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  • Last Online: 1 day ago
  • Gender: Male
  • Location: Brazil
  • Contribution Points: 0 LV0
  • Birthday: December 21
  • Roles:
  • Join Date: January 13, 2024
Completed
Had I Not Seen the Sun
0 people found this review helpful
24 days ago
10 of 10 episodes seen
Completed 0
Overall 10
Story 10
Acting/Cast 10
Music 10
Rewatch Value 10

O sol como direito, não como metáfora

Had I Not Seen the Sun não é apenas um drama, é uma experiência que desorganiza. Ele não provoca catarse, ele a impõe. Cada episódio funciona como uma travessia emocional em que tristeza, rancor, ternura, ansiedade e dor coexistem sem hierarquia, obrigando o espectador a sentir tudo ao mesmo tempo. É belo porque é cruel, é cruel porque é honesto, e é arrebatador porque não oferece alívio fácil. Ao final de cada episódio, não há vontade de seguir adiante, há necessidade de parar e tentar compreender o que acabou de atravessar o peito. O mais perturbador é perceber como um amor tão imaculado, responsável e silenciosamente belo consegue nascer e sobreviver cercado por inveja, ódio e ressentimento, como se amar fosse, por si só, um ato de afronta ao mundo.

O texto é de uma precisão quase sobrenatural. A dramaturgia taiwanesa atinge aqui um nível de maturidade emocional raríssimo, em que cada cena parece calibrada para encontrar exatamente o nervo certo do espectador. Não há excesso, não há desperdício, não há concessão. Jing-Hua Tseng e Moon Lee entregam atuações que não parecem interpretações, mas estados de existência. Eles não representam a dor, eles a habitam. O enlace que se constrói entre os dois é trágico, sim, mas também profundamente ético, cuidadoso e protetor, um amor que não agride, não corrompe e não exige, apenas existe. Trilha sonora, direção, cenografia, figurino e efeitos visuais não acompanham o texto, eles o reverenciam. Tudo está a serviço da emoção, e nada escapa dessa intenção.

O final não é ambíguo, é libertador. Não há metáfora escondida nem subtexto cifrado. A resposta é direta, quase física. Aqueles que antes se perguntavam se tinham permissão para ver o sol finalmente entendem que essa permissão nunca foi externa. Quando a canção ecoa, não como citação, mas como sentido, a imagem que se impõe é a da transformação completa. Não resta dúvida, não resta pergunta, não resta dor sem propósito. O sol não é recompensa, é direito. E quando a história termina, não há vontade de avaliar, apenas de aceitar que algo mudou. Esse não é um drama que se assiste. É um drama que permanece.

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Completed
Taxi Driver Season 3
0 people found this review helpful
Jan 21, 2026
16 of 16 episodes seen
Completed 0
Overall 8.0
Story 8.0
Acting/Cast 9.0
Music 8.0
Rewatch Value 8.0
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Uma terceira temporada com uma identidade mais do que própria.

Chegamos ao fim da terceira temporada de Táxi Driver, e, curiosamente, a ausência de um vilão central não soa como deficiência. Pelo contrário, o mais interessante é perceber que não senti falta dessa figura organizadora do conflito. As histórias episódicas funcionam muito bem de forma distribuída, cada uma com peso próprio, sustentadas por participações especiais bem aproveitadas e por um início avassalador no Japão, que já estabelece fôlego e ambição. Há uma sensação clara de confiança narrativa, como se a série soubesse que não precisa mais de muletas estruturais para se manter interessante.

O grande trunfo segue sendo a sinergia do elenco. O carisma coletivo explica com facilidade por que o drama atravessou temporadas, e há uma noção palpável de união entre atores, direção e roteiro. Nem tudo, porém, é impecável. O embate final com o general cuidador de galinhas no último episódio soa forçado e estranhamente deslocado, sobretudo pelo uso de humor quase “creepy” dentro do alojamento, reforçado por sonoplastia cômica que quebra o tom. Também incomoda ver, em alguns momentos, a equipe da Rainbow agir de forma excessivamente ingênua, especialmente na saga da ilha dos golpistas. Ainda assim, o saldo final é amplamente positivo. A série tem texto sólido, alma coletiva e ainda muita lenha para queimar. A torcida por uma quarta temporada não é gratuita, é consequência natural do que foi construído até aqui.

