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  • Birthday: December 21
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Completed
If Wishes Could Kill
0 people found this review helpful
May 17, 2026
8 of 8 episodes seen
Completed 0
Overall 8.5
Story 7.5
Acting/Cast 9.0
Music 7.0
Rewatch Value 8.5

Quando competência basta e sobra

If Wishes Could Kill é mais uma pequena afronta à ideia preguiçosa de que qualidade dramática nasce exclusivamente de cifras obscenas. Para os padrões da Netflix, trata-se de uma produção relativamente modesta, e ainda assim a série entrega um acabamento que faria muito projeto inflado corar discretamente no canto da sala. O elenco jovem é um trunfo decisivo, não pelo apelo etário, mas pela disciplina cênica. Não há traço de canastrice, não há aquele constrangimento juvenil tão comum quando se reúne um grupo de rostos bonitos antes de bons atores. Aqui, todos funcionam. E quando se diz todos, é sem caridade crítica. Há rigor interpretativo, naturalidade e precisão emocional, algo ainda mais notável sob o comando de um diretor estreante como Park Youn-Seo, que claramente não chegou aqui por improviso, mas por aprendizado sólido vindo de Moving.

A premissa, convenhamos, não é exatamente revolucionária. Há algo nessa sinopse que soa familiar, como uma memória dramática reciclada dos anos 2010, daquelas histórias que já circularam por diferentes roupagens emocionais. A diferença é que aqui o clichê não envergonha, ele funciona. Porque execução ainda importa, e importa muito. O texto entende seu próprio material, os efeitos visuais e especiais são convincentes e a produção jamais transmite a sensação de limitação financeira. Pelo contrário, há um cuidado estético que sustenta a credibilidade do universo apresentado e impede qualquer comparação desfavorável com produções de orçamento muito superior.

No fim, o que fica é uma constatação simples e quase irritante para certas superproduções: dinheiro ajuda, evidentemente, mas talento continua sendo mais importante. If Wishes Could Kill não reinventa a dramaturgia coreana nem pretende fazê-lo. Seu mérito está em pegar uma estrutura familiar, cercá-la de competência técnica e interpretativa, e entregar um drama sólido, elegante e plenamente funcional. Às vezes, isso basta. Quando bem feito, basta com folga.

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Completed
Veil of Shadows
0 people found this review helpful
May 8, 2026
29 of 29 episodes seen
Completed 0
Overall 9.0
Story 9.5
Acting/Cast 9.0
Music 8.5
Rewatch Value 9.0

O tipo de produção que eleva a régua

Veil of Shadows faz algo que produções estreladas raramente conseguem sem tropeçar feio: reunir um elenco numeroso e repleto de nomes de peso sem transformar metade dos personagens em decoração cara. Há aqui um trabalho admirável de distribuição dramática, dando tempo, função e dignidade narrativa a praticamente todos, o que por si só já seria digno de aplauso. Some-se a isso um espetáculo técnico de fazer certos dramas modestos parecerem ensaio escolar. Figurino exuberante, CGI robusto, cenografia ambiciosa, maquiagem cuidadosa e um enredo que sabe sustentar a grandiosidade visual sem virar vitrine vazia. É o tipo de produção que estraga o espectador, porque depois dela voltar para dramas de orçamento apertado exige boa vontade quase espiritual.

Nem tudo, porém, escapa do excesso. O drama se entrega, com entusiasmo tipicamente chinês, a diálogos longos demais e a melodramas que, em certos momentos, mais testam a atenção do que aprofundam emoção, especialmente nas cenas românticas, onde a tentação de se distrair aparece sem cerimônia. Também chama atenção a atuação de Yan An, curiosamente aquém do restante do elenco, com expressões por vezes artificiais demais para um conjunto que opera em nível mais seguro, o que decepciona ainda mais considerando seu bom trabalho em Fangs of Fortune. Ainda assim, são ruídos pontuais em uma experiência amplamente vitoriosa. O final fecha com elegância e sem gancho barato para continuação, preferindo uma leitura quase fatalista de que o destino sempre encontra meios de cumprir aquilo que foi traçado, para o bem ou para o desastre, dependendo apenas do ângulo de quem observa.

