Entre memórias, mágoas e reencontros, um verão que nunca terminou
Quando o destino faz questão de repetir a cena, é porque o amor ainda está no roteiro.Nosso Eterno Verão é aquela história doce, nostálgica e com gosto de primeira paixão que ficou inacabada no tempo. Choi Woong (Choi Woo-shik) e Kook Yeon-soo (Kim Da-mi) são ex-namorados que, anos após um término complicado, são forçados a se reencontrar por causa de um documentário que fizeram juntos no colégio. Sim, aquele clássico “revival de casal”, mas aqui, com uma pegada madura, delicada e profundamente realista.
A série é uma ode ao cotidiano: não há vilões maquiavélicos nem grandes reviravoltas, mas sim a vida como ela é , com inseguranças, escolhas mal feitas, silêncios mal interpretados e o tempo que insiste em mostrar que algumas histórias precisam ser revisitadas.
Choi Woo-shik está absolutamente encantador como o artista introvertido, e Kim Da-mi entrega uma performance firme, de uma mulher que aprendeu a sobreviver sozinha. A química dos dois é leve, agridoce e... muito crível. Os diálogos são bem escritos e o ritmo, apesar de tranquilo, nunca é parado. Ele nos envolve como aquele verão que, embora tenha passado, segue vivo na memória.
E a trilha sonora? Impecável. Traz uma atmosfera melancólica e ao mesmo tempo aconchegante, como um diário adolescente que você reencontra por acaso.
“Alguns amores não precisam ser intensos como tempestades, basta que durem como o verão eterno que deixamos guardado no peito.”
Alguns amores não se escolhem, são convocados.
Esse dorama me pegou no enredo e me prendeu na atmosfera.Uma advogada racional, pragmática, moderna, que se vê envolvida numa trama ancestral de maldições, pactos e sentimentos que não obedecem lógica nenhuma.
E um homem, e que homem, um servidor público com traumas do passado e um magnetismo que parece mais castigo do que escolha.
“Nosso Destino” não é só sobre romance com pitadas de fantasia.É sobre a sensação de ser puxado por uma força invisível, de se sentir fora de controle, emocionalmente, espiritualmente. É sobre o que acontece quando o amor aparece do avesso, quando você se vê atraída por alguém que te assusta, mas que ecoa em você como um sussurro antigo.
A protagonista é forte, mas não no clichê de “mulher durona”. Ela é vulnerável, cheia de camadas, tentando manter a razão num mundo que joga livros amaldiçoados no seu colo. E o protagonista… ah, ele parece um mistério que não quer ser decifrado, e talvez esse seja o maior encanto.
A trilha é mística, os cenários são um casamento perfeito entre o moderno e o ancestral, e os diálogos flertam com filosofia do destino, sem perder o humor ácido e o romance quente.
É o tipo de dorama que, mesmo com seus tropeços de ritmo em alguns episódios, te deixa pensando: E se o amor fosse mesmo uma força inevitável? Eu resistiria… ou me renderia?
🌒 “Entre a escolha e o destino, às vezes o coração escolhe perder o controle.” Me fez lembrar da juventude, quando o coração não perguntava, só arrebatava.
Nunca é tarde demais pra ser quem a gente sonhou
“Navillera” é um daqueles doramas que a gente assiste com os olhos marejados e o coração inteiro.É sobre tempo, sobre sonho adiado, sobre coragem que floresce tarde… mas floresce.
E sobre a beleza quase sagrada de voar mesmo que com os pés calejados pela vida.
O enredo é simples e profundo: Shim Deok Chul, um senhor de 70 anos, decide realizar o sonho de infância de se tornar bailarino. Sim, você leu certo. Um idoso. Querendo fazer balé.
E nisso ele cruza o caminho de Lee Chae Rok, um jovem bailarino talentoso, mas emocionalmente esgotado.
O que acontece entre eles não é só uma amizade.
É um pacto silencioso entre duas almas perdidas, em idades opostas da vida, mas unidas pelo mesmo desejo: dar sentido ao tempo que ainda têm.
Prepare-se pra ver um drama que trata da velhice com dignidade, da juventude com compaixão, e da arte como redenção. A forma como Deok Chul enfrenta o preconceito, o próprio corpo envelhecido e a resistência da família… é de fazer a alma bater palmas em silêncio.
E o quanto Chae Rok amadurece convivendo com esse senhor que insiste em sonhar, nos lembra que às vezes é a doçura que salva, não a força.