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Completed
Legends of the Condor Heroes: The Gallants
0 people found this review helpful
Jan 19, 2026
Completed 0
Overall 7.0
Story 8.0
Acting/Cast 8.0
Music 7.0
Rewatch Value 7.0
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Nada além de um bom filme de domingo

Minha régua para cinema é assumidamente ingrata, porque sou movido a contexto, detalhe e circunstância, justamente aquilo que um filme de 90 a 120 minutos raramente consegue oferecer sem atropelos. Ainda assim, tento ser justo. Cheguei a este filme muito mais por Xiao Zhan, de quem sou fã declarado, do que por qualquer promessa de densidade narrativa. E, dentro do possível, a produção acerta em escolhas importantes. O uso do idioma mongol, sem a comodidade artificial de colocar todos falando a mesma língua, revela um respeito cultural que merece ser destacado. Não cabe aqui julgar pronúncia, mas a decisão em si já qualifica a obra. O início é apressado, com acontecimentos jogados em sequência e alguns flashbacks reduzidos a texto, mas a narrativa se mantém compreensível e segue em frente sem me perder pelo caminho.

Visualmente, o filme se sustenta melhor do que tropeça. A caracterização dos personagens e a cenografia funcionam muito bem e ajudam a dar corpo ao universo apresentado. O CGI, por outro lado, é irregular, às vezes simplista demais, quase primitivo, mas sem chegar ao ponto de comprometer a experiência como um todo. Fica mais como um registro técnico do que como um problema real. O final parece deliberadamente fechado, reforçado pela canção que acompanha os protagonistas, sinalizando que não há ambição de continuidade. No saldo final, é exatamente isso: um bom filme de domingo, honesto dentro de suas limitações e confortável naquilo que se propõe a entregar.

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Completed
The Vendetta of An
0 people found this review helpful
Jan 18, 2026
28 of 28 episodes seen
Completed 0
Overall 8.0
Story 7.5
Acting/Cast 9.0
Music 7.0
Rewatch Value 7.5
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A drama that knows where it wants to go

There is something almost ironic about watching yet another drama starring Cheng Yi already knowing that death awaits his character in the end, as if it were an unwritten contractual clause. In this case, however, that predictability works in the story’s favor. From the early episodes, the script makes it clear that there will be no escape for the protagonist, and it earns its credibility by remaining consistent to the very end. The political conspiracies are well structured, the tragic core is respected, and within its chosen framework, the narrative shows no obvious structural flaws. It knows exactly where it is going.

That confidence wavers briefly between episodes seven and ten, when the pacing slows to a near standstill and risks draining the drama of its emotional weight. Thankfully, the series regains momentum and delivers a strong final stretch, supported by solid technical work in makeup, set design, and overall atmosphere. The protagonist’s ultimate sacrifice for the greater good culminates in a strikingly lucid, almost illusory scene of Huai An walking through the city he gave his life for, watching daily life move forward just as he once foretold. It is a restrained, melancholic ending that honors the journey.

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Completed
Under Ninja
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Jan 12, 2026
Completed 0
Overall 5.5
Story 5.5
Acting/Cast 7.0
Music 7.0
Rewatch Value 5.5

Melhor ter ficado no anime

Escolhi Under Ninja movido por dois afetos claros: o fascínio pelo universo shinobi e a admiração antiga por Kento Yamazaki, muito anterior ao seu status de estrela global. O começo até engana. As coreografias de luta são surpreendentemente bem executadas, filmadas com clareza, sem a histeria visual de flashes rápidos e edições picotadas que costumam sabotar o gênero. O problema é que os elogios acabam aí. O filme descamba rapidamente para um amontoado de decisões constrangedoras, com um texto bizarro que tenta importar sem filtro o nonsense do anime para o live action, esquecendo que nem tudo sobrevive à transposição. O humor falha, constrange, e o protagonista, reduzido a um personagem monossilábico, expõe um Kento Yamazaki estranhamente canastrão, algo que dói admitir. O resultado é uma galhofa japonesa sem propósito claro, agravada por efeitos visuais pobres, com explosões que remetem ao pior da televisão tokusatsu setentista. Ideia de sequência? Melhor deixar passar.

