Quantcast

Details

  • Last Online: 21 days ago
  • Gender: Male
  • Location: Brazil
  • Contribution Points: 0 LV0
  • Birthday: December 21
  • Roles:
  • Join Date: January 13, 2024
Completed
I Am a Running Mate
1 people found this review helpful
Aug 4, 2025
8 of 8 episodes seen
Completed 0
Overall 9.0
Story 9.0
Acting/Cast 9.0
Music 7.0
Rewatch Value 9.0

A Democracia Te Observa — E Te Derruba Também

Mesmo sem alarde, orçamento robusto ou pretensão de ser o próximo fenômeno do mundo dorameiro, esse drama entrega exatamente aquilo que tantas superproduções tentam — e falham — alcançar: substância. Com uma narrativa precisa, quase didática, o roteiro costura lições de ciência política, antropologia e psicologia cognitiva com tamanha naturalidade que o espectador é fisgado sem perceber. E o mais surpreendente: até princípios elementares da democracia são expostos com clareza e propósito, sem cair no panfletarismo.

Yoon Hyun-soo, que poderia facilmente ser engolido pela densidade temática, entrega uma performance segura e ajustada, brilhando nos momentos em que a trama exige nuance e contenção. O final, coerente e firme, fecha a narrativa com a mensagem que se impôs desde o início: a democracia, por mais imperfeita que seja, não tolera ser usada como cortina para interesses canalhas. E quando é, cobra. E cobra caro.

Read More

Was this review helpful to you?
Completed
Nine Puzzles
1 people found this review helpful
Aug 3, 2025
11 of 11 episodes seen
Completed 0
Overall 9.0
Story 9.5
Acting/Cast 8.5
Music 7.0
Rewatch Value 9.0
This review may contain spoilers

Crime Bem Feito, Protagonista Mal Tratada

Olha, é inegável que o drama entrega uma trama policial muito bem amarrada, com motivações coerentes e crimes que se entrelaçam sem deixar pontas soltas — algo raríssimo em produções do gênero. O roteiro é preciso como um bisturi e, honestamente, não tem nem espaço para a gente cutucar com furo de lógica ou incoerência narrativa. O gancho para uma segunda temporada, aliás, é tão gritante que parece um convite direto para a audiência grudar na tela de novo. E aceito, viu? Sem pestanejar.

Agora… sobre os protagonistas: a química existe, o timing funciona, mas vamos combinar que a evolução dos personagens seguiu caminhos bem diferentes — e nem sempre por boas razões. O protagonista masculino segue reto feito trilho de trem, enquanto a personagem feminina… ah, essa caiu no clássico trope da mulher forte que vira boba por conveniência de roteiro. De “badass” a tola num piscar de olhos, e tudo isso para só resgatar sua dignidade dramática nos minutos finais. Isso não é um problema da atriz, e sim da pena frouxa do roteirista e da direção que cochilou no volante. Mas, ainda assim, valeu o passeio.

Read More

Was this review helpful to you?
Completed
The Scandal of Chun Hwa
1 people found this review helpful
Mar 27, 2025
10 of 10 episodes seen
Completed 0
Overall 6.5
Story 7.0
Acting/Cast 8.0
Music 7.0
Rewatch Value 6.5
This review may contain spoilers

Era Uma Vez… Só nos Primeiros Episódios

O drama até começa com uma proposta ousada para os padrões da era Joseon — uma mistura de erotismo, comédia e leve irreverência que flerta com o anacrônico, mas que funciona surpreendentemente bem… nos cinco primeiros episódios. Depois disso, a história se perde em um melodrama arrastado, onde o casal principal, apesar de empenhado, simplesmente não convence. Não é que falte química — é que falta coerência, propósito, algo que justifique o porquê de estarmos investindo nosso tempo nesses dois. E o carisma deles, que deveria carregar o roteiro, acaba sendo engolido pelo peso excessivo do sentimentalismo barato.

A frase final, “Eu não fui feliz, mas espero que você seja”, parece querer soar como epifania, mas acaba mais soando como um pedido de desculpas da roteirista ao espectador. Porque fica a dúvida incômoda: tudo aquilo que vimos foi real ou só um devaneio literário? O destino do casal na Joseon parece tão difuso quanto a própria direção do enredo. E no fim das contas, apesar de uma largada promissora, o drama se contenta em ser apenas isso: assistível. Um daqueles que a gente esquece no instante em que a tela escurece.