Tem cenas que são poesia pura, ele dançando, mesmo com esforço, mesmo tremendo.
A trilha sonora embala tudo com um lirismo que corta.
E o final? Ah… o final é leve e devastador ao mesmo tempo.
Mas é digno. É bonito. É voo. É “nabi” ...borboleta. 🦋
🌌 “A idade só limita o corpo.
O coração… esse dança até o fim.”
Navillera me pegou no lugar onde mora minha sensibilidade mais guardada.
Me ensinou que sonhar aos 70 é tão urgente quanto sonhar aos 20 e que existem voos que só acontecem quando a gente para de pedir permissão.
“Alguns correm pra vencer. Outros, só querem alguém que acompanhe o passo sem apressar o coração.”
Esse dorama é sobre duas pessoas que vêm de mundos completamente diferentes:
Ki Seon Gyeom, um ex-velocista nacional, quieto, introspectivo, quase analógico num mundo digital. E Oh Mi Joo, uma tradutora cheia de vida, falante, independente, que traduz filmes… e sentimentos também.
Eles se conhecem num desses encontros que o destino joga sem aviso.
E o que começa com desencontros e silêncios desconfortáveis, vira um romance construído com delicadeza, onde cada gesto vale mais que um discurso.
Mas o dorama não vive só do casal principal temos também a segunda dupla, que merece aplausos: Seo Dan Ah, CEO mandona com alma solitária, e Lee Young Hwa, um artista plástico fofo que quebra os muros dela com leveza e persistência.
E o que mais me encantou foi o diálogo constante sobre linguagem: o que a gente diz, o que cala, o que o outro entende e o que se perde na tradução da vida real.
É uma dança entre o correr e o parar, entre ouvir e ser ouvido.
O roteiro é sutil, inteligente, cheio de frases que a gente anota.
A trilha sonora acompanha como se fosse parte da respiração da história.
E o final… é coerente, doce, e maduro. Nada explosivo, mas pleno.
💬 “Amar também é aprender a falar a língua do outro , mesmo quando não existem legendas.”
Na Direção do Amor me lembrou que não preciso correr pra provar nada.
Que o mais bonito, às vezes, é simplesmente ter com quem andar.
Mesmo que devagar. Mesmo que em silêncio.
O título é puro sarcasmo
“Mundo Maravilhoso” (2024) não tem nada de leve — o título é puro sarcasmo.Esse dorama é dor condensada em roteiro. Uma espiral emocional que começa com luto, desespero e injustiça… e vai descendo aos porões mais sombrios da alma humana.
Mas, mesmo na escuridão, tem poesia.
“Quando a justiça falha, o amor vira arma. E o luto… combustível.”
Esse dorama não é pra assistir cansada ou querendo só um romancezinho.
Aqui o buraco é mais embaixo. A protagonista, Eun Soo Hyun, perde seu filho de forma trágica e quando o sistema decide que a dor dela não merece justiça, ela vira a justiça com as próprias mãos.
Mas esse não é um dorama de vingança qualquer. É um drama psicológico, quase filosófico, que questiona:
– Até onde vai a moral de uma mãe devastada?
– Existe redenção pra quem ultrapassa o limite por amor?
– Vingança cura… ou contamina?
Entra em cena Kwon Seon Yul, um homem que também carrega sua própria tragédia.
E quando esses dois caminhos se cruzam, não é bem parceria, nem romance. É sobrevivência emocional partilhada. É ali que o drama mostra que o verdadeiro abismo não está no crime, mas nas consequências que ele deixa dentro da gente.
A direção é impecável, a atuação da Kim Nam Joo é de fazer a alma doer, ela entrega cada microexpressão com uma fúria contida que arrepia. E a narrativa vai costurando memórias, traumas e silêncios de um jeito que te prende. Cada episódio é um soco — mas daqueles que te acordam pra refletir.
⚖️ “A justiça dos tribunais é fria.
Mas a de uma mãe… queima até virar cinza.”
“Mundo Maravilhoso” me lembrou que às vezes o mundo só parece maravilhoso quando a gente tem o privilégio de não estar quebrado por dentro.
Mas também me mostrou que em meio à dor, pode nascer força — e até algum tipo de beleza torta.