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Completed
Cashero
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Jan 7, 2026
8 of 8 episodes seen
Completed 0
Overall 7.0
Story 9.0
Acting/Cast 8.0
Music 7.0
Rewatch Value 7.0

Qualidade Técnica em Alta, Coerência Narrativa Nem Tanto

Está aí mais um drama de super heróis que a dramaturgia coreana nos entrega com um pacote técnico acima da média, boa qualidade cenográfica e efeitos visuais competentes, sem aquela sensação constante de improviso barato. A vilania, inclusive, é um dos grandes acertos, interpretada de forma diferente, visualmente demoníaca e surpreendentemente eficaz por Lee Chae Min, que vem em clara ascensão na carreira, escolhendo bem seus projetos e demonstrando consistência nas atuações, algo ainda raro nesse nicho específico do gênero dentro dos doramas.

O enredo, por outro lado, não foge em absolutamente nada dos clichês clássicos de histórias de super heróis, o mocinho puro, quase ingênuo, que quer salvar o mundo, a amada e tudo que se move ao redor, uma fórmula tão antiga quanto o próprio cinema e que aqui funciona de maneira correta, sem brilho, mas sem grandes tropeços conceituais. O problema está nos furos de roteiro, alguns difíceis de ignorar, como a forma inexplicável pela qual Jo Nathan sobrevive à explosão, enquanto o salvamento de Kang é devidamente explicado, ou ainda o clímax resolvido com um simples soco, o que beira o anticlímax absoluto. Fica a sensação de que o roteirista simplesmente desistiu de responder perguntas básicas, como o destino final de Jo Nathan, foi preso, morreu, evaporou, pouco importa, porque a impressão final é de que o texto escolheu tratar essas lacunas como irrelevantes, mesmo quando elas comprometem a lógica interna da narrativa.

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Completed
Blood River
0 people found this review helpful
Jan 7, 2026
38 of 38 episodes seen
Completed 0
Overall 10
Story 10
Acting/Cast 9.0
Music 7.0
Rewatch Value 10

Amizade, Lealdade e Origem: Um Prequel Sem Falhas

É revigorante, quase terapêutico, escrever uma resenha assim. Feliz. Muito feliz. Este prequel do universo já sólido e bem arquitetado de “Blood of Youth” é, sem exagero, um acerto em cheio. Tudo funciona. O roteiro é pensado com inteligência para explicar a origem daquela facção misteriosa que, na obra original, surgia quase como um enigma e despertava curiosidade imediata. Aqui, a série entrega respostas com clareza, elegância e coesão narrativa, sem jamais parecer expositiva ou preguiçosa.

O maior trunfo, porém, está na relação entre os dois protagonistas. Amigos de personalidades radicalmente distintas, visões de mundo opostas e estilos de vida quase incompatíveis, mas que constroem uma amizade leal, íntegra e, por vezes, até insólita. Essa dinâmica é o motor emocional da obra e se desenvolve de forma orgânica, dinâmica e decisiva para o avanço da trama, sempre ancorada na ideia de bem comum e responsabilidade coletiva. Nada soa gratuito. Cada decisão tem peso dramático real.

Confesso que não conhecia o ator protagonista, Simon Gong, e fui positivamente surpreendido. A beleza evidente ajuda, claro, mas não sustenta uma série sozinha. Ele demonstra bons recursos cênicos, presença e domínio emocional, especialmente nas cenas mais exigentes, onde o drama pede mais do que pose e carisma. A química romântica com sua parceira de cena também merece destaque, funcionando de forma natural e convincente, sem excessos melodramáticos.

Faço apenas uma recomendação essencial: não pulem a cena pós-créditos. Ela encerra a história com precisão cirúrgica, fecha arcos narrativos importantes e evita qualquer sensação de ponta solta ou promessa vazia para o futuro. No fim, foi uma experiência extremamente satisfatória. Um drama redondo, seguro de si, que respeita seu universo e seu público. Não há nada a criticar. Valeu, e muito, a pena.