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Completed
Million-Follower Detective
0 people found this review helpful
Apr 30, 2026
8 of 8 episodes seen
Completed 0
Overall 7.0
Story 8.5
Acting/Cast 7.5
Music 7.0
Rewatch Value 7.5

Entre a precisão e a falta de impacto

Este drama taiwanês se apoia em uma estrutura narrativa sólida e em uma condução precisa, sem tropeços evidentes ao longo do percurso. A trama se mantém bem conectada do primeiro ao último episódio, com um roteiro que sabe organizar seus conflitos e entregar motivações claras, inclusive para o antagonista, cuja construção, justa ou não, é devidamente apresentada ao espectador. Tecnicamente, não há falhas relevantes, e a produção cumpre com eficiência aquilo que se propõe a fazer. Ainda assim, trata-se de uma experiência que permanece dentro de um campo mais contido, correta e bem executada, mas sem alcançar um impacto mais profundo ou duradouro no imaginário.

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Completed
Last Samurai Standing
0 people found this review helpful
Mar 21, 2026
6 of 6 episodes seen
Completed 0
Overall 7.5
Story 8.5
Acting/Cast 8.0
Music 7.0
Rewatch Value 7.5

Promissor, mas desequilibrado

Last Samurai Standing confirma, logo de saída, aquilo que já se espera de uma produção japonesa desse porte: excelência técnica. Ambientação, fotografia, cenografia e figurino trabalham em perfeita harmonia, criando um universo visualmente rico e consistente. A direção e o modelo de filmagem reforçam essa qualidade, com uma edição precisa que valoriza tanto a ação quanto os momentos de contemplação. Nesse aspecto, o drama é irretocável. O problema surge no centro da narrativa. O protagonista, que deveria carregar o peso de um passado sanguinário e temível, carece de carisma e presença. Falta aura. Há uma desconexão entre a proposta do personagem e a entrega do ator, agravada por uma diferença de idade pouco convincente em relação aos demais samurais e parceiros de treino, o que compromete a credibilidade em cena.

Curiosamente, são os vilões que sustentam o interesse dramático. Há consistência na construção de cada antagonista, com destaque para a figura quase caricatural, mas eficaz, do líder que evoca um “Mini Napoleão Bonaparte”, carregando a arrogância e a obsessão necessárias para conduzir o projeto de extermínio dos samurais. É um conjunto de personagens mais vibrante do que o próprio herói, o que desloca o eixo emocional da série. Ainda assim, a temporada cumpre seu papel de instigar continuidade. A vontade de seguir não vem pelo protagonista, mas pelo enredo e pelo universo que se mostra promissor. É um drama tecnicamente impecável, narrativamente interessante, mas que ainda precisa encontrar um centro mais forte para sustentar plenamente seu impacto.

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Completed
Bloody Flower
0 people found this review helpful
Mar 5, 2026
8 of 8 episodes seen
Completed 0
Overall 8.0
Story 8.5
Acting/Cast 8.5
Music 7.0
Rewatch Value 8.0
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Um thriller que prefere clareza ao mistério fácil

Bloody Flower se mostra um drama competente justamente por aquilo que muitos thrillers recentes parecem esquecer: coerência narrativa. As tramas se conectam de forma segura, os personagens encontram função dentro do enredo e o roteiro evita buracos evidentes. Nos primeiros episódios, especialmente até o capítulo quatro ou cinco, paira uma desconfiança legítima sobre a suposta cura apresentada pela história, que poderia facilmente ser apenas uma peça dentro de um plano maior de vingança. A suspeita não era infundada, já que a vingança realmente se confirma como motor da narrativa, mas o roteiro surpreende ao revelar que a cura também existe de fato, ampliando o conflito em vez de simplificá-lo.

Outro ponto forte é a atuação de Ryeoun, que demonstra maturidade incomum para alguém de sua geração. Sua performance evita o artificialismo que frequentemente aparece em atores jovens, sustentando o personagem com naturalidade e presença. O desfecho também opta pela clareza em vez da ambiguidade fácil: o serial killer anti-herói está vivo, e o detalhe sonoro das ondas do mar na ligação final elimina qualquer dúvida interpretativa. É um encerramento direto, sem metáforas excessivas ou finais deliberadamente nebulosos. No balanço final, trata-se de um drama sólido, bem resolvido e satisfatório, que cumpre o que promete sem tropeços relevantes.