A força aqui não é só física, é de personalidade
“Mulher Forte Kang Nam Soon” é pura energia com glitter radioativo!Se você acha que já viu tudo em termos de heroínas excêntricas, superforça e caos familiar com identidade própria… pense de novo. Esse dorama me fez rir, torcer e dizer: que delícia ver mulher louca, forte e amorosa tudo ao mesmo tempo! 💥💄
“Tem mulher que carrega o mundo nas costas. Outras… levantam com uma mão só e ainda dão risada.”
Esse spin-off da querida “Mulher Forte Do Bong Soon” traz outra linhagem de mulheres com superforça genética — e zero paciência pra injustiça. A protagonista, Kang Nam Soon, foi perdida ainda bebê e criada na Mongólia, mas volta pra Coreia em busca da família e acaba se envolvendo em uma investigação de tráfico de drogas que parece saída de novela mexicana… com filtro neon.
A força aqui não é só física, é de personalidade.
Nam Soon é estabanada, sincera, ingênua em alguns momentos, mas determinada até o osso.
E quando reencontra a mãe rica e surtada e a avó impagável, a coisa desanda (no melhor dos sentidos). Juntas, elas viram tipo As Panteras com testosterona invertida e muito blush.
O romance com o policial fofo é só um bônus. O foco real é o poder feminino transgeracional: três mulheres, três jeitos de amar, de lutar e de enfrentar o mundo.
Claro, o tom é caricato, o vilão é meio cartunesco, e tem uns exageros que beiram o absurdo.
Mas o dorama não se leva a sério e por isso mesmo, funciona.
🌟 “Ser forte é levantar caminhão com uma mão.
Mas ser invencível… é carregar sua história com orgulho.”
Me diverti horrores com esse dorama.
E no fundo, ele me lembrou que força de verdade não é a que derruba é a que sustenta.
Uma carta de amor à resistência
“Mr. Sunshine” não é um simples dorama. É uma obra-prima, uma aula de história, uma poesia com pólvora e lágrimas. Tem dor, tem beleza, tem honra e tem amor ... aquele amor que não precisa dar certo pra ser eterno.
“Tem gente que passa pela sua vida como sombra. Outras chegam como sol. Mesmo que queimem.”
Desde o primeiro episódio, fui sugada pra dentro da fotografia impecável, da trilha sonora que fala sem palavras, e principalmente, da dor contida nos olhos de Eugene Choi — um homem que nasceu escravo na Coreia e voltou como soldado americano, carregando no peito a liberdade… e o vazio.
O que “Mr. Sunshine” entrega vai além do romance (e que romance, viu?).
Entrega história com H maiúsculo: o final da Dinastia Joseon, o imperialismo japonês, os movimentos de resistência e o preço de lutar por uma pátria que nunca te abraçou.
E aí entra ela: Go Ae Shin, nobre, idealista, uma mulher à frente do seu tempo, dividida entre o amor e a causa. O amor deles?
Lindo. Dolorido. Impossível. Necessário.
Mas esse dorama é um mosaico. Cada personagem tem peso, tem propósito.
– Gu Dong Mae, o fora-da-lei com alma em frangalhos.
– Hee Na, a dona do hotel que anda com elegância e uma pistola escondida.
– E até o vilão é tridimensional — a Coreia nessa época não permite vilões rasos.
Preparei meu coração pra chorar… e chorei mesmo. Porque cada sacrifício aqui tem nome, tem sangue, tem poesia.
🔥 “Nem todo herói usa armadura. Alguns carregam feridas abertas e ainda assim… permanecem de pé.”
Mr. Sunshine é mais do que um drama histórico. É uma carta de amor à resistência.
Um lembrete de que há batalhas que a gente escolhe não por vencer — mas por não trair quem somos.
Esse eu coloco no topo da estante, com iluminação especial, proteção de vidro e plaquinha dourada escrito: "Assista com o coração preparado para nunca mais ser o mesmo."
Procurando onde a alma pode pousar...
“Mr. Plankton” é aquele tipo de dorama que parece estranho no nome, mas quando você assiste... entende tudo. Sabe aquele personagem que parece flutuar pela vida sem raiz, sem lar, sem ninguém? É ele. Mas o que me pegou mesmo foi o subtexto: não é sobre estar perdido no mundo — é sobre procurar onde a alma pode, finalmente, pousar.
“Às vezes, a gente não quer pertencer a um lugar. Quer só não ser descartável.”
Logo de cara, fui fisgada por esse protagonista: Hae Jo, um homem que passou a vida como um plankton — à deriva, sem pai, sem história definida, sem chance real de criar raízes.
