em frente, não porque faz sentido ou porque existe alguma profundidade emocional. Não tem conflito de verdade, não tem dilema, não tem nada que prenda. É tudo muito seguro, muito limpo, como se o roteiro tivesse medo de sujar as mãos. Mesmo os momentos de “drama” são tão leves que mal deixam rastro. E olha que eu não tô pedindo tragédia, só queria sentir que alguma coisa tava em jogo.

TutorYim, como sempre, entregam. Os dois funcionam juntos com uma naturalidade que poucos casais BL têm. A cena intima, por exemplo, finalmente trouxe a conexão física que o casal merecia, feita com sensibilidade e zero vulgaridade. Só que essa cena brilha tanto justamente porque o resto da série não brilha nada.

E os coitados dos personagens secundários? Todos genéricos. Você tem o escritor fofo, o sério, o “divertido”, o rival amoroso que nunca é realmente um obstáculo... Todos ali orbitando o casal principal, sem muita função além de preencher espaço e soltar piadinhas. Nenhum deles tem tempo ou profundidade pra se tornar memorável. Parece que foram escritos com pressa, só pra completar a cota.

No fim, Battle of the Writers é aquele tipo de BL que você só assiste por apego aos atores, e só por isso. Ele é esteticamente bonito, tem momentos doces, mas falta alma. Faltou coragem de contar uma história de verdade. Faltou ambição. É uma pena, porque o potencial tava ali… só que parece que ninguém quis cavar fundo o bastante pra achar.

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Completed
Crush on You
1 people found this review helpful
Oct 23, 2025
7 of 7 episodes seen
Completed 0
Overall 5.0
Story 5.0
Acting/Cast 8.0
Music 4.0
Rewatch Value 4.0

7 minutos de propaganda

Crush on You é literalmente uma propaganda disfarçada de romance. Um dos garotos é vendedor, o outro cliente, e a desculpa pra toda a fofura que irá se desenrolar é… comprar cosméticos. A cada episódio, ele volta à loja só pra vê-lo de novo e, de quebra, pegar mais produtinhos.

As conversas “profundas” entre eles são quase risíveis, mas, ao mesmo tempo, é impossível não se derreter com a química deles. Não tem história complexa, não tem drama, não tem nada de uau, mas também não chega a ser totalmente bleh. É só um pedacinho de fofura rápido, feito pra arrancar um sorriso enquanto você percebe que, sim, acabou de assistir a sete minutos de marketing de beleza com rostos adoráveis.

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Completed
Our Winter
1 people found this review helpful
Oct 23, 2025
14 of 14 episodes seen
Completed 0
Overall 8.0
Story 7.0
Acting/Cast 10
Music 7.0
Rewatch Value 7.0

Fofos de mais

Our Winter é aquele tipo de curta que você coloca pra assistir sem esperar nada e, no fim, acaba sorrindo sozinho na frente da tela. A história é tão simples que quase cabe numa legenda de Instagram: dois garotos tailandeses se conhecem na Coreia, no meio do inverno, e acabam se apaixonando. Só isso. Sem drama, sem reviravolta, sem trauma de infância pra resolver. É literalmente o amor nascendo entre cafés quentinhos, casacos de marca e neve caindo em câmera lenta.

Sim, é basicamente um grande comercial disfarçado de romance, bebidas, roupas de inverno, tudo estrategicamente bem-posicionado pra te convencer a querer uma viagem igual. Mas sabe o que é pior? Funciona. A Coreia está absurdamente bonita sob a neve, e os atores são tão carismáticos e cheios de química que você acaba perdoando o merchandising descarado.

O relacionamento deles se constrói de um jeito leve, quase ingênuo, e talvez seja justamente isso que torna o curta tão agradável. É gostoso de assistir, não exige nada de você. São 14 episódios curtinhos que passam voando e deixam um quentinho no peito, mesmo sabendo que o objetivo real era vender um casaco e uma bebida.

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Completed
Secret Love
1 people found this review helpful
Oct 23, 2025
81 of 81 episodes seen
Completed 0
Overall 7.0
Story 6.0
Acting/Cast 10
Music 6.0
Rewatch Value 4.0

Dá pra assitir

Assisti Love Secret basicamente por causa do Tle e do FirstOne, e olha, eles realmente fizeram milagre com o roteiro meia-boca que tinham nas mãos. Dá pra sentir o esforço deles pra colocar emoção onde não tinha muito o que tirar, pra segurar a história, pra fazer a coisa andar… mesmo quando o próprio roteiro parece querer sabotar tudo. A trama não faz muito sentido, os cortes são estranhos, e tem hora que parece que alguém simplesmente pulou um episódio no meio do caminho. É aquela sensação de ter perdido alguma coisa, mas quando você volta pra conferir, percebe que não perdeu nada, é o curta mesmo que não faz sentido.

Ainda assim, não é horrível. Tá longe disso. Dá pra assistir tranquilo, sem exigir demais, só pra relaxar e ver algo bonito na tela. E nisso ele entrega: os meninos estão lindos, com uma presença de câmera que segura até as cenas mais sem pé nem cabeça. No fim das contas, é aquele tipo de curta que a gente vê mais pelo elenco do que pela história, e tudo bem. Às vezes é exatamente disso que a gente precisa: uns olhares encantadores, uns homens bonitos e um roteiro que não peça esforço pra entender.

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