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Completed
The Art of Sarah
0 people found this review helpful
Mar 5, 2026
8 of 8 episodes seen
Completed 0
Overall 8.5
Story 9.0
Acting/Cast 8.5
Music 7.0
Rewatch Value 8.5
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O preço de conquistar e MANTER o que é seu

The Art of Sarah mergulha em um universo de aparências, ambição e ressentimentos cuidadosamente disfarçados. É um drama de acidez elegante, quase prazerosa de acompanhar, em que a protagonista transita com habilidade entre cinismo, desejo de ascensão e uma espécie de reivindicação tardia de dignidade. Sarah não é uma heroína convencional, tampouco uma vilã simples. Ela flutua nesse território moral ambíguo com naturalidade desconcertante, impulsionada pela vontade de conquistar aquilo que a vida lhe negou ou, pior, aquilo que lhe foi tirado com humilhação. Os diálogos são longos, mas não cansativos. Há a sensação de que cada frase foi escrita com precisão cirúrgica, especialmente nos confrontos verbais entre Sarah e o detetive que a persegue, transformando esses embates em pequenas arenas psicológicas.

O desfecho encontra um equilíbrio curioso entre vitória e derrota. Ambos os protagonistas saem, ao mesmo tempo, vencedores e incompletos. Sarah conquista algo fundamental, mas paga com dez anos de liberdade perdida e com a impossibilidade de acompanhar o crescimento da própria criação. O detetive, por sua vez, alcança a promoção desejada, mas falha em destruir aquilo que representava o verdadeiro coração do projeto de Sarah: Boudoir. Não há triunfo absoluto, apenas consequências. E talvez seja justamente isso que torna o final tão coerente. Shin Hye-sun sustenta tudo com uma atuação afiada, construindo uma protagonista que oscila entre charme calculado e sociopatia silenciosa, marcada por uma cadência de voz quase hipnótica e por uma ingenuidade aparentemente ensaiada. O resultado é um drama ácido, inteligente e provocativo, que permanece na cabeça mesmo depois do último episódio.

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Completed
The Murky Stream
0 people found this review helpful
Feb 4, 2026
9 of 9 episodes seen
Completed 0
Overall 8.0
Story 9.0
Acting/Cast 8.5
Music 7.0
Rewatch Value 8.0

Um drama que se sustenta pela atmosfera

Antes de qualquer análise narrativa, é impossível não reconhecer o impacto visual de Corrente Implacável. A maquiagem e o figurino elevam a imersão do drama, especialmente na construção dos bandoleiros e, em particular, na transformação de Rowoon, quase irreconhecível em cena. A atuação dele se apoia menos em longos discursos e mais em gestos e expressões, exigindo uma entrega corporal que sustenta bem o peso emocional do personagem. É um papel que demanda sutileza e presença silenciosa, e o ator responde com segurança. O enredo se mantém interessante, ainda que alguns vilões recebam desenvolvimento mais raso do que outros. A existência de figuras misteriosas por trás dos antagonistas permanece sem explicação clara, mas, curiosamente, isso não compromete a narrativa, já que a história encontra resolução satisfatória sem precisar explorar esse ponto.

O desfecho fecha adequadamente as tramas abertas, ainda que deixe uma leve sensação de continuidade possível, seja por licença poética ou por escolha deliberada de um final apenas sugerido. No fim das contas, a experiência é positiva e consistente, sem falhas narrativas que prejudiquem o conjunto. O drama funciona pela força do elenco, pela ambientação e por uma condução segura da história, deixando a impressão de uma obra bem resolvida dentro daquilo que se propõe a entregar.

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Completed
Taxi Driver Season 3
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Jan 21, 2026
16 of 16 episodes seen
Completed 0
Overall 8.0
Story 8.0
Acting/Cast 9.0
Music 8.0
Rewatch Value 8.0
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Uma terceira temporada com uma identidade mais do que própria.