Read More

Was this review helpful to you?
Completed
Troll Factory
1 people found this review helpful
Jun 17, 2024
Completed 1
Overall 6.5
Story 6.5
Acting/Cast 9.0
Music 7.0
Rewatch Value 5.0
This review may contain spoilers

ESQUISITO E INCOMPLETO...

Ontem à noite decidi assistir a esse filme e o começo parece bem promissor, as bases iniciais do filme são bem apresentadas e o enredo se mostra bem interessante e inovador. Afinal, a Coreia do Sul é um dos países que mais se preocupa com a opinião pública e muitas vezes as grandes corporações e pessoas com poder decidem manipular as redes sociais e a mídia para controlar a dita opinião pública.

Entretanto, a reta final do filme nitidamente estava desconexa e confusa, além de que os cortes de edição foram mal feitos e horríveis. Quando finalmente há algum esclarecimento inteligível, nos é apresentado que o garoto era um mitomaníaco narcisista que manipulou um jornalista que já estava em desgraça com o público e a imprensa, motivo? Sei lá, para os roteiristas pouco importava na verdade. Uma pena porque o elenco era muito bom.

Read More

Was this review helpful to you?
Completed
One Ordinary Day
1 people found this review helpful
Feb 14, 2024
8 of 8 episodes seen
Completed 1
Overall 9.5
Story 9.5
Acting/Cast 10
Music 8.0
Rewatch Value 9.5
This review may contain spoilers

Is innocence synonymous with freedom?

With the imminent premiere of the Netflix drama "Queen of Tears", I decided to watch Kim Soo Hyun's latest drama, which is "One Ordinary Day" from 2021. I confess that I was surprised that Soo Hyun had been on hiatus for almost 3 years and only returned now with the Netflix drama. That said, I deeply regret not having watched this drama when it was released. The technical and scenic quality is of a unique excellence, with everything very well developed. The Korean justice system is once again called into question, and here, as is routine, we see that vanity and ambition are put first in relation to the suffering of others.

They took Hyun Soo's life, and there is no way he can go back to the starting point where his life was abruptly changed. Everything is in the past, and there is no possible reparation. The designation of ex-convict will always be with him, and Korean conservative society will judge him every day, regardless of his innocence. Of course, Hyun Soo was guilty of omission of aid, and his selfishness led him to where we are, but the hell he lived is much more the responsibility of the justice hyenas than anything else.

Finally, Seung Won deserves praise, who plays this lawyer who lives in a state of full dermatitis. I confess that I felt disgusted at first, but as the dermatitis evolved, the case became denser and more complicated. When Hyun Soo was released, the lawyer's dermatitis eased. Kim Sung Gyu, playing Ji Tae, was above criticism. He knew how to be the escape valve for the psychological pressures that Hyun Soo suffered, although in a very twisted way, but he was a protector.

About the ending, I had two feelings: the first that he was going to commit suicide and the second that smoking that last pack of cigarettes would be like saying goodbye to all the hell he lived. I loved this drama so much, impeccable.

Read More

Was this review helpful to you?
Completed
Unveil: Jadewind
0 people found this review helpful
21 days ago
34 of 34 episodes seen
Completed 0
Overall 8.0
Story 9.0
Acting/Cast 8.0
Music 7.0
Rewatch Value 8.0

Nem todo drama precisa de um grande casal

Unveil: Jadewind tem um desafio curioso logo de saída: reunir dois intérpretes talentosos como Bai Lu e Xing Yue e, ainda assim, produzir uma dinâmica romântica que nunca parece realmente florescer. A ausência de química existe, mas curiosamente não chega a comprometer a experiência. Talvez porque a responsabilidade não esteja nos atores, mas na própria construção dos personagens, que parecem caminhar em órbitas emocionais distintas. E, considerando que o romance nunca foi o principal atrativo da narrativa, essa limitação acaba se tornando muito mais uma observação do que um problema efetivo. Bai Lu, como de costume, demonstra uma versatilidade cênica rara, sustentando a personagem com naturalidade e recursos interpretativos que poucas atrizes de sua geração possuem.