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Completed
Ms. Incognito
0 people found this review helpful
Jan 3, 2026
12 of 12 episodes seen
Completed 0
Overall 8.0
Story 8.5
Acting/Cast 8.0
Music 7.0
Rewatch Value 8.0

Sem Tropeços, Sem Faíscas



Assisti a este drama em doses homeopáticas, não por demérito da obra, mas por uma escolha pessoal mesmo. Nada nele é propriamente ruim, tampouco empolgante a ponto de exigir maratona. A narrativa é linear, funcional, sem tropeços evidentes de roteiro ou direção. As atuações cumprem bem o que se espera, e os vilões seguem a cartilha clássica dos dramas coreanos — o que não chega a ser um defeito, apenas um registro de que não há qualquer tentativa de subversão ou ousadia nesse aspecto. Tudo está exatamente onde deveria estar, e talvez resida aí o seu maior limite.

O principal problema, contudo, está no casal protagonista. A química simplesmente não acontece. A atriz parece permanentemente travada para qualquer aproximação mais íntima, o que fica evidente no beijo final, cuidadosamente escondido por closes estratégicos de câmera, como se a própria direção tentasse poupar o espectador do constrangimento mútuo dos atores. Em contrapartida, a vilã central é um acerto: vil na medida certa, sem resvalar na caricatura tão comum a esse tipo de personagem, mérito claro da atriz. No fim, trata-se de um passatempo correto, esquecível, que cumpre sua função e se encerra sem deixar saudade. Sem mais.

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Completed
Confidence Queen
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Dec 29, 2025
12 of 12 episodes seen
Completed 0
Overall 8.0
Story 8.5
Acting/Cast 8.0
Music 7.0
Rewatch Value 7.5

Competente Demais Para Fracassar, Morno Demais Para Brilhar

O que dizer desse drama que é simpático, bem produzido e até funcional, mas que definitivamente não entrou no clube seleto dos meus favoritos de 2025? Não por demérito técnico ou narrativo, mas porque lhe faltou aquele elemento incontrolável que faz o espectador perder o fôlego, apertar “próximo episódio” sem pensar e esquecer da vida real. É correto, é competente, mas nunca urgente.

Existe também um traço curioso, quase recorrente, nos dramas protagonizados por Park Min-young: a insistência quase caricatural em reafirmar o quanto ela é jovem, sexy e irresistível, mesmo quando o roteiro já não precisa mais provar nada disso. É tudo um pouco exagerado, como se cada figurino e cada expressão facial gritassem “femme fatale de meia-idade com espírito de ninfeta”, o que, longe de ser uma crítica direta, acaba funcionando como um charme pitoresco que arranca sorrisos involuntários do espectador.

Já o vilão central sofre de um problema clássico: chega tarde, é pouco aprofundado e nunca se torna verdadeiramente memorável. Isso não chega a comprometer o conjunto, porque o roteiro já estava bem estruturado quando ele entra em cena, mas tampouco acrescenta tensão real à narrativa. No fim, fica a sensação de um drama agradável, esquecível e sem ressentimentos: daqueles que a gente termina, escreve a resenha e, com certa probabilidade, jamais volta a pensar nele. E tudo bem.

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Completed
Dear X
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Dec 28, 2025
12 of 12 episodes seen
Completed 0
Overall 8.5
Story 9.0
Acting/Cast 9.5
Music 7.5
Rewatch Value 8.5
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Entre o Castigo e o Apagamento: Um Final Menor para uma História Maior

Antes de entrar no mérito do drama, preciso registrar duas discordâncias fundamentais que, para mim, pesam bastante na avaliação final. O desfecho do webtoon é simplesmente superior ao do dorama. Mais coerente, mais cruel e infinitamente mais perturbador. No original, a queda de Baek Ah-jin é completa, não apenas profissional, mas moral e existencial. A fuga para Hong Kong, a revelação da gravidez, o reaparecimento anos depois por meio da filha e, sobretudo, o gesto final de usar essa criança como instrumento de punição psicológica contra Jun-seo compõem um encerramento devastador. Ali não há catarse, não há redenção, só a certeza de que certos vínculos nunca se rompem e que algumas pessoas transformam o trauma em arma permanente. O drama, ao optar por um acidente e um final mais etéreo, suaviza algo que, na essência, era para ser desconfortável até o último segundo.