Chegamos ao fim da terceira temporada de Táxi Driver, e, curiosamente, a ausência de um vilão central não soa como deficiência. Pelo contrário, o mais interessante é perceber que não senti falta dessa figura organizadora do conflito. As histórias episódicas funcionam muito bem de forma distribuída, cada uma com peso próprio, sustentadas por participações especiais bem aproveitadas e por um início avassalador no Japão, que já estabelece fôlego e ambição. Há uma sensação clara de confiança narrativa, como se a série soubesse que não precisa mais de muletas estruturais para se manter interessante.

O grande trunfo segue sendo a sinergia do elenco. O carisma coletivo explica com facilidade por que o drama atravessou temporadas, e há uma noção palpável de união entre atores, direção e roteiro. Nem tudo, porém, é impecável. O embate final com o general cuidador de galinhas no último episódio soa forçado e estranhamente deslocado, sobretudo pelo uso de humor quase “creepy” dentro do alojamento, reforçado por sonoplastia cômica que quebra o tom. Também incomoda ver, em alguns momentos, a equipe da Rainbow agir de forma excessivamente ingênua, especialmente na saga da ilha dos golpistas. Ainda assim, o saldo final é amplamente positivo. A série tem texto sólido, alma coletiva e ainda muita lenha para queimar. A torcida por uma quarta temporada não é gratuita, é consequência natural do que foi construído até aqui.

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Completed
Legends of the Condor Heroes: The Gallants
0 people found this review helpful
Jan 19, 2026
Completed 0
Overall 7.0
Story 8.0
Acting/Cast 8.0
Music 7.0
Rewatch Value 7.0
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Nada além de um bom filme de domingo

Minha régua para cinema é assumidamente ingrata, porque sou movido a contexto, detalhe e circunstância, justamente aquilo que um filme de 90 a 120 minutos raramente consegue oferecer sem atropelos. Ainda assim, tento ser justo. Cheguei a este filme muito mais por Xiao Zhan, de quem sou fã declarado, do que por qualquer promessa de densidade narrativa. E, dentro do possível, a produção acerta em escolhas importantes. O uso do idioma mongol, sem a comodidade artificial de colocar todos falando a mesma língua, revela um respeito cultural que merece ser destacado. Não cabe aqui julgar pronúncia, mas a decisão em si já qualifica a obra. O início é apressado, com acontecimentos jogados em sequência e alguns flashbacks reduzidos a texto, mas a narrativa se mantém compreensível e segue em frente sem me perder pelo caminho.

Visualmente, o filme se sustenta melhor do que tropeça. A caracterização dos personagens e a cenografia funcionam muito bem e ajudam a dar corpo ao universo apresentado. O CGI, por outro lado, é irregular, às vezes simplista demais, quase primitivo, mas sem chegar ao ponto de comprometer a experiência como um todo. Fica mais como um registro técnico do que como um problema real. O final parece deliberadamente fechado, reforçado pela canção que acompanha os protagonistas, sinalizando que não há ambição de continuidade. No saldo final, é exatamente isso: um bom filme de domingo, honesto dentro de suas limitações e confortável naquilo que se propõe a entregar.

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Completed
The Vendetta of An
0 people found this review helpful
Jan 18, 2026
28 of 28 episodes seen
Completed 0
Overall 8.0
Story 7.5
Acting/Cast 9.0
Music 7.0
Rewatch Value 7.5
This review may contain spoilers

A drama that knows where it wants to go

There is something almost ironic about watching yet another drama starring Cheng Yi already knowing that death awaits his character in the end, as if it were an unwritten contractual clause. In this case, however, that predictability works in the story’s favor. From the early episodes, the script makes it clear that there will be no escape for the protagonist, and it earns its credibility by remaining consistent to the very end. The political conspiracies are well structured, the tragic core is respected, and within its chosen framework, the narrative shows no obvious structural flaws. It knows exactly where it is going.

That confidence wavers briefly between episodes seven and ten, when the pacing slows to a near standstill and risks draining the drama of its emotional weight. Thankfully, the series regains momentum and delivers a strong final stretch, supported by solid technical work in makeup, set design, and overall atmosphere. The protagonist’s ultimate sacrifice for the greater good culminates in a strikingly lucid, almost illusory scene of Huai An walking through the city he gave his life for, watching daily life move forward just as he once foretold. It is a restrained, melancholic ending that honors the journey.