O verdadeiro coração do drama está em outro lugar. A série encontra força no componente investigativo, nos mistérios e na forma inteligente com que os roteiristas organizam crimes, pistas e revelações. Há uma sensação constante de que a narrativa respeita a inteligência do espectador, evitando soluções preguiçosas e conduzindo suas tramas com segurança. Não é o tipo de obra que provoca obsessão ou que exige maratonas compulsivas. Pelo contrário, parece funcionar melhor em doses controladas, permitindo que cada caso e cada revelação sejam apreciados sem pressa. E talvez esteja aí sua maior virtude. Não é um drama arrebatador nem transformador, mas é um drama competente, bem construído e satisfatório. Quando termina, a sensação não é de encantamento absoluto, mas de contentamento genuíno pelo que foi entregue.

Read More

Was this review helpful to you?
Completed
The WONDERfools
0 people found this review helpful
25 days ago
8 of 8 episodes seen
Completed 0
Overall 7.5
Story 7.0
Acting/Cast 8.0
Music 7.0
Rewatch Value 7.5

Um passatempo simpático e sem culpa

The Wonderfools parece ter entendido desde o primeiro episódio que não precisava competir com a grandiosidade de produções como Moving para funcionar. Em vez disso, escolhe o caminho mais difícil e, curiosamente, mais honesto: assumir sua própria natureza de aventura despretensiosa, temperada com humor e uma boa dose de galhofa. O resultado é um drama leve, consciente de seus limites e bastante confortável dentro deles. Grande parte desse mérito vem do elenco. Park Eun-bin, Choi Dae-hoon e Im Sung-jae formam um trio de excelente sintonia, sustentando um humor que raramente parece forçado e que encontra seu melhor momento justamente nas interações entre eles. Há uma química cênica evidente e uma energia coletiva que mantém o drama constantemente agradável.

Nem tudo funciona com a mesma eficiência. Falar de Cha Eun-woo já se tornou quase um ritual obrigatório para quem acompanha sua carreira: a presença física continua sendo inegável, mas a atuação permanece excessivamente plana, incapaz de acompanhar colegas muito mais expressivos. Em contrapartida, os antagonistas se mostram surpreendentemente fortes, especialmente graças a Bae Na-ra, que entrega mais uma performance sólida e confirma uma evolução constante como intérprete. Quanto à história, ela abraça sem vergonha seus clichês de ficção científica: crianças usadas como cobaias, poderes sobrenaturais e acidentes improváveis envolvendo lixo contaminado. Nada disso resiste a uma análise muito rigorosa, mas também não parece querer resistir. No fim, é um drama simpático, divertido e funcional, feito para entreter sem grandes pretensões de profundidade.

Read More

Was this review helpful to you?
Completed
The Scarecrow
0 people found this review helpful
28 days ago
12 of 12 episodes seen
Completed 0
Overall 10
Story 10
Acting/Cast 10
Music 7.0
Rewatch Value 10

A rara beleza da imperfeição humana

Em uma época em que boa parte das produções asiáticas parece presa a fórmulas gastas, romances industriais e conflitos fabricados em série, The Scarecrow surge como uma obra feita com algo cada vez mais raro: convicção. É um drama que demonstra inteligência em todos os níveis, do texto à encenação, da direção de atores à reconstrução de época. Há um cuidado quase obsessivo com figurino, ambientação, cenografia e atmosfera, mas o mais impressionante é que nada disso existe apenas para ornamentar a tela. Tudo está a serviço de uma história profundamente humana. O drama entende que tragédias não nascem apenas da maldade, mas da combinação explosiva entre ambição, inveja, vaidade e a capacidade que algumas pessoas têm de tratar vidas humanas como obstáculos descartáveis. E faz isso sem transformar seus personagens em caricaturas morais, permitindo que a dor causada por suas escolhas seja sentida em toda a sua dimensão.

O maior acerto, contudo, está em Kang Tae-joo. Em vez do protagonista infalível que domina a dramaturgia contemporânea, temos alguém que acerta e erra quase na mesma proporção, alguém vulnerável às próprias limitações e incapaz de controlar todas as variáveis ao seu redor. Isso não o enfraquece, pelo contrário, o humaniza. A empatia surge justamente porque ele parece uma pessoa real tentando sobreviver a circunstâncias extraordinárias. E quando personagens queridos encontram destinos injustos, a emoção não vem de manipulação barata, mas do investimento emocional construído com paciência ao longo da narrativa. Poucos dramas conseguem provocar esse tipo de envolvimento genuíno.