Dito isso, discordo frontalmente da leitura de que o drama termina em aberto. Não termina. O castigo de Ah-jin está claro e é definitivo. Ela sobrevive, sim, mas perde aquilo que sempre foi o seu combustível: fama, poder, controle e visibilidade. O império que construiu rui de forma irreversível e ela desaparece no anonimato, condenada a existir sem plateia, sem narrativa pública e sem relevância social. Para alguém que viveu exclusivamente do olhar alheio, essa é a punição mais dura possível. Não há redenção, não há vitória silenciosa, apenas apagamento. É um fim menos sofisticado que o do webtoon, mas ainda assim um fim.

Quanto ao conjunto da obra, o saldo é positivo. O elenco inteiro atua em estado de precisão dramática, sem escorregões relevantes. Faço aqui um mea-culpa público: sempre considerei Kim Young-dae um canastrão profissional, mas neste drama ele me desmente com segurança e entrega uma performance sólida, contida e madura. Que siga por esse caminho. O roteiro, apesar das concessões no desfecho, funciona bem e mantém tensão emocional consistente. E Kim Yoo-jung simplesmente domina a narrativa. Se houver algum senso de justiça crítica, ela merece sair do Baeksang Arts Awards de 2026 com o prêmio principal nas mãos.

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Completed
Sword and Beloved
0 people found this review helpful
Dec 23, 2025
36 of 36 episodes seen
Completed 0
Overall 8.0
Story 8.0
Acting/Cast 7.5
Music 7.0
Rewatch Value 8.0
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Morrer Outra Vez: O Padrão Trágico de Cheng Yi em 2025

Há algo de curiosamente obsessivo na trajetória recente de Cheng Yi: três dramas lançados em 2025, três finais marcados pela morte do protagonista. Chega a soar como cláusula contratual não escrita, tamanha a recorrência. Ainda assim, é preciso reconhecer que, neste caso específico, o sacrifício final não surge como artifício gratuito nem como choque vazio. Tanto ele quanto a protagonista caminham, desde cedo, para esse desfecho, que se resolve de maneira deliberadamente poética e etérea. Não se trata de um “final feliz” convencional, mas de uma aposta no simbólico: a ideia de que ambos continuam existindo em algum plano do universo, mais como sensação do que como fato. Funciona justamente por não tentar explicar demais.

Tecnicamente, o drama impressiona nos efeitos visuais. O CGI é rico, bem integrado e, dentro do padrão das produções chinesas, surpreendentemente competente, sem gerar constrangimento em cena alguma. Já o figurino e a maquiagem jogam contra a obra: as roupas soam pobres, quase caricatas, lembrando fantasias improvisadas, e a maquiagem excessiva deixa os rostos artificialmente “rebocados”, prejudicando a imersão. No quesito narrativa, mesmo sem ter assistido aos dramas anteriores que compõem esse universo, o enredo se sustenta por conta própria, é compreensível e envolvente. No fim das contas, é um drama que acerta mais do que erra, especialmente na construção emocional do sacrifício, ainda que tropece feio na estética de seus personagens.

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Completed
The Manipulated
0 people found this review helpful
Dec 15, 2025
12 of 12 episodes seen
Completed 0
Overall 8.0
Story 8.5
Acting/Cast 9.0
Music 7.0
Rewatch Value 8.0
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O Drama que Sabia Onde Começar, Mas Não Como Terminar

O drama abriu com três episódios de fôlego raro, daqueles que agarram o espectador pelo colarinho e não pedem licença. Depois, é verdade, perdeu ritmo e empolgação, caminhando em marcha menos ousada até o final. Ainda assim, as atuações sustentam boa parte do interesse. KyungSoo entrega um vilão surpreendentemente contido, distante do caricato fácil e do exagero histriônico, compondo um sociopata frio e funcional. Já Chang Wook, como protagonista, é competente e carismático, mas em diversos momentos parece operar no piloto automático, como quem sabe exatamente onde precisa chegar, mas não faz questão de explorar o caminho.