A vida dele parece uma sequência de "deixa pra lá", "ninguém vai notar", "ninguém vai sentir falta".
E, olha, como doeu perceber o quanto isso ecoa em tanta gente.
Mas aí vem o ponto de virada: no dia do casamento da ex (sim, isso mesmo, da EX), ele decide sair numa jornada pra encontrar seu pai biológico. Não por vingança, nem por redenção. Mas pra descobrir se ele existe mesmo , ou se ele é só mais uma invenção da solidão.
E é aí que o drama se transforma: é busca interior, é crítica social, é reflexão sobre o abandono emocional, e também… um sopro de esperança. Cada encontro, cada rosto novo, cada cidadezinha revela um pouco de quem Hae Jo é, ou poderia ser. E o que parecia apenas um enredo sobre um homem “invisível”, vira um espelho doloroso sobre pertencimento, abandono, afeto e identidade.
E sim, tem romance. Mas não do tipo clichê.
É amor que se constrói com respeito, escuta, espaço.
Do tipo que não prende — acolhe.
🌬️ “Ele não sabia onde era seu lar.
Mas, pela primeira vez, sentiu que merecia chegar em algum lugar.”
Mr. Plankton me fez refletir sobre quantas vezes eu também flutuei pela vida sem âncora.
E como, às vezes, basta um olhar verdadeiro pra gente lembrar que existe um lugar onde podemos simplesmente… ser.
A beleza pode abrir portas. Mas quem você é… é o que decide se você entra
“Minha Identidade é Beleza de Gangnam” me fez pensar mais do que eu esperava. Bonito por fora, mas com camadas afiadas por dentro, tipo aquele comentário que vem com sorriso, mas corta fundo.Quando dei o play nesse dorama, achei que ia ver uma comédia leve sobre cirurgia plástica, autoestima e paqueras universitárias. E sim, tem isso. Mas tem mais, muito mais.
A protagonista, Kang Mi Rae, decide fazer cirurgia plástica após anos sofrendo bullying por sua aparência. Quando entra na faculdade, sonha em recomeçar… mas descobre que os julgamentos continuam, só que agora vêm disfarçados de elogio, inveja ou exigência. Ou seja: mudou o rosto, mas o mundo continuou cruel — só trocou de máscara.
O dorama traz à tona discussões pesadas:
– padrões de beleza irreais,
– a pressão estética das mulheres coreanas (e do mundo todo, né?),
– a ideia de que ser "bonita" resolve tudo , quando, na real, só muda o tipo de dor.
O ponto alto? O desenvolvimento da Mi Rae. Ela começa querendo se esconder, mas vai aprendendo que beleza sem identidade é só silêncio com batom. E o Do Kyung Seok? O crush frio com alma quente, que vê além das aparências. Um lorde moderno, sem precisar salvar ninguém, só respeitar.
Tem romance? Tem. Mas o foco está mesmo na autoaceitação — e em entender que a gente vale mais do que a pele que habita.
✨ “Não é errado querer se sentir bonita.
Errado é o mundo dizer que você não é, só porque não cabe no molde.”
Esse dorama me fez encarar meus próprios espelhos internos.
E me lembrar que, no fim do dia, a identidade mais bonita é aquela que a gente sustenta sem pedir desculpas.
Esse dorama é pra quem já se sentiu sozinho numa sala cheia de gente
"Meus 18 Anos" me pegou como uma carta que a gente encontra anos depois e lê com os olhos marejados por tudo que sentiu e já não sabe nomear. Me deixou com coração exposto!“Ser jovem não é leveza. É peso sem nome, é silêncio gritando por dentro.”
Assisti Meus 18 Anos achando que era mais um dorama colegial… mas não. Esse drama não entrega fórmula, entrega vida crua. Choi Joon Woo, um garoto introvertido, desacreditado por todos, que carrega uma tristeza quieta nos olhos. Quando ele muda de escola, a expectativa não é começar de novo, é só sobreviver. Mas o destino coloca no caminho dele pessoas que, com o tempo, vão abrindo frestas no muro que ele construiu pra se proteger.
Não é sobre popularidade, nem triângulo amoroso clichê. É sobre solidão, pressão dos pais, amizades reais e o medo de ser você mesmo num mundo que vive exigindo versão atualizada.
A química entre os personagens principais é doce, mas o destaque é como o dorama respeita o tempo de cada um. Nada é corrido. As feridas não cicatrizam de um episódio pro outro e isso é o que o torna tão verdadeiro.