Ao final, permanece a sensação rara de ter acompanhado algo importante. A descoberta posterior de que a história foi inspirada em acontecimentos reais apenas reforça a impressão de que os roteiristas compreenderam o peso histórico do material que tinham em mãos. Não há romantização da tragédia nem desespero gratuito. O drama reconhece que a vida pode ser cruel, mas se recusa a enxergá-la apenas através da escuridão. É uma obra madura, sensível e extraordinariamente bem executada, daquelas que continuam ecoando muito tempo depois dos créditos finais.

Read More

Was this review helpful to you?
Completed
Bloodhounds Season 2
0 people found this review helpful
May 17, 2026
7 of 7 episodes seen
Completed 0
Overall 7.5
Story 7.5
Acting/Cast 8.0
Music 7.0
Rewatch Value 7.5

Rain entende melhor a série do que seu protagonista

A segunda temporada de Bloodhounds parece, por vezes, estranhamente convencida de que seu protagonista pode se comunicar como se ainda estivéssemos no cinema mudo. Woo Do-hwan passa boa parte da temporada reduzido a respostas monossilábicas, pedidos de desculpa e uma economia verbal que rapidamente deixa de parecer traço de personagem para soar como limitação de escrita. A responsabilidade, convenhamos, não recai apenas sobre o ator, mas sobre roteiristas e direção, que claramente decidiram transformar o protagonista em uma presença mais física do que verbal. Em compensação, Rain entende perfeitamente o tipo de exagero que a série exige e entrega um vilão impulsivo, violento e suficientemente carregado de presença para justificar o caos que provoca. É um antagonista funcional, irritante na medida certa e, sobretudo, divertido de assistir.

Narrativamente, a temporada abraça clichês com a tranquilidade de quem já desistiu de pedir desculpas por eles. As motivações que empurram o protagonista de volta à luta são preguiçosas, o retrato da polícia continua preso naquela caricatura habitual entre incompetência, covardia e corrupção, e ainda assim a série mantém movimento suficiente para não cair no tédio. Não há aqui grandes sofisticações dramáticas, tampouco ambições emocionais mais profundas. Trata-se de entretenimento de ação puro, com boas participações especiais, coadjuvantes de luxo e a nítida sensação de que a Netflix enxerga potencial de franquia, especialmente com a entrada de Park Seo-joon como possibilidade de expansão. O saldo? Entreteve. E essa talvez seja exatamente a única promessa que a temporada realmente precisava cumprir.

Read More

Was this review helpful to you?
Completed
If Wishes Could Kill
0 people found this review helpful
May 17, 2026
8 of 8 episodes seen
Completed 0
Overall 8.5
Story 7.5
Acting/Cast 9.0
Music 7.0
Rewatch Value 8.5

Quando competência basta e sobra

If Wishes Could Kill é mais uma pequena afronta à ideia preguiçosa de que qualidade dramática nasce exclusivamente de cifras obscenas. Para os padrões da Netflix, trata-se de uma produção relativamente modesta, e ainda assim a série entrega um acabamento que faria muito projeto inflado corar discretamente no canto da sala. O elenco jovem é um trunfo decisivo, não pelo apelo etário, mas pela disciplina cênica. Não há traço de canastrice, não há aquele constrangimento juvenil tão comum quando se reúne um grupo de rostos bonitos antes de bons atores. Aqui, todos funcionam. E quando se diz todos, é sem caridade crítica. Há rigor interpretativo, naturalidade e precisão emocional, algo ainda mais notável sob o comando de um diretor estreante como Park Youn-Seo, que claramente não chegou aqui por improviso, mas por aprendizado sólido vindo de Moving.

A premissa, convenhamos, não é exatamente revolucionária. Há algo nessa sinopse que soa familiar, como uma memória dramática reciclada dos anos 2010, daquelas histórias que já circularam por diferentes roupagens emocionais. A diferença é que aqui o clichê não envergonha, ele funciona. Porque execução ainda importa, e importa muito. O texto entende seu próprio material, os efeitos visuais e especiais são convincentes e a produção jamais transmite a sensação de limitação financeira. Pelo contrário, há um cuidado estético que sustenta a credibilidade do universo apresentado e impede qualquer comparação desfavorável com produções de orçamento muito superior.

No fim, o que fica é uma constatação simples e quase irritante para certas superproduções: dinheiro ajuda, evidentemente, mas talento continua sendo mais importante. If Wishes Could Kill não reinventa a dramaturgia coreana nem pretende fazê-lo. Seu mérito está em pegar uma estrutura familiar, cercá-la de competência técnica e interpretativa, e entregar um drama sólido, elegante e plenamente funcional. Às vezes, isso basta. Quando bem feito, basta com folga.