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Completed
Under Ninja
0 people found this review helpful
Jan 12, 2026
Completed 0
Overall 5.5
Story 5.5
Acting/Cast 7.0
Music 7.0
Rewatch Value 5.5

Melhor ter ficado no anime

Escolhi Under Ninja movido por dois afetos claros: o fascínio pelo universo shinobi e a admiração antiga por Kento Yamazaki, muito anterior ao seu status de estrela global. O começo até engana. As coreografias de luta são surpreendentemente bem executadas, filmadas com clareza, sem a histeria visual de flashes rápidos e edições picotadas que costumam sabotar o gênero. O problema é que os elogios acabam aí. O filme descamba rapidamente para um amontoado de decisões constrangedoras, com um texto bizarro que tenta importar sem filtro o nonsense do anime para o live action, esquecendo que nem tudo sobrevive à transposição. O humor falha, constrange, e o protagonista, reduzido a um personagem monossilábico, expõe um Kento Yamazaki estranhamente canastrão, algo que dói admitir. O resultado é uma galhofa japonesa sem propósito claro, agravada por efeitos visuais pobres, com explosões que remetem ao pior da televisão tokusatsu setentista. Ideia de sequência? Melhor deixar passar.

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Completed
Cashero
0 people found this review helpful
Jan 7, 2026
8 of 8 episodes seen
Completed 0
Overall 7.0
Story 9.0
Acting/Cast 8.0
Music 7.0
Rewatch Value 7.0

Qualidade Técnica em Alta, Coerência Narrativa Nem Tanto

Está aí mais um drama de super heróis que a dramaturgia coreana nos entrega com um pacote técnico acima da média, boa qualidade cenográfica e efeitos visuais competentes, sem aquela sensação constante de improviso barato. A vilania, inclusive, é um dos grandes acertos, interpretada de forma diferente, visualmente demoníaca e surpreendentemente eficaz por Lee Chae Min, que vem em clara ascensão na carreira, escolhendo bem seus projetos e demonstrando consistência nas atuações, algo ainda raro nesse nicho específico do gênero dentro dos doramas.

O enredo, por outro lado, não foge em absolutamente nada dos clichês clássicos de histórias de super heróis, o mocinho puro, quase ingênuo, que quer salvar o mundo, a amada e tudo que se move ao redor, uma fórmula tão antiga quanto o próprio cinema e que aqui funciona de maneira correta, sem brilho, mas sem grandes tropeços conceituais. O problema está nos furos de roteiro, alguns difíceis de ignorar, como a forma inexplicável pela qual Jo Nathan sobrevive à explosão, enquanto o salvamento de Kang é devidamente explicado, ou ainda o clímax resolvido com um simples soco, o que beira o anticlímax absoluto. Fica a sensação de que o roteirista simplesmente desistiu de responder perguntas básicas, como o destino final de Jo Nathan, foi preso, morreu, evaporou, pouco importa, porque a impressão final é de que o texto escolheu tratar essas lacunas como irrelevantes, mesmo quando elas comprometem a lógica interna da narrativa.

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Completed
Blood River
0 people found this review helpful
Jan 7, 2026
38 of 38 episodes seen
Completed 0
Overall 10
Story 10
Acting/Cast 9.0
Music 7.0
Rewatch Value 10

Amizade, Lealdade e Origem: Um Prequel Sem Falhas

É revigorante, quase terapêutico, escrever uma resenha assim. Feliz. Muito feliz. Este prequel do universo já sólido e bem arquitetado de “Blood of Youth” é, sem exagero, um acerto em cheio. Tudo funciona. O roteiro é pensado com inteligência para explicar a origem daquela facção misteriosa que, na obra original, surgia quase como um enigma e despertava curiosidade imediata. Aqui, a série entrega respostas com clareza, elegância e coesão narrativa, sem jamais parecer expositiva ou preguiçosa.

O maior trunfo, porém, está na relação entre os dois protagonistas. Amigos de personalidades radicalmente distintas, visões de mundo opostas e estilos de vida quase incompatíveis, mas que constroem uma amizade leal, íntegra e, por vezes, até insólita. Essa dinâmica é o motor emocional da obra e se desenvolve de forma orgânica, dinâmica e decisiva para o avanço da trama, sempre ancorada na ideia de bem comum e responsabilidade coletiva. Nada soa gratuito. Cada decisão tem peso dramático real.