A direção é sensível, a trilha sonora bate fundo, e cada episódio parece um pedaço de diário que a gente escreveu sem perceber.
📝 “Aos 18, tudo parece definitivo.
Mas é só o começo.
E tudo bem se você ainda estiver tentando descobrir quem é.”
Meus 18 Anos é aquele tipo de dorama que dá vontade de abraçar seus antigos "eus".
Os que foram deixados de lado, os que quiseram sumir, os que riram demais pra esconder o medo.
E se você já teve 18 (literalmente ou simbolicamente), vai se ver aqui e vai se perdoar também.
Lembrete brutal e poético de que sobreviver é, muitas vezes, o ato mais corajoso de amar
“Às vezes, você só precisa que alguém diga: eu vejo você.”Quando eu terminei esse filme, fiquei em silêncio. Não por falta do que sentir, mas por excesso.
Loh Kiwan é um refugiado norte-coreano que foge pra Bélgica com a esperança de reconstruir sua vida. Só que ele chega lá sem documentos, sem dinheiro, sem idioma e, principalmente, sem lugar no mundo.
O filme não tem pressa. Ele mostra o frio, a fome, a solidão. Mas também mostra o brilho de pequenas dignidades recuperadas: um gesto, um olhar, um prato de comida quente. E é nesse cenário duro que ele encontra Marie, uma mulher quebrada à sua própria maneira, lutando contra seus próprios vazios.
E aí… o improvável acontece.
Não um romance açucarado, mas uma conexão crua, humana. Um amor que não salva, mas acolhe.
Dói ver. Porque o filme não esconde o que é ser estrangeiro, ser invisível, ser sobrevivente num mundo que gira mais rápido do que a alma consegue acompanhar.
A atuação de Song Joong Ki está poderosa. Contida, ferida, inteira. Ele faz Kiwan ser mais do que uma causa ou bandeira: ele é uma pessoa.
E isso, por si só, já transforma tudo.
🌨️ “Meu nome é Loh Kiwan.
E mesmo que o mundo me rejeite, eu sigo aqui. Porque amar é continuar existindo.”
Esse filme me lembrou que, às vezes, ser visto é mais urgente que ser amado.
E que o amor, quando chega, pode não ter promessas, mas pode ter abrigo.
Porrada emocional com classe, sangue, dor e muita garra
“Quando tiram tudo de você… o que sobra vira arma.”Eu sabia que Meu Nome ia ser intenso, mas não sabia que ia me deixar em frangalhos emocionais e, ao mesmo tempo, me fazer levantar da cadeira gritando “É ISSO!”.
Esse dorama é sobre vingança, identidade, sobrevivência e perda, mas também é sobre o que acontece quando você descobre que a dor moldou sua vida e ainda assim, você quer amar.
Yoon Ji Woo é uma protagonista que não pede licença: ela invade. Com o corpo, com a raiva, com a entrega. Depois de ver o pai ser assassinado, ela entra numa espiral de ódio e sobrevivência, infiltrada na polícia por um cartel, tentando descobrir quem realmente destruiu sua vida.
Mas o que começa como uma história de vingança, logo vira um dilema moral e existencial. Porque... quem é ela agora? Onde termina a missão e começa a pessoa?
A Han So Hee dá um show. Entrega tudo: técnica, emoção, físico e alma. Ela sangra em cena — e a gente sente. As cenas de luta são coreografadas com brutalidade quase artística, e a fotografia escura só reforça o clima de que ninguém está seguro.
Mas mesmo nesse mundo dominado por homens, corrupção e dor, Meu Nome entrega espaço pra sentimentos profundos, até mesmo ternos e isso é o que quebra a gente por dentro.
🖤 “Ela não queria piedade. Queria justiça. E no meio do caminho… quase descobriu o que era amor.”
Meu Nome é um soco.
Mas um soco que liberta.
Daqueles doramas que não são pra assistir relaxando , são pra assistir respirando fundo e saindo transformada.
Não assisti... absorvi.
Essa aqui eu escrevo quase em silêncio, como se fosse preciso sussurrar pra não quebrar a beleza.“A liberdade às vezes é só poder respirar sem culpa.”
Eu comecei esse drama num domingo qualquer… e terminei a maratona, sendo outra pessoa.
Ele não tem viradas mirabolantes, beijos dramáticos ou cenas de tirar o fôlego. Mas tem o que poucos têm: verdade.