Read More

Was this review helpful to you?
Completed
Veil of Shadows
0 people found this review helpful
May 8, 2026
29 of 29 episodes seen
Completed 0
Overall 9.0
Story 9.5
Acting/Cast 9.0
Music 8.5
Rewatch Value 9.0

O tipo de produção que eleva a régua

Veil of Shadows faz algo que produções estreladas raramente conseguem sem tropeçar feio: reunir um elenco numeroso e repleto de nomes de peso sem transformar metade dos personagens em decoração cara. Há aqui um trabalho admirável de distribuição dramática, dando tempo, função e dignidade narrativa a praticamente todos, o que por si só já seria digno de aplauso. Some-se a isso um espetáculo técnico de fazer certos dramas modestos parecerem ensaio escolar. Figurino exuberante, CGI robusto, cenografia ambiciosa, maquiagem cuidadosa e um enredo que sabe sustentar a grandiosidade visual sem virar vitrine vazia. É o tipo de produção que estraga o espectador, porque depois dela voltar para dramas de orçamento apertado exige boa vontade quase espiritual.

Nem tudo, porém, escapa do excesso. O drama se entrega, com entusiasmo tipicamente chinês, a diálogos longos demais e a melodramas que, em certos momentos, mais testam a atenção do que aprofundam emoção, especialmente nas cenas românticas, onde a tentação de se distrair aparece sem cerimônia. Também chama atenção a atuação de Yan An, curiosamente aquém do restante do elenco, com expressões por vezes artificiais demais para um conjunto que opera em nível mais seguro, o que decepciona ainda mais considerando seu bom trabalho em Fangs of Fortune. Ainda assim, são ruídos pontuais em uma experiência amplamente vitoriosa. O final fecha com elegância e sem gancho barato para continuação, preferindo uma leitura quase fatalista de que o destino sempre encontra meios de cumprir aquilo que foi traçado, para o bem ou para o desastre, dependendo apenas do ângulo de quem observa.

Read More

Was this review helpful to you?
Completed
Million-Follower Detective
0 people found this review helpful
Apr 30, 2026
8 of 8 episodes seen
Completed 0
Overall 7.0
Story 8.5
Acting/Cast 7.5
Music 7.0
Rewatch Value 7.5

Entre a precisão e a falta de impacto

Este drama taiwanês se apoia em uma estrutura narrativa sólida e em uma condução precisa, sem tropeços evidentes ao longo do percurso. A trama se mantém bem conectada do primeiro ao último episódio, com um roteiro que sabe organizar seus conflitos e entregar motivações claras, inclusive para o antagonista, cuja construção, justa ou não, é devidamente apresentada ao espectador. Tecnicamente, não há falhas relevantes, e a produção cumpre com eficiência aquilo que se propõe a fazer. Ainda assim, trata-se de uma experiência que permanece dentro de um campo mais contido, correta e bem executada, mas sem alcançar um impacto mais profundo ou duradouro no imaginário.

Read More

Was this review helpful to you?
Completed
Last Samurai Standing
0 people found this review helpful
Mar 21, 2026
6 of 6 episodes seen
Completed 0
Overall 7.5
Story 8.5
Acting/Cast 8.0
Music 7.0
Rewatch Value 7.5

Promissor, mas desequilibrado

Last Samurai Standing confirma, logo de saída, aquilo que já se espera de uma produção japonesa desse porte: excelência técnica. Ambientação, fotografia, cenografia e figurino trabalham em perfeita harmonia, criando um universo visualmente rico e consistente. A direção e o modelo de filmagem reforçam essa qualidade, com uma edição precisa que valoriza tanto a ação quanto os momentos de contemplação. Nesse aspecto, o drama é irretocável. O problema surge no centro da narrativa. O protagonista, que deveria carregar o peso de um passado sanguinário e temível, carece de carisma e presença. Falta aura. Há uma desconexão entre a proposta do personagem e a entrega do ator, agravada por uma diferença de idade pouco convincente em relação aos demais samurais e parceiros de treino, o que compromete a credibilidade em cena.