Confesso que não conhecia o ator protagonista, Simon Gong, e fui positivamente surpreendido. A beleza evidente ajuda, claro, mas não sustenta uma série sozinha. Ele demonstra bons recursos cênicos, presença e domínio emocional, especialmente nas cenas mais exigentes, onde o drama pede mais do que pose e carisma. A química romântica com sua parceira de cena também merece destaque, funcionando de forma natural e convincente, sem excessos melodramáticos.

Faço apenas uma recomendação essencial: não pulem a cena pós-créditos. Ela encerra a história com precisão cirúrgica, fecha arcos narrativos importantes e evita qualquer sensação de ponta solta ou promessa vazia para o futuro. No fim, foi uma experiência extremamente satisfatória. Um drama redondo, seguro de si, que respeita seu universo e seu público. Não há nada a criticar. Valeu, e muito, a pena.

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Completed
Ms. Incognito
0 people found this review helpful
Jan 3, 2026
12 of 12 episodes seen
Completed 0
Overall 8.0
Story 8.5
Acting/Cast 8.0
Music 7.0
Rewatch Value 8.0

Sem Tropeços, Sem Faíscas



Assisti a este drama em doses homeopáticas, não por demérito da obra, mas por uma escolha pessoal mesmo. Nada nele é propriamente ruim, tampouco empolgante a ponto de exigir maratona. A narrativa é linear, funcional, sem tropeços evidentes de roteiro ou direção. As atuações cumprem bem o que se espera, e os vilões seguem a cartilha clássica dos dramas coreanos — o que não chega a ser um defeito, apenas um registro de que não há qualquer tentativa de subversão ou ousadia nesse aspecto. Tudo está exatamente onde deveria estar, e talvez resida aí o seu maior limite.

O principal problema, contudo, está no casal protagonista. A química simplesmente não acontece. A atriz parece permanentemente travada para qualquer aproximação mais íntima, o que fica evidente no beijo final, cuidadosamente escondido por closes estratégicos de câmera, como se a própria direção tentasse poupar o espectador do constrangimento mútuo dos atores. Em contrapartida, a vilã central é um acerto: vil na medida certa, sem resvalar na caricatura tão comum a esse tipo de personagem, mérito claro da atriz. No fim, trata-se de um passatempo correto, esquecível, que cumpre sua função e se encerra sem deixar saudade. Sem mais.

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Completed
Confidence Queen
0 people found this review helpful
Dec 29, 2025
12 of 12 episodes seen
Completed 0
Overall 8.0
Story 8.5
Acting/Cast 8.0
Music 7.0
Rewatch Value 7.5

Competente Demais Para Fracassar, Morno Demais Para Brilhar

O que dizer desse drama que é simpático, bem produzido e até funcional, mas que definitivamente não entrou no clube seleto dos meus favoritos de 2025? Não por demérito técnico ou narrativo, mas porque lhe faltou aquele elemento incontrolável que faz o espectador perder o fôlego, apertar “próximo episódio” sem pensar e esquecer da vida real. É correto, é competente, mas nunca urgente.

Existe também um traço curioso, quase recorrente, nos dramas protagonizados por Park Min-young: a insistência quase caricatural em reafirmar o quanto ela é jovem, sexy e irresistível, mesmo quando o roteiro já não precisa mais provar nada disso. É tudo um pouco exagerado, como se cada figurino e cada expressão facial gritassem “femme fatale de meia-idade com espírito de ninfeta”, o que, longe de ser uma crítica direta, acaba funcionando como um charme pitoresco que arranca sorrisos involuntários do espectador.

Já o vilão central sofre de um problema clássico: chega tarde, é pouco aprofundado e nunca se torna verdadeiramente memorável. Isso não chega a comprometer o conjunto, porque o roteiro já estava bem estruturado quando ele entra em cena, mas tampouco acrescenta tensão real à narrativa. No fim, fica a sensação de um drama agradável, esquecível e sem ressentimentos: daqueles que a gente termina, escreve a resenha e, com certa probabilidade, jamais volta a pensar nele. E tudo bem.

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