A história acompanha três irmãos presos à rotina, à frustração e à monotonia de suas vidas no subúrbio de Seul. Cada um à sua maneira:
– Yeom Mi Jeong, introspectiva, cansada, sufocada por tudo e todos , a que mais falou por mim;
– Yeom Chang Hee, o medíocre simpático, que sonha com algo sem saber o quê;
– Yeom Ki Jeong, explosiva, querendo ser amada do jeito certo e com pressa demais pra isso.
E no meio dessa vida morna e repetitiva, surge Senhor Gu — enigmático, alcoólatra, ferido, silencioso. E é nesse silêncio que ele e Mi Jeong começam a se ver.
Sem rótulo, sem paixão avassaladora, só dois seres tentando não desabar por completo.
Esse dorama me tocou porque ele tem coragem. Coragem de mostrar o tédio. De mostrar a falta. De mostrar gente comum que não quer fama, nem fortuna, só descanso pra alma.
É melancólico, poético, lento… mas cada diálogo é como se alguém tivesse entrado na minha cabeça e colocado em palavras aquilo que eu nunca soube dizer.
📝 “Me adore. Mesmo que você não saiba por quê. Mesmo que você não entenda. Me adore... assim como se adora o pôr do sol mesmo sem explicação.”
Esse drama não grita. Ele espera.
E se você permitir, ele te liberta ... devagarinho.
Nem todo amor precisa ser romântico. Às vezes, ele só precisa ser verdadeiro
Sabe aquele dorama que não grita, não corre, não enfeita , mas vai entrando em você, devagar, feito chá quente num dia frio? Foi assim que Meu Ahjussi me tocou. E eu nem vi chegando.No começo, achei tudo meio cinza. Gente cansada, vidas frustradas, silenciosas, presas num cotidiano sufocado. Mas aí fui entendendo: essa era a beleza. O silêncio, a dor calada, os olhares que dizem mais que mil diálogos... tudo é parte de uma composição sensível, real, profundamente humana.
A relação entre Dong Hoon, um homem de meia-idade atolado em responsabilidades, e Ji An, uma jovem marcada pela dureza da vida, é de uma sutileza quase poética. Não tem clichê, não tem fanservice, não tem beijo no final. Tem empatia. Tem escuta. Tem abraço invisível de duas almas que se reconhecem na dor e, juntas, reencontram uma forma de continuar.
Eu chorei. Em silêncio, igual aos personagens. Não por tragédia, mas por identificação. Porque Meu Ahjussi não dramatiza a dor — ele a respeita.
🖋️ "Algumas histórias não são sobre recomeços com fogos de artifício. São sobre sobreviver mais um dia. E encontrar alguém que veja você quando o mundo inteiro passa por cima."
Esse drama é sobre compaixão. Sobre não romantizar a tristeza, mas acolhê-la. E, acima de tudo, sobre como alguém pode ser a ponte entre o nosso peso e a leveza que esquecemos que existe.
Eu não assisti ‘Meu Ahjussi’. Eu vivi. E ele ficou. Sem contar que AMO o Lee Sun Kyun (RIP).
Não é só sobre vencer, é sobre provar que você sempre esteve à altura
Assisti À Altura esperando um filme esportivo… e recebi um tratado sobre superação, orgulho ferido e o peso de carregar um país nas costas. Aqui não tem herói perfeito, não tem jornada bonitinha. O que tem é suor, conflito interno e um duelo pessoal entre o que somos… e o que o mundo espera da gente.O filme acompanha a rivalidade (e admiração escondida) entre dois atletas da elite do salto com vara e, sim, o esporte é só o pano de fundo. O que brilha mesmo é a intensidade emocional desses personagens, que lutam contra a gravidade e contra suas próprias inseguranças.
Os treinos, as disputas, o silêncio antes do salto, tudo é filmado com uma tensão quase poética.
Mas o melhor é o que acontece fora da pista: a pressão da mídia, os dilemas familiares, o medo de falhar. E ali, naquele ar rarefeito entre o chão e o céu, a gente vê o quanto chegar ao topo pode ser solitário… e o quanto cair às vezes é necessário pra se reerguer.
🎽 “Nem todo salto é pra ultrapassar o sarrafo.
Alguns são pra sair da sombra de si mesmo.”
À Altura me fez pensar sobre quantas vezes eu deixei de tentar por medo de não alcançar.
E como, às vezes, tudo o que a gente precisa… é correr, cravar firme e voar, mesmo que por apenas um segundo.