Curiosamente, são os vilões que sustentam o interesse dramático. Há consistência na construção de cada antagonista, com destaque para a figura quase caricatural, mas eficaz, do líder que evoca um “Mini Napoleão Bonaparte”, carregando a arrogância e a obsessão necessárias para conduzir o projeto de extermínio dos samurais. É um conjunto de personagens mais vibrante do que o próprio herói, o que desloca o eixo emocional da série. Ainda assim, a temporada cumpre seu papel de instigar continuidade. A vontade de seguir não vem pelo protagonista, mas pelo enredo e pelo universo que se mostra promissor. É um drama tecnicamente impecável, narrativamente interessante, mas que ainda precisa encontrar um centro mais forte para sustentar plenamente seu impacto.

Read More

Was this review helpful to you?
Completed
Bloody Flower
0 people found this review helpful
Mar 5, 2026
8 of 8 episodes seen
Completed 0
Overall 8.0
Story 8.5
Acting/Cast 8.5
Music 7.0
Rewatch Value 8.0
This review may contain spoilers

Um thriller que prefere clareza ao mistério fácil

Bloody Flower se mostra um drama competente justamente por aquilo que muitos thrillers recentes parecem esquecer: coerência narrativa. As tramas se conectam de forma segura, os personagens encontram função dentro do enredo e o roteiro evita buracos evidentes. Nos primeiros episódios, especialmente até o capítulo quatro ou cinco, paira uma desconfiança legítima sobre a suposta cura apresentada pela história, que poderia facilmente ser apenas uma peça dentro de um plano maior de vingança. A suspeita não era infundada, já que a vingança realmente se confirma como motor da narrativa, mas o roteiro surpreende ao revelar que a cura também existe de fato, ampliando o conflito em vez de simplificá-lo.

Outro ponto forte é a atuação de Ryeoun, que demonstra maturidade incomum para alguém de sua geração. Sua performance evita o artificialismo que frequentemente aparece em atores jovens, sustentando o personagem com naturalidade e presença. O desfecho também opta pela clareza em vez da ambiguidade fácil: o serial killer anti-herói está vivo, e o detalhe sonoro das ondas do mar na ligação final elimina qualquer dúvida interpretativa. É um encerramento direto, sem metáforas excessivas ou finais deliberadamente nebulosos. No balanço final, trata-se de um drama sólido, bem resolvido e satisfatório, que cumpre o que promete sem tropeços relevantes.

Read More

Was this review helpful to you?
Completed
The Art of Sarah
0 people found this review helpful
Mar 5, 2026
8 of 8 episodes seen
Completed 0
Overall 8.5
Story 9.0
Acting/Cast 8.5
Music 7.0
Rewatch Value 8.5
This review may contain spoilers

O preço de conquistar e MANTER o que é seu

The Art of Sarah mergulha em um universo de aparências, ambição e ressentimentos cuidadosamente disfarçados. É um drama de acidez elegante, quase prazerosa de acompanhar, em que a protagonista transita com habilidade entre cinismo, desejo de ascensão e uma espécie de reivindicação tardia de dignidade. Sarah não é uma heroína convencional, tampouco uma vilã simples. Ela flutua nesse território moral ambíguo com naturalidade desconcertante, impulsionada pela vontade de conquistar aquilo que a vida lhe negou ou, pior, aquilo que lhe foi tirado com humilhação. Os diálogos são longos, mas não cansativos. Há a sensação de que cada frase foi escrita com precisão cirúrgica, especialmente nos confrontos verbais entre Sarah e o detetive que a persegue, transformando esses embates em pequenas arenas psicológicas.

O desfecho encontra um equilíbrio curioso entre vitória e derrota. Ambos os protagonistas saem, ao mesmo tempo, vencedores e incompletos. Sarah conquista algo fundamental, mas paga com dez anos de liberdade perdida e com a impossibilidade de acompanhar o crescimento da própria criação. O detetive, por sua vez, alcança a promoção desejada, mas falha em destruir aquilo que representava o verdadeiro coração do projeto de Sarah: Boudoir. Não há triunfo absoluto, apenas consequências. E talvez seja justamente isso que torna o final tão coerente. Shin Hye-sun sustenta tudo com uma atuação afiada, construindo uma protagonista que oscila entre charme calculado e sociopatia silenciosa, marcada por uma cadência de voz quase hipnótica e por uma ingenuidade aparentemente ensaiada. O resultado é um drama ácido, inteligente e provocativo, que permanece na cabeça mesmo depois do último episódio.

Read More

Was this review helpful to you?