O problema maior está mesmo no desfecho, um final sem clímax e estranhamente mal resolvido. A luta derradeira sugere uma escolha moral interessante quando Taejung poupa YoHan, indicando fé nas instituições e na punição pela justiça, mas essa construção é sabotada segundos depois por um incêndio conveniente que elimina o vilão de forma quase cômica. O que poderia ser ironia trágica vira confusão narrativa. A cena final, de tom subjetivo e poético, tenta insinuar camadas de manipulação até sobre o próprio vilão, mas não aponta com clareza para uma segunda temporada nem fecha o arco proposto. O saldo é positivo, porém aquém do impacto prometido no início. A sensação que fica é de uma obra que começou incendiária e terminou em fumaça.

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Completed
First Lady
0 people found this review helpful
Nov 22, 2025
12 of 12 episodes seen
Completed 0
Overall 8.5
Story 8.5
Acting/Cast 8.0
Music 7.0
Rewatch Value 8.5

A Final that Whispers, Does Not Declare

It is a very good drama, although it carries that soap opera veneer and all the emotional intensity typical of Korean productions. Following the trajectory of this woman consumed by her own obsession for power and family stability is, at the very least, fascinating. The main actress sustains everything with an almost surgical precision, gliding between the cold and calculating figure and the mother who tries, at all costs, to preserve marriage, reputation, and the fantasy of normality that collapsed long ago.

The villain, on the other hand, is of a memorable anaemia. Lack of presence, lack of threat, lack of anything beyond the basics. But does this compromise the drama? Not at all. The narrative never needed a monumental antagonist to function and politics, here, is more atmosphere than a battlefield. The ending, subjective but with a glimmer of hope, works as a breath after a lot of suffocation and says more than it appears.

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Completed
Queen Mantis
0 people found this review helpful
Nov 22, 2025
8 of 8 episodes seen
Completed 0
Overall 8.0
Story 8.0
Acting/Cast 9.0
Music 7.0
Rewatch Value 8.0
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Boa de Roteiro, Econômica de Impacto

É aquele tipo de drama que acerta quase tudo no que pretende: boa carpintaria de roteiro, direção eficiente, elenco afinado. Mas não chega a mexer nas placas tectônicas da obsessão, não vira o tipo de série que a gente maratona às três da manhã como se a vida dependesse disso. Ainda assim, o remake coreano é engenhoso, cheio de nuances bem colocadas, desses que fazem o espectador vacilar junto com a protagonista. Em vários momentos dos episódios iniciais e intermediários, é perfeitamente plausível acreditar que ela pode ter matado apenas o marido enquanto os outros crimes seriam uma armação. A série brinca com essa ambiguidade até onde consegue, antes de revelar que sim, havia ali uma verdadeira serial killer embalando lancheira escolar e crimes sangrentos na mesma rotina. Nada mais humano, afinal.

O que fica pairando é que, apesar da boa execução, a mensagem não se impõe de imediato. O drama termina mais como uma névoa do que como um ponto final, e talvez seja essa a graça, ou talvez seja apenas uma hesitação narrativa que o tempo decidirá. O gancho para continuação está lá, todo arrumado, com fita e laço. Se verei, é cedo para dizer. Mas, no geral, funciona. E funciona bem o bastante para ficar rodeando a cabeça sem nunca reclamar o centro do palco.

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Completed
Alice in Borderland Season 3
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Oct 28, 2025
6 of 6 episodes seen
Completed 0
Overall 9.0
Story 8.5
Acting/Cast 9.0
Music 7.0
Rewatch Value 9.0

O Jogo Acabou, Mas a Direção Venceu

É raro uma continuação manter o fôlego, mas essa temporada conseguiu algo ainda mais difícil: superar a segunda e empatar com a primeira em densidade narrativa e precisão de direção. A introdução de novos personagens não substitui o brilho dos originais, mas confere um frescor bem-vindo, sobretudo com a Rei Morikage, que se tornou memorável. A presença de Ken Watanabe foi um trunfo, e seu embate filosófico com Arisu, simbolizando a fronteira entre a vida e a morte, foi elegante e de grande impacto. Quanto à ideia de uma versão ocidental ou adaptação futura, que nem ousem: a série é japonesa por essência, e diluir isso seria um desserviço à própria alma da obra.

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